segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço!

Por Kel.

Em um jantar de família os pais sentam a mesa com seus dois filhos e seguindo orientações de discursos "politicamente corretos", resolvem abordar o tema drogas, para que as crianças e os adolescentes não entrem nessa.

O pai de forma amigável orienta os filhos, que as drogas são perigosas, pois como eles podem ver muitos começam com um cigarro de maconha,  por vezes acabam nas cracolândias......

Então todo final de semana, rola aquele churrasco com cerveja na casa dos familiares, nas propagandas mostram pessoas alegres tomando "uma", depois do trabalho os amigos em bares no Happy hour tomando uma gelada, nas festas, nas baladas, nas viagens, tudo só fica divertido quando encontram um tesouro, uma geladeira cheia daquela que desce redondo.






A escola também se preocupa em conscientizar seus alunos, quanto ao perigo das drogas e apresentam uma tabela das drogas que mais matam no mundo, pra eles entenderem melhor a respeito.


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/alcool-e-a-droga-que-mais-mata-7yc7bbkxahmpcpte4r3oeyvri

O adolescente por sua vez tem meia duzia de amigos que fuma maconha e de vez em quando nas festas cheiram cocaína, lança perfume, usam bala (lsd, extase) e isso já há algum tempo, e não conhecem ninguém que foi parar na cracolândia.

Será que estamos sendo coerentes com essa cultura de incentivo a drogas licitas e moralmente falando das drogas ilícitas?

Quem acredita nessa conversa mole? Não use droga por que você pode parar na cracolândia!!

A cracolândia é só a ponta do iceberg...sim é uma realidade pra alguns que infelizmente se entregam a tal ponto que ficam por lá perambulando até desaparecerem, porém só a minoria vai parar lá, o restante vive uma vida de autodestruição e autoengano, levando a sua destruição e de sua familia,

Precisamos ser mais críticos e inteligentes se quisermos de fato conscientizar nossos jovens, precisamos avaliar nossa postura e nossa cultura quando ao uso de drogas e parar de ser apenas moralistas.

O moralismo não pega mais com essa juventude...eles nasceram livres, só precisam ser bem direcionados...e pra isso precisamos de argumentos inteligentes e não preconceituosos cheios de moral e bons costumes.



6 comentários:

  1. Matou a pau! Pena que ninguém vai comentar pois a maioria se inclui nesse grupo moralista... #hojetôvenenosamesmo

    ResponderExcluir
  2. Eu concordo, mas como mãe, o que dizer então, o que vc fala pras suas crianças? Pro seu filho, o que você fala? Eu, com sinceridade, eu não saberia. Dizer que é gostoso mas faz mal? Isso também desperta a curiosidade. Os cursinhos do Proerd, famosos e super bem vistos, a molecada fala que deixam eles maluquinhos pra experimentar logo essa famosa droga. A questão é: hoje eles não tem medo de nada, não se preocupam se vai ser ruim, se destrói, se mata, pelo contrário, quanto mais perigosa a coisa, mais atraente é. Então, dizer o que????

    Janete

    ResponderExcluir
  3. Madrinha..eu não tenho a resposta do que exatamente dizer..eu sei o que não funciona....tenho algumas idéias a respeito...mas vamos lá respondendo a sua pergunta...no meu caso meus filhos tem 5 e 8 anos...pra minha pequena ainda não vejo sentido em dizer a respeito de drogas pq ela não vai entender nada...já o meu menino...eu já usei essa frase de é bom mais é ruim e me arrependi tb...pq percebi a curiosidade pelo bom...então eu tentei usar outras palavras do tipo...as drogas mentem pra vc, e quem usa se torna escravo...e sempre que quiser ficar feliz vai querer usar a droga...nunca mais será livre...já também sentei com ele e olhei bem nos olhos...pedindo pra ele me prometer que nunca jamais usaria drogas...fiz isso quase chorando..porque as drogas iriam destruir a vida dele...pretendo quando ele tiver uns 10 anos, leva-lo em uma reunião dos Narcóticos Anônimos, pretendo mostrar pra ele como a droga age no cérebro e explicar o que acontece....se isso tudo vai funcionar eu não sei....acho que as pessoas da minha geração em torno dos 30 anos que tem filhos pequenos, precisam tomar muito cuidado com a postura que tem em relação as bebidas alcoólicas...a cerveja por exemplo...porque somos exemplos direto das crianças...e se começarmos a relacionar direto a diversão com o beber cerveja...juntando o incentivo da mídia...estamos fudidos...no futuro pra falar o português claro.....sou contra discursos moralistas pq não funcionam...não mais com os jovens de hoje...que graças a Deus são livres...e não aceitam tudo que está posto...porém o sistema sabe disso...e está tentando contornar a situação pra continuar dominando...estão correndo por fora...oferecendo "liberdades" que na verdade aprisionam...muito me preocupa o aumento do consumo de bebidas alcoólicas...eu acredito que o caminho seja por ai...e precisa se ter cuidado com o discurso que se usa em cada etapa...porque cada fase apresenta um desenvolvimento cognitivo especifico...traduzindo...a criança não é capaz de assimilar certas coisas em determinada faixa etária...estamos vivendo uma mudança de paradigma...que significa uma compreensão de mundo diferente, onde a separação não está fazendo mais sentido...o individualismo não está mais fazendo as pessoas felizes...estamos no limite...ou as pessoas definitivamente aprendem a pensar no todo em cada atitude...ou o futuro será muito feio

    ResponderExcluir
  4. Isso mesmo, é simplesmente impossível adivinhar de que forma a criança vai entender ou assimilar o que vamos dizer. Mostrar que é bom mas pode matar, mostrar que é ruim, não mostrar....todas as teorias tem um lado que não funciona. Levei o meu pra conhecer a cracolandia mais ou menos aos 10 anos....ele ficou triste, ficou com pena, ficou assustado, ficou preocupado....e isso não teve qualquer influencia na decisão dele quando chegou o momento de dizer seu SIM ou NÃO. Nessa fase e até uns 12 anos ele era até um chato contra cigarros, alcool e todo tipo de coisa que pudesse viciar ou fazer mal à saúde....era um natureba cricri.....só comia coisas boas, não gostava de remédios e coisas artificiais, Quando e o que mudou, e porque, não sei dizer.

    Janete

    ResponderExcluir
  5. Nós fazemos a nossa parte...mas não podemos ser responsáveis 100% pelo caminho que eles vão trilhar...essa acredito que seja a parte mais dificil de todas...se saber impotente...se livrar da culpa...aceitar que cada um trilha seu caminho...nos ensinaram o amor de forma distorcida...isso nos causa tanto sofrimento...tanto...pq além da dor de ver quem amamos destruindo a própria vida...tem a dor da culpa....essa dor não deveria existir...pois só torna o caminhar mais dificil...mais vai escrever ou falar pra alguém que ninguém desse mundo sabe de verdade o que significa o amor...as pessoas não ouvem...te acham maluca...o ser humano não sabe amar...de nenhuma forma....essa é a certeza que tenho a cada dia que passa...e isso faz o mundo ser o que é...o dia que admitirmos isso...ai sim podemos começar a mudar a aprender a compreender o amor..

    ResponderExcluir
  6. Verdade tudo que disseram... Infelizmente o que os pais ou a escola falam sobre drogas não faz muita diferença na hora de decidir experimentar ou não... É triste, mas é verdade... Não é o que vocês dizem que vai diminuir ou aguçar a curiosidade... A curiosidade passa a existir assim que a gente descobre o termo droga. Porque é proibido, porque é perigoso... Nem dizer que mata assusta, pois o ser humano é movido por uma curiosidade mórbida... E no fundo sabe-se que matar até mata mas não é assim de primeira... Aí que tá, é muito fácil falar sim para a experimentação pois todo mundo sabe que ninguém vicia de primeira, ninguém morre de primeira, etc... Nessa hora não importa o exemplo em casa, as campanhas de prevenção... Só aquela voz interior da própria pessoa... Mas o problema não está tanto no experimentar em si mas na relação que se estabelece depois. O fato de gostar do efeito da droga não é determinante para que a pessoa siga usando. Aí sim saber dos perigos (reais, não os exagerados e inventados) é útil, pois a pessoa vai pesar. Só que tem gente que se joga mesmo sabendo a merda que tá fazendo, se auto engana. Ou porque vai na onda dos outros, ou porque está tão vazio por dentro que quer preencher dessa forma. Quando digo vazio não falo que a educação que teve foi ruim ou que não teve amor da família. Digo aquele vazio existencial que muitos de nós temos em fases da vida. Eu por exemplo tive muito isso, tanto que preenchi por muito tempo com o "homi". Só agora me encontrei, ou melhor, ainda estou me encontrando. Nesse período de vazio também usei drogas mas não estabeleci o vício acho que porque nunca consegui me enganar... Não conseguia me anestesiar pois sabia que a consequência viria... Nem pra isso minha mente me deixava em paz rsrs... Ainda bem! Sempre tive um senso de responsabilidade, mesmo quando queria meter o pé na jaca "algo" me puxava, não deixava eu me afundar totalmente... Mas tem gente que não tem isso ou que de tanto insistir consegue calar essa voz, sei lá...

    ResponderExcluir