sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Influências....essa palavra se aplica a quem?

Por Kel.

Uns dias atrás eu estava conversando com uma colega sobre a educação pública, e contei uma situação que uma professora conhecida relatou, em uma sala de 3º série que ela da aula, tem um aluno que falta muito, fica de 3 a 4 dias sem aparecer na aula, então a professora perguntou a ele: Fulano por que vocês está faltando, está tudo bem?
O aluno respondeu: Sabe o que é professora, minha mãe saiu pra comprar pão e só voltou 3 dias depois, eu precisei ficar com meus irmãos.

Então essa minha colega a qual eu contava tal história, me disse o seguinte:

- Ta vendo Kel, não é por preconceito, mas como eu posso deixar meu filho estudar na rede pública, olha só as pessoas, as influências, infelizmente se quisermos preservarmos nossas crianças pra que andem em melhor companhia temos que pagar um colégio particular.

Pergunto: E quem protege essas crianças dessas tais influências?
                 O que fazemos com essas crianças que se tornam adolescentes, posteriormente adultos e que foram criados por essas tais influências?

Bem atualmente as soluções são:

1- Ou essa criança deu um jeito de sozinha contornar essas tais influências e não se tornar o que o meio esperava que ela se tornasse
2- Ou essa criança seguiu o fluxo dessas influências e passou a agir de acordo com o meio, e no final trancamos elas em um presídio junto com pessoas ainda mais "influentes" no meio ao qual ela cresceu para que ela por si só entenda que tais atitudes não sejam as mais inteligentes a serem tomadas.

Entendam, não estou passando a mão na cabeça de ninguém e justificando a violência, quero falar aqui de responsabilidades.

Essa criança, e adolescente, por mais influências negativas que recebeu ela teve escolhas a fazer, porém sabemos como essa fase é complicada, ninguém nasce feito, cabeça boa e ajuizado, adquirimos isso durante a vida, então as exceções dessa realidade  "os cabeça feita" não devem ser considerados REGRA, são exceções.

Nós como cidadãos, temos sim a responsabilidade de cobrar do governo atitudes adequadas, que possam propiciar um ambiente adequado dentro do possível a todos os cidadãos.

Nós como cidadãos precisamos saber que as favelas existem não porque aquelas pessoas são acomodadas ou vagabundas, mais porque elas tiveram sua oportunidade roubada há 400 anos atrás, quando foram escravizadas e ao serem libertos não tiveram sua oportunidade devolvida, foram jogados a própria sorte para sobreviver como desse.

Então de alguma forma todos somos responsáveis e precisamos ter consciência disso na hora de manifestarmos nossas opiniões.

Não resolve nada ficarmos trocando acusações, opressores x oprimidos, os verdadeiros opressores estão no governo, os magnatas donos da fortuna desse país que PODEM E TEM CONDIÇÕES de mudar nossa realidade e não fazem porque não querem...claro que como toda regra há a exceção e acredito que uma minoria entre estes tem boas intenções com o próximo.

Então vocês que fazem parte das classes B, C ,D e E....parem de brigar entre si....assim vocês só continuam a alimentar o sistema.

E colaborar para que tais influências perpetuem e continuem a moldar a nossa sociedade.



7 comentários:

  1. Não tem só negros nas favelas. Tem pobres, brancos, negros, pardos, nordestinos, loirinhos de olhos azuis. Que divisão boba. E elas não começaram ha 400 anos atrás, começaram com a vinda dos imigrantes nordestinos para o trabalho na construção civil. Para morar próximo ao trabalho e não na periferia, foram invadindo espaços na cidade, construindo barracos. Esse é o principio das favelas. Construa-se "cingapuras" ou casas populares na periferia para transferir essas pessoas e elas se recusam a sair do local.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Superficial... Ô loko, vc aprendeu história onde? Não tem só negro mas... me diz uma coisa... Em uma turma de faculdade quantos negros se formam? Na minha que era particular (sabemos que federal é só pra elite) e nem era das mais caras só tinha uns 5, de mais de 40 alunos... Quantos médicos negros você conhece (em comparação ao total de médicos que você conhece)?

      Excluir
  2. Desculpa, mas em que parte do texto eu digo que nas favelas só tem negros? Eu não me aprofundei no tema pra explicar o surgimento das favelas, sim vc tem razão, as favelas se consolidaram com a vinda de imigrantes, não somente nordestinos, mais das áreas rurais, etc, etc, mas tiveram seu início não com o nome "favela" mas "bairros africanos" após a "libertação" dos escravos...enfim...nem vou entrar em mérito sobre os "cingapuras" mesmo porque a intenção do post não é essa....apenas esclarecer que ...a realidade muda conforme muda a janela...enquanto o filho da classe média não pode conviver com certas situações porque ele será influenciado, os demais que vivem nesse meio que causa medo aos demais cidadãos, esses demais não recebem esse mesmo cuidado..e nem tem esse mesmo direito...escolher em que meio querem criar seus filhos para que eles também não sejam influenciados também.....que tal ao invés de lutarmos por direitos individualistas, não possamos lutar pelo direito de todos...??!!..Afinal quando todos ganham...é melhor pra todo mundo...claro cada qual de acordo com seu merecimento...desde que possam partir de um mesmo ponto....que as oportunidades básicas de sobrevivência cheguem a todos...educação, saúde, alimentação e lazer...e não de forma elitista..dai pra frente ai sim...podemos falar em democracia

    ResponderExcluir
  3. A sua colega é sim preconceituosa e vai tomar um grandeeee susto com isso. Não é o convivio com as "influencias" o ruim nas escolas publicas, aliás isso está bem pior nas particulares. Meu dois filhos fizeram todo o ensino fundamental e médio na escola pública, eu pessoalmente tenho minhas profundas críticas pelo método que deixa muito a desejar, precisei ajudar bastante em casa por não ter condições de pagar professores particulares então contrariei o tal "construtivismo à brasileira" e ensinei matemática, tabuada, divisão, multiplicação normais, em português ensinei verbos e demais regras, em geografia, estados, países, capitais e cositas mais, e em história desconsiderei a educação "mec-xista" ensinei história pelos meus livros antigos. Enfim os dois conseguiram bons resultados na continuação dos estudos. A má influencia no caso está na atitude da própria mãe.

    Janete

    ResponderExcluir
  4. Então...a intenção do post não é avaliar o preconceito...é mostrar que nos preocupamos somente com as “influências” dos nossos, e quando essa influência é com o outro é como se ela não existisse, meio aquela coisa...meu filho é gay e o do vizinho é bicha...meu filho é cleptomaníaco e o do vizinho é vagabundo.
    Os meus filhos estudam em escola particular, não das mais caras, uma que cabe no meu bolso...e sim é diferente de uma escola pública, acredito que o problema em escolas particulares..pelo menos naquelas cheias de “pompa” está mais na visão extremamente competitiva e individualista que algumas transmitem...quanto ao problema com drogas e hipersexualização, isso não nasce dentro da escola, isso nasce na sociedade como um todo...e está em todos os lugares e é incentivada em todos os meios de comunicação o tempo todo....

    ResponderExcluir
  5. Gostei muito do texto concordo pleanemnte com seu ponto de vista... Mas acho que é muito equivocada essa visão de querer poupar os filhos da realidade pela má influência... Não tô criticando quem põe na escola particular, até porque a qualidade do ensino mesmo é uma questão importante que não há como negar, é problemática... Mas as vezes quem mais cerca o filho em redoma de vidro, quando ele sai despiroca total... Eu estudei em escola pública até os 14 anos, nunca fui mal influenciada... Fui usar droga e beber na faculdade... No ensino médio (que era particular) a galera de 15 a 17 anos faziam festas com bebida a vontade... chamava até Gorá da ETFG... Mas eu tinha cabeça feita na época e isso não me chamava atenção... Fui desviar depois dos 20 rsrs...

    ResponderExcluir