quinta-feira, 16 de abril de 2015

Um mundo melhor NÃO é UTOPIA, basta QUERER

Sistema de crenças VII



Sistema de crenças VII
Autossabotagem
A solução do problema das condições de vida dos pobres envolve dois passos. A questão é  que até hoje a 
humanidade não decidiu fazer o que é preciso fazer. A mesma coisa vale também para a classe média, 
no tocante às pessoas que tem dificuldade para sobreviver economicamente.
Primeiro a educação e o conhecimento. Nós incentivamos a criação de bibliotecas particulares circulantes. 
Em cada rua deveria haver grupos de estudos de sociologia, economia, história, mitologia, etc. As pessoas 
se reuniriam nas casas para estudar e trocar opiniões. Os livros circulariam nestes grupos e também de 
forma aberta para todos os interessados. Lembrando que o custo de livro num sebo é plenamente viável 
para um grupo adquirir. E os meus livros são doados integralmente. Sem conhecimento não há 
possibilidade de independência seja ela qual for. E não se pode depender de ninguém para se conseguir 
isso. É preciso investir tempo na aquisição de conhecimento. Um único livro fará uma enorme diferença 
na vida da pessoa. Não importa a cidade que seja, nem o bairro que seja, nem o jardim que seja, 
é possível que as pessoas se reúnam para estudar. É preciso querer progredir e agir para isso. 
Esses grupos também podem ser de ajuda mútua. Todos têm conhecimento que pode ser útil para 
os demais e podem ajudar-se mutuamente. Um mecânico pode consertar o carro sem cobrar e 
um pintor pode pintar a casa sem cobrar. E assim por diante. Bastaria que todos se ajudassem 
que tudo seria resolvido. É preciso que algumas pessoas comecem a fazer isso para que os demais 
vejam que funciona.
Segundo, a questão de morar e trabalhar. Faz um século que existem os kibutz em Israel. 
São comunidades onde vivem e trabalham. Qualquer grupo de pessoas pode fundar uma 
comunidade. Em termos jurídicos é uma cooperativa. Isso pode ser feito tanto na cidade como 
no campo. Um sítio ou uma fazenda dependendo do tamanho da comunidade é absolutamente 
possível. Tudo é uma questão de planejamento e execução. Todos viveriam em comum unidade. 
Como os cristãos faziam no início. Os tupinambás já faziam isso em 1500 quando os europeus
 chegaram aqui. Tinham comunidades de 300 pessoas que funcionavam perfeitamente. 
Portanto, não estamos falando de algo utópico. É algo perfeitamente possível 
do ponto de vista técnico/econômico/financeiro. O ponto é se as pessoas têm vontade de fazer isso. 
Numa comunidade é preciso pensar coletivamente. Não é possível deixar a torneira aberta
 gastando água, nem pegar comida demais que depois é jogada fora. É preciso ter o pensamento 
voltado para o bem da comunidade. Pessoas que já chegaram num determinado estágio de evolução 
conseguem fazer isso. Uma comunidade não é uma cidade normal onde cada um vive por si. 
Algumas pessoas irem morar numa determinada cidade e construírem suas casas lá não faz disso 
uma comunidade. Neste caso é normal termos casas simples ao lado de casas enormes e outras 
pessoas que nem casa tem. Ou estão com extrema dificuldade de sobreviver. Isso não é uma 
comunidade. Isso é a mesma coisa que a vida competitiva na cidade. Não é mudar para o campo 
levando o mesmo paradigma. Como também não basta comprar uma fazenda e construir as casas nela. 
Se não houver a intenção e organização de viverem em comunidade, ajudando-se, produzindo e vivendo 
da forma mais autônoma possível, isso não funcionará. Essa intenção é que até agora não houve na 
humanidade, com algumas exceções. Nunca esquecer que John Nash provou que isso é possível.
Portanto, existe solução para as condições de vida sub-humana da maioria da humanidade. 
Sempre sobra a questão da autossabotagem. Será que as pessoas querem dar esse salto evolutivo?

Fonte: http://heliocouto.blogspot.com.br/2015/04/sistema-de-crencas-vii.html

Um comentário:

  1. Tá vendo? E a gente zoando aquele menino do grupo que queria fazer isso... tsc tsc tsc rsrs... Brincadeiras a parte, seria muito bom mesmo se vivêssemos assim... Infelizmente nas cidades a gente nem conhece o vizinho do lado...

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