quarta-feira, 1 de abril de 2015

É possível se colocar no lugar do outro?

Por Kel

Pra mim é algo impossível, eu posso tentar imaginar como a outra pessoa se sente, mas saber exatamente o que se passa com ela e o porque dela trilhar certos caminhos, não cheguei a conclusão é impossível.

Para sentir o que o outro sente literalmente eu precisaria ser o outro, trazer em mim as vivências do outro, sentir como o outro, pensar como o outro....só assim eu poderia com certeza afirmar algo sobre essa pessoa.

Conseguem começar a entender a importância do não julgar?

Achar que sabe tudo a respeito de uma pessoa ou sobre um grupo de pessoas e tomar aquilo como certeza e verdade absoluta, acaba sendo uma atitude de extrema arrogância, pois nos achamos sábios o suficiente pra gritar essas verdades.

Não julgar, não quer dizer ser cego e conivente com determinadas situações.
Não julgar não significa viver pintando de cor de rosa uma realidade escura.

Não julgar é ter sua opinião sobre uma situação e respeitar quem pensa o contrário.

Fiquem com Deus...uma ótima quarta-feira

13 comentários:

  1. Ah se todos pensassem assim...
    Tento ao máximo não julgar, cada um sabe de si...
    É como sempre digo, pra me julgar... calce meus sapatos e trilhe o caminho que trilhei ai vc terá a dimensão do que vi e vivi e ai sim vc poderá julgar...
    Mas, crescemos com o o paradigma de que devemos ser certinhos, ter uma vida certinha, quem foge à isso é errado... e aprendemos a julgar e oque vai contra ao nosso conceito é errado, feio... etc etc
    Mas pessoas mais esclarecidas devem pulverizar as idéias de que não devemos julgar e sim ter olhos mais fraternos para ser ter um mundo melhor

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  2. Acho que se colocar no lugar do outro é um exercício para não julgar!
    Não que me colocando no lugar do outro eu adivinhe exatamente como o outro se sente, pensa, etc...
    É apenas um exercício para praticar a compaixão. Compaixão é se sensibilizar pelo outro como se fosse com você.
    Se colocar no lugar do outro é sentir suas dores como se fossem suas. Julgar é exatamente o oposto, é apontar o dedo na cara e dizer o que se acha ser a "verdade".
    Se colocar no lugar do outro nunca vai ser 100%, você nunca vai saber exatamente como foi a experiência do outro. Mas pode imaginar o que você sentiria se passasse pela mesma coisa que ele, e com isso pode se sensibilizar... invés de julgar.

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  3. É..semre vai da intenção...infelizmente muitas vezes nos colocamos no lugar do outro e imaginamos que esse outro é capaz de agir como nós agiríamos...exemplo: eu sei lidar bem com o desprezo das pessoas, então quando vejo alguém se sentindo mal por estar sendo desprezado...tento me colocar no lugar dele...entendo o sofrimento...mas julgo essa pessoa não conseguir reagir, porque penso se eu reajo pq ela não reage também?...e nisso tentamos modificar a pessoa para que ela tenha a mesma percepção que nós...dai adivinha onde caímos? No poço da codependência...e passamos a atacar quem não tem a mesma capacidade de agir como a gente...é uma linha estreita...é preciso atenção

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    1. Imaginar que o outro deveria agir igual a nós, isso é julgar. Se colocar no lugar do outro seria pensar: "e se eu tivesse o mesmo paradigma que ele, se o desprezo dos outros me incomodasse, se eu tivesse presa a isso e não conseguisse enxergar?". E aí ter compaixão pela pessoa. Não cair na codependência, pois sabemos que não adianta, não é isso que vai salvá-lo de si mesmo... Só ele mesmo pode se salvar de si. O que podemos fazer de fora é apenas emanar amor, conversar quando tiver abertura e dizer o que pensamos... Se ele quiser absorver algo...

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    2. Foi isso que eu disse nega...quantas vezes nos colocamos no lugar do outro e achamos que entendemos...então a partir do momento que achamos que entendemos...achamos também que sabemos a solução....um dia li em algum lugar que dizer que sabe se colocar no lugar do outro...era hipocrisia...e se for analisar de certa forma é..podemos ter uma vaga idéia...mas saber exatamente como o outro se sente é impossível...foi essa a intenção da postagem...uma coisa é ser solidário ou ter empatia...se colocar no lugar no outro...é uma linha fina pra passarmos a viver a vida do outro..

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    3. É uma linha fina mesmo... mas acho que devemos sim nos colocar no lugar do outro, mas estar sempre conscientes que não SABEMOS fazer isso, estamos apenas tentando... Pois se não tentarmos nos colocar no lugar do outro, como ter compaixão?

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  4. Excelente texto.
    Mas essa leitura sobre o "não julgar" me reportou aos dirigentes de hospitais e de comunidades terapêuticas para o tratamento de dependentes químicos. Há locais em que você NÃO VISITA o dependente químico caso não realize um número "X" de reuniões. E muitas vezes já vi julgamento dos familiares, como se eles fossem os culpados da dependência do dependente.
    Não é que eu discorde das reuniões do AMOR EXIGENTE. Pelo contrário, as reuniões são produtivas, apesar de eu discordar de alguns aspectos. Mas a forma como é feita (através da imposição), acho complicado. Também sabemos que, muitas vezes, a família se empenha, vai às reuniões de amor exigente, aplica os conceitos, e mesmo assim, não resolve nada. Complicado!

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    1. Anonimo já pensei isso em algum momento e depois já ouvi isso de algumas pessoas, sobre o Amor Exigente não resolver nada, e sabe de uma coisa? Não resolve mesmo. O grupo existe para nos apoiarmos uns aos outros, para nos fortalecermos, para aprendermos uns com os outros. Mas resolver, mesmo, isso é com cada um. Tomar atitudes, mudar, ou não mudar, ficar como está, isso é decisão de cada um e o grupo respeita. Bjussss

      Janete

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    2. Janete eu entendo perfeitamente essa questão do grupo servir para apoio mútuo. Aprendi bastante lá. Mas questiono a questão da obrigatoriedade para visita e de haver um certo "julgamento" à família do dependente. Por mais que a família tenha cometido erros ( e errar é humano), isso não serve de justificativa para os erros do dependente químico.
      Já vi muitas mães, com dois ou três filhos pequenos (e que não tinham com quem deixar esses filhos), tendo que ir, semanalmente a reuniões à noite e voltar de ônibus junto com todos esses filhos. Muitas vezes tendo que pegar dois ou três ônibus tarde da noite. Isso tudo para poder pegar o "passaporte" e visitar o seu companheiro uma vez por mês. Se essa mãe não fosse às quatro reuniões, não veria seu esposo.
      Não estou criticando o trabalho das fazendas, não é isso. Mas poderia sim existir flexibilização e entendimento com relação a algumas questões.
      Desculpa o desabafo, mas tenho visto tanta "burrocracia" em visitas para dependentes químicos que, muitas vezes, me questiono: será que isso não é uma grande influência para muitas pessoas "largarem de mão" o seu dependente? Penso que, em vez de exigir tanto desse familiar, que tanto sofreu, deveria haver mais compreensão e entendimento e menos julgamento.

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    3. Essa exigencia parte mais das proprias clinicas ou comunidades, o grupo não exige nada.Mas eu tb entendo a parte deles de exigir pq se não for assim a familia não busca aprender nada pra ajudar seu parente internado. De cada 100, 3 ou 4 conseguirão ficar em recuperação e isso dependerá muito da ajuda da familia além é claro do desejo do próprio dependente. Uma familia que não souber como agir jogará ele no fundo do poço novamente muito rápido. Os grupos aceitam crianças, existem grupos online no face, no whatsap, tem até na TV. Tem livros. Mas as pessoas não querem aprender.... mais de 80 % das familias de internos nunca procuram um grupo. O resultado é esse baixo indice de recuperação. É dificil mas tb temos que fazer nossa parte.

      Janete

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  5. A Janete disse tudo. Eu concordo com a obrigatoriedade das clínicas sim, pois infelizmente o ser humano é assim, se não for obrigado não vai, não procura. A família quer sempre ajudar o dependente, mas adoecida não consegue ajudar nem a eles mesmos e muito menos o dependente, acabam é ajudando a usar (apesar da boa intenção). É claro que os erros da família não são a causa dos adictos recaírem, eles tem escolha e a fazem... Mas os grupos não servem para a família aprender a salvar o adicto, servem para aprenderem a salvar a si mesmos!
    Agora, sobre a mãe de dois filhos... Se a dificuldade é muita, não vá e abra mão da visita, é simples. O que esse adicto faz para merecer tal sacrifício de toda família? Se der pra ir, ok, se não der... não vai ser isso que vai fazer ele se recuperar ou não... Temos mania de achar que nossa visita vai fazer muita diferença, mas a verdade é que a maioria não valoriza nada disso e ainda se sente no direito de exigir e ficar bravo caso a pessoa não possa ir... Eles não tem esse direito, nós é que damos erroneamente para eles...

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  6. A família que não busca ajuda, não busca conhecimento, é preferível que nem vá visitar mesmo, pois pode atrapalhar o tratamento... Muitos vão na visita e cedem as chantagens emocionais e acabam tirando o familiar... E isso é só um dos exemplos de como a família despreparada pode atrapalhar no tratamento...

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  7. E. pra termos compaixão...basta compreender que do outro nada sabemos e só por isso já não temos o direito de julgar...mal conhecemos a nós mesmos...quem dirá o próximo...

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