segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Não julguem, apenas vibrem amor

Faz quase 3 anos acho que já escrevo no blog, fiz amizades aqui, acabamos formando uma rede de blogueiras...rs...mulheres que na dor resolveram desabafar suas histórias na alegria partilhar suas conquistas.

De todas nós, acho que só uma está com seu companheiro em recuperação há mais de anos...rs..as demais...uns recaídos, outros começando a caminhar na recuperação, algumas estão solteiras...outras continuam ao lado.

E a vida vai passando, depois desse tempo está mais do que comprovado (pra mim) só para quando quer.

Claro que nós familiares sempre iremos tentar ajudar, iremos inúmeras vezes pegar do chão e colocar de pé, quantas vezes forem necessárias, enquanto tivermos condições para isso (emocionais e financeiras)....sim emocionais pois decidir ajudar nesses casos é saber ter esperança, sem criar expectativas e não se frustrar....e financeiras porque tratamento de graça só voluntariamente.

Se quisermos viver bem, leve, em paz...somos OBRIGADOS a aprender a AMAR INCONDICIONALMENTE...não pra ser capacho de ninguém, mas para não dilacerar nosso coração com emoções contrárias...de amor a ódio.

Se quisermos conseguir sorrir sem magoas, PRECISAMOS nos libertar e aprender a ENCONTRAR A FELICIDADE EM SI MESMO.

São tantos leitores do blog, não sei ao certo qual o perfil destes leitores, mas gostaria de pedir a vocês que ao lerem nossas histórias, tentem aprender com elas...aprender a não julgar e a amar o próximo incondicionalmente

Não nos julguem, não somos guerreiras, não somos mulheres que não se valorizam, não somos nem menos e nem mais do que ninguém.

Somos apenas pessoas comuns, que tiveram um caminho diferente dos inúmeros caminhos existentes nesse planeta.

De que precisamos?

Do mesmo que vocês: amor, tolerância e compreensão.

Não precisamos de uma salva de palmas...precisamos de respeito sem preconceitos.

Cada um sabe a dor das cicatrizes que carregam, todos sem exceção

Obs: Por aqui tudo na paz, final de semana perfect...

Um grande abraço, paz...luz e amor

Namastê

7 comentários:

  1. É verdade Kel...
    Nesses 4 anos de casada posso dizer que já ouvi milhares de pedidos de pessoas que me amam, que gostam de mim dizendo - se afaste! vá viver sua vida! vc precisa disso?! Ele não vai mudar! Vc vai acabar com os melhores anos da sua vida! O que vc está fazendo com a sua vida? entre tantas outras...
    Há preconceito, discriminação...
    Mas tbm há pessoas que sabem que é uma doença a adicção... que é delicado, mas que sabem respeitar o adicto e quem está ao seu lado!
    Eu me propus a mudar... a melhorar minha condição de vida, ser positiva, buscar a felicidade em mim, buscar o desligamento e amar incondicionalmente...
    Sábado tive a primeira recaída... (não é fácil mudar meu comportamento e atitudes da noite pro dia) pedi perdão, ergui minha cabeça e voltei a buscar coisas boas que me tragam paz e que me deixam feliz... ergui a cabeça e estou recomeçando.
    Só por hoje estou bem...
    Só por hoje recomeço e busco o amor incondicional, aceitação e desligamento!
    Eu tendo uma condição melhor... as pessoas ao redor podem ver que ser casada ou ter um parente DQ não e o fim do mundo e muito menos sofrimento, podem aprender a ver com outros olhos!
    Bjss
    TMJ

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  2. Perfeito Kel !!! Não somos melhores e nem piores do que ninguém.
    É difícil partilhar nossa vida com pessoas que não entendem e são preconceituosas (eu conheci recentemente seu blog e de outras codependentes e somente aqui tenho coragem e vontade de falar exatamente o que tenho vivido nos últimos 13 anos com o meu adicto). Certa vez quando o meu adicto ficou por dois anos em recuperação comentei no meu trabalho de como foi difícil mas "alcançamos" a recuperação...e para minha surpresa fui chamada de louca, disseram que eu não era Deus e não precisava ter sofrido tanto....e que eu não mudaria ninguém...
    Fiquei muito triste, pois merecia um pouco de respeito já que as pessoas nas quais me senti à vontade para relatar as dificuldades que achava que tinha vencido eram meus amigos.
    Não queria os parabéns pelo meu adicto ter chegado tão longe na recuperação, nem tão pouco por eu estar junto dele em todos esses momentos... eu apenas queria desabafar e contar um pouco da minha vida (já que no meu trabalho eles me consideram uma espécie de confidente..todos reclamam da vida comigo). O meu relato assustou as minhas amizades ao ponto de alguns comentarem que para eu ter passado pelo que passei eu também deveria ser usuária de drogas ou era uma mulher que não me dava o devido valor, vê se pode!!!!.... meus próprios amigos que convivem comigo há muitos anos.
    Depois desse ocorrido me fechei cada vez mais e não contei as dores minhas dores para ninguém inclusive depois do ocorrido falei para eles que havia me separado do meu marido, pois fiquei morrendo de vergonha das colocações que foram feitas ao meu respeito (Isso já tem uns dois anos e nunca mais tive nem coragem de usar minha aliança de casamento no trabalho).
    Por isso digo que foi perfeita a sua colocação kel de que "Somos apenas pessoas comuns, que tiveram um caminho diferente dos inúmeros caminhos existentes nesse planeta". E Todas nós sem exceção merecemos todo respeito do mundo. Bjs

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  3. Triste isso Carla...
    Preconceito é a pior merda da face da terra!
    Ela fecha porta, vendas os olhos...
    Não apenas com relação a DQ mas a tudo!

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  4. Leio vários blogs e cheguei a uma conclusão: só para com a droga quem quer. Na real, é 10% do apoio da família e amigos (sendo otimista com 10%) e 90% do querer do adicto. Ao menos, é essa a minha conclusão após os grupos de NA e muita leitura.

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    1. verdade gira em torno dos 10%, mas hoje isso não me surpreende, visto que a humanidade vive adormecida cada qual com seus vícios e também sendo bem otimista cerca de 10% despertam....pq nos outros campos seria diferente né...bjus

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    2. Olha, penso que cerca de 1% dos DQ despertam. Bjs.

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