sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Como as coisas estão

Bom dia galera...

O homi depois da ibogaína completou ai uns 3 meses limpo, ele optou por continuar a tomar o composto por mais 3 meses, e continua com o tratamento, palavras dele:

É engraçado as vezes não sei nem como explicar, antes eu já havia tentado de todas as formas e parece que não dava certo, dessa vez está dando....simplesmente...tem dado certo...

Acredito eu que dessa ele enxergou que não dava pra continuar usando, que se continuasse só ia piorar, ele tomou a decisão do basta, e no caso dele a ibogaína veio como complemento pra que ele não sentisse mais o organismo reagindo, e isso pra ele acabou sendo de muita ajuda, ele continua a ir na igreja e não está fazendo terapia.

Nossa vida está mudando, nós estamos mudando, eu mudei demais, as portas vão se abrindo como se ouve dizer: Bate que a porta se abre, Pede que Deus atende, Creia que crendo receberás....

E desde que eu comecei a bater nas portas certas, pedir as coisas certas e acreditar, tudo se transformou de verdade, não fora mais dentro.

Conhece-te a ti mesmo...muda e o universo muda com você.

Eu me questionei durante muito, mais muito tempo sobre essas afirmações, perdi um tempo danado me esforçando a mudar meu mundo exterior sem antes fazer uma faxina interna, não sei se quem lê irá me compreender, mas se você ainda se encontra com suas forças se esgotadas pra tentar ficar de pé...busquem as respostas corretas.

O que e como posso mudar na minha forma de sentir?

E dai é uma trilha a percorrer, descobre pq se sente, como se sente, então começa a entender e controlar o que dispara as suas sensações, e depois questiona de onde e como funcionam os pensamentos, então compreende e ai sim começa a assumir o controle de sua vida


SEJA LUZ BRILHE...que seja feita a vontade de Deus e não se esqueça DEUS MORA DENTRO DE VOCÊ

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Não eu não sei

Quanto mais estudo, mais essa idéia se torna clara, tudo que rotula e divide colabora para a perpetuação do mau, da violência, da guerra....

Se quisermos mudar, precisamos aprender a amar, e pra aprender algo precisamos reconhecer que não conhecemos esse assunto

Como me preocupar em aprender a amar, se eu penso e acho que amo?

Como mudar, se eu enxergo somente a mudança que deve ser feita ao meu redor e não dentro de mim?

Como não querer mais discórdia e dizer que somente a minha crença salva?

Como dizer não julgar, e afirmar que determinada pessoa é um monstro e merece a morte?

Amar...amar...amar...perdoar...perdoar...perdoar....aprender...aprender...aprender...

Não eu não sei amar, eu não sei perdoar, eu não sei não julgar...estou ainda aprendendo


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Serpente

Bom diaaaaa.....


Sem muito assunto hoje, por aqui está tudo em paz....

Segue a letra de uma música que pra mim faz muito sentido

Pitty - Serpente

Um presságio eu vi também
Arrastou o céu numa conjuração
Corpos ébrios em confusão
A sustentação é que a manhã já vem
Logo mais amanhã já vem
Oooooh oh oh oh oh
Oh oh oh
Oh oh
O acaso empurra quem
Se agarra à borda preso em negação
Solitário na multidão
A sustentação é que a manhã já vem
Logo mais amanhã já vem
Chega dessa pele, é hora de trocar
Por baixo ainda é serpente e devora a cauda
Pra recomeçar
Oooooh oh oh oh oh
Oh oh oh
Oh oh
Pelo fogo, transmutação
Sem afago lapidando o aprendiz
O que sobra é cicatriz
A sustentação é que a manhã já vem
Logo mais amanhã já vem
Chega dessa pele, é hora de trocar
Por baixo ainda é serpente e devora a cauda
Pra continuar
Obs: Não consegui abrir o you tube, mas quem quiser curtir o som é só buscar que tem o clipe oficial

Bjus e Namastê

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Qual é a dificuldade do despertar?

Quando digo a dificuldade do despertar, não me refiro apenas ao dependente quimico e ao codependente, me refiro as pessoas no geral.

Na verdade o que significaria essa palavra "despertar"

Consultando o dicionário:

Significado de Despertar (http://www.dicio.com.br/despertar/)

v.reg.mult. Acordar; deixar de estar dormindo; sair do estado de sono, de dormência: o barulho despertou o menino; despertou a mãe de seu sono; despertou-se durante o show.
v.t.i. v.bit. e v.i. Sair do estado de inatividade, de prostração; passar a ter vigor, força: despertou de uma fantasia; a trabalho despertou-a da depressão; os convidados despertaram.
v.t.d. e v.bit. Provocar; ser a origem de; dar motivo para: despertou a vontade de comer; as lembranças despertaram no marido a nostalgia da mocidade.
v.pred. Começar o dia num determinado estado: despertou cansado; a manhã despertou fria.
v.pron. Manifestar-se; tornar-se presente: o desejo pela fama despertava-se lentamente.
s.m. Ação ou efeito de despertar: o despertar do dia.
Figurado. Ação de sair da inércia, da prostração, de se manifestar; ato de dar início a: o despertar da caridade.
Gram. Duplo particípio: despertado ou desperto.
(Etm. talvez de espertar - es + des)
Observando o sentido figurado que diz: "Ação de sair da inércia, da prostração, de se manifestar; ato de dar início a"
Quantos de nós não vivemos adormecidos, preso em um mundo que imaginamos ser real, um mundo que nos impede de realizar nossos sonhos, de colocarmos pra fora o que há de melhor em nós, um mundo onde a realização dos sonhos, acaba dependendo de condições privilegiadas, o que acaba por dizer a maioria que você não será capaz de realiza-los.
Muitas pessoas por conta desse "peso" que o mundo coloca onde realizar sonhos e ser feliz é pra poucos, acabam fugindo, anestesiando, e buscando incessantemente felicidade nos prazeres momentâneos do mundo, podemos abrir um parenteses e citar vários (drogas licitas e ilícitas, sexo, compras, comida, remédios, vaidades, etc).
Quantos de nós não passamos a vida apenas reproduzindo o que nos foi ensinado, esquecendo de mergulhar fundo dentro de si mesmo e buscando saber o que de fato somos, o que de fato nos completa?
Não é fácil mudar um paradigma, não é fácil olhar pra nossas vidas e admitir que está tudo errado e que o principal responsável por isso somos nós mesmos.
Criamos nossa realidade o tempo todo, isso acontece com vc, comigo, com o dependente quimico, vivemos nos sabotando e nos auto-enganando, e fazemos de tudo pra não enxergar isso, sempre é mais fácil apontar pra fora e buscar o motivo de nossas frustrações lá fora, e não aqui dentro.
Assim é com o adicto que busca justificativas para a continuação do uso, assim são os codependentes que colocam as expectativas em cima do adicto para que possam ser felizes, assim é o mundo que depende sempre do exterior para ser feliz. (Me incluo, essa mudança é simples mais muito complexa)
O dia em que conseguimos nos desprender do ego, dos medos e das falsas crenças que governam nossas vidas e que nos foram impostas através de ameaças, então ai sim alcançaremos o voo da liberdade.
Seremos nós, errando e acertando, amando e perdoando, mas seremos nós livres de julgamentos e culpas, apenas colhendo o que plantamos e aprendendo a construir nossa escada rumo a evolução, ao encontro com Deus.
Pensem nisso.
Namastê




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Não julguem, apenas vibrem amor

Faz quase 3 anos acho que já escrevo no blog, fiz amizades aqui, acabamos formando uma rede de blogueiras...rs...mulheres que na dor resolveram desabafar suas histórias na alegria partilhar suas conquistas.

De todas nós, acho que só uma está com seu companheiro em recuperação há mais de anos...rs..as demais...uns recaídos, outros começando a caminhar na recuperação, algumas estão solteiras...outras continuam ao lado.

E a vida vai passando, depois desse tempo está mais do que comprovado (pra mim) só para quando quer.

Claro que nós familiares sempre iremos tentar ajudar, iremos inúmeras vezes pegar do chão e colocar de pé, quantas vezes forem necessárias, enquanto tivermos condições para isso (emocionais e financeiras)....sim emocionais pois decidir ajudar nesses casos é saber ter esperança, sem criar expectativas e não se frustrar....e financeiras porque tratamento de graça só voluntariamente.

Se quisermos viver bem, leve, em paz...somos OBRIGADOS a aprender a AMAR INCONDICIONALMENTE...não pra ser capacho de ninguém, mas para não dilacerar nosso coração com emoções contrárias...de amor a ódio.

Se quisermos conseguir sorrir sem magoas, PRECISAMOS nos libertar e aprender a ENCONTRAR A FELICIDADE EM SI MESMO.

São tantos leitores do blog, não sei ao certo qual o perfil destes leitores, mas gostaria de pedir a vocês que ao lerem nossas histórias, tentem aprender com elas...aprender a não julgar e a amar o próximo incondicionalmente

Não nos julguem, não somos guerreiras, não somos mulheres que não se valorizam, não somos nem menos e nem mais do que ninguém.

Somos apenas pessoas comuns, que tiveram um caminho diferente dos inúmeros caminhos existentes nesse planeta.

De que precisamos?

Do mesmo que vocês: amor, tolerância e compreensão.

Não precisamos de uma salva de palmas...precisamos de respeito sem preconceitos.

Cada um sabe a dor das cicatrizes que carregam, todos sem exceção

Obs: Por aqui tudo na paz, final de semana perfect...

Um grande abraço, paz...luz e amor

Namastê

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ao lado ou não de um dependente quimico? Aonde minha felicidade está



Antes de conhecer pessoas que viviam os mesmos problemas e conflitos que eu, pensava que deveria existir algo errado comigo, totalmente perdida em um universo que é visto com preconceito por falta de informação, sim a velha história de se conviver com um dependente químico.

Eu não conseguia ser feliz daquela forma, e um dia achei blogueiras que "nos ensinavam" como ser feliz amando um dependente químico, eu tentei me encaixar, mais ainda assim não funcionava muito bem, a vida mais parecia um eterno construir de castelos de areia

Então passei a escrever no blog e parecia que eu tentava provar a mim mesma que não era possível ser feliz ao lado de um dependente químico, o tempo passou e isso foi perdendo um pouco o sentido.

Hora se o problema era o dependente quimico, bastava eu larga-lo e ir a busca de um homem que pudesse me proporcionar o que eu considerava felicidade, estabilidade, equilibrio, paz, respeito...

Só que isso não me fazia sentido, se a minha felicidade dependia somente de mim, e eu era responsável por isso, que diferença iria fazer um homem X ao meu lado? Não estou querendo dizer que um relacionamento saudável não faça diferença nas nossas vidas, mais será que ISSO deve ser a MINHA FELICIDADE?

Uai, se a felicidade só depende de mim, única e exclusivamente de mim?? Também encontrar ela em outro relacionamento não era o ponto X.

Pois bem, hoje ter ou não um dependente químico ao meu lado não determina minha felicidade, porque hoje minha felicidade está apoiada em mim, no que EU posso realizar independente de qualquer coisa.

Minha felicidade está em saber passar pela vida, seja enfrentando dificuldades ao lado de um dependente químico ou seja enfrentando qualquer outro tipo de dificuldade: financeira, saúde, profissional, etc, etc

Como disse no post anterior, toda dificuldade traz um aprendizado e a dor, é um sinal do nosso corpo, da nossa alma, gritando e pedindo...eii..olha pra mim...cuida de mim...

A dor é o alerta de que deixamos de nos cuidar, amar, respeitar.

A dor nos serve para nos alertar que saímos do caminho, ou abusamos demais sem pensar nas consequências.....

Ela é necessária para nos acordar, mas depois que despertamos podemos aprender a evita-la, porque passamos a nos olhar com mais atenção e quando ela da sinais de que irá aparecer, já conseguimos buscar ferramentas, para supera-la, ferramentas que são aprendizados, saímos da zona de conforto e agimos.

Não importa se no inicio você não consiga permanecer muito tempo de pé, não importa se na queda você irá ganhar roxos e arranhões e por vezes ferir quem está ao lado tentando se segurar....não somos perfeitos...isso acontece para aprendermos justamente isso, não somos perfeitos, vamos errar e por isso não devemos nos culpar, por isso devemos olhar aos nossos irmãos de caminhada que também tem suas quedas com compaixão...leva um tempo até conseguirmos firmar os pés no chão e aprender a caminhar....como um bebê que engatinha pra depois aprender a andar...

Quantos tombos, quantos choros, quantos sustos isso acontece até que de fato se possa sair correndo?

A felicidade é isso, aprender a se superar, a superar as próprias dores, aprender a se perdoar, a perdoar, aprender a amar.

Então hoje se me perguntam, como você consegue ser feliz ao lado de um dependente quimico?
Respondo:
Minha felicidade não está nem lá e nem cá, está aqui dentro....me guiando pelos aprendizados que estão por vir.

Namastê



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Culpa

Bom dia pessoas!!!!

Quanta culpa carregamos, já pararam pra refletir os motivos?

Realmente te consideras merecedor de carregar culpas e precisar viver em sofrimento?

Não a partir de hoje eu não acredito que o sofrimento é necessário para o aprendizado, isso é o que nos fizeram acreditar, quiseram que assim pensássemos pois atrasa nosso crescimento e nos coloca como "servos" pra sermos merecedores de uma migalha de compaixão.

Existe uma maneira de ser feliz, e foi bem resumida em uma frase, amai ao próximo como a TI mesmo.

Se trate bem, não aceite essa história de que vc precisa carregar uma cruz, situações difíceis existem não pra causarem sofrimento, pra nos trazer aprendizados.

Quando a dor e o sofrimento bater, é um sinal de que você não está se cuidando direito.

Não quero que ninguém se sinta inferior ou superior ao ler isso, estou apenas relatando uma verdade, quando teu peito doer, procure o motivo dentro de você, então irá achar aonde anda se negligenciando.

É preciso querer aprender.

Não acredite que fomos responsáveis pela morte de ninguém para redenção de "pecados", isso é o que as pessoas querem que acredite, pois se carregar essa culpa nunca será capaz de questionar e viverá como um perfeito escravo, de joelhos e cabeça baixa pedindo perdão por existir e clemência pra viver.

Fiquem com Deus e nunca se esqueça, o mestre nos ensinou....Vós sois Deus, tudo que Eu faço vós também pode fazer...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Quarta de cinzas...



Bom dia pessoal!!

Espero que as coisas estejam bem por ai...

Meu carnaval foi de paz, passeamos bastante..parques...clubes...e muito descanso aqui em Sampa mesmo, foi tudo de bom só tenho a agradecer.

Com meus pais viajando, o "homi" dormiu em casa nesse feriado, nos demos bem, sem brigas ou stress.

Um desses dias ele me perguntou: Se te dessem R$10.000,00 hoje pra onde vc viajaria no carnaval...eu pensei...pensei...não sabia responder...disse a ele: Há sei lá...to tão em paz, não sei pra onde iria....

No sábado fomos ao mercado, o "homi" ai olhar pro carrinho começou a dar risada, perguntei porque ele estava rindo...ele respondeu: Olha só quem nos viu e quem nos vê....há alguns carnavais atrás o carrinho estaria cheio de carne e cerveja, hoje só tem mato e suco....hahahaha

Estávamos assistindo um filme  "O PROTETOR"...que continha cenas de violência, uma hora o "homi" virou pra mim e disse, não sei mais não consigo mais assistir filmes assim, me da uma agonia...respondi é mudança de faixa energética....semelhante atrai semelhante...rs...

Eu acredito nisso....não estou julgando ninguém melhor com ninguém, mas quando nos dispomos a viver de forma mais leve, nossa vida muda e ai sim encontramos uma nova maneira de viver, não quer dizer uma maneira perfeita, somente mais leve.

E assim continuo caminhando, estudando muito, aproveitando meu tempo com assuntos que me façam crescer como pessoa, uma dica que deixo falar da vida das pessoas não é um assunto que seja capaz de nos fazer bem.

A mudança está nas nossas mãos...pra frente sempre...

Enfim só tenho a agradecer

Namastê

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A todos e as Mulheres


Por favor ACORDEM

síndrome de Estocolmo é um estado psicológico particular desenvolvida por uma vítima de sequestro.
O nome desse distúrbio é oriundo do famoso assalto de Norrmalmstorg do Kredibanken em Norrmalmstorg, em Estocolmo, que durou do dia 23 a 28 de agosto de 1973. Nesse assalto, as vítimas normalmente defendiam os sequestradores, mesmo após os seis dias de sequestro terem chegado ao fim e apresentaram comportamento reservado durante os processos judiciais do caso. O termo foi assinalado pelo criminólogo e psicólogo Nils Bejerot, que auxiliou a polícia no período do assalto.
As vítimas passam a identificar-se emocionalmente com os criminosos, inicialmente como modo de defesa, por medo de retaliação e/ou violência por parte deles. Um mínimo gesto de gentileza dos raptores normalmente é ampliado, pois, do ponto de vista das vítimas, é extremamente difícil, ou até impossível, obter uma visão clara da realidade nessas situações e obter uma mensuração do perigo real. Deste modo, as tentativas de libertação são tidas como uma ameaça, pois a vítima pode correr o risco de ser magoada. É importante salientar que os sintomas resultam de um estresse físico e mental (emocional) extremo. O complexo e comportamento duplo de afetividade e ódio concomitantes junto aos raptores é considerado como uma estratégia de sobrevivência por parte dos reféns.
O processo da síndrome se desenvolve sem que a vítima tenha consciência disso. A mente elabora um artifício ilusório objetivando resguardar a psique dos reféns. A proximidade afetiva e emocional com o criminoso ocorre para gerar distanciamento da realidade perigosa e violenta a qual o indivíduo está submetido. Contudo, a vítima não está completamente alheia à situação na qual se encontra, parte de sua mente se mantém atenta ao perigo, sendo que é isso que leva à maioria das vítimas a escapar do seqüestrador em certo momento, mesmo em casos de extenso cativeiro.
Um dos casos mais famosos e característicos da síndrome é o de Patty Hearst, que desenvolveu a condição em 1974, depois de sofrer um seqüestro durante um assalto a banco realizado pela organização militar politicamente engajada (o Exército de Libertação Simbionesa). Após libertada do cativeiro, a vítima juntou-se aos seus raptores, passando a viver com eles, sendo cúmplice em seus assaltos.
Já  um dos casos mais recentes divulgados na mídia, é o caso da jovem Natascha Kampusch, que desapareceu em 1998, a caminho da escola, aos 10 anos de idade na Áustria, e reapareceu em 2006, aos 18 anos. Natascha reapareceu em um jardim de Viena após escapar da casa de seu seqüestrador, quando este estava distraído. Em uma declaração dada à mídia, a jovem afirmou o seguinte: “Minha juventude foi bastante diferente. Mas também evitei diversas coisas – não comecei a fumar ou beber, ou a andar em más companhias”.  Segundo a maioria dos especialistas, Kampusch aparentemente sofre com a síndrome.
A doença pode desenvolve-se em vítimas de sequestro, cenários de guerra, sobreviventes de campos de concentração, indivíduos que ficam submetidos à prisão domiciliar por familiares e também em vítimas de abusos pessoais. É importante ressaltar que não são todas as vítimas que desenvolvem a síndrome ao final do ato de violência a qual foi submetida.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Síndrome_de_Estocolmo
http://www.medicinaealimentacao.com/?id=583&Sindrome-de-Estocolmo
http://pessoas.hsw.uol.com.br/sindrome-de-estocolmo.htm
http://www.portais.ws/?page=art_det&ida=4767

...Carnaval....

Bom dia pessoas!!

Animados pro feriado??...Eu to é com uma preguiça que afff....rs..

Essa data preocupa muitos familiares que convivem com um dependente químico, principalmente com aqueles que de certa forma estão dando os primeiros passos em busca da recuperação, faz sentido afinal essa data é marcada por festas, bebedeiras, drogas e quem gosta da bagunça simplesmente gosta e sente falta de participar e nesses períodos digamos que somos mais tentados do que em certas épocas do ano.

Mas supondo que não existisse o carnaval, será que seu familiar estaria a salvo?

No mundo, sempre existirão situações que serão portas abertas para o retorno ao uso de drogas, o aniversário de um amigo, um churrasco pra assistir a partida de futebol, um happy hour depois do trabalho, um domingo de sol, uma roda de samba, um show de rock, simplesmente relaxar em casa tomando uma cerveja....riscos sempre irão existir.

Por mais difícil que seja controlar a ansiedade e o medo por nossos familiares é a única forma de ficarmos bem e conseguirmos influencia-los de maneira positiva, se ele irá aceitar essa influência caberá a ele decidir.

Lembrando que pra quem não curte bagunça existem N opções para se curtir o carnaval, retiros espirituais de todas religiões que se imagine, desde evangélica católica, espirita, xamânica, budista...tem pra todos os gostos.

Curtir o dia do carnaval em parques..piscinas...fazendo um piquenique com a família...sempre há alternativas saudáveis..

Basta QUERER  e APROVEITAR.

Um ótimo carnaval a todos e relembrando o 1º , 2º e 3º Passo....Eu aceito, eu entrego e eu confio..

Namastê

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Virei vegetariana

Bom dia galera....

Pois é decidi virar vegetariana...hehehe pra que vocês não confundam com vegano deixo abaixo as explicações:

Qual a diferença entre um vegetariano e um vegano?
Vegetariano é alguém que se alimenta basicamente de grãos, sementes, vegetais, cereais e frutas, com ou sem o uso de lacticínios e ovos. Os vegetarianos excluem o uso de todas as carnes animais, incluindo peixe.
Um vegano exclui todos os produtos de origem animal não só da alimentação, mas também da roupa, dos produtos de higiene, dos detergentes. É ainda contra todo o tipo de exploração animal (touradas, circos com animais, jardins zoológicos, pesca, caça, etc.) e boicota produtos testados em animais.

Fonte:http://www.centrovegetariano.org/index.php?page_id=9

Porque decidi fazer essa mudança?

Primeiro que eu nunca fui louca por carne, comia por hábito, gosto muito é de massa...rs...isso já é uma vantagem quando se quer parar de comer carne.

Desde que comecei a estudar sobre a espiritualidade, ouço muito falar sobre não comer carne, são vários os motivos que as pessoas expõe para parar de comer carne, o que me chamou atenção e me fez sentido foi o seguinte:

Tudo que existe no mundo é energia e de alguma forma tudo está interligado, existe a energia densa e a energia sutil, esse vídeo da uma noção do porque tudo é interligado:




Sendo tudo energia, no meu entendimento, as atitudes, os pensamentos tudo que faço atrai ou gera uma energia, sabemos que existem polos positivos e negativos, no meu modo de pensar posso estar errada, mais algo negativo é algo que causa uma sensação ruim e o positivo é algo que causa uma sensação boa...isso no meu modo de pensar.

Uma das explicações que eu ouvia das pessoas que incentivam o vegetarianismo é que ao comer a carne de um animal que foi assassinado, essa matéria (carne) esta impregnada com as energias geradas pelo animal na hora do seu abatimento, podemos imaginar o que um animal sente ao ser abatido? Ouvi relatos de pessoas que trabalham e abatedouros que quando o animal está se aproximando do local do abate ele chega a tremer, bom acredito que a energia que ele gere seja algo parecido com o que nós geraríamos se percebêssemos que estávamos prestes a sermos mortos: medo, desespero, angustia, pavor, sensações ruins portando negativas, energia negativa, ao comer essa carne, além de ingerir a energia negativa, contribuo para que mais animais morram dessa forma e gerem essa energia negativa.

Isso começou a me incomodar, de certa forma mesmo que inconsciente eu estou contribuindo para gerar coisas ruins no mundo, além de me contaminar com essas energias.

Isso me fez pensar em virar vegetariana, a dificuldade que tenho tido é evitar os embutidos, como salame, presunto, peito de peru, atum...acabei comendo um lanche com peito de peru no final de semana porque na padaria não tinha nada sem "bicho"...rs..

Enfim, não me culpo, pois não sou perfeita, não cobro e nem julgo quem come carne, cada um sabe de si, porque também não adianta nada ser vegetariano e ficar julgando os outros...ou se sentir superior aos outros por conta disso...

Eu apenas tomei essa decisão pois considerei ser mais um ponto entre vários outros a serem melhorados em mim.

E deixo esse relato para as pessoas possam abrir um pouco a visão  do mundo, e ver como tudo é muito complexo, que jamais seremos perfeitos e que temos muita coisa a mudar.

Portanto não se cobre perfeição e nem a dos outros, apenas mude, cresça e evolua, tendo consciência que há um longo caminho de autoconhecimento a se descobrir.

Um ótimo dia a vocês :)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Sim o culpado somos nós...

Porque se coloca a culpa no sistema?

Normalmente quando dizemos isso, as pessoas que estão em um cargo que lhe garantem um bom salário, defendem o sistema dizendo que isso é desculpa de quem não tem competência pra correr atrás, ou simplesmente desculpa porque se perdeu em seus erros fazendo más escolhas e por isso perdendo tempo, ao invés de investir em seu futuro.

Prosperidade.....essa palavra está no topo...seja nas igrejas, discursos de líderes empresariais, pessoas de sucesso, livros de auto ajuda, promessas de felicidade.

Toda felicidade que nos é incentivada está a venda: viagens, carros, casas, roupas, festas, posição social....

Não sou hipócrita...dinheiro é bom sim...maaaaaaas......prosperidade se resume a dinheiro?

Felicidade se resume em poder comprar pra ter e viver momentos felizes??

Ta tudo errado, vamos consultar os "universitários"

Dicionário Informal:

Prosperidade (do laitim prosperitate) refere-se à qualidade ou estado de próspero, que, por sua vez, significa, ditoso, feliz, venturoso, bem-sucedido, afortunado.

Felicidade é um sentimento humano de alegria, bem estar e paz.

Agora pergunto, aonde entra o ter, o precisar compra pra ter pra só então SER?

O sistema não vai mudar, sabe porque, porque todos que procuram a felicidade ali no TER, continuam o alimentando e ensinando os seus filhos a alimentarem

Todos aqueles que se julgam pessoas de sucesso porque conquistaram bens, porque alcançaram Status, porque viajam o mundo continuam a serem exemplos de "felicidade" pros novos que estão crescendo.

E o que acontece com isso?

A vida passa a ser uma busca pela felicidade comprada e como não existe igualdade pra todos, cada um da um jeito de se virar, não estou defendendo bandido, apenas dizendo que enquanto a felicidade for considerada isso ai...e a vida ser a busca incansável por essa felicidade nada irá mudar...só piorar...porque a população só aumenta...e pra se manter o nível de felicidade do "TER" é preciso muitos recursos, muitos empregos...será que vai TER pra todo mundo?

Estaremos cegos para sermos felizes de fato, e não buscar a felicidade em prazeres temporários e passageiros.

Está na bíblia: Um cego não pode guiar outro cego, pois ambos caíram em um precipício.

Este é o caminho que o mundo trilha...

Então você se pergunta, o que EU posso fazer?

Procure ser feliz com que você É...faça um teste, tire uns 30 dias pra viver apenas com o necessário e veja se consegue ser feliz, se não conseguir busque alternativas em coisas que você não precise COMPRAR...mais que você possa viver.

Um ótimo dia a todos














As histórias se repetem....

Quantos sonhos, quantas lutas, quantas derrotas....e nesse universo onde existe drogas, as histórias se repetem.

Quem está de fora observa, aconselha, tenta ajudar, mas não pode imaginar o que se passa dentro dos envolvidos.

Nunca...se é possível julgar as decisões alheias, acreditem quem fala é uma pessoa que já julgou bastante e hoje tenta não julgar mais.

O caminho a ser percorrido, as emoções e aprendizados de cada um são únicos, seguimos exemplos de outros, tentando vencer um degrau dia a dia, mas o ato de subir o degrau é individual, e somente a pessoa saberá dizer o tamanho do sacrifício e a sensação de liberdade que isso irá lhe proporcionar.

Desejo que as pessoas comecem a despertar sem tanto sofrimento, que os corações sejam mais abertos, a mente mais receptiva a novas idéias para que a mudança aconteça sem muitos golpes da vida.

Desejo que as pessoas que estão de fora de um problema, ao olhar os envolvidos, tenha amor, carinho e compaixão, não ódio, superioridade e julgamento.

Desejo um mundo de paz e união e não de guerra.

Um ótimo dia a todos

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Continuo me libertando

Por E.

Oi meninas...

Eu gostaria de falar sobre o porque de "me libertando" e não "liberta", e porque na figura acima está escrito "libertá", que significa liberdade em italiano, e não "liberta", como poderia se deduzir se não prestar atenção no acento.

Bom... Falar que eu não quero mais o homi é fácil quando ele tá longe... Quando ele some preciso me fortalecer para não me entregar ao sofrimento. Só isso já é alguma coisa, pois antes eu me entregava... Mas uma coisa que ainda tenho dificuldade é colocar em prática tudo que aprendi e aprendo diariamente com o blog, grupo, vídeos, textos, etc... quando ele aparece.

Mas tenho aprendido que melhor dar um passo pequeno por vez do que querer dar um maior que as pernas e acabar despencando...

Como eu contei em alguns comentários, ele só apareceu pra pedir dinheiro, 2 dias depois. No dia seguinte apareceu de novo, do mesmo jeito. Eu não dei um centavo e ainda fiz com que o pagamento dele não fosse depositado, mas a mãe mandou  $ pra ele. Só que na segunda vez que ela mandou, era sábado a noite, aí o dinheiro não caiu na hora. Ele teve a cara de pau de ligar pra ela e pedir pra ela me ligar de madrugada pedindo para eu buscá-lo. Eu não fui. Em menos de 1h ele apareceu, com as próprias pernas. Depois no dia seguinte ele disse que não tava devendo nada.. E escondeu o cartão com os 100 reais...

Domingo ele estava triste, eu ignorando (tava decidida), ele me procurou pra conversar, mas não dizia nada, aí eu disse tudo que eu sei que é melhor pra ele, na calma. Ele concordou com tudo que eu disse. Mais tarde ficamos em paz, abraçados... Ele disse que ia pra clínica sozinho, ia se tratar, ia voltar pra casa da mãe e quando estivesse bem (1 ano limpo) me procuraria.  Eu chorei, não com desespero mas chorei. Por um lado porque dói desapegar, pensar que ele realmente vai embora (ainda mais quando estamos bem, isso dói mais ainda, pois como são bons esses momentos raros de paz), e por outro por saber que esse momento de lucidez dele não ia durar muito, quem dirá 1 ano inteiro, e assim foi... Ele também ligou pra mãe e disse que ela não precisava mais vir, que ele ia resolver o que ele tinha pra resolver.

Mas, a noite ele queria que eu desse o celular de R$2.500,00 dele que eu guardei  (se não já teria ido pro saco) pra ele levar na viagem. Eu discordei, ele ficou puto, virou bicho, e se fechou. Na segunda dormiu até as tantas, eu fiquei com medo dele sair de novo, fiquei em casa esperando ele acordar. Quando pensei: "ah, vou resolver minha vida, passo a chave na porta e pronto, tá dormindo mesmo", o bendito acordou... aí começou a falar que não tava com vontade de usar droga, nem de fumar, que portanto não precisava voltar na clínica... Eu tinha que ir na rodoviária trocar minha passagem (que comprei pra ir no natal e até hoje não fui ver minha família), aí por milagre de Deus ele concordou em eu levar a chave, aí fui e voltei rapidinho... Quando cheguei ele tava decidido a não ir tomar a ibogaína, eu tentei falar numa boa, ele não quis, aí eu apelei, joguei minha paz e serenidade pela janela, gritei, berrei, quebrei o pau... foi uma briga bem feia mesmo, os vizinhos devem ter escutado tudo. Foi desgastante, os dois choraram, os dois gritaram, foi horrível... E o desespero foi tão grande que no final ele disse que não ia me deixar mais, que não ia embora, que ia ficar comigo e que só ia na clínica se eu fosse com ele. Eu mais uma vez abri mão, adiei minha viagem pra fazer algo por ele...

Mas me sentia péssima por ter aceitado "as pazes", sentia traindo a mim mesma, me enganando... Estava sem paciência com ele, esmurrei a mão dele só porque ele disse que eu não tinha cabeça pra assistir um filme que tava passando (só porque mudei de canal quando apareceu uma nudez, mas mudei porque o filme tava ruim mesmo e a nudez apareceu do nada, fora de contexto lógico) e encostou o dedo na minha testa... Depois tentei remediar, melhorar as coisas mas já não tinha clima. E ele falou: "que merda de vida estamos vivendo". Tive que concordar, aquilo era uma merda mesmo. Duas pessoas obcecadas uma pela outra, que não conseguem se desapegar e ao mesmo tempo não conseguem ficar juntas. Ninguém disse isso mas senti que ele pensou a mesma coisa... Além da brincadeira sem graça, ele continuou a questionar se precisava mesmo ir na clínica ou não...

Depois pra piorar minha mãe ligou e ficou me cobrando, se ele tava aqui ainda, o que resolveu, que eu vou continuar aceitando isso tudo até quando, que vai ficar tudo na mesma... NOSSA, vou explodir!!!!!!
Desliguei o mais rápido que pude porque depois de tanto desgaste ainda ter que dar satisfação... Foda. Ele perguntou porque desliguei brava, eu disse: nada. Ele insistiu, eu disse: não gostei do que ela disse. Ele insistiu... Eu: ela disse que vai continuar tudo na mesma. Ele riu e disse: não vai. Mas depois amuou... Ai eu disse: tá vendo, por isso eu não queria falar... você dá importância pro que os outros falam... Faz sua parte e foda-se...

Combinamos que quando eu saísse hoje de manhã ele também iria e resolveria sua situação na empresa, pois precisamos desse dinheiro do pagamento dele pra comprar passagem e ir na clínica. Mas ele não quis levantar. Cheguei atrasada por causa disso. Deixei a chave pra ele, pois ele disse que ia mais tarde. Eu já troquei a fechadura uma vez porque ele leva nossa chave pra biqueira e me põe em risco...

Mais tarde conversei com ele por telefone, tava bravo. Mais uma vez o negócio do celular... Desligamos o telefone. Então pensei, vou lá levar esse celular pra ele, que se dane... Aí tentei ligar de novo mas ele não quis mais atender. Quando cheguei em casa, ele já tinha saído pro uso de novo. E levou minha chave, de novo... Ah, e lembram do cartão com os 100 reais? Ele guardou esse tempo todo pra poder usar hoje...

Eu me desesperei, chorei, me culpei... Mas depois, conversando com a Kel, vendo vídeos e lendo textos... fui acalmando de novo. Hoje aprendi que não devo me culpar pelo erro cometido, só aprender com ele e tentar não errar mais. Mas preciso ter paciência comigo mesma... Foram anos me apegando, tendo comportamentos errados, alimentando enganos... me livrar de tudo de uma vez não é simples. Um passo de cada vez... Hoje já tenho uma clareza que antes não chegava nem perto de ter. Estou evoluindo... O fato de eu ter me incomodado em fazer "as pazes" ontem é muito bom! Sinal que não me sinto mais aliviada com a ilusão, mas sim incomodada... Não tem como voltar para a ignorância depois que já abrimos os olhos...
Sei que não vai adiantar ele resetar só porque eu quero. Sei que ele disse que ia só pra me manipular, pra eu deixar ele em paz e depois tentar me fazer mudar de ideia. Ele não quer de verdade, ele não aceita sua doença de verdade, ele quer continuar se enganando... Dói reconhecer isso, mas é a mais pura verdade.

E será que vale a pena continuar um relacionamento assim? Eu querendo evoluir, ele querendo se enganar? Se ele fizesse mal só para ele mesmo ainda ia, mas vejo que sempre que estou do lado dele, eu perco a paz... É muita negatividade que ele carrega e transmite. Sei que ele só me afeta pois eu dou abertura, mas como não dar? Estou começando a tirar as vendas da cegueira agora, tentando achar meu equilíbrio... Ainda estou longe de chegar ao ponto em que nada ou ninguém me afete (ou afete menos, pois não atingir nada eu acho impossível). E até lá serão erros e acertos mesmo. Mas vejo que sem ele por perto é bem mais leve... Sei que se eu optar por ficar com ele vou poder viver nessa montanha russa muuuuito tempo ainda, pois não vejo nele nenhum motivo para ter esperança de melhora... Sei que cuidar de mim com ele do lado vai ser bem mais difícil...

É por isso que eu estou me libertando, mas ainda não me considero liberta. Já sei o que tenho que fazer, já sei o que é melhor pra mim. Ainda dói, mas ao mesmo tempo é aliviador... Só estou tomando cuidado para respeitar meus limites e fazer dessa ruptura o menos traumática possível...






Blog O Mundo de Gaya

A EXPECTATIVA DOS OUTROS SOBRE VOCÊ – POR OSHO

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Quando você começa a ficar responsável em relação a si mesmo, começa a abandonar suas máscaras. Os outros começam a se sentir perturbados, porque eles sempre tiveram expectativas e você satisfazia essas exigências. Agora eles sentem que você está ficando irresponsável.
Quando os outros dizem que você está sendo irresponsável, estão simplesmente dizendo que você está saindo do controle deles. Você está ficando mais livre. Para condenar o seu comportamento, eles o chamam de irresponsável.
Na verdade, sua liberdade está crescendo e você está se tornando responsável. Responsabilidade significa a habilidade de responder. Ela não é uma obrigação que precisa ser satisfeita no sentido comum. Ela é capacidade de responder, sensibilidade.
Porém, quanto mais sensível você se tornar, mais descobrirá que muitas pessoas acham que você está ficando irresponsável – e você precisa aceitar isso -, porque os interesses delas, os investimentos delas não serão satisfeitos. Muitas vezes você não satisfará as suas expectativas, mas ninguém está aqui para satisfazer as expectativas dos outros.
A responsabilidade básica é para com você mesmo. Assim, um meditador primeiro se torna muito egoísta. Porém, mais tarde, quando ele ficar mais centrado, mais enraizado em seu próprio ser, a energia começará a transbordar. Mas isso não é uma obrigação, não é que a pessoa precise fazê-lo. Ela adora fazê-lo; trata-se de um compartilhar.
Osho

Reflexões...

O que você sabe sobre o mundo?

O que você sabe sobre as pessoas?

Você é daquele tipo que separa o que é bom do que é ruim apenas pela capa?

Você consegue ter a coragem e a humildade de tentar entender o que lhe parece errado?

Você muda de opinião, ideia?

Se não muda, por que não muda?

Lhe disseram que é não ter personalidade, a pessoa que muda de ideia a todo momento?

Porque você acredita nisso?

Você sabe quem você é?

De onde veio, pra que veio e pra onde vai?

Como você descobriu isso?

Alguém lhe disse e lhe ameaçou caso você não acreditasse?

Ou você analisou, ponderou e buscou suas próprias respostas sem medo de errar?

Já pensou porque vivemos em uma cultura onde o medo é usado como forma de controle?

Já se questionou porque muitas vezes lhe dizem que não é bom questionar?

Já parou pra pensar se realmente tudo que nos parece necessário pra viver, se é realmente necessário?

Já ponderou sobre o que é ser uma pessoa de sucesso e feliz?

Será que estamos buscando o que nos realmente faz feliz?

Ou será que compramos a ideia que alguém vendeu sobre felicidade?

Será que conseguimos respeitar a diferença entre a nossa felicidade e a do outro?

Conseguimos entender que cada ser humano tem suas particularidades e respeitamos isso?

Porque devemos acreditar em pessoas que vendem ilusões para nos fazer felizes?

A felicidade está somente no sonho e na ilusão ou faz parte da realidade, de nós, da vida?

Será que vivemos robotizados, seguindo condutas impostas para o sucesso?

Será que escolhemos e aprendemos de acordo com nossas dúvidas?

Ou será que repetimos informações?

Deixo abaixo várias frases de uma pessoa imperfeita que mudou o mundo:

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."

"A imaginação é mais importante que o conhecimento"

"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer"

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta"

"Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor."

"A tradição é a personalidade dos imbecis"

"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito."

"A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro"

"Se os fatos não se encaixam na teoria, modifique os fatos"

"Se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela."

"Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos"

"A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a teologia."

Albert Einstein


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Assim sim....

Olá galera....tudo bem por ai?

Por aqui a vida segue, normal sem grandes novidades.

Sábado, passamos o dia fora, meu filho está crescendo e já começou a fase de trabalhos e provas na escola, seu primeiro trabalho era sobre o instituto Butantan, então lá vamos nós visitar o tal instituto, tirar fotos, passear depois emendar uma esticada no SESC (deixo como dica um ótimo passeio com muitas atividades pra crianças e pra quem é sócio super em conta)
Domingo demos uma escapada na hora do almoço (eu e o homi), fomos almoçar naquelas padarias que da vontade de comer tudo que tem dentro...rs..então ele pegou o cardápio e disse pra mim: Boemia ou Original? Respondi qual delas será que faz mais estrago se eu jogar na sua cabeça? Ele riu....
Não quero controlar a vida dele e nem vou, porque se um dia ele quiser beber ele vai beber e pronto, mas não quero estar junto, um limite meu...eu já não bebo mais e ver ele bebendo me incomoda porque eu sei aonde isso vai parar, então se quiser fazer merda que seja bem longe de mim...
As vezes rola essas conversas sobre a cerveja e tals...eu falo o que sei que acontece, que fulano estava bem até beber, foi beber acabou recaindo...que se ele não quiser correr esse risco ele não podia beber, pra minha surpresa ele respondeu: Poder beber eu posso, eu não quero o que é diferente...Eu: Óia...gostei...rs..
Ele disse que ouviu isso em uma reunião de NA das poucas que ele foi, e que realmente dizer que não se pode beber ou usar droga era algo que o incomodava, que ele prefere sentir dessa forma, poder ele pode mais só por hoje não quer.
E ontem ele disse assim: Embora minha vida não esteja sendo fácil, viver certas situações pra mim é algo horrível que acaba comigo uma coisa posso dizer, viver esses momentos, igual ontem e hoje me fazem nunca mais querer usar nada, eu sei que é complicado dizer que nunca mais eu vou usar, mais como diziam no NA, cara Só Por Hoje ta sem chance nenhuma...rs..eu não quero mais viver aquele ciclo, eu nunca seria capaz de me sentir como estou me sentindo hoje quando eu vivia na ativa e eu não quero e se Deus me der força vai ser Só Por Hoje assim o resto da vida...
Ele tem medo do corpo reagir e em momentos de dificuldades ele acabar querendo buscar uma fuga, então ele optou por continuar tomando "a manutenção" pós ibogaína, que são comprimidos compostos por alcaloides que auxiliam no equilíbrio dos hormônios, diminui a dopamina e aumenta o nível de serotonina, como ele diz se sente ZEN....então ótimo como cada um encontra sua forma de se manter bem, que continue a tomar a medicação, melhor do que usar drogas.

Eu estou bem, as vezes fico meio triste por conta do relacionamento dele e dos meus pais, pois eu moro com meus pais, e ele sempre está lá, porém não tenho o que fazer né...rs..então procuro vibrar positivo e não alimentar essa tristeza, continuo com a minha vida, andando pra frente graças a Deus, tem um morro enorme pra eu subir ainda...mais aprendi a não ficar olhando lá pra cima...e ver o tanto que falta, olho pra trás e vejo o quanto já conquistei, isso me traz força e tranquilidade pra seguir adiante.

As companheiras que estão se sentindo perdidas, aos familiares que sofrem com medo de perder seu ente querido, digo que entendo a dor de vocês porque já senti, mas aprendi uma coisa, não controle a vida e nem as escolhas das pessoas.
E por mais trágico que a escolha possa ser, por mais triste que seja  ver nossos queridos trilharem um caminho de dor e sofrimento, não está nas minhas mãos o poder de mudar, eu posso e devo contribuir para que as chances dessa pessoa despertar sejam maiores.
Mais o despertar é delas, é com elas....enquanto eu for uma muleta eu impeço o possível despertar...enquanto eu for uma muleta, eu me desgasto e se vier um pedido de ajuda talvez eu não consiga auxiliar da forma adequada por que estarei fraca.
Sempre que houver uma mão estendida pedindo ajuda, levante, mas apenas levante, deixe-o caminhar mesmo que com as pernas fracas, mesmo que rasteje, não seja muleta apenas uma mão estendida.

Se cuidem, se amem....tenham certeza não podemos mudar a ninguém somente amar.

Um ótimo dia e fiquem com Deus

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Me libertando

Por E.

Bom dia pessoas...

Como eu já havia falado em postagens e comentários anteriores, o homi lá em casa já estava dando sinais de recaída. A meu ver, foram:
-Comportamento infantil
-Procurando briga
-Não querendo ir na terapia ("eu só tava indo por sua causa", "o terapeuta é ruim", "não gosto", "não preciso)
-Não ligando pro espiritual ("assédio, tentação... tudo besteira", "oração pra quem?" Ele não pronunciava essas frases mas parece ser o que pensava porque não levava nada a sério)
-Reclamando da vida e se fazendo de coitado ("eu tô cansado, trabalho muito, tadinho de mim...")
-Momentos deprê (insatisfação com a própria vida mas nenhuma atitude de mudança para melhorar o que está ruim, só demonstrava vontade de fugir)
-Auto engano ("não preciso de terapia", "posso voltar a beber"...)
-Falta de auto crítica (só ele tem razão, o resto todo errado: eu, terapeutas, médicos, na, grupos das codependentes...)
-Excesso de crítica aos outros, principalmente comigo (ficava querendo me dizer o que fazer mas ele não tomava atitude nenhuma com a vida dele)
-Falar que vai voltar a beber (se comparar à pessoas não dependentes químicas, achar que é uma exceção, não aceitar ser comparado com outros dependentes químicos "cada caso é um caso")
-Tomou um cappuccino (Não que isso fisicamente tenha causado nenhum efeito, a questão é psicológica. Ele acreditava que não podia tomar nada com cafeína se não estragaria o tratamento. E por um tempo levou isso muito a sério. Até que um dia chegou em casa rindo e falando: "quebrei uma regra". Aí logo já pensei: "ixi... pra desandar não demora...")
-etc...

Tinham 2 meses e 18 dias que ele estava limpo, 2 meses e 13 dias depois da ibogaína. Desde quarta-feira ele está recaído. Nesse dia ele chegou do trabalho reclamando da vida mas com um sorriso no rosto...(?) Aí começou a falar que estava pensando em fazer besteira, que quase parou numa padaria pra tomar cerveja. Mas disse que não queria falar sobre isso comigo porque eu ficava apavorada (com deboche). Eu falei que ele está igual quando ficava sóbrio sem a ibogaína, que estava num ciclo. Ele começava muito bem, esforçado no trabalho, feliz por estar limpo, por estar conseguindo... O tempo ia passando e a felicidade por estar limpo se neutralizava, os esforços no trabalho não eram recompensados, a vida começava a ficar monótona e chata... Dava 2 meses e pouco ele começava a dar sinais de recaída. A cabeça dele começava a arquitetar coisas, motivos, que o levassem a usar. A única diferença de antes e de depois da ibogaína é que não existe mais a necessidade do corpo pela droga. Mas a cabeça continua a mesma... Que ele devia pensar, apesar da droga ser prazerosa valia a pena jogar fora tudo que conquistou até aqui? Não poderia encontrar prazer em outras coisas? E outra... a vida sem droga as vezes é assim mesmo, nem sempre é festa, as vezes é calmaria, rotina, chatice. A vida adulta é assim. Temos que aceitar isso e não querer fugir. Enquanto eu falava isso ele mexia no celular, brincava com a cachorra... Aí teve uma hora que falei: você quer conversar ou mexer no celular ou brincar com a cachorra? Ele: pode ser os 3? (deboche). Eu: não, quando você quiser conversar você me avisa (praticando virar o buda). Então ele largou o resto e prestou atenção. Depois que eu falei isso ele perguntou: mas você não sente vontade de beber? Eu: a questão não é ter ou não vontade. As vezes pode dar vontade mas a gente é ser humano, a gente toma decisões. Não saímos por aí fazendo tudo que dá vontade. Eu gostava de beber, você sabe disso. Mas era uma alegria artificial. A bebida também é uma droga, uma fuga. Eu não quero mais fugir, quero evoluir.

Depois ele me fez a proposta de abrirmos uma exceção no carnaval para nos divertirmos e bebermos (!). Eu era uma bela cachaceira, no passado era bem provável que aceitasse. Mas felizmente eu mudei. Infelizmente ele não. E ele estava me testando pois tinha certeza que eu não tinha mudado de verdade, que eu acabaria aceitando e voltando a beber junto com ele... Eu disse: primeiro você queria beber daqui a 1 ano, depois no casamento do seu irmão em outubro, agora já no carnaval? Ele: só uma exceção, aí não bebemos mais. Eu: tá doido? Você ta tomando composto ainda e já tá pensando em beber? Ele: ah você tá tão chata! Era tão lindo quando você concordava comigo...(aff, sem comentários)

E não parou por aí. Ele: Se você não for, eu vou sozinho. Eu: Se você quer jogar seu tratamento fora... Ele: e não vai vir atrás de mim me encher o saco. Eu: não vou mesmo. Ele: você vai continuar comigo assim mesmo? Eu: não sei. Ele: como não sabe? Tem que se decidir logo. Eu: porque tenho que decidir logo? Ele (ficando nervoso): porque se você for terminar comigo eu vou viajar. Eu: ue, você ia pular carnaval aqui mesmo, agora já vai viajar? Ele: é, se você for terminar comigo eu vou pra praia com minha mãe e meus primos. Eu: ah dinheiro pra ir pra praia você tem? Ele: meu pagamento cai dia 6. Eu: legal, você gasta tudo no carnaval e as contas sobra pra mim pagar sozinha ne. Ele: não seja por isso, eu te dou metade do meu pagamento. Eu: você acha que todo mês sobra metade do meu pagamento pra mim, pra eu gastar com o que eu quiser? Ele (bravo): não acredito que você ta falando isso, sabe que eu ganho pouco, quer que te de mais que a metade? Não vai sobrar nada pra mim. Se quiser eu vou embora aí vai sobrar mais dinheiro pra você. Eu (calma, desde o início): não quero nada... a questão não é quem ganha mais ou menos, a questão é que você deu a ideia de economizarmos, sabe que estamos duros... Eu abri mão da gente viajar pra casa dos meus pais para economizar, você não pode abrir mão do carnaval. Ele (bravo): eu trabalho que nem burro, tenho que me divertir! Eu: não tem outra maneira de se divertir que não seja bebendo?

Aí eu cansei de conversar com uma porta e lembrei do conselho da Kel, de sair, dar uma volta, e deixar ele falando sozinho. Mas eu simplesmente sentei na sala e respirei fundo... Ele: vai ser assim? não quer conversar? Eu: o que adianta conversar se você não tá nem aí para o que eu falo, você só quer fazer o que tem vontade. Aí ele saiu de casa e até hoje não voltou...

Como eu estou? Estou bem, estou em paz! Não sinto mais aquele desespero que eu sentia antes. Sei que fiz tudo que eu podia. Não sinto culpa nenhuma. Em momento nenhum alterei a voz. Eu poderia ter feito chantagem pra ele não sair (como fiz milhares de vezes) chorando, me jogando na frente dele, cercando a porta, armando barraco indo atrás dele na rua... Mas não, eu respeitei a decisão dele, dei livre arbítrio. E ele foi se anestesiar pois não quer crescer, não quer amadurecer, não quer lidar com a realidade, quer viver na fantasia, quer o prazer rápido e falso das drogas, quer se enganar. Paciência... É triste? É. Mas a escolha é dele... só dele. Pra que vou ficar aqui arrancando os cabelos enquanto ele nem se lembra que eu existo? Raiva? Também não. Já senti muito pois acreditava que minha felicidade dependia dele estar limpo. Hoje vejo que não depende dele, só de mim. Ele não está me afetando em nada usando droga. Fico triste por ele, não mais por mim. E não me permito ficar triste por muito tempo. Pois vejo como sou amada, como o ser superior está me fazendo despertar da codependencia... De todos os lados ele vem para me animar, para que eu não volte a auto enganação. A minha maior fonte de recaída era causado pelo "amor". Eu falava que ia terminar com o homi, mas depois voltava atrás e dizia que era porque eu o amava demais, não podia jogar meu amor fora... Hoje eu vejo que isso é posse, não amor. Que é engano precisar de alguém. Que a felicidade vem de dentro. Que um relacionamento sadio envolve troca, e que ele não tem nada pra trocar... Que a culpa dele ser assim não é da droga, como eu achava... Enfim, por todos os lados a verdade vem me atingindo... Eu poderia me revoltar por ter gastado todo meu 13º na ibogaína e não deu nem 3 meses ele já recaiu. Mas não me arrependo. Só assim pude entender sem sombra de dúvidas que NÃO depende de mim. A ibogaína funcionou. Quem não funcionou foi ele. O corpo não pedia mais, ele não teve crise de abstinência. Talvez crise de identidade, crise de pirraça, crise de infantilidade, crise de não querer crescer, crise de auto engano... Mas de abstinência não. O corpo dele não pediu. A cabeça sim. A cabeça tava pedindo a um tempo já... Mas o auto engano dizia: que isso, imagina! Hoje eu entendo porque uma pessoa escolhe a droga mesmo sem o corpo pedir. Não é nada de outro mundo... Tá na cabeça... Se a cabeça não mudar nada adianta. E a cabeça só muda se a própria pessoa quiser. Ir na terapia ou grupo porque a mulher ou mãe obrigou também não adianta... A cabeça só muda se a pessoa largar o auto engano de lado...

Eu estou muito feliz com minhas descobertas, com minha paz, com meu aprendizado... Com a clareza. E pedindo sempre para o poder superior me dar forças para eu não voltar a me enganar mais, para eu conseguir desapegar... Porque pra mim já deu, já aprendi o que tinha que aprender com o homi, não tem porque insistir nesse relacionamento... Eu já vi que a escolha dele é outra... E chega de aprisionar alguém comigo por apego... Peço para que assim que ele estiver na minha frente minha convicção não vá por água abaixo, que sua manipulação não cole e que eu não tenha uma recaída de dependência emocional... Também peço por ele, peço que deus o proteja... Apesar de saber que deus não vai impedir que aconteça algo que ele mesmo está procurando... Quem procura acha, é a leia da causa e efeito... Mas tento vibrar amor para que um dia ele se encontre e pare de se enganar... Seja nessa vida ou depois...

Finalmente uma nova página começa na minha vida! Eu tenho fé que dessa vez vou conseguir.



"Tamo Junto"

"Humor. Alegria. Paixão. Sempre achei que esses eram sentimentos que
desenvolvíamos para lidar com este mundo tão doloroso e injusto. E assim
é. Mas além de serem consolações, esses atributos são reconhecimentos –
breves, fugazes, mas ainda assim fundamentais – de que não importa quais
sejam nossas lutas e nossos sofrimentos, eles não podem atingir os seres
eternos que realmente somos. O riso e a alegria são, no fundo, lembranças
de que não somos prisioneiros deste mundo, mas peregrinos que
caminham por ele."

"Minha consciência é, ao mesmo tempo, individual e unificada com o
Universo, da mesma maneira que as fronteiras do que vivencio como meu
“eu” às vezes se contraem e às vezes se expandem para incluir tudo o que
existe no Universo. Na minha viagem além do corpo, a ruptura entre meu
eu individual e o ambiente à minha volta foi tão profunda que eu me tornei
o Universo inteiro."

"Comunicar-se com Deus é a experiência mais maravilhosa que alguém
pode imaginar, mas, ao mesmo tempo, é a mais natural de todas, porque
Deus está presente em nós o tempo todo. Onisciente, onipresente, pessoal
– e nos amando incondicionalmente. Nós somos todos Um por causa do
nosso elo com Deus."

Trecho do livro: "Uma prova do céu"

Hoje pessoas queridas estão passando por momentos tristes, gostaria de deixar um enorme abraço a vocês e dizer que não estão sozinhas.

Força...tudo isso irá passar...sempre passa

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Felicidade x Prazer....Compaixão X Piedade


Esse vídeo transmite as diferenças entre felicidade e prazer, compaixão e piedade, nos da um direcionamento de como agir, nos mostra que a espiritualidade está além dos templos, das igrejas, das meditações, está no dia a dia em como escolhemos viver!!

Sem preconceitos...abram a mente...e aproveitem tragam dele o que lhes oferecer de melhor

Namastê

Mudar...despertar....crescer....voar

Como essas palavras podem trazer vários significados pra nossa vida, mudar nos traz uma porção de sentimentos: medo, esperança, tristeza, alegria, liberdade....

Focando no assunto dependencia quimica e codependência, quando olho pra traz vejo nossa quantas mudanças!!..Muitas de todos os tipos de estilo de vida, de casa, de emprego, financeira, de relacionamento, de sentimentos...trilhei mais ou menos esse caminho

2006- Término do ensino técnico, baladas, bebedeiras, paixões, emprego novo com o triplo do que eu ganhava - Sentimentos: muita felicidade, esperança, liberdade

2007-Gravidez, casamento, mudança de casa, afundada na codependência - Sentimento: medo, tristeza, esperança

2008- Filho, emprego novo ganhando mais , casamento, dividas, codependência - Sentimento: medo, tristeza, esperança

2009- Academia, mudança de casa, estabilidade no emprego, codependência - Sentimento: medo, tristeza, esperança e um pouco de liberdade

2010- Academia, estabilidade no emprego, segunda gravidez, codependência -  Sentimento: medo, tristeza, esperança e um pouco de liberdade

2011 - 2 filhos, estabilidade no emprego, mudança de casa, codependência - Sentimento: medo, tristeza, esperança

2012- Internação, recaída, separação, mudança de casa, recomeço (eu acordando da codependência)- Sentimento: muito medo,muita tristeza, esperança , muita alegria e liberdade

2013- 2º Internação, recaída, voltamos a namorar, construindo (me recuperando da codependência) -  Sentimento: medo, tristeza, esperança e  liberdade

2014- Inicío da faculdade, recaído, tratamento com ibogaína, vivendo uma nova vida (de bem comigo mesma....codependência?? enxergo de uma nova forma não como doença, como opção de escolha) - SentimentoAlegria, serenidade, esperança e  liberdade

2015- 2º ano da faculdade, provável mudança de emprego, continuo a namorar, mas em questão de relacionamento?? Um profundo encontro comigo mesma, Codependência? Continuo a enxergar como opção de escolha. Sentimento:  Alegria, serenidade, esperança e  liberdade

Nossa um flash back dos últimos anos da minha vida e analiso dessa forma: de uma menina com muito entusiasmo e sonhadora á uma mulher que hoje sabe aonde pisa, como caminha e que consegue apreciar todos os momentos da vida aprendendo com ela.

Se me perguntarem qual dessas duas pessoas eu gostaria de ser: claro que a menina cheia de entusiasmo e sonhadora, é só se perguntarem se preferem ser adulto ou criança...rs...aposto que a maioria escolheria ser criança...hehehe

Mais a vida nos obriga a crescer, não tem como fugir disso, os que fogem disso pagam um preço alto, se machucam e aos que estão próximos a ele.

Talvez esteja na hora de aceitar isso e assumir a própria vida, mudar o que você precisa mudar em você.

Aprender a encontrar a felicidade dentro de si...não no relacionamento, na internação, na separação, na ibogaína, no familiar....ela está ai dentro de você.

Como é dificil de entender isso, já que crescemos ouvindo que ela está em todos lugares menos aonde ela realmente se encontra.

Você se conhece, sabes quem é?

Você é luz, você é Deus, você é vida e amor....deixa sua essência vir a tona, se desprenda das coisas desse mundo....está escrito em várias escrituras, na bíblia, no alcorão, nos ensinamentos de Buda, no Kardecismo, Umbanda, etc, etc

Tudo que é do mundo jamais será capaz de lhe fazer feliz...se descubra e SEJA FELIZ sem as coisas do mundo....se AME...AME...encontre o seu equilíbrio e conte com a ajuda divina, seja de que vertente for.

O bem e o mal se dividem em conhecimento e ignorância, as trevas só tem espaço onde não se tem consciência de quem realmente és, quando você souber de sua magnitude, não terás mais nada a temer, porque o amor do criador que está dentro de ti é infinitamente maior do que qualquer escuridão.

Você não está sozinho...confia em ti mesmo, confia no pai, confia e MUDA.

Sem mudança não há aprendizado nem crescimento :)

Fiquem com Deus...
DESPERTA DESSE SONO PROFUNDO, VOCÊ NÃO É DESSE MUNDO!! SE LIBERTA  


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Pra quem não é adepto a religiões e quer aprender a melhorar sua energia...ótimas dicas :)


Desce....

Bom dia...pessoas

Há muito tempo ando reparando nas pessoas, em mim mesma, como é fácil falar de amor, esperança, perdão, decisões quando as coisas caminham de forma equilibrada em paz, mas e quando o carrinho desce?

Quando os problemas aparecem, aprendi a observar a mim mesma como reajo nessas situações, por vezes o discurso de amor, esperança, perdão se tornaram palavras de ódio, desânimo e raiva, sim muitas e muitas vezes agi assim, e vejo muitas pessoas agirem assim também.

Acredito que o foco do desligamento está ai, não reagir ou descer junto com a situação, mais tentar se manter bem como se estava antes, ser dono de si e não permitir que os outros e a vida mandem em você.

É fácil? Não é mesmo....porque isso implica em autoconhecimento, em respeitar limites, pois existem limites que se ultrapassados farão você reagir, é preciso ir se modificando sem exigir perfeição, aos poucos e ponderar aonde você se sente segura e aonde não.

E te garanto que a pessoa que é esperta não fica medindo forças com os limites alheios, do tipo se ele (a) pode eu também posso...quem de fato é esperto olha pra si e aprende a reconhecer o que pode e o que não dá pra encarar, independente dos outros ou do mundo.

Afinal a vida é sua e quem arcará com as consequências das escolhas é somente você, por isso digo lute por você sempre.

Ontem tive que treinar a prática do carrinho descer e eu ficar sem me abalar, o engraçado é quando nos preparamos pra determinadas situações corriqueiras e somos surpreendidos por outra que achávamos estar superada...rs...ai o bicho pega...hahaha

Ontem o "homi" estava se sentindo a vitima do mundo e achando que eu podia salva-lo, explico:

Ele quer ir pra praia esse fim de semana, esse mês to zerada voltei de férias, 13º atrasado, escola nova das crianças, material escolar, uniforme, etc, etc....

Ele vira pra mim e diz:

- Se você ajudar com R$ 100,00 já da pra descermos.
Eu:
- Olha vou receber somente isso e tenho que pagar isso, fazendo as contas na verdade vai faltar mais de R$ 100,00 pra mim conseguir chegar até o final do mês, caso saia meu 13º eu vou, senão será impossível
Ele:
- Nossa mais o que são R$ 100,00...é que pra você tanto faz, você não está na minha pele, não sabe a importância que isso tem pra mim, esses momentos bons que consigo ter ao teu lado é o que me salvam e eu não estou suportando esses dias
Eu:
- Você entendeu as contas que eu fiz? Quer que eu tire R$100,00 de onde (começou a me subir o sangue e a vontade era de mandar a merda, pro inferno, pra puta que pariu)
Ele:
- Mais é só R$ 100,00
Eu:
- Se é só R$ 100,00 então arruma você, ou quer que eu faça ponto na rua a noite pra ver se vira uma grana extra (já começando a perder as estribeiras)

Uma pausa....nesse domingo fui ao centro espirita, fazia mais de dois meses que não ia, e no atendimento falo das minhas dificuldades, em agir de forma assertiva, sem me prejudicar e sem prejudicar os outros, o conselho o qual eu já ouvi várias vezes mais incrivel parece que nessas horas de tensão somem da mente...rs...haja com amor e paciência, lembrando que pra agir assim você não precisa ser conivente ou estar presente fisicamente em uma situação.
Eu pedi me explica melhor...rs..
Me disseram evite falar com rispidez, isso faz uma enorme diferença, as vezes o irmãozinho está caído e com a mão levantada querendo ajuda, pense antes de falar, e pondere, ao dizer algo de uma forma que sabe que irá ofender pense se não há outra forma que poderá explicar e se pra você falar de uma forma ou de outra não fará diferença então escolha a forma que não irá derrubar mais ainda o irmãozinho.
Eu tá, mas sou um ser humano com limitações e quando as situações me fizerem reagir e eu não souber como falar o que eu faço?
Peça ajuda a Deus, quantas vezes for preciso, e qualquer atitude que tiver faça apenas pra se proteger, sempre vibrando amor.
Eu como eu vibro amor quando estiver sentindo raiva?
Peça ajuda a Deus pra vibrar amor por ti e imagine a pessoa que te atingiu, bem, imagine ela em paz, pense nela feliz, não alimente raiva ou ódio e lembre-se sempre...amor...amor...amor..paciência..paciência e paciência...
Unf...rs

Continuando....como essas palavras estavam recentes em minha mente e percebi que faltava muito pouco pra mim não soltar um vai a merda bem grande...comecei a falar com Deus

Deus...da uma ajuda ai...eu não sei vibrar amor nessas situações...vibra por mim...prometo que vou calar meus pensamentos...e forçar a pensar coisas boas...mais vibra amor ai pq eu ainda não sei amar nessas situações de raiva...

Enfim...parei de responder...e de fazer cara de insatisfação...e ficava pensando com meus botões...vai pra luz ser...rs...fica em paz...kkk

E assim por diante...no fim ele foi embora do mesmo jeito se vitimizando...mais eu fiquei em paz...sem reagir...consegui vencer a mim mesma...foi legal..pq não precisei ceder as suas chantagens e manipulações e não precisei estourar com ninguém pra respeitar meus limites.

Nosso pensamento é poderoso...acho que já disse isso aqui...repara no que anda pensando e entenderá a razão de seus sentimentos...e mude o que pode...já que não pode evitar que sentimentos fluam...controle o que pensa...isso ajuda um bocado.

Beijão galera e fiquem com Deus

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Livre (Wild)

Por E.

Bom dia!

Hoje quero dar uma dica de filme muito bom, assisti ontem, se chama "Wild", ou "Livre", em português.

É a história de Cheryl Strayed, uma mulher que teve um pai violento e alcoólatra, perdeu a mãe muito cedo por câncer e sempre passou por dificuldades financeiras. Ela transformou seu luto em autodestruição, se tornando uma viciada em heroína e fazendo sexo com qualquer um que aparecesse. Enquanto se drogava ou transava com um desconhecido, ela se esquecia um pouco da dor. Mas depois viu que estava destruindo sua vida (como já havia feito com seu casamento) e resolveu mudar. 

Cheryl aceitou o desafio de fazer uma trilha de 1.700 km passando por deserto e neve, completamente sozinha. 


O que acontece depois? Tem que assistir... rsrs... Mas adianto que a falta de contato com outro ser humano (na maior parte do tempo) fez com que ela encontrasse a si mesma e a luta diária contra a dor física a fez aprender a lidar com a dor emocional.

É uma história de superação, onde uma pessoa que chegou ao fundo do poço resolveu subir novamente e tomar as rédeas de sua própria vida. Não é só de superação do vício das drogas, mas de superação de si mesmo. Afinal, não dizem que a droga é apenas a ponta o iceberg, que o problema na verdade é muito maior? Então, nesse filme vemos isso muito bem. Todos nós passamos por adversidades na vida, mas cada um reage de um jeito. Enquanto sua mãe lidava com as dificuldades sempre com bom humor e olhando o lado positivo, Cheryl sempre foi mais pessimista. Ao perder a mãe, e depois o marido, se entregou de vez.

Isso me faz pensar que o ser humano é muito complexo. Na mesma proporção que pode se destruir pode também se reerguer e sair do fundo do poço, mesmo que seja um poço realmente muito fundo. Mas para isso ele tem que parar de se enganar, de se fazer de vítima e começar a lutar. Tem que arrumar uma força descomunal para isso, força que só pode ser tirada de dentro de si mesmo. E para isso existem várias maneiras. A maneira que ela encontrou foi se isolar da sociedade por um tempo, conviver apenas consigo mesma e com a natureza, se lançar em um desafio muito duro fisicamente, para assim descobrir forças de onde nem sabia que tinha.

E depois de ver o filme fui pesquisar e descobri que depois da trilha, Cheryl se tornou escritora e o filme é uma adaptação do livre de mesmo nome. Já quero ler! rs

Eu assisti o filme nesse site aqui, se quiserem ver é só clicar no link (não precisa baixar, dá pra assistir online): http://megafilmeshd.net/livre/

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 Lá em casa esse fim de semana foi um fuzuê danado. Já faz 2 meses e meio que o "homi" tomou a ibogaína. E tenho reparado que quanto mais o tempo passa, pior fica seu comportamento. Não são mudanças de humor, como o "homi" da Kel. É que a cada dia que passa vejo que fica mais empenhado em me tirar do sério. Implicâncias, brincadeiras bobas, sem graça, bobeirinhas atoa ou indiretas maldosas, críticas, chacotas... Pequenas doses diárias, horárias, "minutárias" de tortura psicológica. Confesso que sou estourada... Daí imaginem o inferno que tem sido pra mim tentar não perder a serenidade (e quase nunca conseguir). Parece que eu estava de volta ao pré escolar e tinha que lidar com meu coleguinha fazendo bullying. Por mais idiota e infantil que seja, é muito irritante. Durante a semana ok, a gente se via pouco mesmo, mas chegava o fim de semana, era uma brigaiada sem fim. As vezes em pleno sábado eu só desejava que chegasse logo a segunda-feira para eu poder ficar "no meu odinoque" (rsrs... gíria do livro laranja mecânica, quer dizer ficar sozinha) porque não tava aguentando ele mais. Aí nesse fim de semana, eu já tava de saco cheio, ele veio falar que um dia vai voltar a beber. Aí eu disse que se isso acontecer eu termino com ele. Aí ele disse que se eu ia fazer isso devíamos terminar agora de uma vez. E foi aquela brigaiada... Ele não falava coisa com coisa, até que depois de muito custo ele colocou a cabeça no lugar e conversamos igual gente civilizada. Ele disse que apesar de não ter vontade de usar droga, sempre que brigamos ele pensa em ir na biqueira ou então ao menos de encher a cara. Que é um vício de comportamento, mas que agora ele consegue se controlar e não ir, mas que ainda assim pensa em ir. E que ele sabe que ele mesmo causa as brigas, que ele implica comigo até me tirar do sério. E que ele faz isso pois está habituado a fazê-lo, pois era a maneira que ele tinha de arquitetar as recaídas, que a cabeça dele prega peças nele mesmo, que tem que se vigiar para mudar isso, pois continua fazendo no automático, mas que sabe que não vai mudar de uma hora para a outra. Mas que o negócio de beber... não é pra agora, mas que um dia quando ele estiver se sentindo bem, que que voltar a beber uma cervejinha na sexta-feira depois do trabalho e blá blá blá...

Amigas, como eu estava muito cansada de brigar e não me sinto preparada pra dar um ponto final nessa relação, fiz as pazes com ele. E depois disso nosso dia foi agradável. Se ele fosse comigo sempre que nem quando fazemos as pazes minha vida seria maravilhosa. Mas eu sei que não é. Ele é muito infantil. Além disso não vejo nele vontade verdadeira de mudança. Ao invés dele estar preocupado em mudar seu comportamento doentio, de auto sabotagem da nossa relação e de si mesmo, ele está é pensando em tomar cerveja. Sei que talvez eu devesse dar uma lição, terminar com ele e tal. Mas se depois de um tempo ele se arrepender e eu aceitar voltar depois, não vai dar em nada. Ele vai continuar com o pensamento que me tem na hora que quiser, e é justamente por isso que não valoriza e a qualquer briguinha põe nossa relação em jogo. Não dá, se for pra terminar tem que ser definitivo. Mas eu não me sinto preparada para isso. Eu o amo e tenho muito medo da nossa relação acabar. Embora toda essa encheção de saco tenha até esfriado um pouco o que sinto, como disse, muitas vezes desejo ficar sozinha, torço para que ele não me ligue e muitas vezes não tenho vontade que ele toque em mim. Mas também, quando está tudo em paz eu me sinto muito bem ao lado dele e desejo ficar com ele pra sempre. São sensações tão contraditórias... Mas enquanto eu não tiver clareza não quero tomar nenhuma atitude precipitada, para não me arrepender depois. 

Quanto a bebida, isso me broxa muito... Fico triste e pessimista. Vejo que ele não amadureceu nada e só pensa em fugir de novo. Ele não aceita o clichê de que DQ não pode beber, ele acha que ele é diferente. Assim como todos acham que são diferentes. Assim como todos os outros ele acha que pode ter controle e beber socialmente. Não adianta tentar meter na cabeça dele que ele nunca bebeu socialmente, que sempre bebeu sem controle. Ele acha que pode aprender a ter controle. E que se não aprender, ele para... Não adianta falar que ele se acha diferente mas age como todos os outros... Ele realmente quer se enganar e achar que é diferente.

O que eu vou fazer quando esse dia chegar, realmente não sei. Só quero agora viver um dia de cada vez e me preparar pro pior, pois tenho quase certeza que ele há de vir. Quem sabe até lá ele mude de ideia? Mas não vou me prender a essa esperança, sei que provavelmente não é isso que vai acontecer. A bebida é pra ele um caso de amor, influência que ele teve desde pequeno, dentro de casa. A família dele toda bebe e muito. Ao mesmo tempo, são bem sucedidos. Então ele quer ser bem sucedido e poder beber também. Na cabeça dele não poder beber é ser inferior, algo praticamente anormal. Ele não sabe ser plenamente feliz sem isso. Ele não teve um despertar espiritual, não é nem um pouco realista quanto a seu problema. Assim como a sociedade faz, ele põe a culpa de tudo apenas no crack, como se ele fosse o único responsável por sua vida ter saído do eixo. Ele encontra apoio a esse pensamento na própria família, na sociedade, nos comerciais de televisão, etc.... Enquanto quiser continuar cego, vai continuar... E talvez tenha que quebrar a cara mais uma vez pra poder aprender, ou talvez nunca aprenda...