quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Laranja mecânica

Bom dia....pessoas?

Alguém já leu esse livro? Estou lendo, um pouco chato de ler, porquê o autor usa uma linguagem própria em grande parte da história, mais uma baita critica ao mundo...é de se parar pra pensar.

Vou deixar a quem tiver curiosidade pesquisar sobre o livro.

A impressão que tive, alias estou tendo com essa leitura, algo que me chamou pra realidade e me fez colocar os pés no chão...no mundo, segue abaixo:

Nós fomos criados não importa por quem, pode-se considerar Deus, que surgimos no nada, que somos filhos de ets...tanto faz, não importa a origem, importa o que somos e quem somos.

Somos seres humanos que nascem, crescem e morrem, temos caracteristicas infinitas, nosso comportamento e sentimentos são estimulados o tempo todo no meio em que vivemos, porém trazemos em nossa genética traços de personalidade, nossos instintos que é natural, nascemos com eles.

Durante a vida vamos aprendendo a fazer escolhas de acordo com as consequências que sofremos, e as regras que hoje são utilizadas como a punição por determinado comportamento pode funcionar pra alguns, mas não pra todos, existem pessoas que mesmo sofrendo consequências terríveis ainda assim continuam a agir de forma diferente do que a sociedade diz como civilizado.

Somos adestrados e não transformados

Sim as leis devem existir, senão viveríamos uma espécie de barbárie, mas será que se punirmos ações que consideramos erradas com violência, será que realmente estaremos ensinando a pessoa que transgrediu as regras a se transformarem em pessoas boas? Ou apenas estamos induzindo seus comportamentos mecanicamente?

As pessoas tem o livre arbítrio e se ela não quiser se enquadrar na sociedade ela não é obrigada, é uma decisão dela, claro que ela arcará com as consequências e não poderá viver nessa sociedade, mas será que ela merece ser tratada com violência por não aceitar essas regras?

Talvez se essas pessoas fossem sim afastadas da sociedade, mas recebessem um tratamento humano, ou como muitos gostam de citar, fossem tratadas como Cristo nos ensinou, sem julgamentos, com amor, com compaixão, será que assim essas pessoas de fato não aprenderiam, claro não em sua totalidade, mas não existira mais chances de recuperação?

Quando digo com amor, digo respeito e não com mordomias, mais sim respeito, dignidade, como humanos que são e tem sim o direito de escolher o que querem mesmo nos parecendo absurdo.

Nós como "humanos civilizados" teriamos o papel de ensinar com o exemplo e não de punir ou oprimir com discriminação e violência.

Será que nós "humanos civilizados" estamos preparados para agir civilizadamente frente a barbárie cometida por outro humano como nós?

Para existir uma convivência respeitosa, leis precisam ser seguidas e cumpridas, mas não necessáriamente de forma violenta.

Frases do tipo "violência só gera violência", "não julgue pra não seres julgados", "amar ao próximo como a ti mesmo", "o exemplo é o melhor professor"...são lindas ao serem pronunciadas, mas e na prática?

Como reclamar de um mundo injusto se nós mesmos fazemos a guerra?

Como reclamar do "mau" se somos o próprio mau e nem sequer somos capazes de reconhecer isso, acusamos o diabo, os espíritos e sei lá mais o que.

Se quer mudanças...seja a mudança.

Termino aqui com uma frase de Mandela




2 comentários:

  1. Ótimas observações, não só em relação ao livro, mas em relação a vida.
    Não li o livro, mas vi o filme. É claro que o livro deve ser beeeem melhor e mais complexo (é sempre assim)... mas tenho noção da história.
    Muito bom.

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  2. A critica diz que o filme nesse caso, apresentou melhor a história do que o livro...preciso assistir o filme tb...rs

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