quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Bla...bla e blá....

Bom dia!! Galera...

Ontem não apareci por aqui, não vim trabalhar, minha pequena com virose, mas está melhor...enfim..

To meio sem assunto hoje...rs...pensando o que escrever, bom vou falar de decisões...aquelas velhas decisões de quem convive com adicção...se fica no barco ou se pula fora....

Ainda vejo muitas pessoas condicionando o permanecer no barco se o sujeito estiver em recuperação, o que acaba tornando a vida um sobe e desce danado, porque afinal na adicção nem todos afundam de vez ou ficam firmes de vez.

A grande maioria, vive tropeçando, hora buscando sua nova maneira de viver e hora fugindo, se você custe o que custar ainda quer manter um relacionamento dessa forma, vou listar abaixo algumas coisas que acredito que ajudam e muito, lembrando que sempre teremos a liberdade de escolher pular fora, mas caso queira ficar ai vão umas dicas:

- É fato que se você basear o relacionamento de vocês nas escolhas do outro, tem grandes chances de se ferrar, pra isso aprenda sobre os seus limites o que você aceita ou não aceita, tenha isso bem claro, senão vai afundar junto.
- Ser casada com um dependente químico não deve ser motivo de medalha de honra, é apenas uma escolha, isso não nos faz guerreiras, coloque isso na sua cabeça, é apenas uma escolha simples assim, quem escolhe cair fora também não merece diploma de inteligente ou fraca, é apenas outra escolha....pronto...o que se deve ser valorizado é não abrir mão de si mesmo.
-Se escolher ficar é bom ser realista e se precaver pra evitar naufrágios porque o capitão não sabe navegar seu barco, dica..."cada um no seu barco" ai quem define o significado da palavra barco são vocês..
- Não dependa financeiramente dele
- Se tiver filhos não crie fantasias do tipo pai herói, isso pode acontecer como pode não acontecer é um fato, e no caso de quem convive com a dependência quimica infelizmente as estatisticas estão mais pro pai "não herói"...pés nos chão.

Lembre-se não existe o certo, por favor busque sua felicidade e não um título...

Quando descrevo essas coisas não significa que eu não acredite em relacionamentos com adictos, acredito sim, porém não me baseio em histórias de outras pessoas, me baseio na minha realidade e no mundo em que observo.

Sempre existirão exceções, só não viva sua vida sonhando em viver a "exceção" de outra vida.

Seja feliz..busque sua paz

Fiquem com Deus


15 comentários:

  1. Bom dia... Kel, como sempre direto no ponto!
    Eita mulher!! hehehe...
    Hoje na minha cabeça só tem espeço para eu não suporto mais nada!
    Meu marido está em recuperação, está bem, está focado... mas o caráter não muda... chato, queimadinho, egoísta!
    E eu de saco cheio disso!
    Pqp! São 4 anos nessa merda de adicção, me acabei tanto nesse período, com brigas, agressões, etc etc...
    Hoje que era pra estar calma, cuidando de mim...
    Estou com uma bela depressão, cuidando de mim claro, mas não tenho ânimo, não vejo a tão sonhada felicidade no que se refere aos problemas causados pela adicção terem acabado (financeiramente e emocionalmente falando)...
    Não tenho mais paciência pra nada... não suporto mais ouvir uma merda e me calar... já dou nos dedos, ja xingo, brigo por coisas poucas... antes passava por coisas piores e depois de me acalmar estava lá numa boa.
    Agora não... não sei pelo estado que estou... não sei por ter cansado após estes anos...
    Parece que a adicta agora sou eu... por nada eu explodo, grito, xingo pra poder ficar sozinha no meu quarto, sem nem ouvir a voz do meu marido...
    Tem horas que parece que eu o odeio, pode quem ama ter tal sentimento?
    é...
    bom quem decidir entrar nesse barco com um dependente químico tem que saber focar em si mesmo e que os problemas são muitos... que se com uma pessoa "normal" já é difícil com um adicto é bem pior... que vc se abala e sua saúde tbm pode ficar frágil e muita coisa pode desandar... então e bom pensar muito e pesar as coisas.
    bjss

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    1. muita calma nessa hora...espere você estar serena para decidir sua vida...sem arrependimentos...continue se cuidando...vc está no caminho certo...bjus

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    2. Sim... eu sei...
      Muito difícil, complicado, muitos sentimentos contraditórios...
      Deus no comando!

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  2. Bom, acho que tudo que você falou é verdade. É muito difícil e não há o certo, cada um é que tem que ver o que quer para si. Existem casos e casos. Qualquer convivência já é difícil, se tem droga no meio piora. Se a droga é uma coisa de certa forma controlada, já é ruim. Mas se a droga é uma coisa avassaladora que derruba a pessoa de vez, é um milhão de vezes pior! Sei que tem muitos dq's que apesar das recaídas continuam trabalhando, de certa forma mantém seus vícios... Mas tem outros que quando começam não param mais e largam tudo, passam a viver em função exclusiva da droga, viram zumbis! Era o caso do meu "homi". Na última recaída ficou 1 mês sem ir trabalhar nem dar satisfação, só não mandaram ele embora porque ele trabalha muito bem (recebe pouco) e porque quando voltou ele contou a verdade, aí deram outra chance pra ele... Não dá, definitivamente, não dá para manter um relacionamento com um zumbi, que não tem controle de nada. Comi o pão que o diabo amassou, e estava pensando seriamente em pular fora, quando veio a ibogaína... Se não fosse por isso não daria mais, por mais que eu o ame...
    E se ele um dia jogar essa chance fora e começar aquele inferno outra vez... terei que ser forte e pular fora, mesmo contra a minha vontade. Nesse caso não tem como eu não pautar minha decisão baseada na escolha do outro... porque se ele escolher a droga não posso mais aceitar...
    Viver com um dq já é difícil, viver com um zumbi, não é vida...
    Tenho que pensar em mim. Não há motivo mais para ele se drogar. Mas se mesmo assim ele vir a escolher a droga agora, é porque vai escolher sempre, e se é isso que ele quer pra vida dele, não quero pra minha... Pra mim não funciona muito esse negócio de afastamento emocional, ou é tudo ou nada...

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    1. Pois é nega...existem casos e casos....por isso não tem uma verdade só...escrevi sobre o que vivo...mais acredito que se estivesse no seu lugar na mesma situação agiria igual...bjus

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    2. Penso como vc... se houver recaida eu vou cair e não vou olhar pra trás... tbm já passei o pão que o diabo amassou!
      Só que no meu caso eu adoeci por causa dele e se acham que ele me apoia, tem algum gesto de caridade... kkkkk foda-se eu.
      Então sou eu e eu aguentando no osso.
      Graças a Deus agora sem o martírio das drogas... está sendo outra vida, outras descobertas...
      Os problemas são outros, cotidianos e mais simples...
      Mas eu que já me esgotei com tudo e já sofri tanto que tô a ponto de jogar a toalha...

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  3. rsrsrsrsrs...minha velha fala....depois que a gente descasca o fulano, tira a droga, tira a abstinencia, a fissura, etc, etc....aí fica com o que restou....na maioria das vezes um belo susto...(pode ter sobrado um grande FDP). Sem mais desculpas.

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  4. Esse problema de caráter é comum entre eles? E os meus filhos já não se referem a ele como pai e sim indivíduo, se eu tivesse pulado fora acho que não chegaria a esse ponto ou chegaria? Bjuss

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  5. Esse problema de caráter é comum entre eles? E os meus filhos já não se referem a ele como pai e sim indivíduo, se eu tivesse pulado fora acho que não chegaria a esse ponto ou chegaria? Bjuss

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  6. Esse problema de caráter é comum entre eles? E os meus filhos já não se referem a ele como pai e sim indivíduo, se eu tivesse pulado fora acho que não chegaria a esse ponto ou chegaria? Bjuss

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  7. A gente sempre ouve dizer que a droga é só a "cereja do bolo"....quer dizer, o que está por baixo é bem maior. O que vem antes da droga. A gente fica achando que a droga é o motivo de a pessoa agir de tal e tal forma, de ser agressiva, não estudar ou trabalhar, ser fria....podemos descobrir que sim ou que não....que uma coisa leva à outra ou que a outra leva à coisa....é o mais provável. Por isso eu disse, quando descascamos o fulano podemos ter um susto. Tira dele tudo que servia de desculpa, a droga, abstinencia, fissura...deixa sem todas essas desculpas e olha o que sobrou....pode ser um tapa na cara, ver a verdade nua a crua. Pra mim foi, uma descoberta inesperada.

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  8. É verdade. A droga mascara outros problemas que nem eles mesmos querem enxergar... Afinal, por que as pessoas usam drogas (lícitas ou ilícitas)? Para fugir! Fugir da realidade, esquecer dos problemas, se anestesiar, afogar as mágoas... E os DQ's estão acostumados a sempre agir desse jeito, não encarar nada de frente, não resolver nada... E passam a vida assim, sem amadurecer, sem aprender a lidar com problemas, passam a vida fugindo. O meu "homi" começou a usar droga na adolescência e agora tem 27 anos, ou seja: quando ele deveria estar amadurecendo a cabeça, o caráter, aprendendo com a vida, estava só fugindo, se enganando... Agora é um homem mas muitas vezes com atitudes infantis, pois não sabe ser maduro, não aprendeu isso quando deveria, queimou etapas... Principalmente no que se refere a relacionamentos. A dificuldade deles de lhe dar com o outro e os problemas do outro são grandes. Estão acostumados a olhar só pro próprio umbigo, a ser sempre o coitadinho drogado... Os outros (no caso nós) estamos bem demais, não temos do que reclamar, difícil é a vida deles... ¬¬

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  9. é dificil mesmo deixarmos de tentar entender o outro...achar explicações pra suas escolhas...nunca iremos entender...hoje depois de tanto tentar decifrar o outro começo a entender que não precisa...basta eu compreender duas coisas...somos todos diferentes, devo respeitar isso e devo amar a mim e a humanidade...palavras simples mais difíceis de serem vivenciadas...agora essa frase eu só posso mudar a mim mesmo e o outro amar começa a me fazer sentindo

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  10. Eu não vejo nada de errado em observar e tentar entender o outro. É claro que a mente humana é algo complexo demais, que as vezes as pessoas tomam atitudes que ninguém entende... Mas também existem padrões de comportamento bem comuns. No caso do DQ's vemos certos padrões se repetindo em pessoas completamente diferentes... A questão não é mudar o outro. Até mesmo um psicólogo busca entender o paciente, mas ele não vai fazer o paciente mudar, ele só vai fazê-lo enxergar, daí a mudança depende só dele. Apesar de não sermos psicólogas, temos mais experiência com DQ do muitos profissionais por aí. É inevitável não associar certos comportamentos, já que todas nós falamos de nossas experiências com eles. O erro é querer mudá-los.

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    1. o problema é quando esquecemos de olharmos pra nós e passamos a viver tentando entender o outro e o mundo....me lembro que passei muito tempo tentando entender o pq de tantas pessoas serem como são...e esquecia de tentar me entender me conhecer....falei mais nesse sentido :)

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