quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O direito de cada um

Nós codependentes, não conseguimos respeitar isso, o direito das pessoas de ir e vir, de escolherem, de arcarem com as consequências de seus atos.

Assistam e reflitam


É muito difícil aceitarmos que somos impotentes, acredito que no caso da dependência quimica, ainda existe um preconceito dentro de nós que algumas vezes nos faz esquecer que é uma doença, e acabamos querendo controlar, cobrar e impor que nosso familiar se cure.

É uma doença complexa, pois muitas vezes eles perdem a capacidade de discernir e se torna impossível decidir, não estou dizendo as pessoas pra cruzarem os braços e não ajudarem, sim devemos e eles precisam de ajuda, mas compreendamos que é uma doença e uma doença que vence a vontade deles lutarem e a opção de escolher: continuar ou desistir será sempre do outro.

É compreensível  que a pessoa canse de lutar contra o vazio que a droga deixa e desista, não da pra julgar.

É triste aceitar que não temos o controle das escolhas e da vida de ninguém, de sua partida...de sua felicidade....

Mas a verdade que a vida é assim, a vida é isso e brigas, culpas e revolta só nos fazem perder a oportunidade de viver intensamente a vida ao lado das pessoas que amamos.

Viver intensamente amando ao próximo e a si mesmo, com respeito a ele e a si mesmo, aceitando as escolhas de cada um e permitindo as consequências.

Eu só posso mudar a mim mesma e ao meu próximo eu só posso amar.

Um bom dia a vocês

6 comentários:

  1. Bom dia!
    Belas palavras como sempre!
    E hoje tenho uma noticia ruim... acabo meu casamento de 3 anos!
    Ontem mais uma vez o meu agora ex marido virou a noite usando drogas e bebendo, motivo banal, como sempre há um motivo/desculpa que é banal... saiu de casa ha 1 hora pra beber voltou meia hora depois já travado com 5 cervejas... dessa hora até as 4 da manhã quando eu fui lá dizer, fulano tais errado nessa ua vida te acorda, pensei... pensei... e cheguei a uma conclusão o amor não destrói e meu está me destruindo! Não preciso ficar noites acordada apreensiva chorando por causa de uma pessoa que só vê droga na frente. Não preciso estar no meu trabalho cansada, sem foco porque não dormi, chorei, briguei, ouvi desaforos...
    Não preciso ser mãe de uma pessoa de 32 anos que vive de mentiras, de enganações, de agressões.
    Por mais que eu o ame, eu preciso me amar e eu estou me odiando, me destruindo.
    Não quero mais isso pra mim. Quero e preciso me libertar, ter uma vida confortável, onde meu dinheiro me sustente, me dê lazer e sobre para uma eventualidade. Preciso de amor verdadeiro, amigos de verdade, não alguém que pede perdão, promete buscar ajuda e dois dias depois se entorpece novamente.
    Infelizmente chegou ao fim, mas felizmente estou viva e sei que vou sobreviver.
    bjss

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  2. Oi moça...eu acredito que esteja fazendo o certo...precisamos estar bem conosco, ser feliz, nos cuidar e nos amar, pra somente depois conseguirmos fazer isso por qualquer outra pessoa, quando digo amar o outro seja quem for o outro não significa fazer tudo por ele ou pra ele...se cuide...o amor mora nos nossos corações e só conseguimos permitir que ele flua quando estamos cheias desse amor por nós mesmas...não é fácil não, vc está sendo corajosa em dar um passo rumo a uma mudança e concordo plenamente quando diz que Por mais que eu o ame, eu preciso me amar e eu estou me odiando, me destruindo"...ele também precisa descobrir o amor por si mesmo...pra aprender a amar alguém...se precisar to aki..bjus

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  3. Rsrsrsrs vc está certa e quantas vezes eu me propus a isso, a aceitar as escolhas, mesmo que a escolha fosse morrer usando droga. Mas não, não é "minha" escolha aceitar, rsrsrsrs....eu não viveria com o sentimento de não ter tentado tudo, de não ter dado a oportunidade do meu dependente poder fazer "sua" escolha com liberdade de pensamento e não escravizado pela droga. Essa era minha luta, não de forçar ele a ter uma escolha x, mas de "poder escolher" porque dentro da compulsão do uso, eles simplesmente não tem a menor possibilidade disso.

    Janete

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  4. vdd madrinha..só precisamos tomar cuidado pra não ultrapassar a linha limite de onde é a nossa vida e de onde é a do outro...pq vemos por ai as pessoas que escolhem não "aceitar" e acabam querendo controlar a vida do dependente químico..como aonde ir, com quem andar, o que fazer...e nós só podemos sugerir.... manipular e obrigar, acredito que somente em casos extremos

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    1. E como tem isso, ontem mesmo conversei com uma familia que controla até a respiração do dependente.....o cara está escravizado à droga e à familia, simplesmente um robô, fiquei preocupada e penalizada, como pode alguém suportar viver dessa forma?

      Janete

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  5. a gente vivi cego..e muitos se aproveitam disso...inclusive as clinicas infelizmente muitas tem feito isso

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