quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Desafio da palavra

Mais um desafio no nosso grupinho do Whatz..rs..e vamos a reflexão...

Queria dizer amiga Ana, foi você quem escolheu a minha palavra ou o Poder Superior??

RAIVA

Pois este era exatamente o meu questionamento dessa semana, eu andava tão em paz, e nos últimos dias estava sendo invadida por um sentimento de raiva e aquela paz gostosa estava escorregando entre os dedos, como aprendi que só posso modificar a mim, já não questiono mais o porque o outro fez, aprendi a questionar, o que EU fiz pra que permitisse ser tomada por um sentimento ruim?

Enfim vamos as respostas que encontrei:

Voltando na infância, me lembrei que não era uma criança brava, pelo contrário, era amável e até bobona.

Na adolescência esse jeito amável e bobo de ser era interpretado como: posso fazer o que quiser com você.

Bem o mundo não é bonzinho, as pessoas não são perfeitas e além de precisarmos aprender a amar, precisamos aprender a nos defender, coisa que eu não sabia fazer, pois não entendia a razão das pessoas serem folgadas, e fazerem coisas as quais eu jamais faria com elas, não entendia que elas não eram capazes de entender que certas atitudes não se deveria ter, e como não era da minha natureza ser agressiva, passei a ser permissiva, era perseguida na escola o tal do "buling" que nem sabiamos que existia, por ser nerd, por ser quieta e bonitinha...rs..enfim...um dia cansei de receber puxões no cabelo e ficar quieta, toda a tristeza que eu sentia explodiu em raiva, e no último puxão de cabelo que eu recebi, na 5º série, me lembro que sai correndo atrás da menina gritando que ia cata ela na saída.

Na sequência tive uma crise de choro e fui até a diretoria, falar que eu ia bater na menina se ela não parasse de me encher, resultado a menina ficou com medo de ter a mãe chamada na escola e no mesmo dia a prima dela veio me pedir que eu não levasse aquilo adiante.
Concordei, desde que ela não enchesse mais meu saco.

E no dia seguinte ao entrar na escola, as pessoas que me zuavam, vieram me abraçar, falar comigo, me tornei popular, e gostei da sensação de ser querida, de ser aceita, então da criança bobona e amável, virei a maloqueira encrenqueira, amável ainda...rs..

Aprendi a usar a raiva pra me defender, cresci e tive 2 relacionamentos, sérios antes de me casar, o primeiro usei muito da minha raiva pra me defender, eu ainda não conhecia os meus limites, e permitia por várias vezes que meu ex namorado invadisse e passasse em cima de mim, e quando eu achava que era demais reagia na raiva, gritando, batendo, xingando.

No segundo relacionamento as coisas eram mais tranquilas, ai o que reinou foi a minha necessidade de aceitação deixei de fazer inúmeras coisas que eu gostava porque ele não gostava de fazer, coisas bobas, mas eram coisas minhas.

Saindo dessa relação, quando eu estava sozinha, não sabia quem eu era, então vivia fugindo, pra lá e pra cá, sem firmar os pés no chão, parecia uma criança em um parque...rs..

Então conheci meu marido adicto, o que poderia dar, ele uma pessoa doente com o emocional totalmente instável e eu, uma mulher que não sabia seus limites, era amável e tinha aprendido a se defender na raiva.

Pronto..rs.perfeito pra ser uma relação montanha russa, cheias de altos e baixos.

Sem limites e explosiva...assim vivi até acho que uns 2 anos atrás.

E no finalzinho, eu havia me tornado de fato uma pessoa agressiva, pois vivia feito um bicho acoado, me defendendo e me defendendo, atacar tinha virado maneira de argumentar...essa era eu, a junção da criança+adolescente+experiências vividas até aquele dia.

Mas na minha essência eu não sou assim, nunca fui, até que machucou demais vestir a máscara de guerreira, lutadora, eu já não aguentava mais ser quem de fato eu não era, representar aquele papel não me trazia mais a aceitação da adolescência, me trazia sofrimento, apenas sofrimento.

Então foi ai que decidi mudar, busquei ajuda, e não foi da noite pro dia que consegui, alias ainda como disse no inicio do post tenho dificuldades em lidar com a raiva.

Mas uma coisa que me ajudou muito descobrir foi que, a raiva é um sentimento, eu não posso evita-lo, não posso impedir que os outros ou o mundo não me provoquem esse tal sentimento, mas posso escolher como transforma-lo.

Primeiramente eu peço ajuda ao Poder Superior, mas esse é só o primeiro passo, não adianta eu pedir ajuda e não fazer minha parte, se uma situação me deixou com raiva, não devo guardar e nem alimenta-la.
Devo transforma-la, pra isso prático mais ou menos essa sequência:
-Identificar o motivo real da raiva
-Me perguntar se posso evitar tal situação
-Se sim, faço por onde evitar, se não busco meditar com a espiritualidade em como transformar.
-Ouço uma música calma, faço algo que gosto, enfim mudo o foco.
-Mais tarde volto a pensar no assunto com mais calma, se ainda não encontrei a resposta dentro de mim, volto a fazer tudo de novo, até quando uma hora que estou distraída, pensamentos vem na minha mente e me fazem compreender tal situação. o porque daquilo ter acontecido ou o porque daquela pessoa ter agido de tal maneira
-Então compreendendo a perdoo, não porque sou boazinha, mais porque se eu não perdoar continuarei fazendo mau a mim mesma, pois vou alimentar a raiva, um sentimento que não faz bem pra mim e nem pra ninguém, é algo negativo, que quando bem canalizado nos guia pra um crescimento interior.

Acreditem ou não todas essas palavras que acabei de escrever, saíram enquanto eu digitava, sem rascunhos, sem revisões, nesse momento sinto uma paz tão grande, que não poderia deixar de agradecer a essa força do bem que me inspira nesse instante.

Obrigada meu Pai maior

Pra acabar meu dia uma música que já deixei aqui e que amo

Fiquem com Deus, paz, amor e luz a todos vocês!!


2 comentários:

  1. Boa tarde! Querida tão eu em tantos pontos!
    Mas, estais no caminho correto!
    Vc é vencedora!
    Bjs

    ResponderExcluir
  2. Boa tarde, me identifiquei com seu texto, sou exatamente assim, tenho um marido adicto estamos juntos há 8 longos anos de idas e vindas, dois filhos, ja passei por mta coisa, e tenho apenas 27 anos...me tornei uma pessoa fria, extressada, sem paciência. Meu casamento vive em uma montanha-russa constante, não sei mais o que fazer, estou me sentindo perdida, meu marido é super dependente de mim, se eu nao estou bem ele tbm nao está, se mudo de humor ja é motivo de briga, pra completar sou bipolar, tomo medicacao pra depressao, eu nao estou aguentando mais e o pior de tudo é que nao posso nem me separar pq eu sei q se ele ficar sozinho vai acabar se matando na droga e eu nao quero isso entao acabo me sentindo presa a ele...so queria poder ser feliz um pouco...

    ResponderExcluir