segunda-feira, 2 de junho de 2014

uma mensagem do Papai do céu

"Meu amigo das artes espirituais, 

que tal mergulharmos juntos na criação de mais uma canção? 

O coração das pessoas é tão triste e suas emoções são tão doloridas. 

É preciso brincar e rir mais, soltar-se no movimento da vida, seguir a canção e comungar com o fluxo da vida. 

Muitas pessoas carregam um verdadeiro cemitério emocional dentro de si mesmas e suas vidas são um velório contínuo. 

Que vontade de desintegrar as lápides de suas memórias e dramas mal-resolvidos e plantar no lugar um monte de flores abertas ao carinho do sol de amor, ao sabor do vento da harmonia e das gotinhas do orvalho cristalino da vida. 

Viver é aprender e bailar pelos salões das múltiplas experiências. 

Viver enterrado nos dramas existenciais é fenecer por dentro. 

O resultado é o mal-cheiro exalando dos cadáveres das emoções antigas amontoados no cemitério de si mesmo. 

Ah, que vontade de encher de flores o coração de todas essas pessoas! 

Que vontade de fazer cócegas em suas almas e fazê-las rir mais por dentro, inclusive de si mesmas. 

Que vontade de explicar-lhes o ridículo de tantas coisas que são valorizadas em demasia na Terra. Dizer-lhes do ridículo de se aborrecerem tantas vezes por pequenos motivos ou daqueles momentos interiores de esquisitice que nem elas mesmas entendem. Falar do ridículo de desperdiçar uma boa oportunidade de rir sem compromisso ou de sentir prazer na caminhada sadia pela existência. 

Quem é sadio espiritualmente faz questão de exumar os antigos cadáveres putrefatos de suas emoções pegajosas e mal-resolvidas e incinerá-las no fogo de uma boa risada. 

Quem ri descongestiona as energias e torna-se parceiro das risadas invisíveis do ´Papai do Céu´. 

Sim, ele também ri! Principalmente do ridículo dos homens procurá-lo em templos obscuros e cheios de ameaças infernais e nos livros pesados de julgamento e não no sorriso da vida que canta, chama, ensina e faz dançar em vários planos da vida universal. 

Ah, que vontade de dizer a todas as pessoas tristes, que diante da vida e do ´Papai de todos´ elas também são semelhantes às flores e que a luz do sol brilha sobre suas cabeças e que a gotinha de orvalho cristalina está nas folhas vivas de suas existências. 

Que vontade de dançar, meu amigo! Bailar pelas energias cheio de luz e contentamento. 

O meu Ioga, a minha disciplina espiritual é essa: dançar e sorrir por entre as dimensões e corações. Fazendo assim, torno-me parceiro do ´Papai legal´ e sinto-me aliado da própria vida em sua totalidade. 

Outrora, também carreguei túmulos enegrecidos de desespero e de muita dor em meu coração. 

Mas, fui possuído por um sorriso espiritual que dissolveu todas as cruzes, esquifes e cadáveres emocionais turbulentos que infestavam meu viver íntimo. 

Tomei consciência do meu pesar e de que sempre colocava a culpa de meus dramas nos outros ou no destino cego. 

Conscientizei-me de que minhas desavenças interiores atraiam várias das encrencas em que eu me metia. Eu não me dava bem comigo mesmo! 

Ah! E isso doía muito. 

Eu era coveiro de mim mesmo! E meu cemitério emocional era imenso e cheio de covas mal-humoradas que eu mesmo cavara com a minha intemperança. 

Hoje, quando me lembro dessa época, dou um monte de risadas do meu ridículo desempenho na prova de viver. Porém, naquele tempo eu era uma verdadeira toupeira e só sofria por não ver direito. Eu mesmo me machucava nas lascas de meus pensamentos e emoções transtornadas. Mas sempre dizia que os meus infortúnios eram causados pelos outros ou pelas circunstâncias. 

Meu amigo, ainda bem que aprendi a rir de mim mesmo. 

Fui possuído mediunicamente por uma risada espiritual que se apossou de mim de tal maneira que até hoje ainda estou rindo. Era a risada invisível do ´Papai de tudo´ aconchegando-se no meu coração e na minha vida. 

Quando percebi que Ele era puro sorriso entre as dimensões e seres, ocorreu a minha grande iluminação interior. 

Fui tomado por um imenso agradecimento a Ele por tudo. Eu ria e chorava ao mesmo tempo. 

Então, meu cemitério foi lavado pelas minhas lágrimas e as tumbas cheias de minha podridão sumiram como por encanto. Em seu lugar, surgiram as flores e a minha terra interior foi toda adubada por um monte de sorrisos legais. 

Como dizia um mestre da antiguidade: "Caíram as escamas dos meus olhos". 

E eu vi uma luz que era pura alegria viajando por entre os corações. 

Ela não me ofuscava, só me fazia chorar de gratidão e rir do ridículo de nunca tê-la percebido antes. 

Deixei de ser toupeira e tornei-me médium dessa alegria cristalina. 

Deixei de ser coveiro e transformei-me em doador de sorrisos e dançarino luminoso. 

Só sei dançar na luz e sorrir... E isso é o melhor de tudo. 

Quando se chega a conclusão de que muitas coisas que acontecem na vida de cada um são ridículas, a única coisa a fazer é rir disso e parar de aborrecer-se tanto. Já não importa mais o porquê disso ou daquilo, pois a risada varre tudo e destrói o cemitério das dúvidas. 

Sabe o que é melhor nisso tudo? É que muitos que lerão esses escritos descobrirão que são coveiros de si mesmos. 

Se eles irão rir disso ou não, eu não sei. Mas, sei por experiência própria, que ninguém gosta de desenterrar suas emoções esquisitas. 

Talvez, alguns entendam o recado: "SER RIDÍCULO NÃO SIGNIFICA CHORAR OU RIR, SIGNIFICA APENAS NÃO RIR DISSO. QUEM RI, SABE QUE O PAPAI DO CÉU TAMBÉM ESTÁ SORRINDO JUNTO!" 

Meu amigo, voltando ao nosso assunto inicial, que tal mergulharmos naquela canção? 

Já falei demais, agora é sua vez. 

Convide seu coração para a canção, movimente os dedos para escrever e deixe o sorriso comandar o nascimento de mais uma canção. 

E agradeça ao ´Papai da Aurora´ por tudo." 

"AURORA" 

Fonte: http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=473:270-sorrindo-com-o-pai-da-aurora&catid=31:periodicos&Itemid=57

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