segunda-feira, 2 de junho de 2014

e se Ele não quer??




E se ele não quer se tratar?
E se ele não quer frequentar reuniões?
E se ele não quer tomar remédios?
E se ele não quer nem falar sobre o assunto?
E se ele quer fingir que não é um adicto?

Provavelmente se alguém que tem problemas com drogas e não quer fazer nada, ou queira tentar sozinho há grandes chances que essa pessoa esteja se auto enganando, como qualquer pessoa que tenha uma doença crônica e se recusa a tratar porque até aquele momento ela consegue levar uma vida normal.
Não só adictos passam por essa fase, nós mesmos quantas vezes percebemos o inicio de um problema de saúde e ao invés de nos cuidarmos antes que piore, esperamos piorar pra ir cuidar.

É muito triste assistirmos a uma pessoa se autodestruir e não poder fazer muita coisa pra tentar impedir, quando se trata de um filho pequeno, carregamos no colo, levamos pro médico e seguramos pra dar a injeção.

O colocamos de castigo, usamos nossa autoridade para que ele faça o que queremos pro próprio bem dele.

E quando esse filho ou parente é um marmanjo barbado, como agir?

Bom vou falar de como aconteceu comigo, eu já tentei tratar meu marido como uma criança que precisava de castigos ou perdas para que pudesse fazer o que eu queria que ele fizesse que era se cuidar.

Minha vida virou um inferno, bom uma característica de codependente que eu nunca tive é verdade podem rir é ser controladora...rs...desde sempre quem me conhece sabe que pra mim se nego quiser subir ou descer problema dele, desde que não me prejudique, mas eu tinha outra característica de codependente que me fez afundar junto que era querer salva-lo, mesmo porque ele chorava dizendo que não aguentava mais e pra isso eu me prejudicava e muito.

Nessas aventuras de cair nas manipulações e fazer como ele me pedia para que eu pudesse de fato ajuda-lo, eu fui muito magoada, eu me enfiei em muitas contas, não pra pagar divida de boca, ou substituir bens que ele vendia, mesmo porque ele nunca fez isso, sempre "sustentou" o próprio vicio com o seu salario, mas ele gostava de viver uma vida além de suas condições financeiras, a fuga dele era comprar, passear, gastar e quando morávamos junto, a manipulação era justamente em cima disso, como o dinheiro dele era contado e o que sobrava ele usava drogas, quem acabava bancando com os caprichos era eu.
Igual um filho adolescente birrento quer algo e quando a mãe diz não então as brigas começavam, toda vez que ele ouvia esse não.
Mais ele não era meu filho, nossa relação ficava totalmente destroçada por conta disso, eu não queria um filho eu queria um marido, e ele via em mim a mãe e a mulher dele, porque assim eu permitia.

E hoje ele mudou? NÃO

O que mudou? EU MUDEI

Ele continua o mesmo adolescente que usa drogas de vez em quando, porém agora ele tem 2 empregos (foi promovido em um), ganha bem e tem dinheiro o suficiente para bancar sua droga, bancar as suas fugas como passeios, compras, etc.

Quem ta carregando ele nas costas? Sua própria mãe, ela que lhe fornece casa, comida e roupa lavada

O que eu tenho haver com isso? Nada, afinal já cheguei a brigar com ela e com toda a família para que eles procurassem um grupo e o que eu ouvi foi que ou Deus curaria ele ou mataria ele, simples assim.

Já que é simples assim  e eu não posso mudar ninguém porque vou me preocupar não é mesmo?

Sei que é difícil largar a corda sem antes tentar mais um pouquinho

Mas seguindo os conselhos dos adictos em recuperação tenho agido assim: Quer ajudar um dependente químico, espera ele pedir ajuda.

Enquanto isso o que fazer? Se fortalecer, pra aprender mais sobre si mesmo, assim aprender  quais são seus limites, aprender como amar e como ajudar e como viver caso você perca seu familiar pras drogas.

Não é pessimismo, é uma realidade muito dura, mais é uma realidade onde dados estatísticos nos jogam na cara o tempo todo que poucos conseguem.

Se eu acredito em milagres? Sim

Se eu acredito na recuperação de meu marido? Sim

A unica diferença é que eu não apoio mais minha felicidade e meu objetivo de vida nisso porque eu aprendi nos grupos e com a espiritualidade o que essa oração nos ensina

Serenidade pra aceitar o que não posso mudar
Coragem pra mudar o que posso
Sabedoria pra distinguir uma das outras

Hoje vivo serena com a possibilidade de perde-lo porque sei que não está nas minhas mãos, entreguei nas mãos de quem pode
Hoje tenho coragem pra aceitar isso e tocar minha vida sem me culpar por consequências de escolhas alheias
Hoje tenho sabedoria pra saber quando ajudar e quando permitir e como me preservar e aos meus filhos

Peço que Deus de a todos vocês a paz e a tranquilidade em seus corações e entendam Amar é lindo, mais nada nessa vida vale o sofrimento pra provar a si ou ao mundo que o que se sente é Amor

Fiquem com Deus







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