quarta-feira, 19 de março de 2014

autoengano, negação e finalmente HONESTIDADE



Olá...galera..

O que tenho aprendido sobre isso, negação, autoengano, etc, etc

Como uma boa codependente, primeiro fiquei craque em saber quando o adicto de minha convivência está nessas fases, a da negação a do autoengano, e só de ouvir o som da voz dele sou capaz de prever qual fase ele está ou corre o risco de entrar.
Exemplo acabei de falar ao telefone com ele agora, desde ontem a noite e hoje de manhã, sem ele me relatar nada, percebi em sua voz, desânimo uma provável depressão que pelo jeito vai faze-lo entrar no autoengano começar a inventar desculpas pra não ir ao grupo e querer viver momentos bons, até entrar na negação e achar que uma cervejinha ou mais uma vez não da nada.
Hoje nem preciso ficar raciocinando pra chegar a essa conclusão, já ta registrado na cabecinha aqui...kkk como 1+1 é 2...
E eu como irei reagir? Entrarei junto no autoengano e na negação?
Então nessa fase exatamente eu já não caio mais, só fico observando, até que acontece de fato a recaída ou volta ao uso tanto faz o nome...enfim usou droga denovo..rs
Enquanto tudo isso acontece, eu não me abalo, não me afeto, vivo normalmente, toco minha vida, meus projetos e tals.
Porém, após a recaida, volta ao uso ou "uerevers" como EU irei me comportar?

Entrarei no autoengano, na negação, ou continuarei em recuperação?

Eu admito, eu tenho entrado no autoengano

Por que?

Porque ando acreditando em promessas de um adicto na ativa, e me desculpem mas realmente acreditar em promessas de adictos na ativa é um tremendo autoengano (na minha opinião)

Por mais que essa credibilidade seja de 0,5%, eu ainda acredito e espero pra ver o próximo passo, acredito que não agora ele realmente entra em recuperação.

Cara quantos anos eu vivo assim? Acreditando nesses 0,05%...

Isso é esperança, expectativa ou autoengano?

É esperança quando eu acredito que um dia ele vai conseguir, não sei quando mais um dia ele consegue

É expectativa e autoengano quando eu acredito que é dessa vez.

E eu sempre vou pela segunda opção, porque NO MEU CASO, não consigo conviver com alguém na ativa sem sofrer.

Suas atitudes são egoístas, e me prejudicam, por mais que eu me proteja, a ignorância, a intolerância, a irritabilidade, as mentiras acabam afetando quem vive mais próximo ao adicto.

Por mais que perdoe esses desrespeitos, sinceramente eu gosto que alguém me trate assim, ou simplesmente eu não ligo?

Sendo honesta, não eu não gosto de ser tratada assim, mas por amor, por codepêndencia, por problemas afetivos e sei lá mais o que, eu acabo aceitando, porque ele me da "amor" o suficiente pra me manter "presa" a ele.

Sim é isso que acontece, ele me da o amor que ele sabe ser o suficiente pra me manter ao seu lado.

E como codependentes costumam ser "heroínas", trabalhadoras, independentes, etc, etc (nós somos foda...)

Pra mim "ta beleza"...rs...fazemos uma troca, ele me alimenta com a quantidade de amor que ele sabe que é o suficiente e eu me esforço pra dar um apoio emocional a ele.

Assim fica bom pra todo mundo, eu mantenho meu cargo de "heroína", e ele continua a usar drogas sem nunca se estabacar no chão, porque de alguma forma eu sou seu "freio" como ouvi em outro blog em um comentário de um adicto.

Ai vem a pergunta que minha terapeuta fez..kkk

Ok, você o ama e tem esperanças, mais te pergunto, porque vc ao invés de se submeter a certas situações, não diz a ele, quando você conseguir ficar limpo e arcar com suas responsabilidades como marido e pai, ai sim voltamos a conversar?

Eai mulher qual sua resposta??...rs..

Pois é tive que admitir a mim mesma, PORQUE EU NÃO CONSIGO.

Pelo fato de eu não conseguir o que faço?

Vivo me enganando, achando que não é tão ruim, que estou vendo apenas o lado bom dele, que todos tem defeitos, e assim sigo justificando o fato de aceitar viver uma vida a qual realmente não me acrescenta, ou não me faz feliz, eu aprendo a ser feliz com essa realidade, pois a realidade de não ter mais ele é muito triste e me dói.

Até quando viver assim?

Eu to buscando ajuda pra que essa vez seja a última que eu acredite, que seja de fato a última chance e chega de próximas.

Mas existem muitas pessoas que vão esticando o seu limite ou o seu não é tão ruim, até o dia que o adicto tem uma atitude realmente impossível de se fingir não ser tão ruim...atitudes graves, geralmente violentas.

Muitas vezes ouço que temos que ajudar o próximo e ser caridosos, não abandonar um doente.

Muito cuidado com isso galera, no caso da dependência quimica a forma de ajuda é diferente do que por exemplo, auxiliar um doente mental, um esquizofrênico ou uma pessoa com cancêr.

Essas outras doenças requerem cuidados de auxilio físico, por incapacidade do doente.

Ja na dependência quimica, o auxilio não deve ser físico e sim moral, como educar uma pessoa, o adicto precisa aprender a sofrer as consequências de seus atos e ser responsável por si próprio.

Enquanto eu tiver fazendo o papel de mãe, contribuindo pra que um homem de quase quarenta anos, não precise bancar sua própria vida: moradia, alimentação
Responsabilidades de pai, e não somente financeiras, mais também de pai presente, acompanhar nas reuniões da escola, no médico, cuidar do filho.
Enquanto eu assumir todos esses papéis eu não estarei sendo caridosa e sim egoísta
Vendo que estou tirando a oportunidade de uma pessoa crescer, tudo por egoísmo meu, pra não ter que viver longe dele, pra não ter que abrir mão do meu "amor"
Será que é por amor a ele, ou falta de amor a mim?

Eu não tenho que precisar de alguém ou algo pra ser feliz, eu tenho que ser.
Tenho que me permitir, tenho que aceitar que cada um cumpra seu papel, tenho que deixar.

Não sou responsável, nem intermediadora entre o relacionamento de pai e filhos, se meus filhos tem um pai adicto, eles terão que enfrentar essa questão, eu apenas posso auxilia-los no entendimento e superação deste fato.

É um assunto muito complexo, não da pra ter verdades absolutas, mas se olharmos a fundo pra nós e fomos honestas conosco.

Saberemos o porque nos permitimos e iremos parar de justificar e finalmente iremos admitir e finalmente poder escolher sem nos enganar.

Eu quero me recuperar ou prefiro viver na doença?

Admiro quem assume o que realmente quer, como uma companheira do AE que um dai em disse: eu to casada com ele porque sou uma codependente e não por que o amo, sim eu o amo, mas o principal motivo de estarmos juntos é porque eu não sei viver sem ele, sem ter que cuidar dele.

Gente eu sou uma codependente e estou nessa situação por isso, mais sinceramente eu não quero viver assim pro resto da vida...e só por hoje eu espero cumprir com minha palavra.

Fiquem com Deus


3 comentários:

  1. Engraçado como somos parecidas. Alias todas as codependentes são iguais. Fui madrinha de casamento de um primo que namorou durante 8 anos, quando se casou, se tornou dependente quimico em um ano conseguiu se viciar em cocaina, assim diz ele. Porque até então, nunca apresentou comportamento estranho, se tivesse feito antes, fez bem feito. A questão é que no seu 1º ano de casado, ele tornou-se dependente. A esposa, nunca imaginou que isso aconteceria, afinal, eles tinham um namoro super legal. Quando aconteceu, ela deu uma oportunidade para que ele se tratasse, ele até foi para uma clinica, mas na primeira indisciplina dele dentro da clinica, o meu tio o tirou, com medo que ele fizesse algo. O que ela fez? Terminou e se divorciou. Todo mundo julgou a atitude dela. Que ela deveria ter tentado um pouco mais, que ela nao deveria ter largado. Pois bem, ela se separou inicialmente, depois viu que nao tinha jeito, vendeu a casa onde os dois compraram, dividiram o dinheiro, e se divorciou. Hoje, ela está bem, com outra pessoa e ele continua nas drogas, com outra namorada, prestes a ser pai, isso não faz nem 2 anos. Eu admiro a atitude dela, eu queria ter tido essa coragem. Não quis, a fila anda.! Quem quer se recuperar, busca ajuda. E se ela ainda estivesse com ele? Estaria afundada na code pendencia, sofrendo, brigando e ele torrando o dinheiro! Quem vai julga-la??? Só porque ela fez a escolha de ser feliz sem um adicto ao lado, não temos que amar a nós mesmos? Ela preferiu amar a ela mesma!!! E assim que devemos pensar, que comece por nós o amor que merecemos.!!!!!!! Beijos

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  2. Uau...li com olhos arregalados, simplesmente ótimo o seu post de hoje. E o comentário da Ju também, muito bom. Bravo meninas!

    Janete

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    A Clínica Aliance Prime através de terapias específicas leva o paciente a ter prazer em estar sem drogas e assim proporciona harmonia e bem estar social, familiar e espiritual mostrando que existe vida após as drogas.

    End: Rod D. Pedro I - Km 41 Nazaré Paulista - São Paulo

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