terça-feira, 28 de janeiro de 2014

quais são as Consequências?



Bom dia galera!!

Hoje pensei em falar sobre as consequências de se conviver com adicção de um ente querido, quais as consequências pros familiares e principalmente pros filhos.

Sabemos que é uma doença terrível e que afeta o comportamento do adicto, afeta tanto que acaba também mudando o comportamento dos familiares que vivem próximos a ele

É verdade, já ouvi dizer que a adicção, além de afetar o adicto, afeta em torno dele cerca de umas 15 pessoas, dentre familiares, amigos, colegas de trabalho, vizinhos, etc, etc

Não existe culpado, são consequências da doença, os familiares se tornam codependentes.

Um dos sintomas mais graves da adicção é a negação por parte do adicto, ele nega que tem um problema, o seu cérebro alterado fisicamente não funciona como o nosso, seus hormônios são desregulados, os levando a não medir esforços para ir em busca do prazer "a droga" cujo mecanismo de recompensa do cérebro já aprendeu, que ele precisa dela pra se sentir bem.

Se sua mente, mente pra ele, como ter noção exata da realidade, como ser livre pra escolher?

Por isso adicção significa: escravo de...eles sabem que faz mau, mais na hora de escolher perdem a liberdade de escolher, porque seu corpo mais propriamente seu cérebro grita que precisa daquilo.

Essa á a terrível doença da adicção ou dependência química e claro que todos sofrem consequências.

Agora falando por mim que tenho filhos com um adicto, sempre me preocupei muito com as consequências que isso traria pras nossas vidas.

No meu caso, precisei sair de casa, por viver em um lugar onde as brigas aconteciam, mesmo se eu não quisesse, digo isso porque ele mesmo brigava sozinho, mesmo eu ficando quieta, sem responder, os gritos, a confusão acontecia, e não quis continuar a expor meus filhos a esse tipo de convivência. pra não afeta-los mais.

Por outro lado, quando ele estava bem sempre foi um excelente pai, carinhoso, brincalhão, que ama os filhos e que não  se afasta de maneira alguma, aquele pai que faz as vontades da criança  as vezes até exagera.

Quando ele saiu da clinica, quando voltamos a nos reaproximar sem morarmos junto, vi o quanto as crianças sentiam a falta de seu pai e fui permitindo que a reaproximação acontecesse, que eles fortalecessem esse vinculo novamente.

Se me preocupo, sim, claro, mais hoje eu sei das limitações dele como pai, do equilíbrio emocional que ele não tem, mas mesmo assim ele ainda é o pai deles, cabe a mim como mãe estar bem pra dar o apoio que MEUS FILHOS, precisam para que as consequências dessa doença os afetem mais que eles tirem algo de crescimento com isso e não apenas traumas.

Hoje meus filhos podem ver o pai nervoso algumas vezes, mais já não presenciam mais brigas e escânda-los.
Hoje meus filhos tem a oportunidade de ter um pai mais carinhoso, mais presente, mesmo não morando mais junto dele.
Ele é o pai perfeito? Não, mais é o melhor pai que eles podiam ter, porque foi assim que aconteceu.

Não se substitui mãe, como não se substitui pai.

O que deixo de "conselho" pra quem convive com um adicto, busquem ajuda, nós precisamos dessa ajuda, principalmente quando se tem crianças envolvidas, precisamos estar bem pra ajuda-las, pra protege-las pra apoia-las sempre que preciso.

Eles estão cegos pela doença, por isso muitas vezes não buscam ajuda, mas e nós não buscamos ajuda porque?

O que nos cega frente a nossa doença?

Nosso cérebro até então funciona normalmente

Como esperamos que ELES busquem ajuda, se nós mesmos não o fazemos?

Esse é meu recado de hoje, fiquem com Deus.

5 comentários:

  1. Ola, conheci seu blog a pouco tempo, hj terminei de ler por completo.. me identifiquei mto com vc.. vim te agradecer.. hj me encontro vivenciando uma separaçao e graças a Deus em paz.. tenho um filho e exatamente por n querer q esse anjo cresça com traumas q tive q enfrentar meu medos e me afastar do meu esposo q esta limpo mas n em recuperaçao, sou filha de dq e me lembro qndo minha mae se separou eu tinha dez anos e senti um grande alivio por nao ter mais q viver em alerta e presenciar cenas terriveis.. mais uma vez obrigado pela ajuda e auto conhecimento q adquiri ao ler sobre sua vida e aprender sobre essas duas doenças terriveis.. beijos..

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  2. Acho que é importante que as pessoas observem bem os seus filhos porque nem todo mundo externa o que sente ou demonstram de alguma forma. As crianças, por mais pequenas que sejam, sentem as coisas. Vejo muitas pessoas dizendo "Ah, eles ainda são pequenos e não notam…" Não se enganem, eles notam sim. Conheço crianças que não são de fazer birra, gritar, etc, mas sim muito retraídas, tímidas, com auto estima baixa, não sabem brincar ou nem parecem que são crianças porque convivem com coisas que não deveriam. O ideal seria que não fosse necessário substituir mãe ou pai, mas a realidade as vezes nos leva para outros caminhos. Será que se você não estivesse aqui, seria o pai dos seus filhos aquela pessoa que cuidaria deles? Ou essa responsabilidade iria para a avó, tia, etc?

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  3. obrigada gente pelos comentários...é vdd será que se eu não tivesse aqui...talvez ele não fosse o pai que é...mais enfim...eu estou...aprendi a não decidir em cima do "SE"...lógico que não fecho os olhos e deixo o barco correr, me preocupo sim e sei que de alguma forma isso afeta as crianças...meu filho ta passando com a psicóloga...faz um mês, quero uma opinião profissional sobre o comportamento do meu filho...passei muito tempo questionando...sera melhor meus filhos não terem um pai ou conviverem com o pai que tem? No meu caso, a convivência deles como estamos agora cada um na sua casa, tem sido excelente, ontem o pai, junto comigo fomos ao shopping comprar a mochila escolar deles, todos finais de semana sempre vamos fazemos algum passeio...tenho problemas as vezes com o pai nos desentendemos mais nada comparado a antes quando morávamos debaixo do mesmo teto, é o ideal? viver assim? talvez não o ideal seria pai e mãe na mesma casa vivendo algo como a familia margarina...mais essa não é minha realidade...e sinceramente familia margarina não existe...meus pais nunca discutiram ou ao menos se desentenderam na minha frete....e um dia ouvi que isso também não é normal...aceitar tudo ou nunca discordar tb não é normal...acho que buscamos tanto um modelo perfeito de familia...como a sociedade diz que deve ser....e esquecemos de enxergar o ser humano como um ser único...não existe receita...e descobrir o caminho do equilibrio o caminho do meio acredito que seja o desafio da nossa vida...bjus

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  4. Não me entenda mal. Percebi que você encontrou uma maneira de manter o contado do pai com os filhos sem submetê-los as loucuras dele nos momentos de crise e acho você muito inteligente e sensata por fazer isso. Acho melhor viver assim, se tratando com respeito, carinho e não morando na mesma casa do que todo mundo junto mas vivendo em um inferno. Mas você como mãe sabe que o papel esperado do pai/mãe vai além de passar algumas horas juntos, levar pra passear etc. A responsabilidade vai além disso. Modelo perfeito de família não existe e depedência quimica certamente não é um unico problema que uma família pode passar, só acho que há problemas e problemas e se deve ter cuidado para não ir flexibilizando cada vez mais os limites. Acho que conviver com o pai, seja em que circunstância for, não significará que o filho terá aquele vínculo, confiança, carinho. Aliás o que é muito comum de acontecer é que com essa convivência em circunstancias ruins, a crianca acaba crescendo tendo sentimentos ruins com relacao ao pai ou a ela mesma. Conheco muita gente que simplesmente odeia o pai, e nao entende porque a mãe continuou com ele submetendo os filhos aos abusos, tanto físicos quanto psicológicos.

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    1. sim vc tem razão....o limite, pelo menos o meu nesse momento é uma linha muito fina....e que se eu não tomar cuidado vou flexibilizando demais como disse....tenho procurado ficar atenta em não ir cedendo e cedendo...continuo frequentando grupos e to tentando conseguir uma terapia pra mim também pra me ajudar a lidar melhor com as situações....falando de mim...EU...hoje essa é a melhor maneira que encontrei pra ficar em paz e poder dar um pouco de paz aos meus filhos...se isso vai garantir uma relação como vc disse...de confiança...não sei...não tenho como prever...o que sei é que tento fazer o melhor, hoje reconhecendo que não sou perfeita e que sou apenas parte de quem meus filhos se tonaram e não única responsável pelas suas escolhas futuras....obrigada pela visita ;)

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