segunda-feira, 18 de novembro de 2013

triângulo Da auto-obsessão



Olá galera...

Feriadão tranquilo, tudo na santa paz, apenas quem não está lá saltitando de alegria sou eu, eu to como costumava dizer a uma amiga "meio sei lá", então antes de escrever esse post lembrei do tal triângulo da auto-obsessão e resolvi buscar no google.

Vai ai pra vocês:

"O triângulo da auto‐obsessão
Tradução de literatura aprovada pela Irmandade de NA.
Copyright © 1991 by 
Narcotics Anonymous World Services, Inc. 
Todos os direitos reservados. 
Quando  nascemos  estamos  conscientes  apenas  de  nós  mesmos.  Somos  o  universo. 
Percebemos  pouco  além  das  nossas  necessidades  básicas  e  contentamo‐nos  se  elas  forem 
satisfeitas. À medida que nossa consciência se expande vamos identificando um mundo além de 
nós mesmos. Descobrimos que à nossa volta existem pessoas, lugares e coisas que satisfazem as 
nossas necessidades. Começamos também a reconhecer diferenças e a desenvolver preferências. 
Aprendemos a querer e a escolher. Somos o centro de um universo em expansão e esperamos ser 
supridos  de  tudo  que  necessitamos  e  queremos.  Nossa  fonte  de  prazer  transfere‐se  das 
necessidades básicas para a satisfação dos nossos desejos. 
Após um período de experiências, a maioria das crianças percebe que o mundo exterior não 
consegue  suprir  todas  as  suas  necessidades  e  vontades.  Começam  a  complementar  o  que 
recebem  com  seus próprios  esforços. À medida que vai diminuindo    a  sua dependência de 
pessoas, lugares e coisas, começam a se observar cada vez mais. Tornam‐se mais auto‐suficientes 
e  aprendem  que  felicidade  e  satisfação  vêm  de  dentro.  A  maioria  continua  a  amadurecer, 
reconhecendo  e  aceitando  suas forças, fraquezas  e limitações. Chegam  a um ponto  em que 
geralmente procuram a ajuda de um poder maior do que elas mesmas para fazer o que não 
conseguem sozinhas. Para a maioria das pessoas o crescimento é um processo natural. 
Parece  que  nós,  adictos,  tropeçamos  em  algum  ponto  desse  percurso.  Parece  que  nunca 
alcançamos a auto‐suficiência que os outros encontram. Continuamos a depender do mundo à 
nossa  volta  e  nos recusamos  a  aceitar  que  não receberemos  tudo  dele.  Nós  nos  tornamos 
auto‐obcecados; nossas vontades e necessidades transformam‐se em exigências. Chegamos a um 
ponto em que a  satisfação e a auto‐realização  são inatingíveis. Pessoas, lugares e  coisas não 
conseguem preencher o vazio dentro de nós, e reagimos a eles com ressentimento, raiva e medo. 
Ressentimento, raiva e medo formam o triângulo da auto‐obsessão. Todos os nossos defeitos 
de caráter são derivados destas três reações. A auto‐obsessão é a essência da nossa insanidade.  
O ressentimento  é  a forma  como  a  maioria  de  nós reage  ao  nosso  passado.  É  o reviver 
contínuo de experiências passadas. A raiva é a forma como a maioria de nós lida com o presente. 
É a nossa reação e negação da realidade. Medo é o que sentimos quando pensamos no futuro. É a 
nossa resposta ao desconhecido, o avesso de uma fantasia. Estes três sentimentos são expressões 
da nossa auto‐obsessão. É a maneira como reagimos quando pessoas, lugares e coisas (quando 
passado, presente e futuro) não estão à altura das nossas exigências. 
Em Narcóticos Anônimos aprendemos uma nova maneira de viver com as novas ferramentas 
que recebemos. São os Doze Passos, que procuramos trabalhar o melhor que pudermos. Se nos 
mantivermos limpos e conseguirmos praticar estes princípios em todas as nossas atividades, 
acontece  o  milagre.  Encontramos  liberdade  das  drogas,  da  nossa  adicção  e  da  nossa 
auto‐obsessão. O ressentimento é substituído por aceitação; a raiva é substituída por amor; e o 
medo é substituído por fé. "

Lendo esse texto e refletindo sobre a minha vida, percebi que estou entrando nesse tal triângulo, não exatamente com os sentimentos descritos, mais poderia dizer, ressentimento do passado, tristeza no presente e medo do futuro, raiva eu não tenho sentido mais graças a Deus.

Quem acompanha o blog, deve ter lido que eu dos meus 15 anos até os meus 26 bebia muito, depois que engravidei dei uma maneirada, mais ainda assim bebia, e tomar a decisão de não beber mais nada, e segui-la a risca faz mais ou menos uns 3 meses, que eu não coloco nem um pingo de alcool na boca, nem uma latinha de cerveja.
Ouvindo um depoimento de uma adicta em recuperação há 10 anos, onde seu problema maior era com o álcool, me identifiquei muito com seus relatos, tirando o seu fundo de poço, que não vivi nada parecido, mais acredito que se não tivesse parado poderia um dia chegar, afinal é a doença do "Se não fez, vai fazer"
Então relembrando também minha história como codependente, nesse instante tenho tirado algumas conclusões a meu respeito.

Eu ainda acho estranho, fazer certas coisas sem estar "alegrinha" é como se não tivesse graça é vazio, mais ainda assim eu tomei essa decisão e vou seguir com ela, então agora percebo que também eu não tenho como transferir essa auto-satisfação em salvar o outro, vejo o Du batendo cabeça, mais nem consigo mais tentar salvar, e isso me deixa cada vez mais quieta.
Parece que eu quero fugir do mundo, as coisas perdem a graça e eu tudo que quero é dormir, não deixo de fazer as coisas mais fico no automático...a vida passa e eu não percebo, acho que fico vivendo nesse tal triângulo e as "soluções" que passam pela minha cabeça para reviver momentos bons, já não em convencem que vão dar certo então eu calo, e me prendo num silêncio de palavras emoções e ações, fico na inércia esperando que algo faça eu me mover.
Esses dias são chatos e o que tenho feito pra não ficar nessa inércia e falar muito com Deus, a todo o tempo eu peço, agradeço, acreditando que ele me ajudará a encontrar o caminho dentro de mim que me leve ao bom ânimo e não me paralise novamente.

Como já ouvi alguém dizer: "Eu não sei ainda quem sou, mais sei quem não quero mais ser"

Um bom dia e um bom inicio de semana 

Um comentário:

  1. MUITO BOM PRA QUEM QUISER FICA A DICA: http://youtu.be/RtBnmQK5KqI

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