quinta-feira, 31 de outubro de 2013

previsão do Tempo





Bom dia galera!! vamos fazer uma previsão do tempo.

Hoje vou falar do adicto, vamos comparar sua personalidade com o tempo não é uma característica exclusiva de adicto, mas para fazermos essa comparação peço que assim considerem.

Imaginem que assim como o tempo, o adicto tem seus dias de sol, dias nublados, dias de chuva, dias de tempestade e de furação.

Agora imaginem o tempo, da mesma forma que citei, os dias de sol, nublados, chuvosos, tempestivos e de tsunamis

Agora se imaginem conversando com o tempo, em um dia de sol você ao olhar pro céu diz:
- Oh, lindo sol que aquece as manhãs, com você a vida é mais bela, você alegra as pessoas traz vida e ilumina minha vida.
Quando está nublado:
- Oh sol, porque se esconde, é tão bom quando você aparece e me aquece, sol volte
Quando está chuvoso:
- Caramba tem que chover bem agora na hora que eu to saindo
Quando está tempestivo:
- Caraca ta alagando tudo, meu Deus podia ter esperado eu chegar em casa
Quando virou um tsunami
- Pqp, socorro Deus me ajuda, não, não, não pode ser.

Você vive assim durante um tempo, então começa a negociar com o tempo, pra ver se ele te atende, quando está sol fica elogiando:
- Solzinho lindo do meu coração, que bom vc apareceu, promete que não vai embora, promete.
Então o sol brilhando la no céu lhe da a certeza que pra sempre irá brilhar, mais vc fica tão preocupada se amanhã irá chover que mau aproveita o dia, então amanhece nublado, ai vc começa a fazer chantagens emocionais:
- Poxa sol, tava tão legal ontem, pq vc se foi? Anda aparece, vem vamos brincar, passear se divertir.
Mais um dia se passa e mais um dia vc negociando com o tempo, até que chove.
- Poxa vida, ta vendo ta me molhando toda, caramba podia parar de chover né
Da chuva começa a tempestade:
- Pqp não ta vendo que eu to enxarcarda vou pegar uma gripe, pneumunia e a culpa é sua.
Ai vem o Tsunami:
- Meu Deus socorro, o tempo ta louco é o final do mundo, me ajuda, socorro, São Pedro du car%$@#& pu%$#%#$#$ manda esse furacão pra longe daqui...eu te odeioooooo

Imaginaram, agora se imaginem nessa cena:


Vocês querem enfrentar a tempestade com um guarda chuvinha desses e sozinho?

Já se viram nessa cena aqui?

Gritando feito loucos com o tempo pedindo que ele mudasse, do modo que você julga melhor

Insanidade né galera?
Pura Insanidade

Não se esqueçam somos IMPOTENTES, perante TUDO nessa vida, a única coisa que somos capazes de controlar, é a nossa mente, como pensamos e como agimos.

Vamos mudar o que cabe a nós mudar: A NÓS MESMOS

Quando você entender de fato isso, faça chuva ou faça sol, sua vida será assim:

Em dias de sol, você aproveitará o máximo
Em dias nublados, você aproveitará da mesma forma
Em dias de chuva, aprendera quando e como usar o guarda chuva
Em dias de tempestades, saberá se guardar e se proteger pra não se ferir
Em dias de tsunami, chamará a defesa civil e pedirá ajuda pra interditar o local.

Fiquem com Deus

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

amenizando a Dor



Olá galera, bom dia

Nesse mundo em que vivemos, existe de tudo.

Falando do ser humano de uma forma geral, vivemos em busca do prazer e evitando sentir a dor, cada qual tem uma forma de realizar essas buscas, mas se pararmos pra analisar, todos vivemos assim.

Buscando prazer e evitando a dor.

Nessa busca, existem os que conseguem mais equilibradamente se manter e existem os que vão a extremos, não digo só em dependência química, mas várias outras formas nada saudáveis para se obter o prazer.

O que observo é que quanto mais intenso esse prazer e quando mais nos desgastamos para alcança-lo, mais consequências acabamos por sofrer.

Agora falando especificamente de quem convive com a dependência química.

Eu me tornei codependente agindo de uma forma exagerada para evitar sentir dor, e buscando que o outro se modifica-se para que ai sim eu pudesse sentir prazer.

Vivi muitos anos dessa forma, e vivendo de forma exagerada acabei sofrendo consequências que me abalaram bastante.

Hoje eu encontrei um caminho para me sentir em paz e viver harmoniosamente, não evitando a dor e nem desesperadamente em busca do prazer, mas aprendi a caminhar entre esses extremos e conseguir colher bons frutos ou boas consequências com a minha mudança de postura.

Hoje com a ajuda dos grupos e do poder superior que sem ele eu não conseguiria, eu consegui encontrar minha paz, mesmo com meu ente querido estar vivendo uma fase de autoengano, mesmo eu não tendo o controle sobre o futuro, hoje eu tenho equilibrio pra viver  minha vida em paz, pra fazer planos e seguir com esperança.

Pois hoje eu aceitei que não posso e nunca irei controlar nada a minha volta, só poderei controlar a forma com que agirei perante as situações.

E o meu sinal vermelho só ascende agora quando EU começo a não me sentir bem, se começo a ficar incomodada, trato de fazer um inventário de meus pensamentos e atitudes e ESCOLHO mudar a frequencia de meus pensamentos.

Não me iludindo ou me autoenganando, mais mudando o foco para as coisas que estão dando certo.

Hoje quando penso nas atitudes do Dú, eu não me iludo achando que não importa o caminho que ele está trilhando que ele conseguirá, hoje eu tenho uma perspectiva real da situação, sei que a forma com que ele conduz as coisas o levarão a outras recaídas, porém eu não fico focando nisso, quando penso sobre isso faço uma oração e entrego ao meu PS.

Então ai sim, mudo o foco pra algo de positivo e com uma perspectiva real da minha vida hoje, que são meus filhos, meus planos, meus amigos, minha recuperação.

E quando vejo tudo o que tenho de bom, o medo não chega mais até meu coração.

E assim tenho caminhando

Abaixo segue uma palestra de 25 minutos mas com uma mensagem muito bonita

Fiquem com Deus

AS SETE CHAVES PRA FELICIDADE (CLIQUE AQUI)



terça-feira, 29 de outubro de 2013

porque eu decidi ASSIM




Bom dia galera...

Nossa acho que essa semana meio desligada do mundo virtual, serviu como uma passagem pra outra dimensão.

Antes eu de certa forma olhava e analisava o mundo através do outro, hoje to bem mais segura em olhar e analisar o mundo através de mim.

Decidi que eu vivo em paz, a minha meta de vida é a MINHA PAZ...

E assim vou traçando meus planos...agora entendo quando adictos em recuperação dizem, quer ajudar um adicto, espera ele pedir ajuda....

Mais olha até chegar no que realmente essa frase significa, quantos dilemas..kkk...esclarecidos pelo menos até agora.

Outra coisa que aprendi, é que devo ser quem realmente sou, eu sou esposa de um dependente quimico e não mãe.

Me comporto como esposa, na verdade hoje me comporto mais como namorada, porque não moramos mais juntos, então abandonei um papel que eu insistia em cumprir e que na verdade ele nunca foi meu.

Cada um que assuma as rédeas de sua vida.

É tão bom ser quem realmente eu devo ser

É tão bom me livrar de obrigações que não são minhas, sem culpas.

É tão bom ter liberdade para sentir e agir me colocando sempre em primeiro lugar e nunca deixando de respeitar o próximo, uma coisa tão óbvia mais que antes se misturava na minha mente, acompanhado de todas cobranças da nossa sociedade que são criadas por nós mesmos.

O amor tudo suporta
Não se abandona alguém doente
Casamento é pra vida toda
Meu amor irá salva-lo
Eu não tenho escolha

Não levem tão ao pé da letra algumas frases

O amor pode tudo suportar...o AMOR e não VOCÊ, portando repense em aceitar tudo em nome do AMOR

Não se abandona alguém doente, no caso da "dependência quimica", deixar com que a pessoa tome suas próprias decisões e assuma as consequências não é abandono é uma ajuda, afinal o dependente quimico não é um invalido que não pode sair da cama

Meu amor irá salva-lo, somente o amor por si próprio que é capaz de salvar alguém, afinal ninguém consegue dar o que não tem

Casamento é pra vida toda, desde que se respeite esse juramento" Eu , recebo-te por minha esposa (o) a ti , e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida”, quando o voto é quebrado se ilude quem acha que permanecer debaixo do mesmo teto é "garantia" de estar cumprindo-o, lembrando que cada um deve cumprir sua parte.

Eu não tenho escolha, tem, sempre terá, por mais dificil que sejá teremos sempre escolhas a fazer até mesmo escolher viver na acomodação.

Só por hoje eu escolho MINHA PAZ...

Fiquem com Deus

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

até aonde Ir?



Bom dia amigos...

Minha despedida não durou acho que uma semana..kkk..mais acreditem que me ajudou bastante...e agora vou escrevendo quando der vontade sem obrigação alguma, hoje tenho algumas coisas a falar, então bora...

Quanto ao Dú...está limpo há poucos dias...porém ainda insiste em fazer do mesmo jeito, achando que terá resultados diferentes...insanidade...ta confuso, tripolar, mas me respeitando...


Eu parei de tentar mostrar o caminho da recuperação...ele que descubra por si só e vá quando julgar que deve ir...

Enquanto isso eu vivo minha vida respeitando meus limites e aprendendo a cada dia mais

Esse final de semana conheci um amigo adicto em recuperação do RJ (enorme satisfação nego) e junto de sua esposa e de minha madrinha, eu e o Dú curtimos uma balada NA, não teve partilha, não teve oração, não teve estudo de passos e ninguém levantou a mão...kkk Mais teve muita diversão, muita música, muita gente vivendo uma vida normal, curtindo desde samba, rock, funk, eletrônico tudo regado a muita água e refrigerante...muito legal.

E na palestra espiritual que vou aos domingos, teve um ensinamento muito legal sobre caridade e que casa muito com nós codependentes.

Até aonde ir?
Até aonde caridade faz bem?

Lembrando que cada um é responsável pelo próprio crescimento, imaginemos que cada um de nós temos um buraco a preencher com conhecimento.

Pois bem, muitas vezes vemos quem amamos tendo dificuldades para preencher o seu próprio buraco, então muitas nós já com uma certa prática e decidimos ajudar com a intenção de sermos caridosos, ao invés de apenas mostrar como se faz pra preencher o tal buraco, passamos a preencher o buraco desta pessoa no lugar dela.

Resultado, acabamos deixando essa pessoa presa ao comodismo e impedimos de que ela cresça, nos cansamos porque cuidar do nosso buraco da um trabalho danado, ainda trabalhamos dobrado e com isso nem quem ajudamos e nem nós conseguimos ter sucesso nessa caminhada.

Até aonde ir?

Ir somente até aonde cabe a você (CUIDE APENAS DE SUA VIDA), caridade em excesso nesse sentido, aprisiona a pessoa que recebe está caridade, e acabamos fazendo um mau e não o bem, impedindo que essa pessoa cresça.

Até quando irei ficar com o Dú?

Até o dia em que eu achar que devo e ele quiser também, estando na ativa ou em recuperação, a condição para que fiquemos juntos é querer estar juntos e nos respeitar.

Enquanto isso sigo minha vida....fiquem com Deus

(Clique Aqui)
"Enquanto ela estiver aqui

Ainda haverá o amor

Com ela eu estou feliz
Com ela eu enfrento a dor

Não adianta fugir

Não adianta chorar

E se um dia ela sumir
Nada mais irá sobrar

Sonhar, viver

E todo dia agradecer

E rezar, pra você ser a última a morrer
Podem tentar me atingir

Podem me mandar, pra onde for

Enquanto ela estiver aqui
A vida ainda tem valor

Sonhar, viver

E todo dia agradecer

E rezar, pra você ser a última a morrer
Uma gota de você vale mais que tudo

Quando a solução não pode resolver

Eu fico com você, esperança...
Eu fico com você...
Sonhar, viver

E todo dia agradecer

E rezar, pra você ser a última a morrer
Sonhar, viver

E todo dia agradecer

E rezar, pra você ser a última a morrer
Esperança..

Esperança."




sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Aprendendo



Informações

Palestra - Espiritualidade
Data: 26/10/2013 - 16:00hs
Rua Ajuricaba, 244 - Vila Madalena - Moradia Assistida
Palestrante: Chaves (adicto em recuperação)
Obs: Já assisti e digo uma dos melhores palestrantes que ouvi, aprendi muito com ele

Palestra -  Assertividade (Melhorando a Comunicação)
Data:28/10/2013 - 20:00hs
Rua Luis Góes, 1456 - sala 4 -  Amor Exigente Vila Mariana
Palestrante: Marcos Suskind

A Culpa - Clique Aqui

Palestra Vida Nova - Clique Aqui


Bom final de semana e fiquem com Deus

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

recaiu



Pois é, recaiu...e não foi ontem não...foi quando roubaram a moto dele...

Engraçado a 15 dias atrás eu disse no grupo: hoje pra mim não importa se ele recaiu ou não, se ele está mentindo ou não, eu sei que uma hora a máscara vai cair se ele tiver recaído, hoje o que me preocupa é se eu conseguirei manter meus limites"

Pois é, se passaram uns dias e ta ai, ele sumiu ontem, adivinha?

Recaiu, não teve como esconder...

Eu....to di boa, meio tristinha...nossa conversa agora de manhã foi assim:

- Dú, caramba porque você sumiu ontem?
- Rá eu não vou trabalhar hoje não, vou pra igreja
-Dú você recaiu?
- Isso faz diferença?
- Acho que o principio da recuperação é a honestidade
- Sim recai
- Você não recaiu hoje, já tinha recaido antes
- Há Rachel para
- Olha se você quer que eu confie em você me fala a verdade
- Recai quando roubaram minha moto
- Bom eu não vou dar sermão, afinal dizem que se quer convencer a pessoa de que ela está errada deixe ela seguir seu caminho, então siga, só lhe digo, fazer as mesmas coisas esperando resultados diferentes é insanidade. A vida toda você só aceitou ouvir a igreja, deu certo? E ta  fazendo denovo a mesma cosia
- Rá eu não to na ativa eu recai
- Eu pra mim ativa é quando existe uma recaida e a pessoa não busca ajuda e foi o que aconteceu com você, enfim o que ou como você vai fazer é problema seu, só quero que você tenha bem claro uma coisa, hoje eu sei qual são meus limites e se seu comportamento ultrapassar eles, eu me afasto, que fique bem claro, na boa sozinho ninguém consegue.

Foi mais ou menos assim, engraçado eu to calma, tranquila, normal, não to saltitando de alegria lógico...mais to tranquila.

Que Deus ilumine a cabeça dura daquele ser humano.

É isso gente fiquem com Deus

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

a Travessia




Depois de atravessar o mar e chegar a terra firme, venho muitas vezes observando o meu próximo que continuando no mar se debatendo ou ancorado em terra onde a insanidade ainda os domina.
Vivi por muitos anos nessa terra insana, tentando salvar quem se afogava.
Agora que atravessei, olho pra essas pessoas e por vezes tenho vontade de entrar no meu barco e ir resgata-las, aprendi que não posso, atravessei o mar a nado, e somente assim que é possivel.

Precisei abandonar tudo que eu imaginava ser seguro, o velho barquinho de resgate, as boias, deixei minha zona de conforto, é assustador se atirar em um mar gelado e perigoso sozinha.

Hoje daqui do outro lado, observo que existem vários instrutores a nos ensinar a nadar, nos ensinando quais melhores ferramentas a usar para essa travessia.

Esses instrutores sempre estiveram lá, existem de todos os tipos, tudo para que nós encontremos o qual melhor se adapta com a nossa realidade.

Esses instrutores são em formas de:

Grupos de apoio
Igrejas
Religiões
Terapias
Médicos
Amigos
Filósofos

Eles sempre existiram sempre estiveram lá, pronto a nos ajudar e todos conectados com um poder superior que lhes dão sabedoria a nos orientar.

Atravessar o mar requer, coragem, requer humildade, requer fé no impossivel.

Atravessar o mar que separa nossa vida até então conhecida do nosso mais intimo EU, é doloroso e assusta.

Assusta saber que pouco sabemos de nós mesmos, que o mundo vive em função do OUTRO sempre.

Mas quando descobrimos o caminho até a nossa paz interior, uma emoção toma conta de nossa alma, nos alegramos e somos eternamente agradecidos por ter enxergado o caminho.

Não importa o instrutor, não importa as  ferramentas.

Um dia eu já desejei que meu marido não usasse mais drogas
Depois desejei que não existissem as drogas no mundo

Hoje eu desejo que cada pessoa desse planeta, tenha a oportunidade de se olhar no espelho sem máscaras e que tenha coragem de mergulhar nas águas profundas de seu interior, que tenha humildade em reconhecer suas falhas e que se alegre em descobrir a luz que brilha dentro de si, ela só precisa permitir que essa luz irradie o mundo.

Fiquem com Deus

terça-feira, 22 de outubro de 2013

o Salvador



Olá pessoal...dando uma passada por aqui.

Como disse ia me afastar do blog, pelo fato de estar perdendo o foco em mim, tem me feito bem, confesso.
Hoje resolvi escrever algo que ao conversar com uma das minhas madrinhas, ela me sugeriu "por que você não escreve sobre isso" fiquei de pensar, e cá estou eu.
Quero dizer que moderei os comentários, porque ainda preciso aprender a praticar mais a aceitação e não tirar o foco de mim, então pra que eu não "me ache" ou fique com raiva de indiretas, por enquanto fica assim...rs..., voltando ao post

O salvador.

Hoje começo a perceber o caminho que trilhei até aqui, e vejo também o caminho que muitos seguem, no AE que frequento vejo um amadurecimento enorme dos coordenadores, vejo recém chegados carregando a bandeira do super herói, enfim.

Percebo que durante muito tempo tentei salvar o adicto de minha convivência, dando tudo errado, e eu me afundando junto.

Então descobri os grupos o que era a codependência e quando passei a mudar as minhas atitudes o outro também se modificou e pela primeira vez pediu ajuda.

Engraçado como é a cabeça de codependente, mesmo eu sabendo na teoria que eu não poderia salva-lo, a sensação que eu tinha era de que eu havia conseguido salva-lo, ele recaiu e eu voltei a tentar a modifica-lo para salva-lo, eu agia de acordo com os comportamentos dele, eu traçava minha vida de acordo com o humor dele.

Até que cansei, sim, cansei de me preocupar se ele vai recair ou não.
Cansei de sentir medo de ter que ser dura.
Cansei de criar estratégias pra conviver com ele
Cansei

Ainda assim, o meu foco sempre voltava pro outro, agora eu havia trocado um dependente quimico por um monte de codependente, achando mais uma vez que eu podia salvar alguém.
Me dedicava a escrever no blog, com o intuito de fazer as pessoas pensarem, com intuito de mostrar a realidade, me extressava não quando discordavam, mais quando eu era mau interpretada.

Mais uma vez minha vida era comandada pelo OUTRO.

Quando sai dos grupos do face, começou a me sobrar mais tempo pra me enxergar.
Esses dias longe do blog, a ansiedade diminuiu.

Voltando ao grupo presencial, onde lá existem regras, se tem tempo pra falar, se tem tempo pra ouvir, mais ouvimos do que falamos, isso me ajudou bastante.

E um aprendizado nas minhas palestras espirituais que levo comigo: Ninguém veio a esse mundo pra salvar ninguém, viemos com a obrigação de nos melhorar como pessoas, cresça se quiser AJUDAR a seu próximo, e entenda que a obrigação de se melhorar É DELE.

É isso galera, saudades..e um bom dia


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

DESPEDIDA



Oieeesss...

Pois é, achei q esse dia não chegaria, ou demorasse pra chegar...mais enfim..chegou..deu...rs

A acho q há uns 2 anos resolvi criar o blog, eu me lembro que lia posts e comentários nesse mundo virtual, mais achava que faltavam detalhes mais reais, até me identificava de inicio com coisas as quais lia, mais o tempo passava e não era bem assim, fui atrás de respostas, eu sempre fui curiosa, interessada, nunca me contentei com frases de efeito...rs..como eu não achava as respostas, decidi escrever, os detalhes de minha vida como codependente ao lado de um adicto.
Me expus, todos os posts, com exceção de uns dois, nunca eram escritos antes e revisados, saia como eu sentia, bem ou mau o que saia era o que eu vivia...rs
Falava do outro, falava de mim, eu precisava me entender, entender quem eu amo, eu precisava das respostas dos porquês da vida.
Finalmente comecei a me achar, me reconhecer...e sabe eu me amo....me amo pelas minhas qualidades, pelos meus defeitos e principalmente pela minha vontade e coragem de mudar, de ouvir e mesmo não gostando das palavras eu as repito em minha mente até entender aonde aquilo me incomoda e assim aprendi a crescer como pessoa.
Acho que já escrevi o que tinha pra escrever (pelo menos até agora) e por isso resolvi parar.
Aprendi que no mundo virtual, tudo é muito relativo, não se tem olho no olho entendem??!!
Se na vida real já usamos máscaras, quem dirá atrás de uma máquina!!
Hora de arrancar de vez a minha e me olhar no espelho, sair de trás do teclado e levantar a bunda da cadeira,  sair da teoria, ir pra prática...em busca do meu crescimento e amadurecimento.

Obrigado a todos vocês que me acompanham e que tiveram a gentileza de comentar a favor ou contra, não importa, mais participaram de minha vida e colaboraram com a minha recuperação.

O que digo a vocês, digo e repito, busquem ajuda, seja familiar, seja adicto, acreditem é possível, pode não ser fácil, pode doer, alias tem uma frase muito sábia: "Recuperação não é pra quem precisa é pra quem quer"
Recuperação é reconhecer que não existe mais justificativas pras nossas insanidades, que sempre agimos daquela forma por livre e espontânea escolha, parece maluquice, mais quem já passou por isso sabe do que estou falando.
Por outro lado nos trás uma sensação maravilhosa de LIBERDADE..
Liberdade de poder ser quem somos, sem achar que precisamos agradar ou desagradar alguém
Liberdade de nos expressar
Liberdade de ouvir sem nos ofender
RECUPERAÇÃO É SER LIVRE, PRA FAZER ESCOLHAS E SER RESPONSÁVEIS PELAS CONSEQUÊNCIAS.

Queria dizer que amo vocês incondicionalmente, e irei deixar um vídeo que me emocionou.

Mais importante que mudar, é saber o que mudar

RECOMECE SEMPRE QUE PRECISO.

Eu aprendi posso cair 1000 vezes, mais levanto 1001...

Tamu junto sempre

E até logo!!!


Nós também precisamos de ajuda




A droga é um mau que tem se espalhado pelo mundo, destruindo pessoas, destruindo sonhos e destruindo famílias.
Esse assunto já foi visto com preconceito e marginalizado pela sociedade, hoje é reconhecido mundialmente como doença “Dependência Química”, pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
Atualmente essa epidemia tem chamado a atenção das autoridades, que investem no combate as drogas e no tratamento dos dependentes químicos.
Existem inúmeros programas sociais voltados à recuperação do dependente, entretanto para que o tratamento seja feito, o dependente químico precisa querer se tratar e infelizmente esse número ainda é muito baixo.
Enquanto isso o dependente químico continua a se drogar, perdendo seus valores, sua dignidade, o respeito por si próprio e pelo seu próximo.
Os familiares são as pessoas que convivem de perto com essa doença, e vivenciam o dia a dia  de um dependente químico.
E esses familiares, vocês consegue imaginar como é a vida de alguém que tem um parente acometido por essa doença?

Abaixo conto a história de uma família cujos nomes citados são fictícios:

Joana  52 anos, funcionária publica, casada com Marcos,  56 anos Marceneiro, eles tem 2 filhos Ana Claudia com 24 anos e Ricardo com 20 anos.
Joana descreve seus filhos como pessoas tranquilas, inteligentes, caseiros que dificilmente  saiam nas noitadas em sua cidade.
Uma família “normal” de classe média e não uma família desestruturada , com problemas graves de relacionamento.
Pra Joana o assunto drogas, era apenas visto nos noticiários da televisão, ela nem imaginava que um dia as drogas estariam dentro de sua própria casa.
Ana Claudia, sua filha mais velha, prestes a se casar, com sua carreira profissional se estabilizando e Ricardo, o caçula, caminhava a passos largos a um futuro promissor, sua paixão por aviões, o fez escolher a profissão de piloto, dedicado e bom aluno, ele se destacava entre seus colegas de classe.
Joana estava feliz, tudo corria bem com sua família, até as drogas passarem a ser um assunto não somente dos noticiários e vir a fazer parte de sua vida real.
Um dia Joana encontrou uma “bituca” de maconha ao lado do computador de Ricardo, atônita pela descoberta, ela confrontou seu filho que negou, desconfiada Joana não acreditou e o levou para realizar um exame toxicológico o qual constatou a presença da droga em seu organismo.
Ricardo não podia mais negar, Joana imediatamente buscou tratamentos ambulatoriais com psicólogos e psiquiatras, Ricardo fez todo o tratamento e Joana acreditou em suas promessas de que nunca mais usaria drogas .
A vida da família voltou ao normal por algum tempo, até que um dia Ricardo foi  pra um acampamento da escola de aviação por 30 dias e após o término Ricardo não retornou pra casa.
Joana procurou Ricardo desesperadamente, foram à delegacia dar queixa de desaparecimento e depois de dois dias seu filho voltava pra casa, sujo, com as roupas rasgadas, abatido “um farrapo Humano” descreve Joana, e ao olhar em seus olhos ela teve a certeza, Ricardo havia se envolvido com drogas mais pesadas.
Quando o encontrou Joana relata seus sentimentos:

“Eu soube naquele instante que ele estava envolvido com coisas piores, quanta dor! O quanto de dor cabe num coração de mãe? Quanto de nossa alma morre junto com tudo de bom que sonhamos para um filho? Alguém consegue descrever a dor de uma mãe ao ter seu filho arrancado do seu colo? Porque foi isso que a droga fez comigo, roubou meu filho, arrancou meu bem mais precioso e jogou de joelhos no chão implorando por sua vida...”

Ricardo havia conhecido a cocaína e o crack

Em meio a essa constatação, Joana e seu marido Marcos sabiam que precisavam agir rápido, mais não sabiam como, se sentiam envergonhados, sem saber aonde ir e com quem falar, procuraram por médicos, amigos, padre, pastor e ninguém soube lhes dizer como agir.
Pesquisaram na internet encontraram um grupo de apoio à familiares de dependentes químicos, começaram a frequentar as reuniões aprendendo com a experiência de outras famílias que se encontravam na mesma situação, o que era essa doença, como ela afetava o dependente químico e a sua família.
A descoberta do uso de crack de seu filho,  havia acontecido a pouco mais de três meses, era visível a degradação a qual Ricardo estava se submetendo, a cada dia mais magro, mais agressivo, mais adoecido, a velocidade e o poder de destruição do crack são assustadoras.
Joana, tentava convencer Ricardo a aceitar uma internação, em vão, seu filho não enxergava a gravidade da situação, ele  não parava de usar drogas e Joana precisou tomar uma decisão: interna-lo involuntariamente.
Joana descreve como aconteceu:

“Nós levamos Ricardo até a clinica com o pretexto de apenas conhecer e conversar com o terapeuta, chegando ao local os monitores levaram meu filho pra dentro e de lá ele só sairia após concluir seu tratamento. Ao sairmos eu e seu pai nos abraçamos, chorando, sem rumo. Naquele momento pedi a Deus que me levasse desse mundo. Voltamos para casa e eu me sentia vazia, sem vida, levava minha rotina como um robô. Quando passava um avião e me lembrava de como era a vida de Ricardo antes e onde ele estava agora eu desabava e assim foram os 6 meses de internação. A ajuda do grupo de apoio e Deus foi o que me manteve de pé, nas visitas ele estava sempre muito medicado, bem mais forte, engordando e tranquilo. As cartas que ele nos enviava eram cheias de amor e agradecimentos, a agressividade dele havia desaparecido. O tempo passou, não sei como mas sobrevivemos.”

Após os 6 meses de tratamento, Ricardo recebia alta da clinica, ele estava dócil, com uma ótima aparência, Joana estava feliz, seu filho estava de volta, ela havia conseguido, todo sacrifício para pagar a clinica havia valido a pena, porém sua tranquilidade durou apenas 15 dias, logo aconteceu sua recaída e a volta  ao uso do crack.
Joana havia se desfeito de bens materiais por conta da divida com a clinica, ela e seu marido estavam financeiramente comprometidos e emocionalmente abalados com a recaída de Ricardo, ainda assim Joana queria ajudar a seu filho de alguma forma, então eles encontraram uma Comunidade Terapêutica bem mais barata, o tratamento era voluntário e Ricardo precisava concordar em ficar.
Passou algum tempo e  o crack continuava a matar Ricardo um pouco a cada dia, depois de muita conversa com seus pais, ele aceitou se internar.
A internação na comunidade terapêutica durou apenas 5 dias, como diz Joana “o monstro havia despertado”, Ricardo quis ir embora, a comunidade ligou pra seus pais irem busca-lo, o tratamento era voluntário e não poderiam obriga-lo a ficar.
Uma angustia imensa tomou conta de Joana, a dor da impotência de não poder evitar o que ela  sabia que estava pra acontecer, ela foi  pedir ajuda ao grupo de apoio o qual frequentava, e retornando de lá, havia tomado uma decisão, para tentar ajudar a seu filho, a decisão mais difícil de sua vida.
Joana sabia que o plano que ela colocaria em prática não lhe dava garantias, as chances eram de 50% de dar certo, naquele momento era a única solução que ela encontrará.
Ao retornar da comunidade terapêutica, ela junto com seu marido e Ricardo, pararam o carro em frente a sua casa e Joana então propôs ao seu filho: Caso ele quisesse voltar a morar naquela casa, precisaria aceitar uma internação em uma clinica involuntária, que ela e seu pai não iriam mais aceitar que ele morasse junto com eles enquanto ele estivesse usando drogas.
Ricardo tomado pela fissura, de forma agressiva recusou a ajuda, pegou seus pertences que estavam no carro e preferiu ir embora, Joana ainda insistiu e lhe disse que não estavam o expulsando de casa, que se quisesse ficar era apenas aceitar o tratamento, ele virou as costas e sem olhar pra trás desapareceu das vistas de sua família.
Joana descreve como se sentiu nesse momento:

“Pela segunda vez na vida me senti morrendo, infelizmente não era a hora. Estávamos eu, minha irmã e meu marido, corri para dentro de casa chorando e vomitando, gritava num travesseiro para abafar os gritos. Meu corpo caminhava e minha alma estava morta. Se passaram quase 10 dias sem noticias. Não o procuramos a cada noticia ruim que via nos jornais, meu coração ficava gelado de medo”.

Depois de 10 dias sem ter noticia alguma do filho, sua tia o avistou entrando em uma mata, próximo a cidade e avisou a Joana que foi até o local pra encontra-lo, o reencontro aconteceu dessa forma descreve Joana:

“Encontrei Ricardo sentado em baixo de uma árvore, estava sujo, barbado, magro, cheio de feridas pelo corpo causadas por insetos, ele havia dormido naquele local por esses 10 dias. Perguntei como ele havia se alimentado, ele respondeu que havia pedido nas casas, essa hora meu coração partiu em mil pedaços, mais me mantive serena e continuei a conversar, lhe disse que estava ali pra lhe oferecer ajuda que iriamos leva-lo até uma clinica, mas que se ele não quisesse não tinha problema algum que eu iria embora, ele pensou por alguns minutos e respondeu que sim, queria se internar, eu calmamente lhe perguntei de novo, você tem certeza, não quer pensar mais um pouco e amanhã eu volto pra você decidir, ele começou a chorar e disse: me leva por favor não aguento passar nem mais uma noite aqui.
Fomos pra casa, ele pegou o pouco que lhe restara das suas roupas e fomos, mas desta vez ao chegar à clinica, estava sorrindo, abraçando a todos e agradecendo a oportunidade, pela primeira vez fui embora em paz, senti que começávamos a encontrar a saída, eu precisei deixar  que ele fosse até o fundo do poço para que ele reconhecesse e entendesse a gravidade e a profundidade do problema.”

Depois de sua 3º internação, aconteceram mais duas, quando Ricardo percebeu que iria recair, pediu pra voltar pra mesma clinica que havia ficado e lá permaneceu por mais dois meses, saiu bem, mas infelizmente voltou a recair, Joana conta como a situação de Ricardo se agravava:

 “Foi uma recaída feia, não queria ir pra clinica, ficou agressivo, chegou a amolar um punhal e disse ao pai que ia me matar, nessa hora a gente pôde comprovar que a serenidade, o amor e o bem falar surtem mesmo efeito. O pai conversou com tranquilidade com ele por algumas horas, reafirmou nosso amor e nossa disposição de ajudá-lo. Ao final da conversa ele entregou o punhal e aceitou ir para a clinica, por onde ficou mais 5 meses. Dessa vez com muita força de vontade, não houve qualquer situação que chamasse atenção, se comportou exemplarmente. Saiu fortalecido e assim continua até hoje”

Além da dor de ter um filho se perdendo nas drogas, Joana precisou conviver com a morte de perto, nas suas 4 primeiras internações Ricardo tentou o suicídio por 10 vezes, quase sempre era encontrado desmaiado, Joana conta como viveu esses momentos de desespero:

“Aquela coisa que dizem que tentou o suicídio pra chamar a atenção não se aplica, ele tentava pra valer. Nossa sorte foi que sempre Deus colocou alguém de plantão. Todas às vezes foram por enforcamento, menos a última. Nos enforcamentos ele usava qualquer coisa disponível, cadarço de tênis, fio elétrico, fita de cobertor. Foi retirado desacordado na maior parte das vezes, pescoço com cortes das fitas ou cordas, coisa de segundos para não ter volta. Na última vez ele cortou uma veia do braço, se trancou no banheiro e quando foi encontrado já tinha perdido uma quantidade enorme de sangue, foi um desespero, enrolaram ele no tapete da sala e colocaram na caçamba da caminhonete, não dava tempo de chamar ambulância. Chegou ao hospital desfalecendo , foi uma correria para reanimar. Eu não conseguia imaginar como trazer a ele a vontade de viver perdida, o que doía mais era isso, saber que ele desistiu, que nada nem ninguém conseguia mudar isso, que ele estava disposto e assim que alguém distraísse ele poderia fazer novamente. Não adiantaria tirar ele da clinica, lá ele tinha mais pessoas supervisionando e aqui talvez eu não conseguiria cuidar 24 horas por dia. Não tem como descrever a nossa dor e desespero, lágrimas e orações, foi nisso que se transformaram minhas horas e dias. Qualquer toque do telefone e eu me desesperava, a cada dia que terminava e ele estava vivo, eu agradecia a Deus.”

Hoje Ricardo retomou seus planos, voltou a trabalhar na área de aviação e pretende retomar os estudos. Só por hoje, ha 19 meses Ricardo está limpo.
Joana finaliza seu relato, deixando suas conclusões que conta como mãe de um dependente químico.

“Senti falta de apoio  quando procurava desesperadamente por pessoas queridas que o visitassem, quando estava no fundo da depressão, e não encontrei ninguém,  senti falta de profissionais preparados (na minha cidade) na área de psicologia e psiquiatria, com conhecimentos em drogadicção, os que procurei ante ,nos intervalos e depois das internações, me decepcionaram.
A certeza que me fica é de o tratamento - a internação - é necessária, de que a família tem que ser firme e não pode desanimar. Podemos precisar de uma, dez ou cinquenta internações, mas em uma delas podemos achar à última Não sei se ainda teremos mais internações, a recaída é um fantasma que nos assombra, mas sei que se não tivéssemos a coragem de fazer o que era preciso, ele não estaria mais entre nós.”

Infelizmente no Brasil, todos os tratamentos gratuitos são oferecidos somente aos  dependentes químicos que aceitem se tratar, enquanto isso familiares se desesperam sem ter aonde recorrer.
Normalmente o familiar só toma conhecimento de grupos de apoio voltados  para a  família, depois que seu ente querido foi internado ou buscou ajuda em um grupo de anônimos .
Os familiares acabam tendo suas  vidas condicionadas a vida do dependente químico, e no desespero de tentar salvar, se perdem de si mesmos, indo ao extremo do sofrimento da dor humana
Os familiares desconhecem que a dependência química, tem por trás outra doença que os afeta diretamente a codependência.
A internação involuntária no Brasil, só é feita em clinicas particulares.
Internações compulsórias, somente em casos extremos, quando o dependente químico atenta contra sua própria vida ou a de outros e com ordem judicial.

Enquanto isso não acontece como uma família consegue  sobreviver a essa situação sem apoio?

Quantas Joanas existem sofrendo em silêncio sem saber aonde buscar ajuda?





Será que alguém consegue nos enxergar?







sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Medos



Bom dia Galera!!

Terminei de responder o segundo passo " Viemos a acreditar que um poder maior do que nós poderia nos devolver a sanidade"

São mais de 50 questões, que nos ajudam a interpretar de fato esse passo, questões respondidas, encaminhadas a minha madrinha, e agora só falta fazer a leitura e a reflexão sobre as respostas.

Respondendo esse passo, acho eu que descobri a ponta do Iceberg da minha doença que é o medo.

Esse medo sempre foi muito mascarado por mim mesma, medo de perder, medo de sofrer, medo que ele recaisse.

Descobri que por trás desses "Medos" o que de certa forma me governava, era o medo de não conseguir respeitar os meus limites, medo de me permitir sofrer.

Ainda tenho dificuldades em tomar atitudes que precisam ser tomadas, porém que são muito "duras" pro meu modo de entendimento.

Por isso minha vida é mais fácil quando o outro (Dú) está em recuperação.

Por isso eu me desestabilizo emocionalmente conforme o humor dele.

Porque eu tenho medo, de se preciso ter que chamar a policia, ter que entrar na justiça para evitar com que ele chegue perto de mim.

Essas são algumas atitudes que se um dia no futuro seja ele ou quem for queira me ameaçar, me prejudicar e aos meus filhos, seja por intenção ou por insanidade da doença, são atitudes duras mais necessárias.

Então pra que eu não precise chegar ao extremo, eu tento modifica-lo, para que eu não precise sofrer tomando essas atitudes.

Ai vem aquele conjunto de comportamentos codependentes, que nada mais é do que REAGIR ao outro, eu reajo na raiva, na manipulação, na mentira, etc, etc.

Eu não quero ter que viver assim, eu estou buscando forças pra mudar

Eu não quero me acomodar porque ele está limpo, sabemos que essa doença é traiçoeira, não dá pra apoiar a MINHA RECUPERAÇÃO na dele.

Eu quero e vou conseguir vencer meus medos.

O caminho da recuperação é pro resto da vida é pra quem quer e não pra quem precisa.

Eu entendo assim pelo fato de que se recuperar é se melhorar, e pra se melhorar algo, precisamos ver aonde estão os defeitos...e ver o defeito em nós mesmos não é nada agradável..kkkk

Um grande abraço a todos vcs e fiquem com Deus

Bom final de semana 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

facilitação Cuidado isso pode te derrubar



Bom dia Galera

Falando de como ter cuidado pra não agir com comportamentos codependentes, caso você ainda não tenha noção do que exatamente significa isso, abaixo seguem algumas dicas sobre o que é FACILITAÇÃO, lembre-se se tiver duvidas se questione estou fazendo PRA ele ou POR ele?
Se a resposta for a segunda opção, é bom parar pra refletir e ver se não está facilitando a vida de ativa do seu ente querido.

O seu familiar adicto, faltou ao trabalho porque passou a noite usando drogas, você se preocupa afinal ele poderá perder o emprego, quem deve ligar e avisar o chefe?

Se você ligar estará fazendo algo por ele, algo que ele deveria fazer.

O seu familiar adicto comprou um carro, mais atrasou as prestações e seu carro foi apreendido, você pensa coitado perdeu o carro,então se questiona será que devo pagar as prestações atrasadas?

Se você pagar estará, fazendo por ele algo que é de responsabilidade dele.

O seu familiar adicto fez dividas com um traficante e não tem dinheiro pra pagar, você recebe uma ligação dizendo que se o seu familiar não quitar a divida será morto.

Se você pagar estará fazendo por ele algo que é de responsabilidade dele.

São apenas 3 exemplos que citei, os dois primeiros algo não tão dificil de se colocar em prática, mais esse último heim, o que me dizem?

Viram como é dificil impor limites a si, não facilitar?
Entendem porque precisamos de ajuda?
Entendem porque a relação dependente e codependente não é tão fácil assim?

Nessa última opção caso você não pague, seu familiar pode realmente ser morto, ou caso você pague poderá virar refém de traficantes e de seu próprio familiar.

Já ouvi em partilhas que o proprio dependente quimico algumas vezes, combina esse tipo de ameaça com o traficante que é pra conseguir dinheiro.

Já ouvi em partilhas uma mãe que não pagou a divida e seu filho foi assassinado.

Já li em um livro, uma mãe que tinha uma vida estável, familia classe média alta e perdeu tudo, cedendo as chantagens de traficante e de seu filho, foi morar de favor na casa de amigos sem emprego, e suas filhas largadas a própria sorte. (Livro reduzido a pó, se quiserem eu tenho e empresto, só me enviar um email)

Impor limites como diz meu amigo Chico Saldão (assistam seus videos no you tube), é muito dificil, como ele relata, já chorou muito e sofreu muito ao ter que impor limites e deixar de facilitar.

Pra mim impor limites é o mais difícil na convivência com o outro, ainda estou aprendendo, mesmo frequentando grupos há uns 2 anos.

Busquem ajuda, sozinho não é possivel

Amo vocês e fiquem com Deus


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

a Verdade liberta



Bom dia Galera

Vou contar uma história, onde o tema do post realmente se fez verdade..rs.

Quando se descobre que está grávida, a maioria das pessoas nos parabenizam, mães falam da experiência maravilhosa de ser mãe, ouvimos como é mágico e emocionante o momento do nascimento, afirmações do tipo, agora você descobriu o que é a felicidade, etc, etc.

Pois bem, quando engravidei do meu primeiro filho foi assim, festa, cumprimentos, comemorações, relatos de felicidade plena, de milagres eu fiquei simplesmente maravilhada e até então a Kel baladeira e doidinha já nem se lembrava mais daquela vida louca...rs..

O tempo foi passando, minha gravidez em relação a minha saúde foi super tranquila, não tive nenhum enjoo, engordei apenas o recomendado, mais descobri que existiam situações as quais nunca ninguém havia me relatado, como as que descreverei abaixo:

Até o quinto mês minha barriga não cresceu muito, mais eu engordei, não parecia que eu estava grávida, parecia que eu estava gorda, eu sempre gostei de academia essas coisas, então sempre controlei bem meu peso, um dia derrepente me dei conta que minha vida havia levado uma pisada no freio derrepente e o carro mudava de direção, eu estava preparada pra isso? Não foi muito derrepente.
Então comecei a me sentir triste, me sentia gorda e não grávida, comecei me sentir presa sem poder ser quem eu era e ninguém havia me explicado que na grávidez passamos por momentos de isntabilidades hormonais.
Eu sentia tudo isso e me sentia um monstro por sentir tudo isso, eu mesma me acusava: como posso ser tão superficial, carrego uma vida aqui dentro e fico me preocupando com futilidades...mais aquela era eu...resultado dias de tristeza e incompreensão, aqueles relatos mágicos e maravilhosos soavam como uma acusação, uma cobrança..isso fez eu me sentir mau por muito tempo. Ai a barriga cresceu os hormonios se estabilizaram e passou.
No nascimento do meu filho, todos falavam e defendiam o parto normal, dos seus beneficios, que a dor a gente esquece assim que o filho nasce..cara...chegou o dia...pensei que fosse morrer..kkkk...DEUS ME LIVRE que dor é essa...e não esqueci até hoje, tanto a minha segunda foi cezarea..kkkkk
Ok passou também, sim foi emocionante ver meu pequeno...mais eu estava tão exausta, que só dei uma espiada e desmaiei por horas...kkk

Amamentar, esse outra coisa que eu acho que é abordado de forma totalmente errada, me soa asssim: amamente seu filho ou será uma péssima mãe que não merece respeito.
Eu tinha um bico invertido, ninguém me disse da dificuldade de amamentar com bico invertido, ninguém me disse que o peito rachava e saia até sangue com o leite enquanto o bebe sugava, ninguém me disse que dava pra amenizar tais rachaduras, ninguém me disse que nem toda mulher tem leite o suficiente...e na minha familia hoje vejo o histórico quase ninguém amamentou e quem conseguiu foi no máximo por uns 3 meses...eu apesar de seios grandes não tinha leite, meu filho sugava saia sangue, mamava sangue, mas não saia leite...só um liquido que não matava a fome dele....da-lhe mamadeira...pensem como eu me sentia a pior mãe do mundo com aquela frase: Amamentar é uma prova de amor.

Fui pra casa, minha coxa, perna e canela tinham o mesmo diametro, eu estava inchada..kkkk, chorei ao me ver assim no espelho...e depois chorei de culpa por ter chorado por ter me achado feia...sempre lembrando dos relatos maravilhosos da maternidade.

Meu filho não dormia, o sono me dominava, ele chorava e eu chorava junto pensando FDP de quem me falou da mágia da maternidade...kkkk fiquei revoltada....

O tempo passou, meu filho cresceu e minha vida simplesmente mudou de perna pro ar, nem ir ao banheiro sozinha eu conseguia...kkkk isso até hoje.

Engravidei pela segunda vez....sabendo de tudo q eu ja tinha passado...a mais não pensei duas vezes...dormi o máximo q pude durante a gravidez e toda noite pedia pra Deus quase chorando que minha filha fosse uma criança tranquila....me senti gorda, me senti triste, mais não me senti culpada.
Marquei cezaria na hora...kkk..tentei previnir o ressecamento no bico do peito, mais eu não tinha muito leite, então foi pro Nan sem culpa alguma.

Se estava triste, chorava, e pedia colo de alguém.

Quando ela nasceu, veio a menina mais calma do mundo...e eu vivi os momentos sem frustrações, sem esperar os sininhos tocarem ao meu redor ao som de arpas dos anjos...eu simplismente fui mãe...

E passei a dar gargalhadas das histórias "sofridas" mais engraçadas que eu comentava com outras mães e elas desabafavam: até que enfim achei alguém que fala a mesma linguá que eu, riamos das trapalhadas de ser mãe com os causos:

Tomar banho em 2 minutos
Lavar o cabelo uma vez por semana
Escovar os dentes uma vez no dia
Depois de crescidos tomar banho com os filhos e não conseguir levantar o pescoço nem pra lavar a cabeça
Ir no banheiro acompanhada, seja no numero 1 ou 2
Acordar 5 vezes durante a noite caçando a chupeta no berço pra enfiar na bica do nenem pra ele parar de resmungar.
Durante um bom tempo não poder dormir até perder o sono
Almoçar e Jantar de pé ou andando

Ixi galera tem vários causos que acontecem até hoje...de chorar de rir

Mais pra mim descobrir a verdade, a realidade como de fato ela acontecia pode ter sido decepcionante no inicio..mais me tirou um peso enorme das costas  A CULPA.

Bom dia e fiquem com Deus 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

aonde o Sol brilha?



Bom dia galera...tudo em paz por aqui...

Ontem fui embora pensando sobre alguns comentários do post anterior, onde me foi dito que da pra se falar coisas belas sobre a recuperação e que ultimamente eu andava meio pra baixo...e me fez refletir, não galera não é necessidade de aceitação..heheh tenho uma qualidade, sou aberta a ouvir as pessoas e prestar atenção no que elas tem a me ensinar, então reflito e vejo qual aprendizado devo tirar daquilo, se não guardo quem sabe um dia sirva.
E refletindo conclui, não, não estou pra baixo, apenas venho relatando a realidade a partir do meu ponto de vista.
A beleza da recuperação?
Me peguei pensando o que representa pra mim a beleza da recuperação e não consegui atribuir nada que seja externo, nada que venha do outro, a essa beleza.

Comparei minha vida antes e depois da minha recuperação e materialmente falando não mudou muita coisa, as pessoas ao meu redor também não mudaram, o Dú continua limpo mais com o comportamento igual ao de antes com pequenas e sensíveis melhoras.

Então não consegui descrever aonde esse sol da recuperação brilha em minha vida olhando pra fora.

Mais quando eu parei e olhei pra dentro de mim, ai sim pude ver o sol brilhar.

Enxerguei como me transformei, e como a cada dia eu tento depender menos do outro pra me sentir bem.
Me lembrei da minha última partilha na quinta-passada no AE aonde eu disse: Pra mim hoje sinceramente não me importa se ele está usando drogas ou não, o que me preocupa é se eu saberei respeitar meus limites.

Me surpreendi com essa observação, com esses minutos de reflexão.

Me supreendi ao ver que ainda tenho muitas dificuldades em lidar com o outro, mais sinceramente e dai?
Estou aprendendo

Me surpreendi na liberdade de sentir que eu adquiri, de sentir meus sentimentos sem me preocupar se estou agradando ou desagradando a alguém

Me surpreendi ao olhar no espelho e ver como tenho qualidades e como posso falar delas sem em sentir incomodada.

Me surpreendi ao reconhecer como olho pros meus defeitos sem vergonha e entendo que são imperfeições as quais eu poço e irei lutar pra melhorar.

É muito bom ser normal...kkkk...sem precisar ser "adorada" ou "odiada"..hehehe

Em recuperação é possível ser feliz  ao lado de um dependente quimico

Em recuperação é possível ser feliz respeitando meus limites ao lado de quem for

Bjus e fiquem com Deus

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

porque eu só falo do lado Ruim?!!



Bom dia Galera...

Por aqui tudo em paz, depois de uma quinta e sexta vivenciando umas crises do rei bebe, sábado as coisas voltaram ao normal e a paz reinou.

Muitas pessoas criticam, que eu sou muito negativa, porque só falo coisas ruins sobre a dependência química e codependência.

Eu sei quem sou e também quem me conhece sabe que o negativismo passa longe...rs...realista sim negativa nunca...mais enfim vou explicar.

Eu vivi durante 6 anos e meio no fundo do poço, vendo o lado positivo daquele buraco (isso é se existe)

Eu e meu marido estavamos la na lama, sentadinhos de mão dadas, enquanto isso pra não se tornar tão desesperador, eu tentava deixar o ambiente mais agradável, vendo sempre o lado positivo pra não ter que sair de lá.

Então eu decorava com flores, pintava de cor de rosa, quando meu marido na ativa, passava a noite usando drogas, pensava "á todos tem seus defeitos, pelo menos amanhã ele estará bonzinho, me levará pra passear, me trará flores, fará um café da manhã.

Az vezes colocava um solzinho pra iluminar, quando ele gastava o dinheiro do aluguel, eu sentava em frente da minha planilha de gastos e sentia um arreipio de raiva na nuca, mais respirava e otimista como eu era, pensava, há nem posso reclamar, afinal ganho bem, e se eu tirar um pouquinho da li, economiza um pouquinho aqui, tudo dará certo, afinal eu o amo e o amor verdadeiro tudo suporta.

E assim os anos foram passando, a lama foi aumentando, e as florzinhas, o solzinho e a parede cor de rosa, estavam ficando sujas, eu tentava limpar, me esforçava, mais era lama, atrás de lama não estava dando conta.

Então não deu mais pra me AUTOENGANAR, achando que eu era otimista, na verdade eu estava era fugindo daquela realidade horrorosa, pra não ter que tomar uma atitude, pra não ter que me esforçar e admitir que eu havia me enganado por tanto tempo.

Quando eu enxerguei de verdade o FUNDO DO POÇO, que eu vi que lá era impossível de se existir qualquer coisa que não fosse sofrimento, quanta raiva, quanta culpa eu senti.

Raiva dele, raiva minha, culpa por ter me permitido ser enganada e manipulada por tanto tempo, vergonha por ter compactuado com ele e ter trocado de papel com ele várias vezes, de manipula-lo, de engana-lo.

Quanta RAIVA, CULPA e VERGONHA, foi dificil admitir tudo isso e sair de lá.

Mais eu sai...to aqui, sobrevivi, hoje aprendendo a viver a vida de uma forma normal, sem ter que fantasiar nada.

Sou negativa? Não sou verdadeira, realista....tanto que eu agradeço eternamente minha madrinha Janete, por ter me feito enxergar aonde eu estava.

Eu não vivia no meu "lar doce lar" vivia na lama, no poço, sujo, feio, cheio de sofrimento e mentiras, aquilo tudo era uma mentira que eu vivia pra não ter que encarar a realidade, pra não ter que admitir que a única responsável por permitir viver daquela forma era eu mesma.

Graças a Deus tenho uma qualidade sou honesta comigo mesma, ao menos tento ser...o mais clara possivel.

Então hoje eu mostro o que é fundo do poço e o que é recuperação.

Fundo do poço é um lugar onde só pessoas insanas conseguem viver

Recuperação é o caminho que me faz manter a sanidade, evitando assim que um dia eu volte pro buraco de onde eu vim.

Me desculpem mais meus relatos serão sempre verdadeiros e nunca negativos...afinal como se falar de um assunto dependência quimica, sem falar da dor de quem quem vive e convive?

Como falar da recuperação, sem mostrar as dificuldades do caminho a ser percorrido?

Como falar de esperança, se eu não conhecer a escuridão e hoje conseguir enxergar a luz?

Bom dia e fiquem com Deus

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

é uma Incógnita!!




Quem és tu?

Essa pergunta as vezes martela em minha cabeça em relação ao Dú...quem é ele? Qual sua personalidade?

Você diz pra uma pessoa que suas amigas lhe convidaram pra almoçar, mais você recusou o convite porque estava sem dinheiro, então essa pessoa abre a carteira pega mais da metade do dinheiro que tem e lhe dá, ainda se preocupa em talvez não ser o  suficiente e se propõem a lhe emprestar seu cartão para que não corra o risco de passar um aperto.

Então no dia seguinte logo cedo, essa mesma pessoa lhe telefona com um tom agressivo e lhe diz: Escuta quanto vc está pensando que eu vou lhe dar de pensão?..Te acusa, não deixa você nem falar e desliga o telefone, liga denovo fala mais um monte, é grosso e denovo desliga.

Quem és tu?

Isso aconteceu  na quarta e na quinta...hoje...kkkkk...vamo tira na moedinha quem acertar qual deles vai reinar hoje ganha um doce..kkkk

Enfim galera...sim ele é instável, aliás ouvi dizer não só uma vez, e não só por uma pessoa, mais em grupos, por terapeutas, donos de clincias, companheiros e os proprios adictos que eles são INSTAVEIS...caracteristica da doença..(não sou eu que digo não estou julgando, é um fato)

Então o que fazer, entender?
Eu entendo
Aceitar?
Eu aceito
Não me ofender?
Ontem graças a Deus eu não arrepiei nem um pelinho do braço, estabilidade e serenidade 1000.

Como consegui?
Aprendi a não deixar que subam em cima de mim

Eu amo ele, aceito ele, a doença dele....MAAAAASSSS

Eu me amo, eu me aceito e também sei que aceitar tudo não é amor é codependência.

Então aprendi a ME RESPEITAR, a respeitar meus sentimentos!!

Depois da segunda ligação desliguei o celular, liguei a tarde, ele me ligou pedindo desculpas...OK...eu desculpo MASSS...O QUE ACONTECEU COM VC? ESTAVAMOS BEM, EU NÃO TE FIZ NADA, VOCÊ ACHA JUSTO ME TRATAR DESSA FORMA, É ASSIM QUE VOCÊ ACHA QUE EU MEREÇO SER TRATADA? TÔ CHATEADA, NÃO GOSTEI DA SUA ATITUDE

- Me desculpa.

- Desculpo, mais me deixa quietinha porque sinceramente tem certas coisas que não da pra permitir, tchau.

Sabe gente, entender o próximo, ama-lo e aceita-lo passa longe de ter que permitir ser magoada e desrespeitada, e respeito não se consegue na imposição ou no grito (que era o que eu fazia)

Respeito se conquista.

APRENDA A SE RESPEITAR, PARA PODER SER RESPEITADA.

Bom dia e fiquem com Deus

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

desabafo da Sogra



Bom dia Galera...

Eu e minha sogra vivemos entre tapas e beijos, já discutimos, já nos abraçamos, já ficamos sem se falar, já ajudamos uma a outra, nos aconselhamos, nos acusamos, desabafamos, nos compreendemos...Assim é nossa relação...rs..

E ontem ela me ligou pedindo pra pegar meu filho na sexta na escola e levar ele pra dormir na casa dela, minha resposta: mais denovo (ela ja pegou nessa sexta que passou) então ela começou a explicar que a partir da semana que vem ia voltar a trabalhar nos finais de semana, ai já dei um passinho pra trás, e na sequencia ela deu a desabafar, de uma voz raivosa, até se mostrar cansada e pela primeira vez quase a ouvi chorar (ela sempre desliga quando está pra desabar), o desabafo dela começou quando perguntei: Dona Sogra, porque ninguém foi ao aniversário do Kauan?

Ela: Olha infelizmente nem eu e ninguém da família consegue mais pisar aonde aquele homem pisa (Du), já mandei ele embora de casa, avisei que até o final do ano pra ele pegar as coisas dele e ir embora, pra cá ele nunca mais volta, ele que se vire, chega não sou obrigada a conviver com uma pessoa que quer meu mau, faz as coisas de propósito pra me prejudicar, não que é isso, dei meu quarto pra ele dormir, estou dormindo no outro abafado que tem uma janelinha que mau abre, tem comida, tem tudo e ainda ele não é capaz de me respeitar, ele que vá viver longe de mim, já estou velha e cansada, quero aproveitar o resto de vida que tenho com meus netos, já avisei a minha filha e ao meu genro que ela que arrume um emprego logo pq eu não vou mais fazer despesa e nem dar dinheiro pra ela não, na hora em que eu preciso ninguém me ajuda, vou cuidar de mim.

Eu já ouvi esse "vou cuidar de mim" desde que há conheço...rs..

Na hora fiquei meio triste, meio confusa, falei algo de irem ao grupo, e pedi que o PS me ajudasse, não queria ser injusta, disse do grupo a ela, e a resposta foi:

-Minha filha, eu só quero que vc e meus netos sejam felizes, no que eu puder irei ajudar a vocês, agora daquele homem (Du) e do pai dele eu não quero nem noticia, não é magoa não eu já perdoei, mais continuar a permitir que essas pessoas em façam mau, a isso eu não vou permitir.

Então respondi: A senhora está certa, desde quando falo va cuidar da senhora, vai viajar, vai descansar, seus filhos já são adultos, a senhora não tem mais obrigação de se matar por eles, ajudar é uma coisa mais se sacrificar é outra, vai ser feliz Dona Sogra.

Foi mais ou menos assim.

Sabe quando ela começou a desabafar, o primeiro pensamento que veio foi: PQP pq não vão pro grupo eita arrogância do caramba...mais aos poucos fui tirando o julgamento de minha mente e tentando olham mais a fundo aquela mulher pra tentar compreende-la.

Ela não teve uma vida fácil, os pais se separaram e ela cuidou do pai alcoolatra até ele falecer, teve 3 filhos, teve sérias complicações com abortos, teve doenças que a deixaram hospitalizada e teve um marido totalmente ausente que segundo ela nas situações em que ela mais precisava a deixava sozinha com as crianças porque não queria ter que conviver com o sogro alcoolatra.
Ela lutou e criou os três filhos com ajuda financeira do pai, mais emocionalmente sozinha, sabemos que sozinho é dificil, ela encontrou seu refugio na igreja, onde se sentiu amada e acolhida, criou seus filhos nessa redoma por amor, pra não ve-los sofrer o que ela sofreu, sim foi cuidado de mais, mais foi o que ela sabia e podia fazer.
Ela hoje é uma mulher dura, na verdade uma gelatina que se esconde atrás de uma casca que criou pra se defender.
Ela tinha amor demais dentro dela pra dar, ela deu todo esse amor, deu até o amor que ela devia dar a ela própria esperando que esse amor seria recompensado pelas pessoas as quais ela dedicou a vida.
Sabemos que infelizmente as coisas não são assim, hoje eu sei que se eu não me amar, esse amor não virá de mais ninguém.
Hoje eu sei que eu não posso depender do amor do outro pra ser feliz, eu devo saber equilibrar, eu devo saber a amar ao próximo como a mim mesma IGUALMENTE, nem a mais nem a menos.

O que posso fazer por ela, compreende-la, ouvi-la sem julgamentos, ser uma nora que não fique criando caso por ciúmes bobo dos  filhos...e ama-la incondicionalmente.

É dificil conseguirmos enxergar as pessoas além de suas mascarás, mais só por hoje eu consegui ser assertiva e agradeço a Deus por não ter permitido que eu a ferisse mais do que ela mesma já se feriu.




Fiquem com Deus 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

somos todos iguais nas Diferenças!!




Bom dia galera...

Uma curiosidade!É incrível como o número de acessos do blog triplica quando em algum post existe uma discordância...rs...quando falo apenas sobre recuperação, ou mensagens as quais a maioria talvez concorde as visitas caem pela metade...kkkkk...

Mais enfim acho muito válido quando se debate um assunto, somente assim existe crescimento, afinal não sou perfeita e nem um padre que reza uma missa e quer ouvir apenas amém como resposta...rs

Sobre nossas diferenças, isso é fundamental pra vida poder funcionar, se todos fossemos iguais, pensássemos iguais, não evoluiríamos não aprenderíamos uns com os outros.

Uma coisa que aprendi somos responsáveis pelos nossos sentimentos e não adianta responsabilizar a mais ninguém, se sentimos raiva, alegria, magoa, euforia, esses sentimentos são MEUS, o outro não tem responsabilidade alguma sobre eles, afinal as pessoas nunca serão como eu acho que devem ser, então se alguém teve uma atitude e eu fiquei com raiva problema meu que acabei esperando algo dela e recebi o contrário.

Todos são assim, ainda estamos aprendendo o que é não criar expectativas em relação ao outro, ao outro no geral não só em relação ao adicto, ao chefe, ao irmão, ao vizinho, ao leitor do blog...kkk

Enfim devemos aceitas as pessoas como elas são, e elas nos dão o que tem dentro delas, não adianta exigir diferente, querer que alguém te de carinho se ela mesma não se dá e talvez muitas vezes nem saiba o que é isso.

É um grande aprendizado que temos pela frente, amar uns aos outros como a ti mesmo.

Se você já reconheceu que precisa aprender como fazer isso já deu um grande passo, tirou muitas vendas dos olhos, se libertou da ignorância...

Ainda existem muitas pessoas neste mundo que ainda não enxergaram essa necessidade em aprender e por isso sofrem presas na ignorância delas mesmas, elas são as maiores prejudicadas.

Eu agradeço a Deus por ter me feito enxergar o caminho e peço forças e humildade a ele todos os dias que eu consiga continuar a percorrer, já não tenho pressa pois sei que ainda preciso aprender a engatinhar, pra que vou sair correndo..?


Um bom dia pra vcs e fiquem com Deus





terça-feira, 1 de outubro de 2013

Afastamento ou Abandono?




" Ex amor gostaria que tu soubeste o quanto eu sofri, por ter que afastar de ti...
Não chorei, como louca até sorri, mas no fundo só eu sei, das angustias que senti..."
(Martinho da Vila)



Bom dia galera..

Esse tema foi abordado em outro blog, eu ia deixar um comentário, mais como ia ficar um tanto longo acabaria virando um post...rs.. resolvi responder por aqui, sobre essa questão o que seria afastamento e o que seria abandono em relação ao dependente quimico.

Coincidência talvez, há exatamente um ano atrás em setembro de 2012, o Dú, recaia após um mês de alta de sua internação de 5 meses, e quando isso aconteceu eu sabia que só tinha uma coisa a ser feita, me afastar.
A outra opção seria afundar junto com ele e nisso eu já tinha dado um basta.
Cara!! Doeu, como doeu esse afastamento, eu amava ele, esse afastamento foi demorado porque ele não queria e eu precisava insistir pra me salvar e a meus filhos, pra nos proteger.
De setembro de 2012 há novembro do mesmo ano, foram 2 meses, de brigas, de sofrimento, de desespero, de angustia de DOR, ele insistia e eu não queria..alias não podia, eu via a droga destruindo a minha familia, e não tinha o que fazer, eu não podia escolher por ele, ele escolhia usar e eu escolhia ir embora.
A situação financeira estava dificil, as coisas eram complicadas de se resolver, não era simplesmente sair de casa, haviam outras questões amarradas que dificultavam mais ainda minha decisão, mais ainda assim eu decidi enfrentar, abrir mão e entregar tudo nas mãos de um PS, com muita fé, eu não sabia como mais sabia que seria feliz.
Em novembro de 2012 voltei a morar na minha mãe, minha vida era o retrato das minhas coisas, tudo bagunçado em sacos plásticos a espera de um guarda-roupa para ser organizado eu meus sentimentos minha vida, de pernas pro ar, por onde recomeçar?
Limpar a bagunça, arrumar um espaço pra ai sim recomeçar.
Em dezembro de 2012 no dia 30 mais espeficicamente, ele se internou mais uma vez, minha esperança renasceu, mais sem expectativas como da outra vez, coloquei meus pés bem no chão pois não queria cair de novo de tão alto.
Primeira visita, e a cena se repete, se internou porque? pra me agradar, pra ter a família de volta, então percebi que realmente não tinha jeito eu teria que me afastar de vez, "sair de cena", "enterrar o defunto".
Foi o que fiz, segunda visita foi cancelada pela clinica, mandei-lhe uma carta, a única carta (CLIQUE AQUI PRA LER), e depois dessa carta, não atendi mais ligações, realmente definitivamente dei um basta, se passaram mais 2 meses, ninguém foi nas visitas.
Ele saiu de ressocialização, e me ligou da rodoviaria "to indo pra são paulo", isso foi no final de abril de 2013.
Meu coração disparou: medo, desespero, traumas....
De abril de 2013 á junho de 2013, eu continuava afastada dele, o via, mais não nos relacionavamos.
Era dificil, o coração pedia, a razão contrariava...doia o peito.
Até que resolvi lhe dar outra chance em junho voltamos a namorar, ele segue limpo há 9 meses.
A convivência só está sendo possivel porque ainda mantenho certo afastamento dele, a personalidade dele é a mesma de quando ele usava drogas, ele apenas está limpo, pra impor meus limites tenho que ser dura, coisa que até pode aparentar mais não é do meu feitio, sou uma mulher chorona, brincalhona que aprendeu a brigar pra se defender, ser briguenta me machuca, porque não sou assim.
É dificil tudo isso, tenho conseguido caminhar com ajuda dos grupos, literatura, autoconhecimento, pois saber aonde é o limite, até aonde ir, não é fácil, tenho conseguido ser assertiva, mais vira e meche do usn escorregão...tudo bem faz parte não me incomodo mais com isso.

Na verdade a única coisa que observo, que um dia me incomodou mais hoje já não mais tanto, é o preconceito dos proprios familiares, que inclusive frequentam grupos há anos e quando lem desabafos de pessoas que dizem: chega quero ir embora, não aguento mais.
Nos julgam como cruéis, eu fui MUITO JULGADA como CRUEL, vcs podem leem no post da carta.
Ainda sou muito julgada como CRUEL, por muitos CODEPENDENTES que dizem se tratar.
Até quando vocês vão parar de colocar o adicto no pedestal do coitadinho e entenderem que não são só eles que sofrem?

NÓS TAMBÉM SOFREMOS....
Ou vocês se esquecem que também são doentes, são CODEPENDENTES.

Eu não posso mudar ao outro, só posso amar.

Só posso ajudar alguém, se essa pessoa quiser ajuda.

ENTÃO PAREM DE JULGAR OS FAMILIARES QUE OPTAM POR SEGUIR SUA VIDA, ENQUANTO O ADICTO ESCOLHE USAR DROGAS.

Eles são pessoas que sofreram e também precisam de AMOR e não de um monte de codependente que acha que ta curado que acha absurdo julgar um adicto, mais na hora de julgar o próximo seja quem for ta la na primeira fila com a pedra na mão.

Desculpem o desabafo, mais infelizmente isso acontece..

Amar ao próximo é o próximo e não somente o próximo adicto...

Bjus e fiquem com Deus