sexta-feira, 9 de agosto de 2013

recaída de Codependente




Bom dia Galera

Recaída de dependente quimico é uso de drogas e a nossa recaída o que seria?

Hoje entendo que a recaída de um codependente, vai além de estar junto ou não de um dependente quimico, a nossa recaída consiste em reagirmos emocionalmente a eles, ou seja: Deixamos de ter vontades, prioridades, iniciativa em prol de nós mesmos, tudo porque passamos grande parte do nosso tempo nos preocupando com as consequências que o dependente quimico de nossa convivência poderá sofrer.

Passamos a noite acordada, nos privamos do nosso sono, porque nos preocupamos se algo de ruim aconteceu com ele.
Deixamos de nos divertirs, seja indo a festas, passear em um parque, viajar, tudo porque ficamos  sempre esperando eles voltarem ou quando voltam eles dormem para recuperar a ressaca e nós fazemos o papel de cão de guarda, por que vai que ele acorda e resolve ir usar drogas, ou pega alguma coisa em casa pra vender, então nos trancamos pra tentar evitar atos insanos de uma pessoa doente.

Muitas vezes quando nos separamos mais não nos desligamos emocionalmente, continuamos ainda a reagir as atitudes deles, quando eles nos procuram para fazer promessas ou cobranças sentimos raiva e passamos a viver reagindo com essa raiva  pra tentar convece-lo de que ele está errado e não tem o direito de nos prejudicar.

Lembrando desse lema: Só posso modificar a mim mesma, veja quanta insanidade citada ai em cima.

Nem no amor e nem na raiva, eu posso modifica-lo, ele irá continuar a agir como julga correto, eu sendo uma babá dele ou eu sendo uma carrasca.

Enquanto eu reajo as suas atitudes, minha vida, meus sonhos, minhas vontades ficam aonde?

Elas não existem, pois sabemos que um dependente quimico na ativa ou limpo é uma montanha russa de emoções, e se deixarmos somos sugados por eles.
Eles tem uma enorme necessidade de ter alguém que o ajude a perpetuar esse ciclo, seja facilitando ou seja provocando.

Durante os 6 anos de convivência diaria eu fiz os dois papéis, facilitei e provoquei sua adicção, dei "justificativas" pra que ele se autoenganasse e usasse drogas.

Por isso é importante o familiar se tratar, porque aprendemos como lidar com eles de maneira equilibrada reagindo menos aos impulsos deles.

E quando conseguimos mostrar esse equilibrio a eles, as "justificativas" desaparecem, fica mais fácil deles enxergarem a doença como ela é.

Palavras de um adicto em recuperação que trabalha na UNIAD: Quando a familia muda a forma de se comportar, ou o adicto muda ou ele se muda, pq ele não aguenta viver sem facilitadores.
Ou seja ou ele vai buscar outro facilitador seja na raiva ou no amor, ou vai enxergar a meleca que anda fazendo com a propria vida e ver que o unico responsável é ele proprio e assim acontece o tal despertar espiritual

É fácil? Não
Da medo? Dá

Somos humanos e nossas emoções, raiva, tristeza, pena e amor reagem a qualquer pessoa, principalmente se está pessoa é um ente querido.

Por isso galera que comece por mim

Uma reflexão pra vocês do livro Sinal Verde:

Estude a si mesmo observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossivel ser feliz.

Bom final de semana, fiquem com Deus

 

8 comentários:

  1. Falar que vc provocou a adicção dele é uma injustiça com vc mesma, não? Afinal de contas se qualquer pessoa pode sempre arranjar uma desculpa ou um culpado pra suas ações ou falta delas, imagina um adicto.

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  2. mais aonde eu disse que provoquei a adicção dele? apenas afirmei o que especialistas dizem que quando o familiar sai desse ciclo doentio da codependencia e dependência química, é mais fácil do dependente se recuperar, pq sozinho eles não conseguem, mais tb passando a mão na cabeça não é o certo....vc só precisa entender que isso é uma doença..DOENÇA..não defeito de caráter..uma doença do comportamento e quando o dependente quer parar de usar drogas se a família sabe COMO AJUDAR..sem facilitar e sem abandonar...as chances são maiores..eu falo o que osespecialistas dizem quer tratar um dependente químico trate sua família tb...pq senaum as chances dele ficar de pé são mínimas...pq vc acha que as estatísticas são tão desanimadoras??? pq infelizmente ainda ão entenderam q a dependência química vai além de afetar os dependentes mas tb quem convive...e naum é pq não vive mais junto q a pessoa deixou de ser afetada..PENSE NISSO..bjus e bom findi

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  3. No seu texto você disse:

    "Durante os 6 anos de convivência diaria eu fiz os dois papéis, facilitei e provoquei sua adicção, dei "justificativas" pra que ele se autoenganasse e usasse drogas."

    Pelo que eu entendi ele já era um adicto antes de te conhecer. Não disse que isso nao era uma doenca e concordo totalmente que sem apoio fica praticamente impossivel se recuperar. Mas muitas pessoas tem conhecimento sobre como agir com um dependente químico e como ajudar e mesmo sem alguem facilitando ou provocando eles podem continuar usando ou ter recaidas etc. O que quiz dizer é que qualquer pessoa, nao somente os adictos, quando quer fazer uma coisa faz.

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    1. Os programas falam que não somos culpadas pela adicção deles.
      É claro que não sou culpada, afinal, eu não entreguei o primeiro baseado na mão do meu DQ, coloquei uma faca nos pescoço dele e o obriguei a usar!!!

      Mas penso que, se eu sei que ele é doente e não procurar compreender a doença dele (e a minha tbm), se eu não procurar buscar por minha recuperação, se eu continuar agindo da mesma forma sabendo das consequências, se eu continuar acobertando e corrigindo as besteiras que ELE faz, eu estou SIM contribuindo e provocando novas recaídas. Estou facilitando.

      Nesse sentindo, eu acho que teria minha parcela de culpa...
      Antes, eu errava inconscientemente e colhi frutos ruins. Vi que não deu certo e sofri horrores...
      Depois de tudo, se eu continuasse a agir da mesma maneira, eu estaria fazendo conscientemente.

      Enfim...

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  4. sim eu fiz isso facilitei e provoquei dando "justificativas" entre aspas pra que ele permamecesse na doença...eu funcionava como uma almofada q qd ele caia quem sofria as consequências era eu...ou sendo boazinha e o com prejuízos dele...ou reagindo com raiva, dando base pra cabeça doente dele achar que estava mesmo sendo injustiçado, somente quando eu parei de agir dessa forma...foi q ele enxergou q não tinha "justificativa" ele fazia pq queria...entende?....pq qd eu não servia mais de almofada ele vinha querer brigar e eu com serenidade dia então né assim não rola...isso faz uma grande diferença...eu não me culpo por ele ser um adicto...mais tenho consciência da minha responsabilidade por permitir ou não perpetuar um ciclo...se ele quiser viver nesse ciclo viverá com outra pessoa mais não comigo...eu não me mato mais e nem ajudo ele a se matar

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  5. Falou tudo, gata...
    E falou certo...

    Quando entramos em recuperação o universo conspira a nosso favor.
    O mesmo vale para eles...

    Hoje me sinto livre, leve e solta. Bem diferente do que estava há poucos meses atrás (antes do Nar-Anon).
    bjooooooooo

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  6. Entendo que o tema aqui é dependência química e codependência, porém pelo que tenho lido e estudado (para quem não sabe), a codependência não é apenas depender de uma pessoa usuária ou que foi usuária ou só viver em função dela, vai além disso, sou codependente, faço terapia, e olha que já faz um tempo, comecei a terapia por descobrir que um ente familiar é um adicto, hoje em recuperação, e acabei descobrindo que sou codependente, e entendendo muitas atitudes que tive ao longo de minha vida, no trabalho, na vida social, no relacionamento amoroso, com a família. É uma doença progressiva e traiçoeira... estou lendo um livro, achei bem bacana e recomendo "Para Além da Codependência". Melody Beattie, Editora Viva Livros.

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