quinta-feira, 11 de julho de 2013

o bicho Dependencia quimica e seu parente Codependente

Penso que, se queremos lutar por uma causa, devemos a analisar como ela de fato se aprensenta. Não adianta eu defender o ponto menos trágico, quando o assunto abordado é uma tragédia, fugir da realidade não seria o caminho. Não da pra criar esteriótipos na nossa luta, contra as drogas. Todo dependente quimico não é assassino, mais também não é coitadinho doente, é apenas uma pessoa que se meteu num caminho onde a volta é difícil, pois as escolhas dele alteraram seu cérebro fisicamente, o afetaram emocionalmente e espiritualmente Todo codependente que luta pelo familiar não é um guerreiro e nem um crápula caso decida seguir sua vida e deixar que este arque com as consequências dos proprios atos, é apenas um familiar ou um ente querido tentando não sofrer tanto nessa luta Pra mim a dependência quimica é uma doença HORRIVEL, e quem convive com ela tem que aprender a sobreviver a essa triste realidade, como disse minha madrinha em um grupo, achei ótima a abordagem que ela fez sobre a dependência quimica e a codependência, muito esclarecedora vai ai pra vocês. Vou tentar mostrar como é a minha visão da DQ. Nosso dependente é como alguém que não sabe nadar e se atira numa enorme represa..... quando descobrimos a gravidade da situação, jogamos uma corda e tentamos tirá-lo de lá....mas ele não entende dessa forma, acha que está se divertindo e se afasta cada vez mais para o meio da represa. Quando choramos, imploramos, gritamos que ele volte, ele se irrita, nos ofende e se afasta cada vez mais....ele não acredita que poderá se afogar....e nós aqui, segurando a corda que o mantém à tona. Mas até quando a corda poderá manter ele vivo? Se ameaçamos soltar a corda ele se finge de coitado, que somos pessoas malvadas e que não queremos deixar que ele se divirta na água....diz que se soltarmos a corda e algo de mal acontecer a ele, a culpa será nossa e não dele que entrou na água por livre e espontanea vontade. E nós o alimentamos, cuidamos, mandamos tudo que ele precisa para viver ali dentro da água. Não deixamos que sinta fome e venha para a margem se alimentar. Não deixamos que engula água e sinta o desejo do ar para respirar. A situação é cômoda e ele ficará por lá um tempo indeterminado. Quando digo solta a corda, algumas pessoas dizem: isso é maldade, ele pode se afogar. Mas se soltarmos ele começará afundar, engolirá água, sentirá necessidade de respirar. Erguerá a mão e pedirá socorro, para que o tiremos da água. Esse é o momento em que poderemos jogar a bóia que o salvará. E se Deus quiser, ele ficará com medo de água e nunca mais irá à represa.... Se Deus quiser ele e ele também quiser ele nunca mais voltará a represa, mais existem os que insistem em ficar na represa, e na insanidade de não morrer afogado, matam outros afogados, existem os que vão até a margem e se tiver alguém (inocente) por perto, arrastam junto, e matam afogados, existem os que cansam de tentar nadar e simplesmente se afundam, há os que também voltam nadando, até a margem e pedem ajuda. Dependentes quimicos e codependentes, não são isso ou aquilo, são pessoas adoecidas fisicamente e emocionalmente que lutam pela sua sobrevivencia. A Maneira de acabar com o preconceito, é levando esclarecimento, e a dependencia quimica e a codependencia é esse bicho feio mesmo..as Drogas devastam aonde passam, levam vidas, levam sonhos, levam inocentes, carrega tudo isso pro fundo do poço. Existe uma forma correta de se ajudar, como minha madrinha citou ai em cima, se vai dar certo, se é 100% certo, não da pra afirmar. Agora pergunto, em que navegador você confiaria mais? O familiar revoltado: que navega no sobressalto e se debate no barco, reagindo a tudo pra tentar evitar o naufrágio O familiar facilitador: que se deslumbra com o infinito azul do céu de encontro com as águas calmas,e não presta atenção na tripulação, quando o mar fica revolto ele se perde e quase se afunda O familiar que enxerga a dependência química e a codependencia como ela é: que estuda o oceano, aquele que estuda seu barco e que nas tempestades consegue conduzir seu barco, aquele que reconhece a hora de ancorar o barco em praia distante porque sabe que a tempestade que poderá vir é muito forte e tem humildade em saber que é limitado Nenhum deles é garantia de nada, mais eu digo por experiência propria, quer navegar nesse mar...se prepara meu irmão que a tempestade é das bravas. Vamos dar as mãos e vamos enxergar a dependencia quimica e a codependencia como ela é...fabrica de sofrimento, vamos saber encarar o que isso significa e entender como se pode ajudar Somente assim conseguiremos ter melhores resultados, livre de preconceitos... Obs: Me desculpem a formatação do text, só estou conseguindo publicar em HTML, ai sai assim: Fiquem com Deus

4 comentários:

  1. Concordo inteiramente contigo, Kel!

    PS: Voce respondeu a um comentario que eu fiz em outro blog que falava sobre autoengano. Te respondi de volta, mas a mensagem não apareceu. Bom, lá também concordei com o que vc. Gosto muito da forma como vc coloca o seu ponto de vista porque vc é bem realista e consciente!

    ResponderExcluir
  2. Olá Anônimo!!!...vc respondeu em outro blog e a sua resposta não apareceu? ou eu não respondi de volta, desculpa não entendi direito?
    Obrigada pelo carinho...estamos todos no mesmo barco..eu apenas tento , ao menos tento...expor as situações como eu as enxergo...tentando me colocar no lugar dos envolvidos... :)...fique a vontade pra concordar ou discordar nos comentários...assim q aprendemos...compartilhando idéias diferentes.....ja pensou se todos gostassem dó azul??...bju

    ResponderExcluir
  3. Foi assim: eu fiz um comentário, vc me respondeu e depois eu respondi de volta, mas esse último comentário meu não apareceu rs

    ResponderExcluir
  4. acontece..rs...ou foi algum erro ou mais se os comentários são moderados, nem sempre são aprovados... ;)

    ResponderExcluir