sexta-feira, 28 de junho de 2013

Alcool também é Droga!!




Bom dia, pessoal!!

Ontem a noite recebi duas noticias muito tristes, uma mãe do grupo teve seu filho assassinado e seu corpo está desaparecido, e uma outra mãe se suícidou por que não aguentou a dor de ver seu filho se destruindo.

Esses filhos muito provavelmente, não começaram usando crack ou cocaína (não sei qual era a droga de preferencia deles), as pessoas começam na maioria das vezes em uma festa de familia, no final de ano, em um aniversário a consumir bebidas alcoolicas.

Tanto se fala em prevenção, campanha, tratamento, bolsa crack, leis mais severas contra o tráfico, tudo para amenizar e tentar solucionar está epidemia que tomou conta do mundo.

Pergunto? Por que não começam pela base? Qual base você se pergunta?

Pela cultura do pais, pela educação de suas crianças, por você!

De que adianta investir milhões e milhões de dinheiro para "apagar um incêndio" se somos incentivados desde criança, que vida boa é um churrasco com os amigos regado a muita, a muita cerveja...a tal que desce redondo, a que desce quadrado, o cervejão.

Assisto á pessoas famosas na praia, cantando, dançando se divertindo E BEBENDO.

Crescemos aprendendo  que uma vida feliz é: praia, futebol, mulher, carro tudo regado a muita bebida.

Não é a toa que "produzimos" tantos dependentes quimicos em nosso pais, ou melhor no mundo, as pessoas só aprendem que os momentos felizes ao lado de pessoas bacanas, só são interessantes se potencializarem o efeito dessa felicidade, resultado: pessoas saindo pra se divertir e buscando algo mais forte pra intensificar essa sensação, dai vem a famosa escadinha que os mais curiosos querem experimentar: alcool, maconha, cocaina e crack (tem outras drogas apenas pra resumir).

Enquanto existir a divulgação de que uma vida feliz é beber e comemorar com os amigos, nunca conseguiremos reduzir o numero de familias destruidas por esse mau DROGAS.

Afinal Alcool também é droga.

Ainda sonho com um mundo onde as pessoas serão incentivadas a se unirem pelo bem da maioria

Ainda sonho com um mundo, onde existam festas com os amigos e que nessas festas role muita pegação e também muita troca de idéia em como melhorar nosso país, nosso planeta.

Ainda sonho que as pessoas iram se unir e juntas vão construir, uma familia melhor, uma rua melhor, uma escola melhor, uma cidade melhor, um país melhor...UM MUNDO MELHOR.

Bom fim de semana e fiquem com Deus

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Amando um Dependente Quimico






Bom Dia Galera!! Alguém quer gripe?..rs

Cada caso é um caso, não existe receita de bolo  mais vai QUE...rs..alguém se identifica pode aprender algo com a história abaixo, afinal nos grupos a partilha além de servir para "desabarmos" serve também para partilhar as "ferramentas" na recuperação, vamos ao causo:

Vou tentar resumir.

Há 7 anos conheci meu ex marido, dependente quimico de cocaína, logo no inicio do relacionamento (3 meses) descobri que ele usava cocaina, porém no meu julgamento erroneo, eu "achei" que seria fácil ele sair dessa vida, já que ele era diferente dos "nóias" que eu conhecia, ele trabalhava e aparentemente tinha uma vida normal.
Durante 6 anos eu lutei para tira-lo do vicio, procurava informações cientificas sobre a dependencia quimica na internet, tentava agrada-lo, chantagea-lo, vigia-lo, agredi-lo, tudo para que ele não usasse drogas em vão.
Cobria todas as despesas de casa quando ele não conseguia me ajudar por gastar dinheiro com drogas, durante 6 anos eu tentei evitar que nosso casamento desmoronasse, o problema ia além do financeiro e do uso de drogas, eu falava a minha sogra, se o problema fosse ele usar eu deixaria aqui em casa um estoque, o problema é a convivência, insuportável, ele fica insuportável, egoista, mentiroso, prepotente, etc, etc..o problema não era a droga em si era o COMPORTAMENTO DELE.

Durante 6 anos eu lutei de tudo que é jeito, lutei sozinha, me machuquei, machuquei a ele, e ia me afundando a cada dia mais, ele cavando o poço e eu atrás segurando a corda pra ele não cair, porém descia e descia cada dia mais junto com ele.
 Em novembro de 2011, cansei, pra mim deu aquela vida, queria desesperadamente sair daquele poço, mais não tinha forças, carregava comigo muito peso, que não era meu, porém na minha cabeça (doente) era.

Eu me sentia culpada, fracassada, com raiva dele, com raiva de mim, impotente, triste, esgotada fisicamente e falida financeiramente.

Como sair daquele poço?
Me sentia imóvel, presa, me desesperava, não via saída, até que de tanto cansar de ser a MULHER FORTE..que eu me julgava ser, a que tudo suporta em nome no amor, do casamento, dos filhos, dos seus sonhos, eu simplesmente me larguei e cai no fundo do poço: DEPRESSÃO, SINDROME DO PÂNICO, etc, etc.

Eu acredito em Deus, (há quem não acredite respeito) nesse ponto eu não tinha mais forças pra nada a não ser para "cumprir minhas tarefas como um robô: trabalho, casa, filhos, marido porém emocionalmente eu era um VAZIO.
Foi quando chorando eu disse em meu quarto sozinha: Por favor Deus me ajuda, pq eu não sei mais o que fazer, apenas me ajuda me direciona, eu não aguento mais!

Em novembro de 2011, comecei a ter contato com familiares de dependentes quimicos, através dos blogs, conheci quem hoje eu considero minha madrinha, realmente um anjo que Deus me mandou, ela me passava a sua experiência via email, me direcionava nas crises as quais eu não tinha idéia de como sair, me lembro como se fosse hoje, quando em um email eu contava que "coitadinho do meu amrido, sofreu, com a ex dele, os pais eram severos, a vida foi muito dura com ele, bla, bla bla"
Então ela me disse: Vejo muito mais como uma "coitadinha" já que assim vc quer dizer, uma menina que tem 2 filhos pequenos e enfrenta chuva e sol, sozinha, trabalha pra sustentar a casa e dar uma vida melhor aos filhos, enquanto o marido adoecido só se preocupa em continuar te sugando, larga a corda, deixa ele bater no fundo do poço, se você não consegue fazer isso por você faça por ele, pq acredite você só está colaborando pra que ele continue a se matar e o pior ta levando seus dois filhos junto pro fundo do poço com você"

Isso abriu minha mente de uma maneira, me deu uma força que eu achava que não existia mais, e nisso continuei pedindo ajuda a minha madrinha e ela me direcionava, eu sofria demais pra colocar as coisas em prática, eu sofria demais em deixar meu ex marido sofrer as consequencias dos proprios atos, era horrivel, eu sentia uma culpa tremenda, eu estava muito adoecida.

Até que consegui dizer a ele, ou eu ou as drogas, consegui dizer e cumprir.

Em dezembro de 2011, viviamos apenas debaixo do mesmo teto e não mais como marido e mulher, eu ainda via impecilios em sair de casa, a nossa vida  havia se tornado um inferno, pq ele não aceitava viver dessa forma como "amigos" então ele me pressionava de todas as formas e eu não cedia, me rasgava pro dentro mais não cedia.

Em março de 2012, ele depois de gastar o dinheiro do aluguel com drogas, pediu pra se internar, corri e sempre com a minha madrinha me orientando consegui  interna-lo, eram 5 meses de internação e só sairia se a familia permitisse.

Todas as visitas exceto a primeira, foram de brigas pq ele queria sair e eu não deixava, ele estava se internando não pq achava que precisava, apenas pra tentar ganhar a familia de volta, pra dar "um tempo".

Nesses 5 meses eu comecei a frequentar o grupo Amor Exigente, comecei a ler sobre a minha doença a CODEPENDENCIA, comecei a aprender sobre as artimanhas do dependente quimico, as manipulações, as mentiras, a tentativa de a qualquer custo manter as duas vidas estáveis a do uso e a social sugando quem podia pra conseguir permanecer assim.

Ele saiu em agosto de 2012, no principio parecia um anjo, concordava com tudo, super humilde, falando sobre recuperação até que uns 15 dias depois os velhos comportamentos como arroância, prepotencia, começaram a dar as caras, voltaram as brigas, as pressões e ele recaiu um mês depois no dia da festa de aniversário do filho.

Eu ja tinha muito claro q com ele usando drogas eu não viveria, ainda mais que havia descoberto nesses 5 meses o que era viver em paz.

Então nova batalha se formou, de setembro de 2012 há novembro de 2012, outro inferno eu estava vivendo, até que finalmente ele saiu de casa.

Eu estava muito mais fortalecida, minha madrinha e o grupo me ajudaram muito, as leituras, meu contato com o poder superior, o blog que criei em maio de 2012, a troca de experiência com outras companheiras foi em fortalecendo, em dezembro de 2012, voltei a morar com meus pais, pra ficar longe das encrencas do meu ex marido e assim poder refazer minha vida.

Nessa época ele estava usando com uma frequencia muito maior, chorava desesperado pedindo pra eu voltar, que me amava que ia mudar, e eu me mantive firme em não querer voltar, ele me propos novamente que se internaria, mesmo assim eu continuei firme, não aceitei, ele podia se internar, se pintar de ouro, a partir de agora seriamos pai e mãe dos nossos filhos e não mais marido e mulher.

Dia 30/12/2012, ele pediu pra se internar, e foi, no primeiro mês eu ao contrario da outra internação não mandei carta alguma as quais antes eu mandava semanalmente, apenas falava com ele nas ligações a cada 15 dias.

Na primeira visita, me decepcionei demais, ele queria sair e estava exatamente igual, me culpando e me pressionando pra voltar, então decidi depois disso simplesmente entregar  nas mãos de Deus, largar a corda.

Enviei uma carta a ele tem ela escrita no post (enterrando o defunto) terminando tudo, pedindo pra ele não me ligar e não me procurar mais, ele recebeu, tentou me ligar e eu não o atendia.
Ele teve a segudna visita cancelada e na terceira os familiares dele não foram porque não quiseram simplesmente.

Em abril de 2012, ele saiu de ressocialização e não voltou a clinica.

Ele saiu um pouco mais conformado, porém as investidas em me pressionar pra reatarmos o relacionamento persistia, precisei desligar o telefone de casa, precisei deixar o celular no mudo e não atender as mais de 40 ligações diarias.

Toda vez que ele aparecia pra falar comigo, se falasse com serenidade eu o ouvia, se começasse a me pressionar literalmente eu virava as costas e o deixava falando.

Desse jeito depois de 1 ano e meio ele entendeu meu recado, só me me aproximaria mesmo com amiga se ele me respeitasse.

Hoje ele conversa comigo e me respeita com mais frequencia, não que ainda eu não precise ignora-lo de vez em quando, mais tem sido raras as vezes.

Eu não me permito mais, sofrer as consequencias dos atos de outras pessoas.

Hoje convivemos como amigos, passeamos em familia em alguns finais de semana, porém com algumas condições:
Que ele frequente NA e Igreja.
Ele tem mostrado boa vontade, mesmo não se identificando ainda com o NA.
Ontem em uma conversa pelo telefone ele me disse o seguinte:
- Você tem me ajudado muito, você conhece meu comportamento de longe, tenho aprendido muito com nossas conversas, e hoje o que me da forças pra me manter limpo é que mesmo eu tendo dias dificeis, e ontem foi um deles, eu tenho voltado pra casa e tenho acordado mais um dia LIMPO, obrigado.
Minah resposta foi: não tem nada a agradecer a mim, afinal de contas o que te digo hoje venho dizendo a anos, a diferença é que você tem mantido a mente aberta pra ouvir as outras pessoas, e aproveitando que você diz que me ouve porque eu te ajuda bastante, continua indo pra sala e arruma um padrinho isso é pro seu bem.

Depois desse 1 ano e meio, percebo o quanto eu cresci, o quanto tenho aprendido a amar de maneira saudável, eu me amo, não permito mais que me machuquem e tenho aprendido a ama-lo a amar um dependente quimico.

Uma dica que deixo as pessoas que tem um familiar nessas condições, busquem ajuda de grupos, funciona, sozinhos não damos conta não.

Sem todas as pessoas que cruzaram meu caminho, seu Deus eu não teria conseguido chegar onde cheguei, não esperem a situação piorar, parem de tentar salvar, de forma inadequada, existem maneiras acreditem.

Existem maneiras de se obter resultdos melhores, menos sofrido, não é 100% garantia mesmo porque nada nesse mundo é, mais se torna mais fácil, mais leve, nos tornamos habeis a viver e lidar com a nossa doença e com a deles.

Aprendemos a viver a sobreviver no meio da DEPENDENCIA QUIMICA E CODEPENDÊNCIA.

Fiquem com Deus 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

"Dia Internacional da Luta contra o Uso e o Tráfico de Drogas"




Bom diaaaa

Hoje é o dia 26 de junho, dia que foi designado pela ONU como data simbólica na luta contra as drogas.

Em um estudo realizdo pela UNIFESP(http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/05/brasil-e-o-maior-consumidor-de-crack-do-mundo-revela-estudo-da-unifesp.html), o Brasil é o maior pais consumidor de crack no mundo.

Como tudo nessa vida, as pessoas só acordam quando o negócio fica feio, creio que devido a esse crescimento de dependentes quimicos de crack ser tão grande, como dizem a "água ta batendo na bunda" de pessoas importantes então o povo começa a se mecher falando sobre tratamentos, prevenção, etc, etc.

Isso é bom, é um começo, mais gostaria de expandir mais o assunto.

Enquanto fazem campanha contra o crack, ainda fazem propaganda de insentivo ao consumo de alcool que também é droga e mata mais do que o crack.

Infelizmente as pessoas só acordam quando  levam um choque de realidade, e o crack faz isso, ele é tão devastador que choca, uma pessoa em cerca de um a dois anos, peder tudo, tudo mesmo, casa, carro familia e trocar tudo pra viver nas ruas usando a maldita pedra.

De contra partida existem uma infinidade de drogas que muito pouco se fala dos males causados, por que será?

Se esquecem da maconha, da cocaína, do extasy, alcool, LSD, etc, etc.

Sim umas fazem menos mau, outras afetam muito mais o organismo e trazem mais prejuizos não posso negar, infelizmente conheço pessoalmente pessoas que fumam maconha quase que diariamente e tem cargo importante, usam cocaina, mais mantém seu emprego, não to falando de usuario não to falando de viciado.

Ambos que eu conheço são viciados e não se assumem, pq aparentemente a vida deles está estável, porém quem os conhece, sabe que um vive a base de remédio pra sindrome do pânico e o outro é conhecido como o LESADO.

Enfim, quero chegar nesse ponto, pra quem acha que beleza tira um barato de vez enquando.

A vida é sua, e realmente você faz dela o que quiser.

Só tenha em mente que quando você usa algo que te incentive a produzir artificialmente hormonios os quais lhe trazem sensação de bem estar você está assumindo estes riscos:

1 - Está se matando, mais lentamente ou mais rápido dependendo da droga, MAIS ASSUMA ESTÁ SE MATANDO

2 - Está perdendo a oportunidade de aprender a lidar com seus sentimentos, consequentemente com a sua vida de maneira natural, saudavel, está deixando de crescer como ser humano perdendo um tempo enorme de sua vida que poderia ser gasto com algo mais útil, como melhorar o SEU PLANETA.(olha que tem trampo em galera)

3 -  Vocês estão passando esse "estilo" de vida culturalmente aos seus descendentes, sejam filhos, sobrinhos, netos...e se hoje você escolheu apenas o alcool, como garantir que os seus não escolham algo mais forte como o Crack por exemplo? Experiência propria vocês não tem idéia do que é ter um familiar se matando...já sentiu impotência e viu quem você ama se matando e você simplesmente não poder FAZER NADA..olha barra viu...

Eu mesma joguei fora muitos anos da minha vida, que hoje enxergo, poderiam ter sido muito melhores aproveitados, tudo porque vivia aquela filosofia " Quem não bebe não tem história"

Cara... já pensou se eu tivesse me empenhado em realiza algo? Diferente de não ter história pra contar eu poderia TER FEITO A HISTÓRIA.

Neste dia, nessa luta contra esse mau, convido a todos vocês a refletirem.

Sei que eu, ou você sozinhos não temos o poder de mudar o mundo.

Mais se EU, estiver disposta a mudar minha mente, minha maneira de encarar a vida, de viver e ao invés de escolher hábitos destrutivos, se eu escolher hábitos saudáveis, se eu escolher aprender em como me tornar uma pessoa melhor.

Consequentemente estarei ensinando isso aos meus descendentes, as pessoas ao meu redor, ai sim cara, eu acredito em um futuro melhor.

Quer um futuro, um planeta, mais justo com menos guerra, com mais paz, não adianta culpar que ta la em cima no poder, os traficantes, os politicos, os policiais.

Comece modificando o que cabe a você modificar.

Quer mudar o mundo, comece mudando VOCÊ

Lembrando um lema muito usado nos grupos de apoio.

QUE COMECE POR MIM.

O MUNDO MUDA QUANDO VOCÊ MUDA

Vamos fazer nossa parte, e contagiar as pessoas a nossa volta com uma nova maneira de viver.

Aos pouquinhos transformamos o mundo


Fiquem com Deus



terça-feira, 25 de junho de 2013

toda crise bem administrada gera Mudanças Positivas




Olá Galera

Essa era uma frase que ouvia muito no grupo Amor Exigente

De uma crise bem administrada, tira-se mudanças positivas.

Sim é verdade, quando estamos mais fortalpecidos pra vivenciar as crises, conseguimos agir mais e reagir menos, e disso geram resultados positivos não perfeitos, mais as coisas vão melhorando, pelo penos pra quem escolhe aproveitar o aprendizado.

Nós que convivemos com a adicção de um familiar, vivemos em crises, vivemos "pisando em ovos" pra evitar: recaídas, brigas, tristezas e acabamos perpetuando esse ciclo doendio: dependencia quimica e codependencia.

Se você quer sair desse ciclo e quer de alguma forma melhorar a sua vida, vc precisa seguir esses passos:

- Primeiro aceite sua impotencia
- Segundo procure se conhecer, reconhecer seus limites
- Terceiro aprenda a impor seus limites
- Quarto se mesmo impondo seus limites a situação está dificil, hora de rever alguns limites

Pra isso se fortaleça, se modifique, baseando-se nessa frase: Esperar resultados diferentes tendo as mesmas atitudes é ISANIDADE...então MUDE.

Pare de ficar EVITANDO..acredite...evitando: brigas, evitando recaídas, evitando CRISES...significa que você está muito bem acomodado na sua zona de conforto e tem um medo nadado de deixa-la...é normal ter medo, mais se você quer viver diferente mais cedo ou mais tarde terá que se mecher e mudar....sair dai.

Quando você devide mudar sua vida, quem está em volta no caso dos (adictos) vão se incomodar, vão se agitar...pq a vida deixou de estar calma e tranquila, e não é mais a doença dele que manda na SUA VIDA...e sim VOCÊ QUE FINALMENTE DECIDIU ASSUMIR O CONTROLE DELA.

Virão muitas crises, e cada vez piores acredite, mais uma hora as coisas acalmam, de um jeito ou de outro, assim é a vida em constante mudança, ciclos começam ciclos terminam.

No meu caso...eu vivi 6 anos na minha gaiolinha deixando que minha vida fosse controlada pela dependencia quimica de meu familiar, em tornei uma codependente.

Há mais ou menos um ano e meio, resolvi sair da gaiola, nossa quanta coisa aconteceu...tempestades das bravas, sofrimento du caraca...PASSOU.

E daquele bando de crise, eu cresci, estou aprendendo a lidar com a minha codependencia.
Meu ex marido, passou por 2 internações, hoje frequenta NA, não por livre e espontânea vontade, não ainda, mais como uma regra para convivermos...graças a Deus tem dado certo.

Eu peço a Deus que um dia ele volte por si mesmo...e ta ai conquistando 6 meses limpo e pela primeira vez em recuperação, pq hoje eu vejo ele pedir ajuda...antes isso nunca acontecia..hoje ele pede...

Ele tem conquistado esses meses limpo enfrentando muitas tempestades...sem ninguém passar a mão na cabeça não, tentando equilibrar, hora bate hora assopra...e assim tem ido SÓ POR HOJE

SÓ POR HOJE VAMOS CAMINHANDO...

FIQUEM COM DEUS

segunda-feira, 24 de junho de 2013

quer ajudar um Dependente quimico? Espera ele pedir ajuda...





Bom dia a todos..

Final de semana sereno e em paz...e com uma pazada na cabeça do meu PS..kkkk

Acho que o maior dilema de quem convive com um dependente quimico é como ajuda-lo?
Percebo que mesmo as pessoas que frequentam o grupo, inclusive eu, temos muitas dificuldades em separar "bater e assoprar"

Vou partilhar o que tenho aprendido, já ouvi de muito dependente quimico em recuperação o seguinte: Quer ajudar o adicto? Espera ele pedir ajuda.


De inicio soa como tipo: abandona ele e larga pra lá...ai de contra partida ouvimos: "eles precisam de muito amor e apoio da familia"

Realmente muito confuso de se entender de primeira...porém é isso mesmo...rs...

Tem que ter os dois: deixar eles pedirem ajuda e dar apoio e amor..kkk

Então vou tentar expor de forma prática o que tenho aprendido.

Primeiro precisamos ter bem claro em mente que:

SOMOS APENAS RESPONSÁVEIS POR NÓS MESMOS.

Ou seja não mudamos a ninguém e nem devemos sofrer as consequencias de atos alheios, cada um que arque com seus erros, cada um que colha os frutos que plantou.

Se o seu familiar adicto, aprontou e hoje está sofrendo (em clinicas, preso, sem dinheiro, sem emrpego, sem familia) problema dele, são apenas consequencias da vida que ele escolheu levar lá atrás, nada de ter peninha.

Pra conseguirmos chegar nessa divisão, até aonde vai minha vida, minha responsabilidade o meu "eu", é de extrema importância o auto conhecimento, e isso conseguimos adquirir nos grupos de ajuda pra familiares.

Quando passamos a nos conhecer, saberemos agir melhor frente as situações, eu sei que cada vida é uma, cada um tem seus limites.

Mas lembrem-se de não ficar justificando erros dizendo: a mais eu sofro demais em ser "dura", então esse é meu limite vou respeita-los.

Sim deves respeitar, maaaasss...não se acomode, nessa zona de conforto colocando como justificativa "esse ser seu limite"

É seu limite ok, tem dado resultado positivo? ou só perpetua esse maldito ciclo? Ta na hora de mudar não acha?

Aos poucos vá revendo os seus limites e VÁ SE MODIFICANDO.

Afinal só teremos resultados diferentes, se fizermos diferente.

E no caso da luta contra dependência quimica e codependência, isso é de extrema importância.

É importante saber o que é a recuperação do dependente quimico.

Recuperação não é estar apenas limpo, não se engane.

Recuperação é quando você olha pra eles, e ve que estão buscando ser pessoas melhores, que não se acomodam em suas vidas, eles não podem se acomodar nem nós.
Se isso acontece recaem.

E como não deixar que uma pessoa se acomode?

Se está pessoa convive com você, existem meios de incentivar eles a se mecherem.

Cobrando resultados, como se faz com um filho.

Exija resultados pra que eles tenham as coisas.

Afinal de contas os dependentes quimicos são vistos como "adolescentes" em desenvolvimento, então vá por essa linha.

Apenas substitua as ações, que sejam de acordo com a idade do "rapaz"

Não va icentivar ele a tirar notas boas em troca do tenis de marca...rs..

Eu tenho tentado seguir por essa linha.

Quer  passear com seus filhos e comigo, NA, igreja.

Se não fizer a parte dele, eu não faço a minha...até uma hora o homem ve se vai sozinho.

Pode ser que de certo pode ser que não.

Já estou com outras idéias, pq to vendo que ta ficando fácil pra ele...
Estou pensando em acrescentar mais "afazeres" nessa lista.
NA, Igreja e estudo.

Faço isso não pq quero controla-lo...mais pro bem de todos.

No meu caso ele afirma que vai fazer de tudo pela familia, ok então vamos aproveitar essa vontade e dar um direcionamento a ele...rs..

E se não fizer o combinado, sem passeio com os filhos ..hehehehe

É um jeito se vai dar certo ou não, dependerá dele e não de mim.

Ele que deverá estudar.
Ele que deverá se modificar
Ele que deverá crescer.

Eu só to direcionando, os méritos não serão meus e sim dele.

Enquanto isso vamos caminhando..rs...

Boa semana a todos

sexta-feira, 21 de junho de 2013

DESABAFO




bom diaaa

Hoje comecei o dia come stress...sinceramente ainda o bicho HOMEM..me decepciona demais com os eu egoismo...de alfa homem

Bom mais detalhes a parte, isso só reforça a minha luta em continuar a minha recuperação e ficar bem longeeee do Du...infelizmente ele mente tanto...é um ator digno de ganhar o oscar dos oscars...ele é perito que ele mesmo acredita...
 Tenho compaixão...mais peninha ele é doente...a não tenho não...é doente, mais não é louco e nem burro...é beeeeeeemmmm esperto...sabe como tirar uma vantagem das cara de santo como ninguém...então se ele hoje ta sozinho, solitário, isolado, TÁ PORQUE FEZ POR ONDE ESTAR.

Afinal nós estamos aonde nos permitirmos.

Eu eu quero sim fazer diferente, deixar de ser a "salvadora" dos outros...e me salvar, das mãos de pessoas que acham que podem fazer o que querem da vida alheia.

Sim hoje to decepcionada com  SER HUMANO...

Só por hoje eu me permito soltar o pino da panela, pra não explodir, e peço que Deus me devolva a Sanidade logo..

Por que sozinha eu não consigo

Fiquem com Deus

quinta-feira, 20 de junho de 2013

minha Vida




Bom diaa

Um comentário de uma companheira no grupo me levou a um passado, nesse comentário ela fala sobre os planos, as viajens que ela sempre planejava e eram sempre cancelados ou adiados devido a adicção de seu marido que hoje está internado, e agora ela resolveu realizar um de seus projetos uma viajem em familia, ela e os filhos, sem o marido, como ela diz é o que tem pra hoje e na minha opinião ela ta certissima, alias já parou demais a vida dela por ele, e se ele não pode ir não é culpa dela e sim consequencias de seus atos...

Isso me levou ao ano de 2006 e passou um filme rápido até os dias de hoje ano de 2013.

Eu me identifiquei muito, pois também adiei muitos planos devido a adicção dele.

Primeiro eu adiava porque tinha "dozinha" ou ficava preocupada em deixa-lo sozinho, como se ele fosse meu filho adolescente, um homem barbado de mais de 30 anos.

Depois liguei o botãozinho e larguei mão, mais ainda sim não realizava meus sonhos, não por preocupação, mais por condições financeiras, sobrava sempre pra mi cobrir os buracos feito pelo "filho adolescente" tudo pra manter a familia "margarina" do porta retrato,  me esforçava pra manter o quebra cabeças de uma sociedade chamada CASAMENTO de pé..só que uma andorinha só não faz verão...então o quadro desabou.

Resultados: muitas brigas, magoas, prejuizo financeiro e emocional, só perdas e perdas.

Tudo pra EVITAR as consequencias dos atos dos OUTROS.

Me separei, por mais que eu quisesse financeiramente falando, seria impossivel continuarmos morando na mesma casa, admiti minha "derrota"
Peguei minhas coisas e mudei pra casa dos meus pais, foi horrivel, parar e olhar pra mim e descobrir que eu não era eu, era uma sombra, a sombra de alguém, eu sempre lutei, por ele, pra ele, e agora nessa altura da vida meus sonhos os MEUS sonhos estavam distantes a se realizar.
Eu só queria que o tempo passasse rápido pra que aquela destruição ficasse pra trás, pra que eu conseguisse tirar os entulhos do castelo de areia do meu terreno, pra agora sim eu começar a montar meu propri castelo, e escolher calmamente os melhores materiais para que em meio a tempestades, sim as tempestades jamais sessaram, ele ainda permanecesse de pé.

Desde que meu mundo desabou,  se passaram 7 meses, e nesse tempo eu vim limpando o terreno (meu coração) e hoje estou iniciando uma nova construção.

Ainda estou aprendendo a escolher os materiais adequados, mais ja vislumbro  alguns planos num futuro não tão distante, sonhos que dependem apenas de mim pra se realizarem

(Cris uma viajem também a vista pro final do ano, ainda não sei pra onde, mais já ando pesquisando)

Enfim, finalmente estou conseguindo caminhar carregando apenas o que me pertence

MINHA PROPRIA VIDA

Se libertem...e vivam SEJAM FELIZES :)

Fiquem com Deus

quarta-feira, 19 de junho de 2013

a Importância dos Grupos



Bom dia Galeraaaa

Vou falar sobre a importância que vejo em frequentar os grupos de ajuda, tanto pra nós familiares quanto para os adictos, não importa o grupo seja AA - NA  -NARANON - AMOR EXIGENTE - ALANON.

Sabe tanto se fala que cada um encontra sua recuperação aonde se identifica, sim concordo, existem os que vão na sala e da na mesma que nada, os que só vão a igreja e dão certo, os que não dão, existem várias e várias maneiras, porém NENHUMA DELAS FUNCIONARÁ.

Se você não se propor a PRATICA-LA...e praticar se resume em: ACEITAR, CONFIAR, ENTREGAR, SE MODIFICAR PRA MELHOR E AJUDAR SEU PRÓXIMO.

Praticar a recuperação seja em qualquer campo de sua vida, nada mais é do que praticar este ensinamento: AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO E DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS...

Nos grupos nós temos um direcionamento os 12 passos, eles nada mais nos ensinam o caminho pra praticar este ensinamento, como se fosse um guia o "guia de passos" com itens que praticado um a um conseguimos nos aperfeiçoar cada vez mais.

Por isso pra mim grupo é muito importante, dou um exemplo do que acontece na minha vida.

Meu ex marido está morando na mãe dele, todos da familia são evangélicos e frequentam a igreja desde  berço, vão umas 3 vezes na semana.
Eu sou totalmente a favor eles irem e continuarem da igreja, porém por um certo "preconceito" deles não da igreja DELES, tudo que sai da igreja "não serve".

O que está acontecendo, eles estão em crise, tendo brigas, tudo porque ninguém busca informação, ninguém compreende a propria doença, muito menos a do outro e todos estão esperando que Deus com sua varinha mágica mande os "espiritos ruins" os deixarem em paz.

Eu como não posso modificar o outro, somente posso ama-los, modificar somente a mim mesma o que faço nessa situação.
O Du me liga reclamando da mãe, a ex sogra me liga reclamando do filho...rs...eu ouço e tento aconselhar como? Respondo: Não alimentem magoa pq isso faz mau primeiramente a vocês, procure entender e perdoar, mais não deixe de se respeitar, é de extrema importância vocês irem ao grupo pra entender sobre essas doenças e buscar ajuda e em minhas orações peço ao poder superior que os faça entender que o remédio está DENTRO DELES..e não fora...que ser feliz é responsabilidade de cada um, para que se julguem menos, e amem mais, para que SE AMEM DA MANEIRA ADEQUADA.

Sim se amem, quando aprendemos a nos amar verdadeiramente, automaticamente nos tornamos  pessoas melhores, pq deixaremos de nos fazer mau, alimentando sentimentos como a raiva, a magoa, a tristeza.

Quando nos amamos nos enxergamos imperfeitos, mais não nos culpamos, temos a necessidade de ser  perdoados, nos perdoamos e perdoamos mais ao outro.

Pensamos antes de julgar, nos colocamos no lugar do próximo, e passamos a compreende-lo.

Entendemos que cada qual tem a obrigação sobre a propria vida, e nós já estamos tão ocupados com a nossa que não temos tempo de ficar olhando a do outro.

Vamos ter menos preconceito e vamos ABRIR A MENTE, para novas ferramentas de recuperação.

Você não precisa abandonar a sua religião, pra frequentar um grupo, não, a intensão é unir um ao outro.

O grupo é um lugar onde você aprende a aceitar o próximo como ele é, sem rotula-lo como evangélico, católico, umbandista, macumbeiro, espirita, budista, os que são do mundo...como ouço muito falar.

O grupo é onde você aprende a AMAR INCONDICINALMENTE SEUS IGUAIS, sendo quem for

O grupo é uma dádiva, uma escola maravilhosa deixada pelo PODER SUPERIOR, pois lá sim você consegue colocar em prática ao pé da letra esse ensinamento.

AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO E A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS.

Fiquem com Deus

terça-feira, 18 de junho de 2013

serenidade





Bom dia povo...tudo bão com vocês??

Vamos falar sobre Serenidade, a tal Serenidade...

Sabem um dia eu vivi assim, há hoje meu marido ta bem, trabalhando, passeamos...ai simmmm...estou em paz

Puts hoje ele ta irritado, brigando por tudo, costumava dizer ta doidho...rs....ta dificil manter a serenidade

Então depois em seguida vinha o uso da droga, pronto minha serenidade foi pro espaço fiquei doidha igual a ele....hehehehe.

Até isso eu condicionava a ele a minha SERENIDADE...rs..

Vamos combinar a Serenidade vai embora rapidinho, quando a atitude de alguém seja quem for aditco ou não, nos afeta diretamente, um exemplo:

Um sujeito no trânsito te da uma fechada e você quase bate o carro, pronto serenidade foi pro espaço.

Você fazendo compras na 25 de março, um "trombadinha" rouba sua carteira, serenidade foi pro espaço

Você sestá na fila do hospital e demora umas 5 horas pra ser atendida, serenidade foi pro espaço.

O ideal seria que nada nem ninguém fosse capaz de nos tirar a "tal serenidade", mais ainda não nos formamos senhoras e senhores Dalai Lama ou Madre Tereza, então, é aceitável que certas situações nos ainda perturbem, mesmo que aprendemos a não descontar nos outros "tais revoltas", essas situações ainda nos pertubam.

Voltando a quem convive com a dependencia quimica de um ente querido que está na ativa total, sabemos que infelizmente essa pessoa adoecida tem atitudes cada vez mais insanas, contra ela propria e contra quem está ao redor, e é muito dificil de se conviver com uma pessoa que te desrespeita, agride, rouba, humilha, sabemos que tudo isso é tem muito haver com a doença mais não é porque ele tem uma doença que devemos virar santos e aceitar tudo o citado acima.

Voltando ao ensinamento, não faça com o outro o que não gostaria de que fizesse com você, também não é válido justificar violência contra esses porque são violentos.

Como ensinar alguém a amar?

Como ensinar alguém a respeitar?

Ame e respeite, a ele e a si proprio.

Não se permita ser maltratado por justificativa alguma, use dos meios legais pra se preservar se necessário.

Exija respeito  e respeite também

Trate a ele como gostaria de ser tratado, de forma justa e com amor.

Não vou ficar dando sugestões de atitudes a ser tomada, vou contar o que fiz DA MINHA VIDA.

Meu ex marido, não me respeitava, me prejudicava financeiramente, só nunca me agrediu, eu por vezes tentei ensina-lo a me respeitar "nas palmadas" o tratando do mesmo jeito que ele me tratava NUNCA ADIANTOU.

Somente o dia em que eu decidi ME PRESERVAR, separando totalmente a minha vida da dele, foi que este entendeu o recado.

Somente quando eu parei de abaixar pra ele montar em cima, foi que ele mudou comigo, agora o rapaz tem medo de falar comigo e me magoar, pq ele sabe que se ele fizer isso eu me afasto mais ainda...PORQUE HOJE EU ME RESPEITO E RESPEITO A ELE.

Sim ele ainda tenta subir nas costas da moça aqui, mais eu não deixo.

Só consegui chegar nesse ponto quando eu comecei a pedir ajuda e a frequentar grupos...

Ta esperando o que?

Chega de sofrimento!!! Existe luz nessa escuridão, que comece por você...quem sabe seu parente não siga seu exemplo :)

Bjus

segunda-feira, 17 de junho de 2013

você vive com um Dependente Quimico?



Olá galera....findi...foi ma o meno..rs...porém passou, e pra não ficar escrevendo os "lenga, lenga" de sempre de uma conversa com o senhor execelentissimo ex marido, vou mudar o foco...pois passado é passado, já foi e hoje quero focar em algo novo..só pra vcs não ficarem curiosos, o lenga foi ele na autopiedade no telefone, naquelas frases sem vcs eu não vivo, e eu hora aconselhando e hora desligando o telefone...ele continua limpo e eu continuo firme e forte...realmente esse tipo que ele faz de coitadinho não me atrai mais graças a Deus...o contrario da até alergia...prefiro correr pra 100 metros longe.

Mais enfim, passou e hoje inicia mais uma semana, eu gostaria de falar as pessoas que tem um dependente quimico na familia, seja marido, filho, pai, irmão e estão conhecendo o blog agora recentemente, estão descobrindo palavras até então desconhecidas...a tal CODEPENDÊNCIA, ADICTOS, ADICÇÃO, etc, etc.

O que tenho a dizer a vocês é:

Mesmo sem saber quem vocês são, mesmo sem conhecer aonde moram, independente de religião ou classe social, se um dia eu olhar dentro de seus olhos e vocês me contarem "meu familiar usa drogas", sem vocês dizerem mais nenhuma palavra, tenha certeza, eu entenderei todo sofrimento, toda raiva, todo medo, todo desespero, toda tristeza e toda alegria ao saber que apesar de tudo ele voltou são e salvo pra casa.
Do mesmo jeito que eu digo que entendo, existem milhares de pessoas capazes de lhes entender, sem você dizer ao menos uma palavra sobre o que ou como da sua história.

Eu entendo

Gostaria de lhes dizer que vocês não estão sozinhos, não se sintam envergonhados, não se escondam dentro de casa dos vizinhos, dos parentes daqueles que tem a maldade nas palavras.

Não pense que Deus lhe abandonou, não se desespere mais, não se culpe mais.

Você é um Ser Humano, você não é culpado pela escolha errada de quem você ama.

Você não pode mudar o passado, pare de se julgar, de se culpar por não ter feito isso, por não ter feito aquilo.

Seu familiar é uma pessoa adoecida, e precisa de ajuda.

Ele precisa de ajuda, não quer dizer que precisa de uma babá, ele precisa de ajuda da forma correta.

Ele precisa de familiares fortes, e felizes, que saibam estender a mão, mais também saibam deixar que ele sofra as consequencias dos proprios atos.

Não saia internando seu familiar em qualquer clinica, com fotos bonitas em um site, NUNCA interne ele em clinicas as quais você não tem referência alguma.

É de extrema importância ter referências de pessoas que passam pelo mesmo problema que você.

Então você se pergunta: tá mais aonde que eu vou conhecer alguém que me fale, olha tem uma clinica ótima que deixei meu filho, já que ninguém sabe de sua história e você faz questão de esconde-la por conta dos julgamentos maldosos de outros.

Existem lugares, que você será recebido de braços abertos;
Existem lugares que as pessoas vão lhe dizer: "hoje você é a pessoa mais importante aqui, seja bem vindo"
Existem lugares que você não precisará dizer nada, e mesmo assim todos lhe compreenderam em um olhar, sem julgamentos irão lhe abraçar e lhe dizer: Te amo incondicionalmente
Existem lugares em que você aprenderá sobre a doença de seu familiar, irá aprender sobre como essa doença afeta emocionalmente as pessoas que convivem com o dependente quimico.
Existem lugares, onde você entenderá que não está mais sozinho
Existem lugares que você conseguirá substituir seu desespero por esperança
Existem lugares que você encontrará uma nova maneira de viver

Acesse os links abaixo, procure uma sala mais próximo de você, vá, se não se identificou de primeira troque de sala, troque de grupo, mais vá e continue voltando você entenderá do que estou falando

VOCÊ NÃO ESTÁ MAIS SOZINHO

www.amorexigente.org.br

www.naranon.org.br

Convido a fazerem essa oração comigo.

"Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu, para que juntos possamos fazer aquilo que sozinho não consigo, concedei-me senhor a serenidade necessária para aceitar aquilo que não posso modificar, coragem para modificar o que posso e sabedoria para distinguir umas das outras, fé, força e alegria SÓ POR HOJE"

Fiquem com Deus

sexta-feira, 14 de junho de 2013

cuidado: O peixe morre pela boca!!


Saindo um pouco do foco adicção e codependencia, todas as sextas no meu trabalho temos uma reunião do setor, onde falamos sobre os projetos, os prazos, rotinas de nossa empresa, e de uns tempos pra cá, além de reunião minha chefe transformou em um coffe break, entre nós colegas de trabalho, somos em 6 mulheres no departamento, e nesse “bate papo” inicialmente durante o café, falávamos sobre outros temas, como: filmes, filhos, estética, casamento, maridos, modas de um tempo pra cá os assuntos foram se tornando mais interessantes (pelo menos pra mim), não que os assuntos acima não me interessem, sim claro, mais deixou de ser uma conversa “superficial” passando a ser uma conversa mais profunda digamos, começamos a discutir temas como, violência, dependência química, corrupção, sociedade, política, injustiças, etc, etc.

Eu sempre aprendo algo e também ensino, assim como todas nós, hoje um assunto foi discutido “o caos de São Paulo”, no que acabamos falando de muitos temas, e em um assunto aprendi uma coisa que já ouvi várias vezes, mais dessa vez isso realmente me chamou a atenção, já ouviram dizer que: “o peixe morre pela boca”..kkkk

Pois é...hahaha, não fui eu não galera....foi uma colega...rs

O assunto discutido na hora era a “super população” de São Paulo e os imigrantes que vinham do nordeste, essa colega dizia o quanto isso atrapalhava nossa cidade, enfim expomos nossas opiniões uns contra outros a favor, e ela categoricamente afirmava que a imigração dos nordestinos deveria ser controlada pois isso afetava muito a cidade.
E no meio do debate onde a maioria discordava, essa colega me solta: “Vou dar um exemplo de uma imigração que deu certo, meus avós são da Bahia”...kkk essa hora não preciso dizer que a “teoria” dela caiu por água abaixo....enfim ela explicou como deu certo a vinda deles pra cá.

Sem entrar em debates aqui no blog de qual a melhor solução pra São Paulo...rs..acredito eu que muita, mais muita coisa precisa mudar, porém esse não é o objetivo, pra não sair do foco, voltamos a está frase: “o peixe morre pela boca”

Ai ta um exemplo de como não agir, tomar cuidado ao ser categórico e irredutível em suas ideias, fale e exponha sua opinião, mais OUÇA também.

Pondere e se quer um conselho NUNCA BATA O MARTELO E AFIRME..que sua verdade é a única.

Se lembrem sempre de olhar a vida através da janela do outro, ninguém é certo e ninguém é errado...SOMOS CRIATURAS, buscando a tal felicidade, errando e aprendendo, caindo e levantando.

Perdoem mais e julguem menos ;)...e aprendam a pensar com suas próprias cabeças...não façam de discursos alheios, verdades absolutas...

Fiquem com Deus

quinta-feira, 13 de junho de 2013

eita Conversa Boa




Bom diaaaa

Eita conversa boa que tive ontem com o DU... e não foi falando dele, ou o q ele deve fazer ou não...foi falando de mim, mostrando o quanto maravilhoso é saber que eu não to sozinha...que presentão de dia dos "namorados"..kkk
Como de costume ele me ligou por volta das 20:00hs, pra falar com as crianças, nisso ele começou a falar de como ele estava encarando um problema dele com a clinica que o deixava nervoso de uma forma diferente, leu pra mim um papelzinho desses de mensagens diarias que ele tirou logo de manhã, e ainda brincou...olha a pá de Deus abrindo a minha cabeça...eu aproveitei a deixa e só pra lembra-lo falei da sala, do grupo, do apadrinhamento, enfim.
Ele virou pra mim e disse:
Du: - Vai devagar que o santo aqui é de barro, não faz milagre não...rs
Eu: - Devagar, tu quer brincar com sua recuperação? tu tem que correr e se agarrar nas ferramentas disponiveis, ou quer esperar uma recaída pra entender que não tem jeito que sozinho não consegue?
Du: - Não fala isso nem brincando, eu to me cuidando, não to me colocando em risco
Eu: - Sim se cuidando vc está, mais se coloca em risco direto, vc ta andando na linha do abismo e achando q sozinho da conta, cuidado falo pro seu bem
Du: Mais Rá eu to indo na igreja
Eu: Du, sim eu sei, mais pensa, olha em um mês aqui fora, quantas vezes vc ficou embarulhado com situações que vc não sabe lidar, ta se segurando na unha, e outra Deus manda a palavra na igreja mais nem sempre ela pode vir diretamente como resposta as suas angustias, por vezes existem pessoas mais necessitadas que vc, e Deus mande a palavra a essas pessoas, agora pense comigo, se existe grupo, padrinho, os quais vc pode a qualquer hora pedir socorro, pq desprezar? Não brinca é sua vida em risco, quer esperar não ter opção e ter que ir pela dor?
Du: - Não pelo amor de Deus, tenho até medo de pensar, vc acha mesmo que me colco em risco?
Eu: Responda vc mesmo, quantas situações vc já passou esse mês que tu quase desandou?
Du: é verdade, eu ainda reajo muito as coisas e isso me faz mau
Eu: então, olha falo por mim, frequentar grupos, conhecer pessoas, ter uma madrinha no meu caso duas...kk (olha o nivel da doença..rs) é maravilhoso, é a melhor coisa que existe, saber que vc pode ligar partilhar seus sentimentos e o melhor sem julgamento, saber que vc tem quem te ouça, quando vc quiser apenas falar, pedir conselhos, de pessoas que te amam incondicionalmente e te entendem...vc sabe o que é isso...meu você nunca mais vai se sentir sozinho. Ir pra uma reunião de um grupo e quando vc estiver triste, receber aquele abraço, ouvir cara eu te amo, vc é importante pra mim, isso não tem nada que pague, eu sou grata a Deus todos os dias por ter tido a oportunidade de ser abençoada e poder conviver com esse milagre, com o verdadeiro amar ao próximo como a ti mesmo...meu se permita viver isso não tem coisa igual no mundo.
Ele ficou em silêncio, eu ja estava emocionada só de falar, e agora de escrever tb com os olhos brilhando acreditem gente.
Ele respondeu: é eu vou sim, sabado eu vou voltar, quero encontrar uma sala que eu me identifique.
Eu: Isso continua voltando e cola nos cara que tão limpo há 5, 10 , 20 anos...cola nos vencedores e aprenda com eles..pro seu bem..mau não irá lhe fazer tenha certeza

Nos despedimos e minha noite acabou assim

Que Deus permita mais esse milagre em nossas vidas.

O MILAGRE DA TRANSFORMAÇÃO

Fiquem com Deus

quarta-feira, 12 de junho de 2013

dia dos Namorados




Bom diaaa

Dia dos namorados chegouuuu..parabéns aos casais felizes...aos casais que estão brigados aproveitem e façam as pazes...hoje é um ótimo pretesto pra deixar o orgulho de lado e comemorar...SER FELIZ

As companheiras que tem um namorado, marido adicto...sei o quanto é dificil, o quanto dói viver nesse mundo, dói por nós e por eles...é tanta dor que já nem sabemos descrever...se dói pq ele usa ou se dói pq nos permitimos viver isso.
Me baseando nessas frases:

Só Posso mudar a mim mesma
Amar ao próximo como a ti mesmo

Hoje é só mais uma data, um dia comum, não se martirize mais esse dia

Escolha hoje o melhor pra vc, se presentei, cuide de você.

Vá a uma sala Naranon, Amor Exigente, Coda, receber abraços de pessoas que te amam incondicionalmente.

Vá a seu templo religioso, abrace seus irmãos

Faça coisas que lhe agradem, se você tem dificuldades em saber, volte ao passado, lembra de como você era antes de conviver com adicção?
O que você gostava de fazer naquela época?

Faça, retome atividades que lhe agradem.

Ontem conversando com uma amiga disse a ela, hoje eu fiz uma lista do que eu preciso pra me fazer feliz, dentro das minhas possibilidades vamos a elas:

- Academia (comecei essa semana)
- Reunião de grupo (no minino 2 vezes ao mês)
- Sair pra dançar, pra balada (pelo menos 1 vez no mês)
- Ir ao meu "templo" religioso de preferencia (todos domingos)
- Praticar os 12 passos (cici hoje eu finalmente trouxe e te mando)

São pequenas coisas que vou fazer pra mim e por mim.

SE ABRACE, SE AME, DE RISADA

SEJA FELIZ...NAMORE VC EM PRIMEIRO LUGAR.

UM GRANDE ABRAÇO E FELIZ DIA DOS NAMORADOSSSSSS

terça-feira, 11 de junho de 2013

a vida é um Quebra cabeça





Quando eu nasci, ganhei um quadro enorme pra encaixar as peças da minha vida, formando uma linda paisagem
Meus pais, me deram a base e colocaram algumas peças pra me ensinar como fazia.
Depois me incentivaram a experimentar encaixa-las, e eu fui gostando de escolher, e encaixar as peças, no começo tudo parecia brincadeira, eu me divertia de verdade.
Essa fase era apenas uma experiência pra que eu pegasse prática e fosse capaz de ensinar a meus fillhos como fazer
Mais como uma menina deslumbrada e ansiosa, eu tinha pressa de colocar peças e mais peças, porque queria ver logo a paisagem que formaria.
Nessas me vi pegando as peças sem critério, achava bunitinha e ia la e encaixava.
Um dia vi alguém com um quadro incompleto, alguém que me fascinou e me fez se aproximar.
Suas peças se pareciam tanto com as minhas, e eu menina ansiosa, deslumbrada e curiosa, quiz inventar e pensei porque não misturamos nossas peças e vemos no que dá?
Ele topou, no inicio cada paisagem maravilhosa, estonteante, elas pareciam formar.
O tempo foi passando, e as peças que ele tinah a me oferecer, eram tortas, negras, não se encaixavam direito.
Mais ele já estava tão acostumado a brincar comigo e eu com ele, que por não querer feri-lo tentei moldalas pra que se encaixassem perfeitamente como antes.
Ele sempre me prometia que voltaria a me dar as peças belas e coloridas, mais o tempo passava e por mais que ele se esforçasse as peças vinham tortas e escuras.
Eu já não tinha tempo de produzir minhas proprias peças, também passava o dia a moldar as que ele me dava pro quadro não desmontar.
Por mais que eu me esforssasse se tornara cada vez mais dificil deixar aquele quadro perfeito.
As peças vinham cada vez mais tortas, eu não conseguia encaixa-las, eles e mostrava insatisfeito, pois a paisagem era feia e a culpa era minha que a montava.
Tentei explicar que as peças não se encaixavam mais, quis produzir as minhas, ele se ofendeu e se sentiu desprezado.
E pra não magoa-lo continuei a ajuda-lo
Um dia esse quadro torto, essas peças que não encaixavam direito não suportaram
Desabaram
Vi nosso quadro vazio, e agora por onde começar?
Sentei e comecei a separar minhas peças das dele, as minhas são minhas as suas são suas.
Eu ainda tinha algumas que faziam sentido já ele, peças tortas e um quadro vazio.
Começamos denovo a essa altura da vida, desenhar nosso quadro.
Deixei ele fazer sozinho, afinal os pais dele já o ensinaram
Me preocupo agora com minhas peças, o encaixe, o desenho, a forma mais certa eu procuro.
Devagar, e com atenção esse é o caminho, agora eu também virei professora, tenho a responsabilidade de ensinar.
Espero no final contruir uma linda obra prima e mostrar aos meus filhos como que se termina.

Fiquem com Deus

segunda-feira, 10 de junho de 2013

entendendo como Funciona!!



Bom dia Galeraaaaaa

Sabe andei pensando sobre esse universo dependência quimica e comecei a entender mais profundamente certas coisas...rs...

Vou falar os ultimos acontecimentos...bom meu ex marido, faz uma marcação cerrada comigo...sempre que ele pode ele tenda ganhar um "sim" (ele mesmo diz já tenho um não, não custa tentar)..ok nisso ele pesa e pesa e pesa na minha cabeça, eu como uma boa codependente tenho uma dificuldade enorme me dizer não, ultimamente eu disse muitos nãos isso me machucava nossa, mais foi passando, hoje so incomoda um pouco..rs...mais mesmo assim quando acho que devo falo...então mais um final de semana chegou e mais uma vez o Du:
- Rá queria sair com vcs, passear com as crianças, desde que sai da internação não fiz isso, sinto falta de ficar um dia no parque, e vc sabe que eu não me dou bem com a minha familia, já tentei não adianta, mais com eles eu não consigo sair junto com as crianças, "tô" com saudade, não só de vc, mais das crianças tb...
Eu parei pensei e respondi que ia pensar, realmente a história dele de não ficar com as crianças era verdade, realmente ele não tinha como sair com os filhos e alguém da familia, e  sozinho com os 2 pequenos tb não rola, ele até pode estar usando isso pra se aproximar de mim, enfim, mais sim ele anda muito distante das crianças, e eu fico triste por esse afastamento acontecer....mais ai comecei a pensar nos MEUS LIMITES e ver se eu não estava sendo egoísta, pensei, conversei com minha madrinha e ela me deu uma ótima idéia..rs...se ele quer passar um final de semana com a familia deve frequentar NA, senão nada feito.
Assim eu consigo ter "certa tranquilidade" pois pelo menos ele estará dando continuidade no tratamento e eu acredito que possa lhe dar com uma pessoa mais flexivel não tendo que ser tão radical...rs...
Propus isso e ele aceitou, disse q se todo o problema fosse esse eu não precisaria me preocupar.

Ele foi ao NA e passeamos em familia como ex marido, ex mulher e os filhos juntos...rs

Claro que ele tentou se aproximar, mais eu me mantive firme na boa sem brigas.
Ocorreu um fato o qual ele ficou nervosinho(problemas dele) e ja ia vir descontar a raiva em cima de mim e das crianças, então cortei já de primeir: Ta nervoso problema seu, se vier descontar na gente vou embora agora.
Na hora ele ficou contrariado, mais depois me agradeceu pelo puxão de orelha, e disse que realmente esse defeito ele precisava mudar, pois durante os 6 anos foram assim, ele brigava fora e descontava na gente.

Toda vez que ele reclama de algo pra mim e pergunta minha opinião, eu respondo o que tenho aprendido em recuperação, tá nervoso, ta triste, ta se sentindo mau, ta assim pq quer, ta assim pq tem um defeito de carater a ser modificado, melhorado.
Sempre que eu respondo isso a ele falo de mim tb, mais ele não gosta fica irritado, ontem pela primeira vez ele me perguntou claramente e com a mente aberta:
- Rá pq esses sentimentos de raiva tristeza surgem em mim, pq vc me acha errado, eu respondi:
- Não te acho errado, só te digo que todo sentimento ruim que temos, é devido aos nossos defeitos de carater, vc não é o único, eu posso citar vários meus, quando julgamos alguém, quando não aceitamos, quando somos prepotentes ou arrogantes frente ao próximo, sofremos, ficamos com raiva, revolta, tristeza...por isso digo que precisamos nos conhecer pra nos melhorar, ou seja, saber o pq esses sentimentos surgem e apartir dai nos modificar e nor tornarmos pessoas melhores.
Ele: Poxa nunca tinha pensado nisso
Eu: Pra isso que servem os grupos, agora se vc quer encontrar isso dentro da igreja, se envolva nos trabalhos da igreja, va as visitas, participe dos projetos da igreja e não apenas coloque a bunda no banco uma vez por semana e acha que ja ta bom...rs
Ele riu

Passamos um final de semana agradavel, e só por hoje ele ta limpo a uns 5 meses e eu buscando a recuperação.
Ainda me perco as vezes...mais hoje reconheço que preciso de ajuda e peço ajuda...estou buscando me melhorar como pessoa.

Ontem eu estava pensando:

Queremos tanto que nossos amados fiquem longe das drogas, sejam indenpendentes pra serem felizes, questiono e vocês, já aprenderam a serem felizes mesmo sem seus maridos ou parentes adictos?

A felicidade vem de dentro, nossa vida não pode depender da recuperação de alguém, pensem todos no mundo correm o risco de perderem quem amam, seja por adicção, seja por um acidente, seja pelo cara ser um galinha te dar um pé na bunda e arrumar outra, por doença, por varios e varios motivos.

NÃO PODEMOS E NÃO DEVEMOS, condicionar nossa felicidade ao outro no nosso caso na RECUPERÇÃO DO OUTRO.

Devemos nos conhecer, nos modificar pra sabermos ser felizes por nós.

Que os outros venham e passem pela nossa vida, pra nos ensinar, algo, que possamos retribuir de alguma forma, mais não com a nossa felicidade, não entregue a sua felicidade nas mãos de ninguém, a segure pertinho do seu coração.

Não se permita ser maltratada, seja por quem for, perdoe, compreenda, ajude mais sem deixar de se amar e de se respeitar, não existe motivo nenhum no mundo que a obrigue ser " A MARTIR SALVADORA" não vc deve ser feliz, deve ajudar, deve amar ao proximo como a ti mesmo.

Convido a refletirem:

VC QUER QUE SEU ENTE QUERIDO SEJA FELIZ LONGE DAS DROGAS, MAIS E VOCÊ SABE SER FELIZ POR SI SÓ?

Fiquem com Deus

sexta-feira, 7 de junho de 2013

egoísmo?? Se livre de mais essa culpa



Quando você ouvir de alguém que seu amor próprio é egoísmo, não carregue essa culpa

Se você convive com uma pessoa a qual vc permite que ela te humilhe, te roube, te despreze, te maltrate, te desrespeite e em determinado tempo você se cansa de tudo isso e resolve ir embora cuidar da sua vida, mesmo amando a essa pessoa, vc sente tanta raiva por ela te tratar dessa forma que simplesmente vc prefere sumir e pensa: "ela que se dane" NÃO SE CULPE.

Você é um ser humano, é NORMAL sentir raiva de pessoas que te maltratam que te machucam.

É normal, nessas horas você está apenas tentando se salvar de si mesma, tentando evitar que vc mesma deixe outras pessoas lhe tratarem mau.

Então você se afasta e passa a se tratar melhor, começa a cuidar mais de sua aparência, começa a conviver com pessoas que lhe tratem bem, começa a cuidar de si mesma, a se amar, e gosta disso, se sente bem.

Então você se lembra de quem você ama, e já não tem tanta raiva assim, você gostaria que ele se sentisse como você se sente hoje, bem, feliz, em paz.

Você o procura e o vê sofrendo nesse mundo da adicção, ele chora e diz que precisa de você, então vc pensa em dar uma chance, vc dá e esses momentos de terror voltam a acontecer, ele volta a te maltratar, porém agora você ja sabe o gostinho de SE AMAR, então você se questiona: Porque eu tenho que viver assim, porque eu tenho que permitir que essa pessoa faça isso comigo, não eu não tenho que viver isso, então dessa vez você se afasta, mais sem raiva, você se entristece em ver quem você ama se destruindo, porém você se lembra que você pode escolher um caminho diferente e então você sabe que ele também pode, basta ele querer aprender a SE AMAR, assim como você um dia fez.

Meninas(os) não se CULPEM por escolher seguir o caminho da felicidade.

A felicidade está dentro de nós, você pode ter um ótimo cargo em uma ótima empresa, você pode ser linda (o), você pode ter a casa dos sonhos o carro do ano, isso tudo VEM DE FORA.

A felicidade está dentro de você.
A felicidade está em saber se amar e amar ao próximo na mesma proporção

Amar a si, é querer viver com pessoas que lhe tratem bem e com respeito

Amar ao próximo, é perdoar e não alimentar sentimentos negativos, tendo compaixão.

Aprenda a como SE AMAR primeiro pra depois aprender AMAR AO TEU PRÒXIMO

Pode parecer egoismo, mas pra conseguirmos salvar alguém precisamos primeiro nos SALVAR.

Tomando como referência esses dizeres:

"Em um avião a aeromoça diz, em caso de despresurização primeiro coloque a SUA mascará pra depois ajudar outros"

" Um familiar que quiser ver o paciente longe das drogas precisará ser forte pra ve-lo sofrer"

NÃO CARREGUE A CULPA POR SAIR DE CENA E DEIXAR SEU ADICTO SOFRER AS CONSEQUENCIAS DE SEUS PROPRIOS ATOS.

SAIA DE CENA, SE NECESSÁRIO, MESMO QUE COM RAIVA...E VÁ CAMINHANDO AOS POUCOS MESMO QUE DEVAGAR..ASSIM VOCÊ CHEGA AO POR DO SOL!!

Fiquem com Deus

quinta-feira, 6 de junho de 2013

então o Amor nasceu!!



Então o Amor nasceu
Ele surgiu e me entorpeceu
Invadiu meu coração
Roubou a minha mente
Por ele me entreguei
Sem pensar,  me joguei

Dei tudo o que eu tinha
Até mais do que podia
Sem ele eu não era nada
Do céu encontrei o inferno
Quando a a droga o dominava
Quiz travar uma batalha
Contra um inimigo desconhecido
Lutei feito guerreira
mas perdi pro inimigo

Perdi minha vida, minha felicidade
Eu era uma menina
Vivendo uma triste realidade
Um dia olhei pro céu
e desejei ir até lá
ainda não era hora
resolvi me levantar

Era uma sobrevivente
Que um dia amou errado
Mais tudo bem, tudo passa!!
Pois foi amando errado
Aprendi a ser amada!!

#Kel...inspiradanapoesia ;)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

se Liberte




Bom diaaaa

Aproveitando a onda da "revolução" nos grupos...rs...onde ontem ouvi, alias li, muitos desabafos de CHEGAAAA...rs...me empolguei e resolvi escrever.

Ei garota (o)...se liberte!!

Ei sorriaaa

Agora que vc ouviu: só posso mudar a mim mesma, entenda...só posso controlar minha mente.

Entendeu?

Nem o tempo, nem os outros, nem os acontecimentos, nem mesmo nossos sentimentos podemos controlar, APENAS NOSSA MENTE (pensamentos e ações)

Nossa mente pensa e a gente age ou reage, se quer se libertar comece a aprender a controlar o pensamento e não seus sentimentos.

Sentimentos surgem, nascem, morrem, estes não são programados apenas acontecem, mais vc pode escolher como deixar ele surgir, como deixar ele ir.

Você não tem culpa
Você é humano
Você tem o direito de errar e irá errar tenha certeza disso
Aprenda com seus erros

Não sufoque seu sentimento, não finja que ele não existe, viva, sinta, vc ama quem infelizmente nesse momento só lhe traz dor?

Liberte esse amor, deixa ele ir viver, deixa ele ir aprender, deixa ele crescer e quem sabe um dia ele não renasça denovo em vcs.

Ou então vcs reencontrem o amor em outra pessoa, não seja egoista, quem ama liberta, quem ama aceita e se um dia tiver que ser SERÁ

Nada nem ninguém poderá impedir.

Mas aprenda, pra tudo há seu tempo.

Se vc sofre garota(o) liberte seu pensamento e VIVA a VIDA aceite assim como ela é.

FATO...plantamos o que colhemos então se quer resultados diferentes faça diferente...mais é diferente e não parecido...vire se revire, se conheça, se modifique...APRENDA A SE AMAR QUEIRA O MELHOR PRA VC PQ VOCÊ MERECE











E SEJA FELIZ :)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Anônimos



Bom dia Galeraaaa

Esses somos nós ANÔNIMOS, neste imenso mundo, somos como engrenagens que juntos fazemos a máquina da vida funcionar, cada qual tem a sua função, cada qual te suas habilidades.

Enquanto uns tem a força, outros a inteligência, outros a paciência, alguns a delicadeza, uns são artistas poetas, bailarinos, pintores, escritores outros.

Deus nos fez humanos iguais no sentido de estarmos no mesmo barco, mais nos deu habilidades diferentes, para que possamos contruir um mundo melhor, ensinando e aprendendo.

Somos Anônimos nessa terra de ninguém, somos parte de um grupo e acredito que sem mim e sem você, sem vocês esse grupo não seria um grupo.

Não existiria troca, não existiria aprendizado.

Só aprendemos discordando, questionando, falando, ouvindo TROCANDO EXPERIÊNCIAS.

OBRIGADA ANÔNIMOS POR VOCÊS EXISTIREM

FIQUEM COM DEUS

segunda-feira, 3 de junho de 2013

MULHERES QUE AMAM DEMAIS





Grande reportagem: Mulheres que Amam De Mais

“Amor é fogo que arde sem se ver”. Mas e quando este fogo queima? Queima e incendia, e arrasa e transforma em cinzas tudo em que toca? A destruição associada ao fogo também é encontrada nas coisas mais puras, e o amor não é excepção. Estas mulheres contam-nos como é sofrer com o melhor sentimento do mundo.

“É como ter uma droga”. Por mais que tente disfarçar a dor que sente, esta sempre escapa pelos seus olhos. E Teresa bem tenta. “É como ter uma droga que nos obceca. Ficamos obcecados e não nos conseguimos libertar dessa droga”. Fala cada vez mais rápido e repete-se. Repete-se pois não consegue explicar por outras palavras o que sente. É complicado. Afinal, como se explica o amor?

“Eu fazia tudo por ele. Dava-lhe mais valor do que a mim”. Cláudia não mascara tão bem a angústia e não parece preocupada em tentar. Tem uma postura frágil que faz querer abraçá-la como a uma criança indefesa durante uma tempestade. Dá a impressão de que a qualquer momento se despedaçará em mil bocados no chão.

O martírio destas mulheres foi apenas um. Amaram. Amaram mesmo. Amaram com força. E amaram de mais.       hlhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh                            
Não souberam parar, ultrapassaram os limites do equilíbrio, e venceram a corrida. Mas a meta era a doença. Chegaram à co-dependência.

“A co-dependência é a doença da perda da alma ou de nossa verdadeira identidade”, explica Roberto Ziemer, psicólogo social e terapeuta, de uma forma romântica e enfeitada, num artigo do Instituto Brasileiro de Plenitude Humana.
Objectivamente, “é uma dependência emocional por um outro ser humano”, esclarece a Dra. Judite Fortuna, socióloga e terapeuta do Centro Villaramadas, ou seja, é quando alguém toma o outro como “o centro do seu mundo”.

É uma dependência emocional pois leva ao apegamento a um sentimento forte, difícil de quebrar, e impede a pessoa de seguir a sua vida de modo funcional. “Alguém não consegue agir saudavelmente e sair de um ciclo prejudicial, e não há nenhuma dependência química, como às drogas, nem nenhuma dependência comportamental, como ao jogo, mas há claramente uma dependência sentimental”, acrescenta Judite.
Mais simplesmente, e com a calma de quem já teve muito tempo para reflectir sobre o assunto, Teresa chama-a a “doença dos sentimentos”.

Amar de mais surge então como sinónimo desta doença. Amar sem equilíbrio, “de uma forma disfuncional”, diz Judite. “Eu não chamo isso amor, mas há quem chame”.
Maria, de 23 anos, chama.
Para si, o seu comportamento obsessivo baseia-se num excesso de amor, até porque não é explicado através de nenhum “laço eterno como o de um pai ou de um familiar”.

 Conheceu o João em 2007 quando começaram a trabalhar juntos. Desde cedo se tornaram muito amigos e a dependência química dele ainda era por Maria desconhecida.
Poucos meses depois João foi internado numa clínica de reabilitação e perderam o contacto mas, quando se reencontraram três anos mais tarde, o amor teve finalmente espaço para surgir. “Ele era sempre muito carinhoso e atencioso”, conta Maria. Para iniciarem um romance oficial não demorou muito. O seu ciclo começava aí.
Um mês e meio depois de começarem a namorar, João foi novamente internado, pois  roubou o carro do pai acompanhado por um traficante e teve um acidente. Ficaram três meses sem se ver, até à sua saída da clínica. “Ele vinha cheio de planos e ideias e achei que o pesadelo tinha acabado”, conta. Estava errada. O pesadelo apenas tinha sido adiado por dois meses, até à próxima recaída de João, e uma nova internação. Dois meses também foi o tempo que mais uma vez estiveram afastados. Quando o amado voltou, Maria tinha “a certeza de que ele tinha mudado”. Contudo a mudança durou apenas quatro meses.                 
Maria terminou o relacionamento desta vez mas voltou atrás com a decisão. “Novos planos, novos sonhos, novas promessas...” Dois meses depois João tinha outra recaída. Nova clínica de reabilitação, até os dias de hoje. Maria terminou mais uma vez o relacionamento.
O seu amor levou-a a dedicar-se completamente a ele. Bateu no “fundo do poço” e chorou muito. Amadureceu muito nos últimos anos pois “é pela dor que se aprende” mas, ao mesmo tempo, admite que ainda não conseguiu desligar-se emocionalmente do ex-namorado.

Daqui a duas ou três semanas João sairá da clínica e Maria não sabe como agirá quando ele a for procurar, quando o voltar a ver. Ainda está muito confusa em relação a tudo, reconhece com um misto de vergonha e tristeza.
Costuma dizer que o João se tornou a sua droga.  “Mesmo sabendo que o relacionamento traz dor, sofrimento e que não me está a fazer bem, eu ainda o quero”.

“A co-dependência acontece muitas vezes de mães para filhas por exemplo. Vamos dizer as estas mães que não amam as suas filhas? Não. Mas que têm um desvio no seu conceito de amar ou na forma de manifestar esse amor”, afirma Judite Fortuna, concluindo o seu raciocínio.

Desamando-se amam

Para a socióloga do Centro de Tratamento Internacional Villaramadas, a questão não é tanto o excesso de amor pelo o outro, mas sim a falta de amor próprio e auto-estima. Isto leva o co-dependente a amar o outro sem se amar a si primeiro, “perdendo o respeito por si, por suas prioridades”, e a deixar de cuidar da sua vida nos vários contextos: família, trabalho, amizades, divertimentos, saúde, etc.

De falta de auto-estima também sofre Cláudia.
Paciente do Centro Villaramadas, aos 22 anos, Cláudia já sofreu de mais. Aliás, tudo na sua vida parece ser de mais: o amor, a euforia, a paixão, os sonhos, a dor.

“Eu não gosto de estar sozinha”, confessa, “não me sinto bem sozinha porque sinto necessidade de ter alguém ao meu lado que me aprove”.
A dependência levou-a à internação há três meses numa das poucas instituições preparadas para lidar com a co-dependência em regime de internamento em Portugal, por iniciativa dos pais.
“Não me consigo aprovar a mim mesma, por isso sinto necessidade de ter alguém ao meu lado que me aprove, que goste de mim, para me sentir melhor, para sentir que tenho algum valor”.

A sua doença revelou-se desde cedo. Começou com os amigos, “queria sempre ter mais e mais” para preencher um vazio que por dentro sentia, e depressa avançou para os relacionamentos amorosos com os rapazes.
 Olhando para trás, percebe que sempre foi “muito dependente principalmente do sexo masculino”. Consegue interagir bem com as mulheres “e isso” mas, por ter sido vítima de bullying na escola por parte de raparigas, tem problemas em lidar com elas. O seu refúgio para todas as horas sempre foi o sexo oposto.

Não sabe se o bullying foi a causa do vazio que sente, mas pode afirmar com certeza que não se ama a si própria. Não se consegue amar, e sente falta de alguma coisa. A angústia emana naturalmente dela.

O pavor de Cláudia de ficar sozinha, e a necessidade de ter sempre alguém ao seu lado, para sentir que tem valor, levaram-na a continuar o ciclo vicioso e, de amigo em amigo, e mais tarde, de namoro em namoro, lá foi agravando a sua doença, que segundo a socióloga é progressiva, e trocando o objecto da sua obsessão. Até que chegou ao seu último namorado, o Rui.

“Eu já o conhecia desde os 15 anos”. Tinham namorado quando ambos andavam na escola porém ele foi viver para França, provocando o fim do relacionamento.
Um reencontro em 2010 reavivou a paixão de ambos e o desejo de Cláudia de amar e de ser amada. “Olhando para trás ainda sinto raiva de mim.” Foi viver com ele para França.
A fase inicial foi boa como em todos os relacionamentos. Viviam com os pais e os irmãos dele e estes tratavam-na como se fosse da família. Arranjou um emprego e ajudava em casa como podia, no entanto, sempre dependeu dele “para tudo”. Todos previam que o caso não correria bem.
“Eu fazia tudo por ele, dava-lhe mais valor a ele do que a mim”, afirma com a dor que já se torna comum no seu discurso. “Os meus valores, as minhas qualidades...passei por cima de tudo para ficar com ele”.

Viver em função do outro (se o outro está feliz o co-dependente também, se estiver triste, o co-dependente mais triste ainda está), colocar as necessidades do outro acima das suas, deixar a sua vida para segundo plano, amar o outro acima de tudo, ter uma visão distorcida do outro, que o engrandece, e sentir necessidade de ser necessária são alguns dos comportamentos típicos dos co-dependentes.
O co-dependente transfere para outro a responsabilidade pela sua felicidade. Segundo Roberto Ziemer, a perda da alma provoca uma distância tal da verdadeira identidade que o dependente passa a acreditar na sua inexistência e “que apenas alguém, ou algo fora” dos mesmos “pode trazer a felicidade”. 

Para Robin Norwood, terapeuta estadunidense e autora do livro Mulheres que Amam De Mais, ser co-dependente significa linearmente: criar uma obsessão, “chamá-la de amor”, ser controlada pela mesma afectando negativamente a sua saúde e bem-estar, e contudo ser incapaz de pará-la. Amar de mais é amar de forma doentia, controladora e obsessiva.

Mulheres?

“Tanto acontece nos homens como nas mulheres”, alerta a socióloga Judite Fortuna. “Numericamente são mais as mulheres de que os homens mas não é um assunto de mulheres”.
Apesar do nome do livro, que é hoje considerado a bíblia da co-dependência, e de vários grupos de ajuda de co-dependentes anónimos distribuídos pelo mundo se intitularem “mulheres que amam de mais anónimas” (MADA), esta doença afecta os dois sexos.

A diferença numérica explica-se por factores como os fisiológicos e socioculturais. “A parte neurológica é diferente entre homens e mulheres”, explica. “As mulheres são mais propensas às emoções, ou seja, a prioridade ou o impacto das emoções nas mulheres é maior”. Por outro lado, os homens estão mais virados para a organização e tarefa por isso, segundo Robin Norwood, muitas vezes as obsessões que criam estão relacionadas com trabalho, desporto ou passatempos. “Isto tem a ver com a divisão das funções neuronais pelos dois hemisférios”, completa.
“Mas também existe a componente sociocultural. Por hábito e por cultura as mulheres são mais viradas para prover às emoções, ao bem-estar e à saúde emocional das suas famílias, e os homens são historicamente virados para cuidar do trabalho, do rendimento”.
Judite Fortuna crê que, caso fosse feito um estudo sociológico, o resultado apontaria para uma maior percentagem de co-dependentes no sexo feminino pois, de certa forma, ainda se vê o resultado desta divisão tão clara de tarefas na sociedade.

“Aprendemos desde criança, principalmente as mulheres, que por exemplo o casamento deve ser para a vida toda”, diz Rachel. As mulheres são vistas como as salvadoras do lar e as ideais esposas perfeitas que têm de suprir as necessidades de todos, e acabam por se “sentir culpadas quando percebem que elas também têm necessidades”. Foi assim que se sentiu ao longo de um casamento de seis sofridos anos. 

No entanto, na sua experiência como terapeuta e socióloga, Judite já viu esta dependência “a acontecer com muitos homens também”. Começaram a surgir nos últimos anos, paralelamente aos MADA, cada vez mais grupos de Homens que amam de Mais anónimos (HADA), pois há uma maior abertura por parte dos homens para falar sobre os seus sentimentos, segundo a psicanalista e autora de Hades – Homens Que Amam Demais, Taty Ades,  mas o receio de ser considerado “menos macho” persiste.

“Nunca me senti acarinhada na infância”

 Robin Norwood defende que a origem da co-dependência é a infância. “Muito daquilo para o que são atraídas é a réplica do ambiente onde cresceram”, escreve no seu livro. As mulheres que amam de mais são pessoas que vêm de lares disfuncionais e, quando crescem, continuam “integradas nos papéis que desempenharam” nos primeiros anos de vida. “Para muitas, esse papel significava a negação das suas próprias necessidades na tentativa de ir ao encontro das necessidades dos outros membros da família”.

Já a clínica Villaramadas defende uma posição diferente. Baseando-se na sua experiência e em estudos científicos recentes afirmam que, tal como todas as outras dependências, a co-dependência “é um fenómeno eminentemente da propensão genética com que o ser humano nasce”. Esta tem mais impacto no facto de a pessoa desenvolver uma dependência ou não do que o ambiente familiar em que ela vive. 
“A propensão”, explica Judite, é no fundo a tendência para “pensamentos obsessivos, sentimentos negativos, comportamentos compulsivos, destrutivos e autodestrutivos”, e de forma geral uma deficiência em gerir sentimentos.

“Nunca me senti acarinhada na infância, no entanto olho para a minha irmã, e nós temos apenas seis anos de diferença, e ela está bem”. Teresa, aos 44 anos, conseguiu perceber que todo o mal que lhe acontecia não era culpa da família e do meio rural onde cresceu. “Passei a minha vida inteira a acusar toda a gente que me rodeava”, conta. “Culpava os meus avós porque vivi com eles até aos nove anos e eles eram muito crentes e muito pobres. Culpava a minha mãe por ter emigrado quando eu era muito nova. Culpava todos.” Na sua percepção, tudo aquilo pelo que passou na infância e na adolescência era a causa da sua baixa auto-estima e do seu sofrimento.

Na verdade, o sofrimento de Teresa teve apenas uma causa: amor (falta ou excesso).
Quando entrou no Centro Villaramadas, a pedido da irmã e dos pais, todos achavam que sofria de depressão, mas o diagnóstico era outro.
Ao que uns chamam doença, Teresa chama amor. Amava o seu ex-marido, sem dúvida, só que de uma forma desigual. “Quando eu amo alguém, entrego-me toda a essa pessoa, chegando ao ponto de me esquecer de mim própria”.

Foi o que aconteceu. Diluiu-se num casamento que, olhando para trás, lhe era prejudicial. “Havia muita manipulação e estratégia” da parte dele. Ele conhecia-a muito bem, muito melhor do que ela própria, sabia o quanto ela lhe era dependente e, como tal, magoá-la e mantê-la no mesmo lugar não era difícil.

Com angústia no olhar conta como quando recebiam amigos em casa, ela apenas os servia “como uma empregada”, enquanto ele se sentava à mesa “a falar como se fosse o rei”, ou como quando iam a um baile da aldeia, ele era capaz de “correr o baile todo” em vez de dançar com ela, para provocar ciúmes, e como acabou mesmo por virar o filho de nove anos de ambos contra ela.

  “Durante todo o tempo em que namorei com ele e fui casada dei-lhe sempre mais valor a ele do que a mim”, diz hoje, ressentida. “Era como se ele fosse uma bengala para mim, se a bengala falhasse dava-me a ideia que eu ia cair, que não saberia orientar-me.”
Todas as decisões dependiam dele e a Teresa faltava autonomia. Não consegue nem dizer quanto gastava mensalmente com a água e a luz, porque ele controlava tudo, incluindo a área financeira, fazendo com que Teresa não se achasse capaz de tomar as decisões mais básicas. Manipulador, é como agora lhe chama.

Agressões físicas nunca houve, mas para lá caminhavam. Ele tornava-se cada vez mais violento nas discussões. As palavras, no entanto, doíam muito mais do que qualquer toque físico. Expressões como: “se continuas assim atiro-te ao poço”, mantiveram Teresa presa. Numa prisão voluntária.

Quando finalmente atingiu o limite e pediu o divórcio, Teresa sentiu uma “força muito grande”, como se tivesse reunido toda a sua vontade para vencer a batalha, porém, esta viria a desvanecer. Era só mais uma batalha, e não a guerra.
O companheiro avisou-a que mesmo com o divórcio ela voltaria para ele, pois não consegue viver sozinha. Tinha razão.
 Não fosse o apoio insistente de amigos e familiares, Teresa teria voltado.

Com o divórcio e o passar do tempo começou a sentir-se cada vez mais isolada e a aperceber-se da “história em que estava envolvida”, do tempo que perdeu com ele. Sentimentos cada vez mais negativos começaram a dominá-la. Surgiam como uma avalanche e bloqueavam-na. Raiva, revolta, cansaço, tristeza. “Sofri muito, chorei mais ainda”. Raiva, revolta, e raiva outra vez, contra ele e contra si subjugavam-na.
“Dei-lhe tudo. Era uma mulher como no tempo da minha avó e da minha mãe.” O seu tom de voz sobe, e gesticula cada vez mais. “Submissa ao ponto de não respeitar os meus próprios pensamentos e de gostar mais dele do que de mim”.
Estava em depressão.

Foram sete anos de namoro e nove de casamento que Teresa nunca vai recuperar. Aguentou sempre e fez de tudo para manter a relação pois achava que sem ele não sobreviveria mas garante orgulhosamente que a “asneira” que fez não foi por ele, porque ele não merece nem uma lágrima. Foi pelo que sentia e já não aguentava sentir, conta desanimadamente.
A verdade é que, sem ele, tentou por duas vezes cometer suicídio.

“Hoje percebo que é mesmo a minha constituição, a minha maneira de ser.” Após cinco meses no centro Villaramadas, mais conformada e a caminho da recuperação já aceita o seu passado. Fez as pazes com o que passou e com a antiga Teresa, e preocupa-se agora em seguir em frente. “Finalmente descobri que tenho uma doença”.

A co-dependência é um diagnóstico dificilmente aceite pela população em geral, e especialmente pelos médicos, segundo a autora de Mulheres Que Amam Demais, pois tem como objecto de obsessão uma pessoa e não uma substância ou um comportamento, como o vício ao jogo. Para além disso, todos parecem ter uma ideia pré-concebida do que é o amor e de como é natural que traga sofrimento. Não obstante, Judite Fortuna afirma que é sim uma doença, pois “não é um estado saudável”, e que deve ser equiparada a outros vícios porque “prejudica a vida das pessoas de uma forma que elas não conseguem controlar”. A pessoa deixa de ter capacidade e liberdade de escolha para funcionar de forma adequada nos vários contextos da vida e muitas vezes a família, a relação com o trabalho e as amizades vão-se destruindo devido à dependência. Infelizmente “as pessoas não reconhecem este tipo de problemas enquanto não acontece com alguém que conheçam ou consigo”.

“Parecia que o meu mundo terminava”

Tal como em todas as outras dependências, as pessoas normalmente manifestam sintomas de abstinência quando longe do objecto da obsessão. Apatia, enorme vazio, perda de propósito para a vida, grandes sentimentos de inutilidade, inferioridade, tristeza, muitas crises de ansiedade, choro compulsivo, alteração dos padrões de sono, deixar de comer, alteração do padrão alimentar, perda de peso, falta de interesse, falta de satisfação, entre outros. Ou seja, “estão cumpridos todos os critérios básicos para um diagnóstico de depressão”, informa a socióloga, e no fundo, “aquilo que causou esta depressão foi uma co-dependência”.
Por isto, a maioria dos co-dependentes internados no Centro Villaramadas entra com um diagnóstico de depressão. “A pessoa pode tomar anti depressivos, ansiolíticos, comprimidos para dormir mas não se resolve o problema se for uma co-dependência, atenuam-se apenas os sintomas”.

Cláudia não foi excepção.
Quando Rui terminou o namoro, depois de dois anos de relacionamento, foi como se tivesse perdido o chão. “Senti que não servia para nada, que era uma inútil”, conta desolada.
A felicidade parecia-lhe impossível, longe do seu desejo. Mais uma vez foi dominada pelo medo da solidão e a certeza de que, apesar de ser nova, nunca mais outro alguém a amaria. “Parecia que o meu mundo terminava aí”.
O seu corpo, enquanto cruza e volta a cruzar as pernas ficando numa posição visivelmente desconfortável, grita que não quer estar ali. Naquela sala. Naquele espaço. Talvez até naquele mundo, naquela vida.

Não tinha auto-estima, não tinha amor-próprio, não tinha vontade de viver. Anulara-se numa relação e agora, sem a personalidade do outro, nem conseguia dizer quem era.
“Chorei imenso, muito mesmo”. A sua expressão sombria não deixa duvidar.
Lamentando-se a suspirar, reconhece a loucura nesta relação que foi ter “deixado a sua família e o país por um homem”. Frisa nesta relação porque, sendo os relacionamentos disfuncionais uma prática comum da Cláudia, nem consegue contabilizar tudo o que já fez pelos parceiros.

 A ansiedade da separação chegou ao pico do sustentável e Cláudia teve de voltar para Portugal, para junto dos pais e da irmã, para melhor se confortar na dor. Pouco tempo depois estaria internada.

Com o rompimento, os pensamentos suicidas, que sempre a acompanharam, voltaram a despontar, e mais uma vez pensou em levar o acto até ao fim. Apoiou-se no amor, que por vezes também salva, da sua família. Caso fosse avante, esta seria a sua oitava tentativa.

Para Judite isto faz todo o sentido, afinal, “se a co-dependência se caracteriza pela pessoa viver em função do outro”, afirma como se estivesse apenas a apontar o óbvio, “se o outro desaparece, a co-dependência pode conduzir ao suicídio”.


Depender da dependência

“Acontece muito situações de dependência de alguém criarem no seus cuidadores situações de co-dependência”, diz Judite. Ter a propensão genética para criar dependências, e amar e sentir-se responsável por alguém que de certa forma se está a destruir, seja com drogas ou outros comportamentos destrutivos, é a “receita perfeita para o surgimento de uma co-dependência”.

Por isso as dependências químicas, ao álcool ou drogas, e as dependências comportamentais, como o jogo, a anorexia, a bulimia ou a automutilação, muitas vezes despertam, nas pessoas que rodeiam os adictos, a co-dependência, “desde que estes já tenham a propensão”, e se torna tão comum encontrá-la de pais para filhos.
Linearmente, Maria define a sua doença como “a dependência de quem tem uma dependência”.

Rachel, de 31 anos, encaixa perfeitamente neste perfil.
“Não aceitava que tinha que viver em sofrimento em nome do amor. Suportei tudo os seis anos mas acreditando que um dia seria diferente. Nunca passou pela minha cabeça tentar viver assim o resto da vida, eu só não sabia como parar”, conta.

A impotência é um traço típico da dependência, ou seja, um dependente de qualquer coisa torna-se impotente perante o seu próprio problema e sozinho não consegue parar.

Rachel conheceu-o em 2003 mas só em 2006, quando se reencontraram, aquela paixão surgiu. “Na época eu estava solteira então tomei a iniciativa e desde aquele dia não nos separámos mais”. Com um sorriso sincero nos lábios e olhos brilhantes, Rachel consegue descrever o início do relacionamento com Eduardo como uma época muito feliz. O seu “conto de fadas” pessoal, que se tornaria num assombroso pesadelo.

Nunca pensou que ele pudesse ter algum tipo de dependência pois para ela “os drogados eram aqueles que ficam perambulando sujos pelas ruas, a roubar para consumir”. Ele era diferente. Era engraçado, entendia-a e tratava-a muito bem.

Apesar de Rachel não saber, quando se conheceram Eduardo estava “limpo” há apenas alguns meses. Ao terceiro mês de namoro, começou a apresentar “comportamentos estranhos”. Mudanças de humor repentinas, desaparecimentos inexplicáveis. O primeiro pensamento de Rachel foi que ele teria outra mulher, mas não o confrontou.

Os desaparecimentos começaram a tornar-se frequentes e a angústia por não saber o motivo tal como os ciúmes da suposta outra mulher intensificava tudo.
Quando finalmente o colocou contra a parede “ele ainda estava sob efeito da droga, o coração dele estava muito acelerado, e não teve coragem de dizer”. A solução foi escrever. Com uma mensagem digitada no telemóvel, Eduardo mostrou a Rachel o que o atormentava e o que dela o afastava. Cocaína.

Ao ler, a sensação imediata foi de alívio porque, no seu entender, o problema nem era assim tão grave. Com a sua ajuda e o seu amor, ela iria conseguir salvá-lo deste tormento, afinal, “ele trabalhava e tinha uma vida aparentemente normal”. Não seria difícil tirá-lo desse mundo, e o seu amor seria a solução. Este pensamento daria início ao “ciclo doentio da co-dependência.”

“A partir desse dia eu passei a tentar agradá-lo para que ele não sentisse falta da droga”. Ao longo de seis anos “ajudei-o a arranjar empregos, a estudar, a ter uma casa, a comprar uma mota, e a realizar o sonho de ser pai”. Lutou por ele, discutiu, seguiu-o, agradou-o, fez de tudo. “Tudo!”, Frisa.
Nunca foi suficiente.

Enquanto isso, a sua vida seguia em paralelo. Vivia para mantê-lo afastado das drogas, para cuidar dos dois filhos que com ele tivera, e para trabalhar, pois não podia correr o risco de ficar desempregada. Alguém tinha de meter comida em casa.

O resultado foi uma dívida de cerca de 20.000 euros, que compromete metade do seu salário durante os próximos anos, discussões que podem ter traumatizado os filhos, “só o tempo dirá”, e dificuldade em alguma vez voltar a confiar num homem.

Entre as coisas que de casa desapareciam misteriosamente e Rachel tinha de substituir, o dinheiro que ele directamente tirava, e os pequenos projectos em que ele entrava quando estava “limpo” para depois abandonar, Rachel estava economicamente falida.
Emocionalmente, havia sempre espaço para mais uma desilusão.
“Sentia-me triste, exausta, angustiada e não sabia o motivo. Confesso que houve dias em que eu pedi a Deus que me levasse desse mundo porque eu não encontrava saída. Estava presa a ele.”

Lembra-se do dia em que saiu de casa de madrugada de carro com o filho, que tinha apenas 5 meses, “correndo” pela auto-estrada a mais de 120km/h porque achava que Eduardo estava a morrer de overdose. Em mais um dos seus desaparecimentos, “depois de tanto tentar ligar, ele atendeu dizendo que estava a sentir-se mal, e que estava com medo”. As palavras exactas dele ficaram gravadas na sua memória: «pelo amor de deus ajuda-me, eu não quero morrer...vem me buscar». “Eu entrei em desespero, anotei o endereço de onde ele estava e fui voando pra la”. Quando chegou, encontrou-o a andar de um lado para o outro completamente drogado “como um zombie. Foi uma cena triste”, diz sem disfarçar a tristeza.

“Ele nunca me agrediu fisicamente”, conta, “mas as palavras doíam na alma, e ele descobriu como me manter presa nesse ciclo através da culpa.” Aproveitava-se da sua pena por ele e da culpa que Rachel sentia infundadamente para permanecerem dependentes.

Foram 6 anos de muito sofrimento até à separação, no final do ano passado.
Confessa, no entanto, que não desistiu dele. “Nunca. Eu lutei até onde consegui. Lutei de uma maneira errada, hoje luto da maneira correcta, pensando primeiro em mim. Mas nunca desistirei da sua recuperação.” Se algum dia voltará para ele, “só o tempo dirá”.

A maneira correcta deve-a à sua procura pela recuperação.
Hoje, graças ao seu blog “dependência e codependência” e dos grupos de ajuda que frequenta, aprendeu que só se pode mudar a si mesma, que deve amar o próximo como a si mesma, e nunca mais do que, e que tem de viver um dia de cada vez.
 
Hoje sabe também que nunca antes tinha olhado para dentro de si, mas que sempre sentiu um vazio, que preenchia agradando os outros. “Gostava de me sentir bem e para isso gostava de me sentir aceite, às vezes contrariada passava por cima de sentimentos meus para que eu não fosse julgada, para agradar”.

Na descoberta de si, encontrou igualmente um optimismo e um sentido de humor que desconhecia, mas que agora parecem óbvios no seu constante sorriso alegre e brincalhão, gosto pelo desporto e pela dança.

No seu blog deixa um conselho a quem quiser ouvir, ou ler: “Se a sua concepção de amor é dar sem receber nada em troca, arranje um amigo, um filho...mas não um marido :)”

“Não tem cura, somente controle”

“É uma doença que nos vai acompanhar pelo resto das nossas vidas, não tem cura, somente controle”. Giulliana, de 28 anos, sabe bem o que é ter de conviver com a doença.

Quando toca a dependências nunca se pode falar de cura. Se um aspecto fundamental para o desenvolvimento de uma dependência é a propensão genética então ninguém  fica verdadeiramente livre da tentação. A propensão “nasceu com ela e fica para toda a vida”, explica a socióloga de Villaramadas. “No entanto, se tiver consciência disso, uma prática de vida que tenha em conta a propensão genética, e souber dar a volta à sua maneira de ser, a pessoa não precisa de continuar a usar drogas, a beber álcool, a matar-se à fome, ou a ser co-dependente”. Resumindo, tem “a tendência para, mas não a prática de”.

Uma década depois de o ter conhecido, Giulliana reconhece que para sempre terá de “controlar essa doença”, e evitar situações que lhe afectem demasiado e atinjam a sua auto-estima, para não perder o fino equilíbrio que conseguiu implantar na sua vida. Até ao dia de hoje tem conseguido. Amanhã? Logo se vê.

Com 18 anos Giulliana conheceu o “Gabriel” na noite, nas saídas dos jovens, na discoteca. Quando o viu, sentiu que estava a olhar para “um anjo de pele clara como a neve, olhos vibrantes mas tristes e perdidos”. Foi amor à primeira vista e no dia seguinte eram namorados.

Tinha tudo para ser mais um lindo amor de adolescentes, daqueles típicos de verão que acabam sempre por se tornar boas memórias, mas Gabriel tinha um segredo. Era dependente químico e fazia três anos que estava “limpo ”. Giulliana não se importou. Não tinha “noção da gravidade do problema”.
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 No primeiro ano tiveram um “namoro tranquilo e normal”, mas pouco tempo depois Gabriel recaiu. Sem saber o que era uma adição, Giulliana tentou de tudo para ajudá-lo a sair das drogas, anulando-se em favor dele.

Viviam juntos e por isso “acordava a pensar se naquele dia ele iria conseguir vencer a vontade de usar droga, e ia dormir preocupada se naquela noite ele iria desaparecer para voltar a consumir.” Estava 100% focada nele. Se o telefone tocasse entrava em pânico pois poderia ser ele a dizer que estava a voltar para casa ou uma má-notícia. O simples toque do telefone fazia-a tremer. Era esgotante. Um “sentimento de impotência” insuportável.

Parou de comer, de dormir, perdeu 10kgs. Não se permitia chorar em nenhuma situação, por pior que fosse, pois sabia que ele precisava dela mais do que ela própria. “Co-dependente tem esta mania de querer parecer forte, de achar que tem de ser o herói do mundo”, diz a sorrir. “Eu aprendi a conviver com a dor, a carregar a minha própria nuvem de chuva, a sentir sem chorar, a ter uma crise emocional sem gritar.”

Um ano e seis clínicas de reabilitação depois, Giulliana conseguiu quebrar o ciclo de sofrimento. Terminou o seu relacionamento com Gabriel e quebrou o contacto com ele. Atingiu o limite.
Pode parecer pouco quando ouvimos histórias de co-dependentes que sofrem durante vários anos, mas “foi um ano a viver aquilo todo o dia, o que equivale a dez anos de qualquer outro problema quando há tempo para respirar e pensar”, mais uma vez a brincar com a situação conta.

São os pequenos detalhes, as pequenas coisinhas que levam ao extremo, como chegar a casa um dia e ver que alguma coisa desapareceu, “e se desapareceu é porque ele vai usar a droga ou já usou”. Diariamente acontecia algo que a afectava emocionalmente.
Lembra-se da vez, logo depois da recaída, em que ele desapareceu durante quatro dias. “Foram massacrantes”. Não sabia se ele comia, se ele dormia, se bebia água, se estava vivo, mas parou de fazer essas coisas. A sua única certeza era de que ele estava a consumir.

Pensa nas loucuras que cometeu. Entre as piores estão ter dito ao Gabriel que queria tomar a droga dele, num dia em que lhe apanhou a consumir em casa. A sua sorte foi que ele caiu em si, e não a deixou experimentar. “Foi um acto de desespero. Não sei se iria em diante mas queria saber qual era a sensação que justificasse o que ele fazia comigo.” Sabe hoje que, tendo o vazio que tinha, se tivesse experimentado estaria  tão condenada quanto ele.

Outra foi ter ido pagar uma dívida de droga ao traficante em casa dele. “Isso é uma coisa que não se faz. Ponto. Mas o co-dependente perde a noção do perigo”, justifica.
Estava com Gabriel, num bairro da sua cidade conhecido pelo tráfico, “super assustada” e nunca se vai esquecer da cara do tratante, da casa e do momento. “O traficante olhou para mim e disse: ou tu és muito corajosa ou tu és muito burra!” Essas palavras marcaram-na.

Quando se separaram também teve sintomas de abstinência. Estava habituada ao ciclo de sofrimento. “Eu via que já não tinha motivos de preocupação, não tinha mais motivo para não dormir, para não comer, e isso perturbava-me. Isso prova o quanto eu estava viciada no vício dele”.

Algum tempo depois da separação Gabriel tentou reiniciar o contacto entre eles. Estava preso, talvez por posse de drogas, talvez por um crime pior, e escreveu-lhe uma carta da prisão. Uma carta que Giulliana recebeu mas nunca abriu, pois tinha seguido em frente. Tinha casado e estava grávida. Era hora de deixar o passado no passado.
A sua mãe guardou a carta e, até agora, alguns anos depois, o que ela diz é uma incógnita.

Em retrospectiva, admite ter-se tornado dependente para anular o sentimento de vazio. Vazio que não sabia que tinha mas com o qual teve de lidar.
Nove anos depois, tem poucas notícias dele. A última foi que, pelo menos há quatro meses atrás, em Dezembro, estava internado novamente numa clínica, e pediu para sair “para continuar a matar-se lentamente”.

No livro que escreveu, intitulado Valeu a pena, fala sobre a sua vivência como co-dependente e conta o seu romance com Gabriel. Não esperava que tivesse tanto sucesso pois era “só um desabafo” e uma forma de homenagear a mãe por tudo o que por ela fez, mas pensa agora em escrever um segundo, focado apenas nos factos relacionados com a doença.
Na verdade, o nome do seu ex-amado nem é “Gabriel”, mas Giulliana assim o chama pois considera-o um anjo. “Por mais que tenha doido, por mais que tenha sofrido, ele foi o meu anjo porque fez aflorar em mim o meu melhor”, diz calmamente. Não se arrepende de nada, e agora usa a sua história para ajudar outros co-dependentes. Pelo livro que escreveu, pelo segundo livro que escreverá em breve, e pelo aconselhamento que faz pela internet a vários sofredores da doença, Giulliana serve os outros e se ajuda a si própria no processo.

Viver um dia de cada vez é o segredo. “Aprendi que não preciso de ser 100% forte hoje”. Há sempre o dia de amanhã.
Para si, valeu tudo a pena.

Que o amor magoa todos sabemos, mas é preciso ter atenção quando “amar se torna sinónimo de sofrimento”, como diz Robin Norwood.
 O amor foi o principal problema destas mulheres, mas também a sua salvação. O amor-próprio é a chave para a saída da espiral da co-dependência e cada uma, ao seu passo, segue caminho em direcção à recuperação e ao equilíbrio.

“Como dizem as hospedeiras de bordo num voo, em caso de despressurização, primeiro coloque a mascara e só depois socorra as outras pessoas ao redor.”, diz Rachel a brincar.

Matéria de: Ana Ernesto


Juntas somos mais fortes meninas, parabéns as blogueiras do Brasil que participaram da matéria:

Giu: http://livrovaleuapena.blogspot.com.br/
Maria: http://maisumamariaco-dependente.blogspot.com.br/


e EU...rs..

uhuuuuu \o/.....