quarta-feira, 13 de março de 2013

personagens da Codependência



Buenas Galeraaa

Repitindo as palavras do Terapeura, a Codependencia existe onde existe dependencia quimica.
Em uma familia que tenha um dependente quimico, todos são afetados e se tornam codependentes de alguma forma
Cada codependente faz um "papel" no clico da dependencia e da codependencia.

Resolvi falar sobre isso, pq muitas vezes lemos situações com as quais não nos identificamos, por exemplo:
- Eu não comia e não dormia enquando o "meu DQ" não voltava.
Nem todas nós fazemos exatamente isso, mas cada um que convive com a dependencia quimica faz algum papel, como citado abaixo:

Fonte: http://www.monicadelimaazevedo.psc.br/artigos/2011/papeis_co_dependentes.asp

Nem sempre conscientes e conhecidos, cada papel assumido por seus membros, traz uma expressão ou sentimentos manifestos ou aparentes, sentimentos internos ou latentes, uma compensação e um provável futuro.


O FACILITADOR
Sem perceber, o familiar pode agir como facilitador e reforçador da dependência, na medida em que ajuda o próprio dependente a “resolver” todas as desordens e conseqüências que a doença acarreta.
São inúmeros os exemplos desta situação. Existem casos, nos quais o alcoolista ou drogadicto quebra objetos em casa sob o efeito da droga e quando volta a si, encontra tudo limpo, arrumado e até mesmo com utensílios novos já providenciados pelo facilitador. Às vezes, depois de passar noites fora de casa, recebe do facilitador ao chegar, uma superalimentação para compensar os dias em que não se cuidou e até mesmo um tratamento adequado para a ressaca. Em outras ocasiões, o facilitador se torna o responsável por avisar no trabalho que o dependente químico não vai, ou vai chegar tarde, inventando uma desculpa qualquer, tornando-se assim cúmplice da doença e do doente.

Paga os bares ou assume dívidas contraídas pelo dependente com o uso da droga -o que às vezes é necessário em prol de sua segurança - emprestam seu carro, mesmo sabendo que o dependente não vai cuidar dele de maneira responsável. E alguns chegam a receber em casa os amigos de “seu dependente” - que se encontram na “ativa” - , com todas as “honrarias etílicas a que têm direito”.
“Tenho inúmeras vezes escutado de alguns facilitadores, que o seu familiar não é um dependente, porque bebe ou se droga em casa, como se isso o isentasse de ter a doença. Ou então que não é alcoólatra porque só bebe uísque e não cachaça. Ou ainda, que só usa maconha, uma droga natural”, relata Dra. Marilia.
Segundo a especialista, normalmente, as pessoas que adotam o papel de facilitadores, manifestam de forma muito evidente sua frustração. Pensam e acreditam que “ajudam” o dependente a “melhorar” por “amor”, mas experimentam e sentem internamente ou de forma latente uma raiva muito grande de si mesmas por não acertarem nesta “ajuda”.

Não percebem que acabam por facilitar e reforçar o uso de drogas, enquanto privam o dependente de assumir as conseqüências que a droga traz em sua vida, seja dentro de casa, no trabalho ou nos bares.
Se o facilitador perpetuar seu papel será eternamente o mártir e doente.

O BOMBEIRO E O HERÓI

Outro papel que também se destaca dentro de um processo ativo da doença é o de bombeiro.
Como o próprio nome sugere, é aquele que “apaga o fogo”, ou seja, está sempre pronto para ajudar nos momentos mais difíceis, constrangedores e de crise, nos quais, normalmente, existe um acidente que o próprio dependente causou.

Sempre mais forte e racional, busca soluções rápidas para amenizar os problemas enfrentados pela família e pelo próprio dependente.
O bombeiro normalmente se compensa com a ilusão de controle, mas acaba se frustrando pelas repetidas vezes em que “ajuda” e não resolve definitivamente a doença.
Ao perceber que não consegue resolver definitivamente o “fogo” ou a “cura” da doença, opta então pelo afastamento, quando é substituído por outro bombeiro.

Já o herói, manifesta competência durante todo o tempo do processo ativo da doença, mas internamente sente-se culpado por não conseguir também resolver o problema da dependência.
Segundo a Dra. Marilia, quem assume esse papel, na maioria das vezes, é o pai ou um irmão mais velho, buscando compensar-se com o perfeccionismo em algum aspecto de sua vida.
Assim como o bombeiro, o herói também tende a se afastar e tornar-se um trabalhador compulsivo ou um membro ausente.


O MASCOTE E A CRIANÇA PERDIDA

O mascote, papel normalmente adotado pela criança, o filho ou irmão menor, ente muito medo da família se dissolver. Por isso, através de uma suposta hiperatividade, às vezes, se torna o centro das atenções como forma de compensação de sua frustração.
Junto com ele, está a criança perdida, papel geralmente adotado por outra criança ou adolescente dentro do núcleo familiar. O sentimento manifesto é a insegurança. Seu comportamento é tímido, mas o sentimento interno e latente é o de solidão.
O mascote e a criança perdida, tem como prováveis futuros, caso não entrem em recuperação, a imaturidade,a inatividade e o isolamento, podendo também tornarem-se dependentes químicos.

O DETETIVE
 
“Esse papel, normalmente, não é adotado por algum membro da família, mas por alguém externo a ela. Pode ser o porteiro do prédio, uma vizinha, a faxineira, a empregada, enfim, alguém que se torna o elo entre o dependente e o familiar deste”, explica Dra. Marilia.
Como um detetive , ele tem todas as informações dos passos do dependente e do movimento familiar em relação a ele. Agindo com ansiedade e com a ilusão de que está ajudando, carrega também uma frustração muito grande.
Ele tende a afastar-se desse papel e desta família em decorrência das inúmeras frustrações vivenciadas por não conseguir ajudar de forma efetiva.

Dra. Marilia explica que tais papéis podem ser adotados por um ou mais membros da família-núcleo ou por pessoas próximas. “É comum, as pessoas assumirem vários papéis de acordo com o momento e a necessidade que se apresenta e que vivem.
Essa análise, entretanto, não traz a obrigatoriedade de ser fielmente reproduzida em todas as famílias de dependentes químicos. Existem variações. Este é um relato de minhas observações e constatações baseadas na experiência clínica”, afirma.

E acreditem qualquer um dos papéis representados nos deixa marcar profundas que demorar a ser superadas.
Ontem em uma conversa com a psicóloga da clinica após ela presenciar o surto do senhor Eduardo e ler a "biografia dele" ela me disse assim: O Dú faz terror piscológico com vc, ele não sente amor, isso não é amor é sentimento de posse, seria muito importante vc fazer uma terapia.

Sim ele fez isso com sua ex mulher no passado e agora comigo, não to dizendo que ele é um monstro que merece ser apedrejado, mais ele aprontou bastante ao ponto de deixar marcas profundas, tudo isso devido a sua dependencia e a minha codependencia.

Mais mesmo eu tendo uma lista de motivos pra me fazer de coitadinha, sofredora, eu escolhi a RECUPERAÇÃO, a minha.

Busquei ajuda em grupos, conhecimentos em leituras, e hoje estou caminhando, aos poucos, colocando minha vida em ordem.

Na área financeira, estou estudando pra tentar uma colocação melhor na área de trabalho

Na parte fisica, voltei a me alimentar de 3 em 3 horas, estou voltando
a praticar esportes, comecei Yoga ontem e minah sueprvisora acabou de me dizer que estão dando ginástica local tb, depois do horario e ela me deu uma força pra ir...e TUDO NA FAIXA...eee...não é o tipo de esporte que eu gosto de verdade, mais é o que o PS me ofereceu então vou aproveitar com dedicação.

Na parte espiritual, decido frequentar uma religião, onde aos domingos de manhã escuto palestras edificantes.

RESOLVI CUIDAR DE MIM: CORPO, MENTE e ESPIRÍTO.

E vivendo UM DIA DE CADA VEZ, passando por derrotas e vitórias, vou seguindo, com um sorriso no rosto, fé na alma e muito amor no coração.

Fiquem com Deus

Um comentário:

  1. Parabéns Rachel....gostei dessa parte: "Mais mesmo eu tendo uma lista de motivos pra me fazer de coitadinha, sofredora, eu escolhi a RECUPERAÇÃO, a minha."
    Vc já é uma vencedora.
    Janete

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