sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

codependência ou Amor?



Buenas Galera

Muitas vezes nos questionamos...isso é amor ou codependencia? Antes de expor minha opinião vou deixar abaixo o que achei sobre codependência:

Codependência:
Intrigante e até misteriosa, é a aparente perseverança com que alguns familiares, normalmente cônjuges e companheiros(as), se dedicam aos parentes com problemas de dependência, alcoolismo, jogo patológico ou outro transtorno grave da personalidade. Difícil entender como e porque essas pessoas suportam heroicamente todo tipo de comportamento problemático, ou até atitudes sociopáticas dos companheiros(as), como se assumissem uma espécie de desígnio ou “carma”, para o qual fossem condenados para todo o sempre.

Não se consegue compreender porque essas pessoas abrem mão da possibilidade de ser feliz ou de diminuir o sofrimento, permanecendo atreladas à pessoa problemática, suportando toda a tirania de sua anormalidade, como se esse fosse o único papel reservado pelo destino.
Os profissionais com prática no exercício da clínica psiquiátrica sabem das dificuldades existenciais dessas pessoas codependentes, ou seja, “dependentes” dos companheiros(as) problemáticos, quando estes deixam o vício. Parece que os codependentes ficaram órfãos, de uma hora para outra, perdidos e sem propósito de vida. Não é raro que passem elas, as pessoas codependentes, a apresentar problemas semelhantes àqueles dos antigos dependentes que cuidavam.
Codependência é um transtorno emocional definido e conceituado por volta das décadas de 70 e 80, relacionada aos familiares dos dependentes químicos, e atualmente estendido também aos casos de alcoolismo, de jogo patológico e outros problemas sérios da personalidade.
Codependentes são esses familiares, normalmente cônjuge ou companheira(o), que vivem em função da pessoa problemática, fazendo desta tutela obsessiva a razão de suas vidas, sentindo-se úteis e com objetivos apenas quando estão diante do dependente e de seus problemas. São pessoas que têm baixa auto-estima, intenso sentimento de culpa e não conseguem se desvencilhar da pessoa dependente.
O que parece ficar claro é que os codependentes vivem tentando ajudar a outra pessoa, esquecendo, na maior parte do tempo, de cuidar de sua própria vida, auto-anulando sua própria pessoa em função do outro e dos comportamentos insanos desse outro. Essa atitude patológica costuma acometer mães (e pais), esposas (e maridos) e namoradas(os) de alcoolistas, dependentes químicos, jogadores compulsivos, alguns sociopatas, sexuais compulsivos, etc.
Fonte: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=24

Quando dizemos a essas pessoas que elas estão passando por determinada situação e dizemos isso não é amor é codependência.
Não queremos dizer que essa pessoa não AMA a pessoa a qual ela se tornou uma codependente...

Sim a pessoa  a AMA...o problema não está no sentimento AMOR e sim na forma em que ele é vivido...se pra vc viver o seu AMOR, vc se identifica com algumas das situações descritas acima...sim vc é um codependente e não está junto dessa pessoa somente por amor mais também por CODEPENDÊNCIA...

A codependência no meu ponto de vista é uma forma de comportamento onde o indivíduo sempre se anula em prol de algo ou alguém...e assim não vive sua propria vida.

Vou dar um exemplo que nada tem a ver com Dependencia Quimica...minha mãe.

Ela teve um pai alcolatra a qual ela perdeu aos 7 anos de idade, depois disso se casou teve uma familia "normal" mais ela é mega master codependente DE ALGO..eu não saberia descrever exatamente de que...mais ela sempre em todas suas atitudes se anula em prol de alguma coisa.
Ela trabalha demais..digo demais mesmo entra as 8:30hs e sai as 21:00hs chega em casa todos os dias 22:00hs, ela conhece os donos a tempos, eles pagam bem porém não todos os direitos...não se preocupam em dar um convenio aos funcionários por exemplo.
Ontem eu disse a ela: mãe se eu te arrumar um emprego sussegado vc sairia da onde vc está, to te vendo muito cansada, isso não é justo
Olhem a resposta: Pra mim sair de la eu preciso de pelo menos um ano, então se eu quiser arrumar outro emprego primeiro tenho que sair de la pra depois procurar e não posso ficar desempregada.
Eu: ué 1 ano porque, pede as contas  e cumpre o aviso
Ela: não da Rachel, não é assim
Eu: Pq não? E se vc tem um piripaque eai eles vão ter que se virar né
Ela: Não adianta vc não vai me entender
Eu: entendo sim, vc não sai de lá pq vc se sente culpada em relação aos donos de deixa-los na mão...sendo que eles não estão nem ai com vc
Ela: Eu não tenho coragem de fazer isso com eles...de sair e f***-se..isso não é culpa, é não ter coragem
Eu: Vc não estaria fazendo nada errado, estaria cuidando de vc. alias errado estão eles pq isso é exploração.
Ela: Ja disse não tenho coragem
Eu: Não precisa se sentir culpada se um dia vc quiser fazer isso me avise que eu vejo se consigo arrumar algo pra vc onde trabalho...e vc não está fazendo nada de errado...não precisa nem dar satisfações...afinal o que é justo não se justifica....

Ela foi dormir.

Entenderam aonde quero chegar??

Não se ofendam quando alguém lhe dizer isso é codependencia e não AMOR...não queremos dizer que não o (a) Ama
Estamos querendo dizer que vc está amando na medida errada.

Lembrem-se do ensinamento que Cristo nos deixou

Amar ao próximo como  A TI MESMO....

Então se AME tb antes de AMAR

Senão seu amor só irá prejudicar a VC e a quem vc julga estár ajudando...;)

Fiquem com Deus

3 comentários:

  1. Bom dia, Kel! Tem uma página do livro que fala justamente sobre isso, e eu gostaria de postá-la aqui.

    É amor ou codependência?
    “... gostaria de falar sobre algo que confundimos com amor, e que é muito maléfico e destrutivo: a dependência de pessoas, a adicção pelo adicto, ou seja, a codependência.
    Como diferenciar uma coisa da outra? A primeira característica já foi falada acima, amar é saudável, enquanto a codependência dói e machuca.
    Você se dedica ao dependente químico equilibradamente, porque o ama, sem esperar nada em troca? Ou, pelo fato de ter recebido pouca atenção e afeto em sua infância e adolescência, tenta dar o que não teve, se tornando atenciosa excessivamente, de preferência a alguém que “necessite” de você?
    Você ama o seu adicto como ele é? Ou você pensa que o mudará com a força do seu amor, tornando-o naquilo que você deseja, conforme os seus padrões?
    Você faz somente a sua parte para ter um bom relacionamento? Ou você tem pânico ao pensar que pode haver um rompimento, e assume qualquer preço, faz qualquer coisa,
    passa por cima de tudo, até de si mesma, para ajudar seu companheiro adicto, mesmo que ele não queira ou não peça?
    O seu amor é consciente e tem limites claros? Ou você deixa estampado ao adicto que, quando ele erra, é você quem está disposta a mudar, a ter mais paciência, a tentar ser melhor para agradá-lo mais?
    Você permite que o seu amado dependente químico arque com as consequências dos seus atos insanos? Ou você assume toda a responsabilidade e a culpa, paga as contas do
    adicto, e mente em favor dele?
    Você sabe que merece e pode ser feliz? Ou pensa que sua felicidade só será possível se conseguir livrar o seu amado das drogas?
    Você consegue realizar suas próprias atividades, pensando em si mesma? Ou sente necessidade desesperada de exercer controle sobre o adicto, se enganando que isso é apenas para ajudá-lo?
    Onde está o seu foco? Em sua vida, ou na vida do dependente químico?
    Queridas leitoras, amo o meu esposo e estou me recuperando da codependência, e posso dizer que amar é muito bom. Para mim, o amor é o sentimento que rege nossas vidas e dá sentido a elas. Entretanto, ser dependente de outra pessoa é horrível. Ter compulsão pela vida de outra pessoa nos leva à insanidade.
    Só por hoje o meu foco estará em mim mesma e em minhas atividades. Quando eu pensar em meu esposo, serão pensamentos de carinho e saudade, e não de necessidade de controlar os seus atos, afinal, não posso mesmo controlá-los. Ele é responsável por suas próprias escolhas. Só por hoje, escolho amar de forma saudável, e me permitir ser feliz...” (livro Amando um Dependente Químico – Dias de Dor, pág.172).

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  2. Verdade Kel, se não houver amor próprio como pode amar alguém, muitas vezes o que se pensa que é amor é na verdade uma doença.

    Bjssss

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  3. muito bom polly...e é isso Emily...e rpa nós codependentes quando amamos essas prendas é dificil separar um do outro..hahah...mais não impossivel...

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