quinta-feira, 6 de setembro de 2012

confusões!!

Buenas pessoas!!!

Véspera de feriadão...uhuuuu..rumo a Praia Grande....a última vez que fui pra praia foi na minha lua de mel...rs..to branca igual o gasparzinho..hahahaha

Lendo o post da nossa amiga Bia  (http://beatrizvini.blogspot.com.br/2012/09/e-possivel-ser-feliz-amando-um.html#comment-form) onde ela conta uma linda história de amor de um casal de velhinhos, me emocionei, ai tentei comparar um casal que convive com a adicção ATIVA, e fiz algumas reflexões, vão elas:

A velhinha que queimou o rosto e ficou deformada, ficou muito triste com vontade de morrer, mais seu marido e companheiro se fingiu de cego para faze-la feliz, e eles viveram felizes até que a velhinha morreu, ai li esse trecho:

"Passado algum tempo e recuperados milagrosamente, voltaram para uma nova casa, onde ela fazia tudo para o seu querido e amado esposo, e o esposo agradecido por tanto amor, afeto e carinho, todos os dias dizia-lhe: -COMO EU TE AMO. Você é linda demais. "

E conclui que, a história é linda, emocionante, porém um pouco diferente de quem convive com um adicto na ATIVA, o pq eu dou o meu ponto de vista:

Pq  o maior problema da convivencia com a adicção ATIVA, não é a pessoa ser feia, ou andar sujo, ou não ter la grandes perspectivas do futuro, o maior problema é quando a adicção passa a interferir diretamente na vida das pessoas que convivem com o adicto.

A velhinha da história não vendeu a TV, Geladeira, DVD
A velhinha da história não gastou todo o salario do velhinho e deixou os filhos e o velhinho passando fome
A velhinha não xingou, bateu, ameaçou o velhinho por um motivo que não existe
A velhinha da  história não colocou uma faca no pescoço do velhinho e disse: Me da 10 conto senão eu te mato.

Será que se a velhinha tivesse fazendo tudo isso o velhinho se fingiria de cego?
Será que ele aceitaria tudo isso por amor?
Ou por codependencia, medo?

Olha adictos que acompanham o blog, não estou dizendo que vcs são monstros, mas sabemos que infelizmente quando o dependente não entra em recuperação e não para de consumir a "mardita" muitos se "desligam" emocionalmente do mundo, e é por isso que é muito complicado o familiar encontrar o "Desligamento com amor", isso acredito seja o maior dos desafiosd e nós codependentes e por isso infelizmente as familias abandonam, acredito que umas realmente abandonam e pensam que essa pessoa não tem mais jeito...mais acredito tb que a famila que fez isso nunca mais conseguirá ser plenamente feliz, pq é como se um filho, esposo, irmão tivesse morrido mas sem ter morrido...isso corroi o coração de uma mãe, corroi pq além de ver seu filho amado nessa situação ela sabe que NADA pode fazer se ELE não quiser.

Cuidado pessoas pra não deixarem a codependência manipular a mente de vcs, a realidade é dura de se enxergar e viver mais infelizmente muitas vezes é a REALIDADE.

Bom dia a todos e que Deus leve clareza e esperança a todos vcs.

Bjuuuuu

16 comentários:

  1. Bom dia Kel!
    Eu acho que casamento de pessoas "normais" nao se deve comparar com casamentos com adictos, mesmo os que estao em recuperaçao é diferente de quem nunca conheceu a mardita, nao vou comparar meu marido com outros adictos, mas por exemplo ele é esquisito, mesmo sem drogas, vive em depre por falta "dela", se enforna dentro de casa, nao quer ver ninguem, nem visita eu recebo por isso...afffffffff, vamos ver se ele melhora esse comportamento.

    Enquanto outras mulheres se preocupam em perder seus esposos pra outra mulher, nós nos preocupamos em perde-los pra mardita pedra, pó etc..

    Entao no meu ver, temos um casamento diferente dos demais, e nao pode se comparar.

    Nao sei se estou correta com o meu modo de ver, mas é assim que vejo.

    beijos

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  2. Ah ! Boa viagem pra vcs, espero que tenham um dia lindo de sol !!!! bjs

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  3. é justamente isso que quero dizer, não da pra pegarmos exemplos de histórias de amor de outro tipo e trazermos pra nossa realidade a qual a gente sabe que não é, mais por diversas vezes, eu mesma ja fiz muito isso, pegava exemplos, a o meu marido tem "uam peculiaridade" todos tem peculiaridades pq eu não posso conviver com "essa peculiaridade" dele, já que outras mulheres por amor aceitam coisas até piores...
    É exatamente isso a cabeça de codependente, quando ve algo que gostariamos de viver, trazemos pra nossa vida, mesmo não sendo a nossa, e por isso acabamos adiando nossa recuperação acreditando que um dia poderá ser igual a história daquela moça que deu certo..
    É complicadinho se enxergar e admitir isso, acho que dai parte o principio que precisamos nos conhecer primeiro...
    bom feriado pra ti tb..bjuuu

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  4. Bom dia Kel, não quis comparar nossas histórias com a história que postei.. são totalmente diferentes, é claro. O amor é que faz a diferença e a mudança em nós mesmos.. esse é o meu foco. O meu foco é a minha vida.. e não a vida de outras pessoas..
    Meu marido me fez sofrer muito isso é fato, mas me deu muitas alegrias também, é por isso que continuo com ele, cresci, aprendi e sou feliz hoje. Pra mim é isso que vale.
    Forte abraço e tenha um lindo fim de semana com sua família, que Deus os acompanhe.
    TAMUJUNTAS!!!

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  5. Oiii...Bia..primeiro gostaria de dizer que to feliz por ver suas mudanças e a do seu marido...e eu sei que vc não quiz comparara as histórias mais sim mostrar que o que importa é o amor de vcs que é tão grande quando a do casal de velhinhos..eu desejo tudo de bom rpa vsc de verdade...só não podemos nos esquecerde uma frase que vc postou no seu blog..que eu AMEI...que diz o seguinte: "Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor."... de (Vladimir Maiakovski). ..

    Bom feriado e do fundo do meu coração eu torço muito pela recuperação e felicidade de todos...

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  6. Naquele texto o fato dele fingir que ficou cego foi um modo que ele achou para fazer feliz sua esposa, não tem nada haver com nossos relacionamentos com adicto! Se fosse tão fácil assim, de só se fingir de cego séria fácil pra nós né rssss... mas nossa realidade é bem diferente.
    Tenha um ótimo feriado
    Beeijos

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    1. Ola..moça, seja bem vinda pro aki...

      A grosso modo o que eu entendi da postagem da Bia como um todo é que com aquela história ela quiz mostrar que não importa o q aconteça quando o amor é grande e sincero será o que prevalecerá..Bia me corrija se eu estiver errada.

      É claro que não da pra levar ao pé da letra o "fingir ser cego" e sim como uma "metafora", foi dessa forma que resolvi chamar atenção...
      Que nós codependentes temos a mania de justificar tudo na nossa vida em NOME DO AMOR...
      Mais no fim o comentário da Bia em trouxe uma lembrança onde da pra resumir essa postagem em uma frase, a qual respondi a ela, e torno a repetis aqui....AMAR NÃO É ACEITAR TUDO, ALIAS: QUE ONDE TUDO É ACEITO, DESCONFIO QUE HAJA FALTA DE AMOR"
      Bom feriado Jé..

      bjuu

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  7. Bom dia Kel,
    Quanto ao conto da nossa amiga bia, ele tem diversas interpretações, logo acho que fica difícil saber como cada um se sente ao ler. Pra mim o ponto é que ele conseguiu ama-la diante de todas as imperfeições geradas pelo acidente, e não fez questão de ficar apontando elas como as vezes nós fazemos com as pessoas independente de adicção ou não, após o incendio terminar, ele decidiu fingir que elas não estavam ali. Ele protegeu ela dela mesma, não deixando que o orgulho dela minasse toda a felicidade que eles teriam nos anos posteriores. Em relação a adicção ativa, não podemos fingir que ela não existe, mas quando o adicto esta em recuperação devemos não enxergar o medo da recaída e nem ficar analisando suas imperfeições e a época e causa dos incendio, deixar que ele cuide e aprenda a viver com as proprias feridas, e nós nada temos haver com elas. Ela ficou com a culpa pelo acidente e pelo fogo que a consumiu e veio atingir teu parceiro, e ele deixou tudo isso pra lá, que é um grande exemplo a nós. Texto bacana, da pra viajar...rs Parabens a nossa amiga por ter partilhado conosco e a vc por gerar várias interpretações. Abraços e uma excelente viagem.

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    1. perfeito Sol...no meu ponto de vista vc foi mais fundo e nos deu, pelo menos a mim uam visão mais profunda...e concordo contigo...a intenção é essa questinar, mover-se fazer diferente...bjuuu

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    2. Oi meninas, vim meter minha colher rsrsrs
      Achei bem interessante isso que a Sol disse, se olharmos para um casal onde o adicto esta me recuperaçao (nao na ativa) dá pra tirar uma liçao legal do texto da Bia, pq qdo o adicto para de usar e entra em recuperaçao, as marcas do incendio ficam,e é nessas marcas que nao devemos olhar, o importante é seguir em frente e nao ficar relembrando o tempo da ativa (incendio)nem nas marcas que causou, e procurar ser feliz mesmo que seja vivendo o só por hoje !!


      Se falei besteiras podem me corrigir rsrsrs


      beijossssss

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    3. eu não achei besteira não achei bem colocado...rs...: )

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  8. ...rs...fazendo um apanhado geral...eu cheguei no seguinte ponto de vista

    Se na ativa (incêndio) fingirmos ser cegos, morreremos queimados juntos

    Se na recuperação (pós incêndio)fecharmos os olhos para as cicatrizes que esse incêndio deixou e olharmos o lado bonito que ficou, teremos chances de sermos felizes..

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  9. Realmente meninas não dá pra comparar uma relação com um adicto na ativa, com pessoas 'normais'...
    Mas concordo com o ponto de vista da Sol, pra mim o texto quis mostrar que se o amor é verdadeiro ele consegue passar por dificuldades que muitos apenas gostando do parceiro não conseguiria passar...

    Lógico que estar com um dependente na ativa é algo muito mais além, do que estar com uma pessoa que apenas teve a face destruída... Pois o dependente químico na ativa possui defeitos de carácter seríssimo...
    Mas ambas as situações exigem um amor muito grande pra permanecer nelas...

    Estar junto na alegria é fácil, difícil é enfrentar os problemas e dificuldades do dia a dia...

    Beijos !!!

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    1. eita q vo coloca mais lenha na fogueira...rs...Maria o q cv acha que só um amor verdadeiro aguenta passar por dificuldades? ja te passou pela cabeça que a pessoa muitas vezes não deixou de amar, mas como a Fenix um dia escreveu, ela cansoud e sofrer???
      Será que a Giu ou a Cici quando largaram a corda e decidiram ser felizes foi pq apenas gostavam de seus adictos??
      Desculpa Maria é só pra ouvirmos mais opiniões...rs..ti gosto muito..bjinhu

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  10. Opa, ta ficando legal isso aqui em Kel? rs
    Acho muito válido essa troca de opiniões...
    bora lá eu dar a minha opinião.
    Eu já conhecia a história e me emocionei muito quando li pela primeira vez, porém, confesso que nunca tinha olhado para ela fazendo a comparação e reflexão que você fez. Concordo que são situações diferentes, relações normais não dá para serem comparadas com relações onde há adicção, mas, entendi o que você quis passar com essa postagem, é de fato muito mais difícil as provas de amor, os gestos de amor para um relacionamento adicto.
    E respondendo a sua pergunta para Maria, amei sim o Gabriel e o fato de eu ter pulado do barco não prova o contrário, eu apenas não tinha mais condições de sofrer...
    Legal a sua postagem, acho que trocamos ideias legais com ela!
    Bjos

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    1. ...oi Giuuu...pois é acabei comparando pq como li no blog da nossa amiga Bia q partilha do nosso mundo codependente..rs...automaticamente minha cabeça comparou aquela história com a de aceitar um adicto na ativa...rs..se eu tivesse lido em um outro lugar talvez apenas teria me emocionado e não comparado...
      e olha quanto eu mais aprendo sobre a codependencia, mais vejo como essa doença é traiçoeira...da mesma forma que a dependencia...nossa mente nos manipula, nos cega...é incrivel como é dificil ter clareza pras coisas...mais é treinando que se aprende né...então bora treinar...rs..a separar EU DELE...rs..

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