sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Fé!!




Gente...to pensando o seguinte...

Sim devemos ter fé...mais será que é só...isso..??

Caraca..passei 6 anos tendo fé, acreditando, amando, cuidando, me esforçando...deu resultado?

NÃOOOOOO

Eu rezava orava, todo dia...pelo despertar espiritual do meu marido...e acreditava e acreditava e acreditava e acreditava...foi o que fiz...a vida passou acreditei e nada aconteceu...até que cansei de ter fé na recuperação dele e passei a ter fé em uma vida diferente pra mim...

Só assim consegui encontrar a verdadeira fé...a fé construtiva,a  fé que anda, mesmo a passos curtos...e bem devagar...mais ela anda

Ela não ta inerte brincando de conto de fadas acreditando somente que um milagre surgirá um dia do nada...o milagre acontece...mais temos que levantar as manags e trabalhar...

Sabe..ter fé ATIVA...que produz que confia...

bjus e boa tarde...fiquem com Deus

Ontem tive uma recaída....e aprendi com ela



Bom dia a todos...escrever aqui me faz muito bem é uma forma que encontrei de colocar meus pensamentos soltos no "papel", organiza-los, pra assim entender e aprender de fato.

Ontem aprendi como a codependência realmente é uma doença, traiçoeira e quando menos percebemos ela nos pega...
Vou tentar da uma resumida na situação...
Meu marido ta internado há 4 meses, e limpo porém não entrou em verdadeira recuperação, está la passando o tempo, ele sai daqui um mês, e eu vendo que nada mudou comecei a ficar PREOCUPADA.
Ok, como tenho aprendido que temos que agir assertivamente, pra não sermos facilitadores, sempre mando cartas tentando explicar a ele como me sinto triste pela situação, que acredito na recuperação dele, porém só será possivel voltarmos a viver juntos como casal, caso ele se mantenha limpo.
Ele só absorve a parte do como eu fico triste, ai se revolta pq acha que eu não o apoio, se da de vitima por estar la "isolado", enfim, tudo isso só me mostra que realmente ainda não chegou o tempo dele, o "despertar".
Depois da última carta, eu acreditava que ele se emocionaria por ver como perdemos (eu e ele) oportunidades de sermos felizes por causa da dependência quimica, como a dependência destruiu nosso relacionamento e que o meu maior desejo é ser feliz ao lado dele, sem a dependência que eu acredito ser possivel...
Pois bem liguei na clinica, perguntei e ai como ele reagiu a carta...o monitor deu um suspiro e disse, bom vou ser sincero com vc, vou dizer as memas palavras que ele disse.....Olha eu cansei, ela não reconhece que to aqui por causa dela, NA VERDADE só to aqui por causa dos meus filhos, só não me separei dela antes, pq não quero ficar longe dos meus filhos, pq não existia mais relacionamento entre a gente, nós estavamos nos tratando nos últimos meses como conhecidos, ela não deixava eu chegar perto dela, e eu acabei vindo pra cá como valvula de escape pq não consigo imaginar outro homem criando meus filhos, pq eu sei que se eu for embora ela não vai virar freira e não vai ficar sozinha...eu nunca roubei, fiquei perambulando na rua, eu usava só uma vez por mês...o que é que tem...eu faço tudo por ela, ajudo ela a limpar a casa, e faço a comida...e bla bla bla...não aguento mais ouvir vcs falando em recuperação, meus principios são outros (fé cega) farei do meu jeito.
Pronto...foi o suficiente, fiquei muda...meu mundo caiu...ele nem ao menos reconheceu o pq do dosso relacionamento estar daquela forma, ele deve pensar que faço tempestade em um copo d'agua e que eu deveria ser a mulher mais feliz do mundo pq ele divide as tarefas domésticas comigo...a gente tenho 2 filhos pequenos, acordo as 4:30hs da manhã, levo os dois an escola, trabalho o dia todo, busco eles, praticamente banco a casa, ele colabora com uns 35% do orçamento, chego em casa, é banho, comida, roupa, eu mesma só consigo tomar banho de manhã pq as crianças querem ficar comigo...e ele acha que me faz um enorme favor em me ajudar..fala sério..
Sabe eu ja me fortaleci pra se for preciso me afastar dele, essa dor eu ja vivi, já passou, aprendi a me amar e ser for preciso escolher entre eu e ele, escolherei a mim com certeza.
Porém a atitude egoísta dele ontem, a falta de consideração comigo como pessoa  conseguiu me machucar, eu chorei muiiitooo quando sai de casa pra ir na reunião do AE, começou a vir pensamentos na minha cabeça de que quando ele sair e eu precisar me separar ele vai fazer escânda-lo como sempre, vai me infernizar com a desculpa de que quero tirar os filhos dele...sendo que eu sempre disse que ele se quiser poderá vir todos so dais jantar com as crianças...fiquei péssima, me senti sem saída, eu acho que pelo menos mereço sair dessa sem mais traumas, nossa chega to cansada...
Ai.....
Ontem no AE, teve uma palestra do autor do livro dependência e codependência  (Juliano Batista Gonçalves), aprendi demaaaaaiiissss...amei...
Ele disse que pra obtermos resultados com nossos queridos adictos, temos que agir com a razão ele usou essas palavras "vcs precisam trancar seu coração em uma caixinha, passar a chave,se necessário uma corrente com um cadeado e jogar em um precipicio na hora em que precisarem tomar atitudes...gente o filho dele está em recuperação há 14 anos....

Ele falou sobre comportamentos que nós codependentes temos que nos levam a errar, ele falou da.
PREOCUPAÇÃO
PENSAMENTOS COMPULSIVOS
CULPA
RAIVA.
Ontem depois do telefonema pra clinica, senti tudo isso, preocupação de como será quando ele sair, pensamentos compulsivos em o que fazer e como fazer quando ele sair, culpa "será que escrevi errado algo na carta" e raiva "como ele pode fazer isso comigo"
Se eu não trancar meu coração nessa caixinha, como não sentir essas sensações, sou humana.
Ele deu um exemplo de quando os nossos filhos eram pequenos e ficavam doentes, muitas vezes precisavamos leva-los pra dar injeção ou tomar remédio amargo, mais precisavamos pro bem deles, senão eles adoeceriam e correriam o risco de vida, pra isso quando viamos nossos bebezinhos chorando de medo, de dor, nosso coração aperta, porém é uma atitude necessária por amor a eles.
E quem tem um DQ na familia, precisa agir assim, por amor a eles, só que o remédio amargo e a injeção são substituido por atitudes, as quais podem ser extremamente dificeis de serem tomadas pela gente como colocar um filho pra fora de casa? chamar a policia pro marido? se deixarmos nosso coração falar..só que é por demais necessário em certas situações.
Tomem cuidado pra não fazer igual fiz durante muito tempo, achar que uma pessoa pode gritar, quebrar as coisas, jogar telefone pela janela, me trancar em casa, e achar que não é tão grave assim ...pq é...grave demais.
Senão daqui a pouco eles irão nos agredir, tentar nos matar e vamos achar que "a tadinho, ele é doente" coitado. Eu PRECISO, ficar ao lado dele, ele precisa de amor.

Gente eles precisam de amor sim, mais de um AMOR EXIGENTE...com responsabilidade.

Fiquem com Deus..um grande abraço...SPH

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O poder destrutivo da droga....



Bom dia....a todos...

Hoje acordei meio desanimadinha...acho q é sono..fui dormi eram 1:30 e acordei as 5:00hs...tb liguei na clinica ontem pra saber se o marido tinha recebido a ultima carta q mandei...me parece que ele leu ontem a noite, perguntei...e ai ele continua casca grossa...a resposta foi sim do mesmo jeito...enfim...acho q juntou o sono com a noticia não tão boa..e fiquei meio desanimada...

Hoje tem reunião no AE, é bom que me anima, me fortalece, eu entro lá e me sinto renovada...

Eu fico pensando....quem inventou a droga...gente..se existe anticristo..deve ter sido ele...
Por mais que eu busque conhecimentos, por mais que eu pratique a aceitação..por mais que eu tenha que mudar a minha vida pra poder ser feliz...
A droga consegue  DOMINAR...

Sabe é verdade não é média não, quando vejo depoimentos de adictos em recuperação, mesmo que por 60 dias, mais quando vejo que eles realmente conseguiram encontrar o caminho da recuperação..eu me emociono...

Pq eu sei como é dificil conseguir sair dessa, perdi muitos amigos, de Overdose, Assassinados, de doenças causadas por consequência do uso da droga, por suícidio...triste demais...que foram presos, gostaria de homenagear alguns deles que se foram há 10 anos atrás, há um ano atrás.

André -  se suícidou enforcado em casa
Cova - Levou 8 tiros na cabeça
Douglas  - Atirou na cabeça do primo e se matou
Wendel - O primo que levou o tiro na cabeça que por sorte pegou de raspão, 10 anos mais tarde veio a falecer de Infecção generalizada internado em um hospital devido a uma meningite.
Zazá - Derrame
Diogenes - Morreu na prisão
Cézar e Dentinho - Desapareceram
Claudinei - Assassinado com 10 tiros na cabeça

QUE DEUS GUIE VCS AONDE QUER QUE ESTEJAM, QUE DEUS LEVE PAZ AO CORAÇÃO DOS ENTES QUERIDOS QUE AQUI FICARAM

Gente isso não é brincadeira não, Deus como a droga destrói familias, vidas.

Eu preciso acreditar que as pessoas são capazes de conseguir..eu preciso acreditar que a vida é muito maior que tudo isso.

Eu preciso acreditar...

Fiquem com Deus


quarta-feira, 27 de junho de 2012

O caminho de volta....aprendendo sempre



Pessoas, boa tarde...hoje to na correria aqui no serviço...rs..só consegui parar agora pra escrever..na verdade foi bom, pq tive um tempinho de pensar antes de escrever...e depois de ler os comentarios, ler os outros blogs, resolvi falar do caminho de volta...da recuperação tanto da dependência quanto da codepedência...

Queria começar questionando, nós estamos nesse mundo pra que?

No meu ponto de vista, independente de religião, se existe céu, inferno, purgatório, reencarnação, espiritos, anjos, buda, se ja fui uma minhoca em outra vida ou se no céu aguardam 40 virgens para o homem quando ele morrer...rs..

Cheguei a conclusão de que todos estamos aqui pra aprender, pra crescer, pra se desenvolver.

Prova disso é que aprendemos desde o instante em que nascemos, desde antes até, desde o ventre de nossas mães, aprendemos o movimento de succção para quando a gente for mamar..aprendemos a chupar o dedo, depois que nascemos, aprendemos a chorar, depois sentar, engatinhar, andar e depois correr.
Agora será que foi em um dia que aprendemos tudo isso?
Será que aprendemos tudo sozinhos?

Pra aprender a sentar nossa mãe teve que ter muita paciência e nos segurar sentadinhos inumeras vezes até conseguimos nos equilibrar, caimos muito pra tras, pra frente, pro lado..depois de cair nós esticavamos o bracinho e faziamos uma fooorrrççaaa de ficar com a cabecinha toda vermelhinha de tanto se esforçar...rs..pra levantar quase sempre sem conseguir, mais não desistiamos nunca, até que nossas mães nos deixavam tentar praticar sozinhos para que de fato aprendessemos, quantos roxos na canela e pernas não ganhamos com isso, de tanto cair até aprender a andar?
E caso não conseguissemos quando nos machucavamos feio. nossa mãe nos estendia a mão e cabia a nós esticar as nossas pra segurar nas mãos dela e nos levantarmos
Tanto que hoje estamos aqui...até plantando bananeira se precisar...rs

Só que pra chegar ate aqui não foi fácil, depois que crescemos e fazemos escolhas seguimos caminho, sempre querendo alcançar a felicidade...e me parece que a felicidade que a gente sempre espera é a vida morna, é simplesmente viver, sem crescer sem aprender apenas aproveitando o melhor da vida.
É ai que nos colocamos em caminhos, ou a vida nos leva a caminhos, os quais temos que aprender e crescer de algum forma...
Vcs dependentes e nós codependentes, precisamos aprender a viver melhor.

E pra isso não vai ser fácil...e nem rápido...rs...quanto mais  sabedoria mais o problema a ser resolvido se torna complexo.

Mais a vida nos chama, nos obriga a aprender a crescer...estamos vivos não estamos?

Vamos voltar a nossa infância e aprender com ela, vamos aprender
a ser:

Humildes e pedir ajuda como pediamos as nossas mães, peçamos ajuda a quem ou a o que for necessário caso não consigamos resolver sózinhos.

Persistentes: Quando cairmos pro lado, vamos fazer força pra levantar, igual quando bebês quando esticavamos nossos bracinhos.

Pacientes: Quando tivermos que ajudar a alguém como nossa mãe era conosco.

Confiantes: Quando for preciso,  deixar que as pessoas aprendam sozinhas, caiam ,se machuquem pra que elas de fato cresçam e consigam caminhar sozinhas, como nossa mãe fez conosco e ficava a nos observar de longe pra ver como iriamos nos virar.

Ajudar: Quando as pessoas cairem em um poço fundo, e se machucarem, saber a hora certa de estender a mão para que ela saiba que não está sozinha e estamos aqui para ajuda-las.

É isso minha gente...aprendi isso com vcs hoje...


Fiquem com Deus

Um enorme abraço

terça-feira, 26 de junho de 2012

Recuperação da dependência quimica, como ela acontece?...




Bom dia  a todos...

Gente, após, ler muito, viver de perto e acompanhar pessoas dependentes ques estão em recuperação e os que continuam na ativa, pude perceber quando de fato a recuperação começa a acontecer na vida do adicto.

Primeiro eles aceitam que são impotentes, e realmente pedem ajuda, pedem pelo amor de Deus pra alguém ajuda-los a salvar a propria vida pra que eles consigam retomar, sua vida, seus relacionamentos, seu trabalho....

Depois se ve arrependimento e humildade em querer continuar no caminho da recuperação, e eles buscam manter essa humildade e fazem o possivel e impossivel para não perder o foco, que é a recuperação deles.

E assim vão vivendo o SPH

Pude entender que a recuperação se inicia assim, infelizmente enquanto nossos adictos tiverem tendo comportamento contrario desses, eles estão se enganando quanto a recuperação.
E é por isso que nós  codependentes temos que tentar agir da forma correta com eles pra que a mente deles não consiga os convencer de que está tudo bem do jeito que eles imaginam estar e pra isso é preciso muita coragem de nossa parte, força e serenindade.

Um exemplo são dois amigos adictos em recuperação que descrevem em um diário (blog) como eles estão encontrando seus caminhos e superando os obstáculos dia a dia.
Eu acompanho os blogs diaariamente e suas postagens que me ensinam,  me emocionam, e principalmente me mostram que o principal fator pra alguém se recuperar é o QUERER E O PERSISTIR.

Pessoal, vamos nos informar, vamos encarar a realidade, vamos aprender dia a dia e também lutar contra nossa mente que por varias vezes nos engana, achando que ta tudo bem quando na verdade não está, só adiamos o fim do nosso sofrimento e do sofrimento deles.

Fenix e Waladicto

Parabéns por estarem trilhando o caminho da recuperação, continuem firmes, não desistam de vcs, sejam exemplos de que se e possível SIM.se recuperar...lutem, e NUNCA DESISTAM...

Obrigada pro partilharem suas histórias

Blog Fenix

http://diariodeumadependentedecrack.blogspot.com.br/

Blog Waladicto

http://waladicto.blogspot.com.br/

Fiquem com Deus

Prove o Amor...




A cura tem início quando o paciente se ama e passa a amar o seu próximo. É um processo profundo de integração da pessoa nos programas superiores da Vida.
Joanna de Ângelis

Curar-se, em  última análise, deve ser um ato de amor profundo. Amar faz com que nossas células vibrem em perfeita harmonia. E onde a harmonia se faz presente a doença não encontra lugar.

Mas o amor só tem sentido quando ele é experenciado, sentido. A palavra "amor" é neutra, expressa apenas uma ideia. Somente quando se ama é que poderemos saber o amor. Saber tem sentido de saborear, experimentar. Olhar para uma fruta não nos permite conhecer seu sabor. Somente quando a provamos é que sentiremos seu gosto.
Por que você não sente o gosto do amor agora mesmo? Será que não existe alguém esperando um abraço seu? Um telefonema? Não existe alguém precisando da sua palavra amiga? De um simples pedaço de pão que você queira dividir?
Será que você também não será capaz de um gesto de amor por si mesmo? Eu tenho certeza que sim. Ligue para um amigo e peça ajuda para suas dificuldades. Procure amparo espiritual no templo religioso de sua fé. Acerque-se de pessoas de bom astral. Cultive somente ideias positivas a seu respeito.
Além do mais, o ato de abandonar um hábito nocivo que agrida nosso corpo é uma das formas autênticas de amar a si mesmo. Nós não gostaríamos de ver um filho entregue às drogas porque o amamos, não é verdade? E por que não temos amor suficiente por nós, para nos libertar de hábitos infelizes que estão destruindo a nossa vida?
Jesus é considerado o médico dos médicos porque experimentou o amor em todos os lançes da sua vida, sobretudo nos mais aflitivos. Jesus não foi um teórico do amor, por isso Ele se tornou o Guia Espiritual da humanidade nos indicando que, amando, seríamos verdadeiramente felizes.
Acha isso apenas poesia? Mas será que de fato não está faltando mais poesia em sua vida?
Pois então o que é que faremos com todo nosso dinheiro se não o transformamos em coisas e situações que sensibilizem que alimentem nossa alma?
O que faremos diante da farta alimentação senão tivermos pelo menos um amigo que queira sentar-se conosco à mesa?    
Que faremos do nosso diploma se não fizermos da nossa profissão um campo de serviço ao semelhante?    
Que faremos das crianças à nossa volta se não tivermos mais alegria em nossa vida?
Que faremos dos idosos se não conseguirmos mais contemplar o pôr-do-sol?
Que faremos dos nossos amores se já não fomos capazes de namorar as estrelas solitarias no céu?
Saboreie o amor, ponha mais poesia e encantamento em seu olhar, veja além da realidade física, pois é mudando a percepção sobre a nossa jornada existencial que encontraremos o caminho da cura.

E por que não temos amor suficiente por nós, para nos libertar de hábitos infelizes que estão destruindo a nossa vida?

Médium: José Carlos De Lucca. Da obra: "O Médico Jesus".


**********************************************************************************

To na correria gente hoje...rs...depois quero falar sobre a recuperação da dependencia quimica...Essa mensagem é o que eu precisava ouvir hoje, espero que sirva tb pra encher a vida de vcs com um pouco de amor

jaja volto...bjus
 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Entrevista com autora do livro "Reduzido a Pó"



Gente esse foi o primeiro livro que li sobre dependência e codependência, fazem mais ou menos 2 anos...li em 2 dias, como chorei....mais consegui definir a minha vida naquela época, como uma ASPIRAL SEM FIM, segue abaixo a entrevista da autora


***************************************
Íntegra da entrevista com Ana G., mãe de um viciado em cocaína
VALÉRIA BLANC



Ana G., 54 anos, é o nome fictício da mulher que viveu uma dramática realidade, cada vez mais presente nos lares de diferentes camadas sociais. Mãe de um viciado em cocaína, ela viu sua vida e a de sua família desmoronar nos últimos 12 anos, desde que um dos três filhos, Eduardo (adotivo), contou que estava usando drogas. Uma das formas de Ana soerguer-se foi admitindo sua fragilidade e relatando, de peito aberto, sua história no livro Reduzido a pó (Ed. Record). Todos os nomes citados são falsos. Mineira formada em marketing, ela optou pelo anonimato para preservar o filho, hoje com 35 anos (que ainda não sabe sobre o livro), e as filhas, Letícia, 32, e Isabela, 25. Nesse meio tempo, separou-se do marido, permitiu-se (tumultuados) namoros, e sofreu depressão grave. Representante do tipo de classe média que podia pagar viagens de férias ao exterior, Ana perdeu tudo o que tinha pagando dívidas do filho aos traficantes, além de tratamentos. Ficou desempregada, mas agora trabalha na área cultural no Rio de Janeiro. Em entrevista à ÉPOCA, conta que o filho começou a se drogar naquela ‘brincadeira’ de experimentar, mas seu organismo se viciou. Primeiro, fumou maconha. Depois, tornou-se dependente de cocaína – desses de sumir por dias e voltar aos frangalhos, direto do morro. Ela critica os tratamentos tradicionais – todos tentativas frustradas, no caso do filho – e lança ao debate a terapia de perdas e danos, em que a premissa é ‘se o dependente não consegue abandonar a droga, vamos ver como ele lida com ela sem destruir a vida dele e a de quem está em volta’. 'Espero que, um dia, Eduardo leia o livro e se reconheça nele. Não para me valorizar ou dizer ‘puxa, como magoei minha mãe. Mas para ele constatar: ‘como eu me perdi’. E fazer alguma coisa por ele. Eu não fiz nada mais do que qualquer outra mãe faria', diz, em fase de um-dia-de-cada-vez na busca de sua própria recuperação.
ÉPOCA – Seu filho admite ser dependente de drogas?
Ana G. –
Até hoje, 12 anos depois que Eduardo começou a usar drogas, ele não assume que é usuário. De vez em quando, aceita dizer que fez uma bobagem, mas ela está sempre no passado. Acho que a rigidez dele em relação à dependência química, a não aceitar que faz uso, tem a ver com a vergonha que carrega, com a culpa. Ele tem tanto horror, que não consegue se ver. Não acho que meu filho use drogas porque quer, mas porque não consegue deixar de usar.

ÉPOCA – A senhora buscou várias terapias para ele, que incluíam a família. Houve algum avanço no tratamento?
Ana G. –
Faz alguns meses que Eduardo não está se drogando. A gente nunca sabe se entrou em recuperação ou se vai recair. Ao longo desses anos, era sempre ‘isso acabou, foi a última vez’, que é o discurso mais comum a todos. Mas acredito que eu precisava de um acompanhamento terapêutico mais ortodoxo. Uma terapia isolada para ver se estava conseguindo lidar com aquilo. Tenho clareza de que fiz mal ao meu filho. Não segurei a barra.

ÉPOCA – Não está se cobrando muito diante de problema tão grave?
Ana G. -
Não vejo como cobrança, não. Reconhecer que errou não me faz nem melhor nem pior do que ninguém, só me protege de não errar tanto. Só que houve um momento em que cheguei a um ponto de exaustão tal que, quando um traficante me ligou para cobrar dinheiro, eu disse 'mata'. E não foi no sentido figurado não.

ÉPOCA – E o que acabou acontecendo?
Ana G. –
Eu depois contei ao terapeuta. Aquilo era um grito de socorro para mim e para meu filho! Eu estava dizendo 'eu não dou conta'! O terapeuta me disse que era uma reação absolutamente compreensível. Não, não é. Mãe não pede a um traficante para matar um filho se ela estiver inteira, mas porque está esfacelada!

ÉPOCA – As terapias convencionais não ajudaram vocês?
Ana G. –
Vou contar um episódio que agravou todo nosso problema. Logo que soube que Eduardo usava drogas, procurei o primeiro psicólogo, que foi a pessoa mais nefasta possível. No decorrer do tratamento, eu via a violência verbal do Eduardo aumentando, falava para o psicólogo, que ignorava. E, num dado momento, esse terapeuta resolveu dar cobertura a uma dívida que Eduardo fez no morro.

ÉPOCA – Como assim?
Ana G. –
O traficante me mandou recado para pagar uma dívida de drogas do Eduardo. Eu não queria pagar. Não achava que fosse esse o caminho. E o terapeuta me chantageou emocionalmente. Dizia que iriam matar meu filho, até o momento em que cedi e paguei. A partir dali, acabou. Era pagamento de dívida toda semana. Quantias exorbitantes. Nunca paguei uma dívida dele de menos de R$ 500. Variava até R$ 1.200. Uma vez, um traficante me pediu R$ 1.800 e eu tive que negociar. Na média, eram R$ 800 por semana. E isso não existe. Ninguém cheira R$ 800 de pó porque morre. A quantidade é muito menor, mas é que quem paga fica na mão do traficante. O terapeuta tinha que internar meu filho. Eduardo estava pedindo para ser contido. Em vez disso, o profissional deu aval para fazer a dívida.

ÉPOCA – O que buscou como tratamento alternativo?
Ana G. –
Uma amiga sugeriu que eu conhecesse o Nar-Anon, que são grupos familiares para ajudar aqueles que convivem com o problema da dependência química. As salas de auxílio são importantes. Tenho mais ganhos que críticas. A filosofia deles está apoiada na dos alcóolicos anônimos, mas o dono do bar onde o alcóolatra deixa uma conta não é um traficante. A diferença começa aí. Há violência por parte do alcoólatra e do viciado em drogas, mas a da droga é mais submundo que a do álcool. A realidade é que o álcool é uma droga lícita. E isso o Nar-Anon não leva em conta. Já os ganhos são vários, como o de descobrir que outras pessoas têm problema semelhante e um espaço para falar, chorar, dividir, onde fui acolhida. Até porque a solidão do familiar de um dependente químico é muito grande. Ele tem que carregar esse segredo por causa de um preconceito cruel.

ÉPOCA – Que tipos de preconceito reconheceu nesse período?
Ana G. -
Uma é a pessoa achar que criou o filho melhor e por isso ele não é um viciado. A pessoa sai exibindo isso para quem tem um filho viciado. Fato é que pai e a mãe que têm um filho hoje devem saber que existe o risco de dependência química. É preciso falar sobre drogas na mídia, na sala de visitas, nas escolas, onde for possível. Cada vez mais os jovens estão se drogando e a gente está fazendo que nem avestruz, enfiando a cabeça no buraco e não olhando. A dependência química é uma doença e não dá para prever quem vai se tornar dependente. Filho não vem com bula. Outro tipo de preconceito é ver o familiar de um dependente químico como vítima. Aliás, como eu me vi.

ÉPOCA – Em que isso a prejudicou em meio ao problema?
Ana G. -
Tive depressão forte e precisei de medicação. Hoje, dentro da minha casa, meu filho me tira a minha paz. E eu preciso de paz. Então, preciso dele longe. Ainda estou me reconstruindo. E acho que vou passar o resto da minha vida me reconstruindo. Depois que um filho usa drogas, a vida da família nunca mais será a mesma. Algo se quebra e não tem volta. Você tem que construir uma outra vida, onde encontre espaço para esse filho que usa drogas e que mudou. Não é mais aquele filho com quem conviveu na infância. Não é mais a relação gostosa.

ÉPOCA – Como está a relação com suas duas outras filhas, que acompanharam todos os passos do vício do irmão, Eduardo?
Ana G. –
Letícia está com 32 anos é acompanhada por uma psicóloga. Isabela, com 25, também busca uma terapia. Há cicatrizes em todas nós. Mas as da Isabela ainda não criaram cascas. Ela enfrentou muito o irmão, mas eu acho que um dia ela vai... Olha, a família é mais importante do que dependência química, e não o contrário. O que eu conheci em termos de dependência, por parte dos profissionais de psicologia e psiquiatria, é que a família é o coadjuvante. Tem que ser funcional para a recuperação do dependente. Só que o dependente não pode destruir essa família. Se ele estiver fazendo isso, essa família está agindo errado. Ele precisa que a família esteja bem para ajudá-lo.

ÉPOCA – Com a vivência de 12 anos de mãe de um dependente químico, alguma modalidade de terapia chama a sua atenção?
Ana G. –
A terapia da redução de danos me fascina, apesar das controvérsias. A psicóloga Mônica Gorgulho, que escreveu o prefácio do livro segue essa tendência: se o dependente não consegue abandonar a droga, vamos ver como ele lida com ela sem destruir a vida dele e a de quem está em volta. Não sei se isso é possível. Mas a verdade é que o índice de recuperação por meio das terapias tradicionais é muito pequeno. É preciso que os métodos mudem, portanto. Li também, há um tempo, que um pesquisador tentava desenvolver uma vacina para usuário de cocaína. É achismo meu, mas a recuperação de dependência química deve passar pelo tratamento orgânico. Se vai surgir algum tipo de remédio ou de tratamento não sei. Mas força de vontade só é pouco. É necessária alguma forma de controlar essas endorfinas (substância que fortalece a sensação de bem-estar) por medicação, num dia de cada vez.

ÉPOCA – Que atitudes teve no convívio com seu filho que não teria mais, depois de conhecer o problema mais a fundo?
Ana G. –
Já subi morro atrás do Eduardo. E pedi a um traficante para não dar drogas a ele que não pagaríamos. Foi um ato de insanidade meu. Os traficantes passaram, em seguida, a ir na porta da minha casa me cobrar as dívidas. Mas acho que cometi erros piores do que esse, como não ter saído de perto do meu filho quando vi que não podia mais ajudá-lo. Eu me envolvi e, por tabela, as minhas filhas, nessa insanidade da convivência doente com um dependente químico, de tentar protegê-lo e resgatá-lo a qualquer custo.

ÉPOCA – Eduardo ameaçou a família, agrediu a mulher dele e já até gritou com o filho, Caio, agora com 6 anos. Ainda assim foi difícil se afastar. É um amor lá no fundo que não permite?
Ana G. –
Quem conversar individualmente com várias mães de cocainômanos verá que há um perfil igual a todos: inteligência, brilhantismo, mentira, manipulação, chantagem emocional. É uma síndrome. Quando outras pessoas os conhecem (usuários) e nem sabem que são dependentes, dizem ‘meu Deus, mas que pessoa envolvente!’ E tem aquela coisa do ‘vamos dar crédito a ele’. Ou seja, a pessoa acaba é financiando a droga. Pai e mãe não podem financiar a drogadição do filho.

ÉPOCA – Como é hoje o seu contato com Eduardo?
Ana G. –
Faz um ano que ele não vai na minha casa. Meu filho nem sabe onde moro. Eu vou ao encontro dele quinhentas mil vezes se ele precisar de mim. Mas não quero mais sentir medo (emociona-se). Hoje em dia, ele é carinhoso comigo. Mas eu tenho um histórico de medo e não quero mais conviver com isso. É uma questão de sobrevivência. Nós temos nos encontrado. Falamos bastante por telefone. Ele, depois de cinco internações, não está em tratamento e faz cinco meses que não usa drogas. Só que precisa se tratar. Percebo que ele está vivendo um momento de muito sofrimento. Eu fico muito mexida com o sofrimento dele. Eduardo está começando a perceber o que fez com a vida dele, em termos das oportunidades que perdeu, o quanto ele judiou dele mesmo. Não quero criar expectativa, mas talvez seja um começo de consciência para querer se tratar. Por enquanto, ele tem consciência do que perdeu, não do que e por que perdeu. Acha que perdeu o passado. Não consegue ver que ainda é o presente.

ÉPOCA – Como seu neto, filho do Eduardo, percebe o que ocorre?
Ana G. –
Talvez meu neto, Caio, seja quem está segurando Eduardo. Ele quer ser um pai melhor, quer que o filho o veja de uma forma melhor. Caio não entende sobre droga. Mas sabe que o pai saiu para beber e que isso é muito feio. Eduardo se envergonha diante do filho. Meu neto amadureceu cedo. Eduardo às vezes levanta a voz para ele, mas é interessante porque o Caio o enfrenta. Caio chama Eduardo de ‘pai’, mas, às vezes, conta ao telefone que tem de desligar, porque 'o Eduardo está nervoso'.

ÉPOCA – Na prática, o que faria se desconfiasse hoje que Eduardo tinha começado a usar drogas?
Ana G. –
Eu teria futucado o armário dele, espiado as coisas dele, colocado mais limite. Sabe essa coisa de ‘ah, é feio ler a correspondência’? Não é feio não. Feio é você perder os sinais que o filho está te dando e que você na verdade não quer enxergar. Eu devia ter me dado conta que ele estava batendo demais com o carro, devia ter dado incertas. E procurado ajuda logo. E quem está nessa situação, se achar que a ajuda não está funcionando, troca rápido, procura outra. Até porque a vida é mais forte do que o sofrimento. Apesar de todo problema, eu sinto que a vida me chama. Sabe do que mais tenho vontade? De voltar a cantar e dançar dentro de casa...

ÉPOCA – Hoje em dia, a senhora se permite sonhar?
Ana G. -
Não posso montar meu sonho em cima da recuperação do meu filho, em que sempre me projetei: 'quando o Eduardo estiver legal, quando eu conseguir reunir a minha família'. Vivi anos em função disso. Hoje em dia, não. Mas é evidente que espero que meu filho vá passar um fim de semana comigo, levar meu neto para me ver e sentar à mesa com as irmãs, bater papo. Espero reuni-los não mais de uma forma ideal. É sentar ali e fazer uma comida boa para eles. Sou uma boa cozinheira, tenho mão boa para tempero.
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1040374-1655,00.html

Olhar pra verdade dói...



Bom dia a todos...

Sabe, partilhando sobre as nossas experiências, percebi o quanto é dificil olharmos pras nossas vidas e reconhecermos a verdade que ela se tornou.

E quando reconhecemos a verdade, como é dificil muda-la, pq de certa forma nós acabamos construindo em nossa mente um mundo em que ja sabemos como será, e ja nos acostumamos a ele.
Ja acostumamos a ter que reservar dinheiro para ter que arcar com despesas extras causadas pelos nossos adictos, já nos acostumamos a não esperar mais quando da o horario dele chegar e ele não aparece, ja nos acostumamos a perder a noite montando um discurso em nossas cabeças pra quando ele chegar de manhã ter que ouvir o nosso sofrimento engasgado por espera-los e sabemos que nada vai adiantar, já nos acostumamos a olhar pra eles no dia seguinte quando eles se mostram acoados, com medo, com remorso e sentirmos pena de que ele está sofrendo e ai ficamos estáticas não mudamos e voltamos ao nosso ciclo doentio.
A gente se acostuma e se molda a essa nova vida, a vida da dependência e codependência.

A gente só desiste mesmo quando não se é mais possivel fazer nada....quando "a dor de não estar vivendo mais for maior que o medo da mudança"...
Vcs que estão entrando agora nessa vida que estão perdidos, acreditem tentar mudar eles, será em vão...vai exigir muito esforço, muitas vezes sobrehumano de nossa parte em vão.

Falo de experiência propria...então a primeira coisa a fazer é buscar conhecimento sobre as doenças: "dependência e codependência"...leiam livros e frequentem grupos de apoio...se não tiver como de um jeito...vc consegue..vc ja fez coisas muito mais dificeis pelo se ente querido...pq por vc não conseguiria?
Vc ja perdeu dia de faculdade, trabalho por causa do seu ente querido, arrume 2 horas na semana para ir a um grupo de apoio por vc
Vc ja pagou divida de traficante, ou mesmo assumiu dividas em casa (agua, luz) sozinha pq seu ente querido gastou o dinheiro com droga, então compre livros sobre esses assuntos e leia....
Faça o mesmo esforço que vc fez pra  salvar seu ente querido das drogas, mais faça pra salvar a VC....

Só por hoje...

Fiquem com Deus

sexta-feira, 22 de junho de 2012

sua vida MUDA, quando vc MUDA, e pra isso é preciso SUPERAÇÃO




Boa Tarde a todos...

Gostaria de chamar a atenção de quem convive com a depêndencia quimica e se torna um codepente.

Eu entendo perfeitamente o quanto é dificil aceitarmos a realidade, é muito mais dificil agir certo do que permanecer errando, acreditem.

Pensem assim, se sou uma codependente e tudo que fiz para que meu ente querido saisse do buraco que se enfiou não deu certo, sinal que eu fiz tudo errado...reconhecendo isso não se culpe, pq vc fez o melhor que vc podia naquele momento..não se culpe mais também não pare, erga as mangas e peça pra Deus lhe dar forçar pra começar a mudar.
Se vc ja aceitou sua impotência e se rendeu, não se ache um(a) egoista que não está lutando por amor, pelo contrario a partir de agora vc deverá ser muito, mais muito forte para enfrentar as mudanças que precisam ser feitas por amor, porque é a única coisa a fazer...entendem quando digo  ÚNICA, acreditem não tem outra.
Isso significa que pode surtir efeito no seu ente querido ou não.
Por isso precisamos ser fortes.
Não quero dar ou tirar esperanças.
Só quero deixar bem claro, enquanto suas atitudes forem as mesmas, enquanto vc:

Negar
Aceitar
Se culpar
Tentar convence-lo
Sentir Raiva
O Vigiar

Vc só está colaborando pra que o despertar de seu ente querido demore mais ainda e que ambos vivam sofrendo por mais tempo ainda.

Cada um tem seu tempo, mais não se acomodem nessa desculpa, lutem todos os dias, pra deixar que as pessoas cresçam..
Né camis...aprendemos juntas..rs

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ame ao próximo como a ti mesmo, será que sei exatamente o significado dessa frase?




Boa Noite....pra vcs..

Acabei de retornar de uma reunião do Amor Exigente, e desde de segunda feira que essa frase tem martelado na minha cabeça, e hoje pude perceber como eu estava errada ao interpreta-la.

Sempre que eu ouvia, "Ame ao próximo como a ti mesmo" eu entendi que não deveria fazer a alguém o que não gostaria que fizessem comigo e nunca parei pra pensar que ela também serve para não permitir que o próximo faça comigo o que eu não faria com ele...rs..

Acho que deve ser pq sempre fui codependente, eu nunca me dei o direito de pensar em mim, de pensar que as pessoas não tem o direito de fazer o que elas acham que devem fazer comigo, sempre que alguém me machucava eu ficava tentando entender o porque ela fez aquilo comigo, e nunca me impus pq eu achava que não tinha esse direito, acabava me sentindo culpada e egoísta.

Exemplo: O marido não teve um dia bom no trabalho, ele chegou em casa e gritou comigo e eu me calei,  pq sabia que ele estava nervoso, ACEITEI, que ele agisse assim e JUSTIFIQUEI, pra mim mesma a atitude dele, não que eu devesse revidar , discutir ou brigar, mais deveria ter deixado bem claro que ele não tem o direito de ofender as pessoas pq algo deu errado  esse desrespeito eu não aceito.
Nessa situação eu estava amando ao próximo, mais não como a ti mesmo, pq eu permiti que ele fizesse algo comigo que eu não faria com ele.

Percebi que não é egoismo não permitir que as pessoas me machuquem, percebi que eu tenho o direito de ser tratada com respeito, percebi que nada nesse mundo justifica eu ter que sofrer por erros que não são meus.

Finalmente eu encontrei os MEUS LIMITES!!!


é preciso SE aceitar para SE modificar...

Bom dia a todos...

Estive pensando muito ontem a noite sobre a aceitação, nós codependentes falamos muito em
Aceitar o que não podemos mudar: e logo ja vem na cabeça, não posso mudar meu ente querido. Coragem para mudar o que posso: ai pensamos posso mudar meus comportamentos para assim ajudar meu ente querido.
Serenidade pra saber a diferença:...ai..parei...e comecei a tentar entender quais as diferenças..

Bem nas duas primeiras frases aceitamos e modificamos, porém sempre pensando no outro AINDA...é...não que esteja errado...mais não podemos parar por ai...

Então percebi que eu estava aprendendo a ME aceitar...e assim estava ME modificando...

Percebi isso quando me peguei na visita reagindo as manipulações do meu marido, e depois veio uma sensação de tristeza e medo..Ai comecei a mudar minhas atitudes, passei a ouvi-lo e a não reagir, eu estava pensando antes de falar, estava agindo, e troquei o medo que eu sentia por entregar nas mãos de Deus.
Assim eu estava pensando em mim, não estava permitindo me machucar, eu parei de pensar nele e concentrei meus pensamentos em MIM, por ele só posso pedir que Deus o ilumine e tentar ser assertiva.
Só que pra ser assertiva eu não preciso ficar remoendo os miolos da minha cabeça pra saber o que dizer o que fazer..mesmo pq sou um ser humano passivel de erro...o unico ser perfeito que não erra é Deus e ainda irei errar bastante nessa vida.
Quando me aceito consigo enxergar com mais clareza meus erros, sem pressa, sem cobranças, e ai encontro a serenidade para entender como eu devo agir pra mudar a MIM...independente se vai trazer resultados perante o meu marido...se trouxer ótimo se não trouxer Deus se encarrega de guia-lo e está nas mãos do meu marido escolher quais caminhos seguir.

Mudando o assunto...ontem meu marido pediu que me ligassem pq era dia de ligação e ele queria muito falar comigo, pra se desculpar, liguei então e conversamos...eu mais ouvi do que falei...me limitei a responder..fiquei tranquila...mais não empolgada de felicidade...eler econehceu e subiu um degrau...mais sei que ainda tem uma longa escada pela frente...

Bjus a todos e que Deus esteja hoje e sempre na vida de vcs

quarta-feira, 20 de junho de 2012

S.O.S. - Rede de Ajuda

Pessoas bom dia a todos...

O chuvinha essa aqui em São Paulo....que não passa...da uma preguiçaaa..rs

Hoje gostaria de contar a história de uma mãe, que como todas que ja li  fizeram me emocionar, uma mãe que como todas ama seu filho e daria a vida por ele, porém precisou passar por cima dela mesma pra ajudar seu querido nessa luta da recuperação...

*******************************************************
Meu filho é dependente quimico e estava internado em uma comunidade terapeutica, eu ja frequentava há algum tempo o grupo de ajuda Amor exigente, quando, houve um momento em que eu precisei mandar ele embora de casa. Foi em dezembro de 2010. Ele saiu de uma internação em uma comunidade, onde não havia obrigatoriedade de ficar, é diferente de clinica. Se o paciente não quer ficar, eles deixam ir embora.  Aí eu impus a ele ir para uma clinica, ele se rebelou, (procurei me aconselhar no grupo AE que frequentava e a resposta foi que eu deixasse ele ir embora e foi a melhor coisa que pude fazer) eu respondi: mas em casa sem tratamento você não fica. A resposta foi que ele então iria embora, que queria mesmo morrer nas drogas (acho que ele pensou que eu ia amolecer). Aí ele pegou as roupas colocou numa mochila, pegou o violão e saiu. Foi a pior dor que eu senti na minha vida. Se eu pudesse morrer naquele momento eu teria morrido. Mas deixei ele ir. Não tive noticias por uns 10 dias. Cada vez que eu via noticia de morte por confronto com policia, suicídio e outras coisas, eu ficava em desespero....aí um dia uma pessoa me avisou que viu ele numa mata que tem na cidade. Fui lá com meu marido, achamos ele parecendo um bicho...barbudo, cabeludo, sujo, todo picado de bichos, estava dormindo no chão, pedindo comida nas casas, tinha vendido tudo que tinha, ficou com a roupa do corpo. Eu tinha levado água e bolacha, dei pra ele, sentei no chão e conversamos. Eu disse: vim te oferecer ajuda. Quer se internar? E ele rapidamente disse: sim, vamos agora? Aí eu falei: calma, pensa direito, fica aqui hoje e amanhã eu volto, se vc ainda quiser eu te levo (blefei, queria tirar ele dali logo mas tinha que ter certeza que ele queria). Ele começou chorar e disse: não fico nem mais uma hora aqui. Me leva! Aí levei ele em casa, tomou banho, comeu (muiiito), dormiu um pouco. Conversei com ele e falei: ainda quer ir pra clinica? Pq se vc não quiser ir pode ficar lá no seu canto, no mato, não estou te impondo nada (ai meu Deus que coisa dura de dizer). Ele falou: liga agora na clinica e avisa que to indo.
E assim foi a primeira internação dele na clinica.
Esse é o caminho, que não pode deixar ele voltar pra casa pra viver lá sem se tratar, mas tem que oferecer ajuda e ele vem buscar logo logo, basta a familia ser forte. E não pode deixar ele perceber que estão ansiosos, tem deixar sempre ele decidir...

******************************************************************

Dificil e triste né minha gente...mais foi assim que ela tem conseguido direcionar seu filho pro caminho da recuperação...

Aproveitando....gostaria de poder ajudar de alguma forma a todos...só que é um pouco dificil, tive uma idéia e acredito que com a colaboração de todos ela funcione.

Eu li o livro codepedência nunca mais que me ajudou demais, e sei que muitos de vcs ainda não tiveram a oportunidade de ler...e agora o livro ta la encostado, o que acham de coloca-lo pra rodar?

A proposta é empresta-lo, quem tiver interesse le e depois devolve para que outras pessoas também tenham essa oportunidade.

Quem tiver interesse me manda um comentário dizendo que quer o livro EMPRESTADO...e eu mandarei, e assim que terminar a pessoa se compromete a devolve-lo.

O empréstimo será por ordem de publicação do comentario. (quem publicar primeiro recebe primeiro e o restante na sequencia) Podemos estipular um período de 10 dias pra cada pessoa, o que acham?

Quem quiser é só comentar neste post.

Bjaum a todos...

Fiquem com Deus


terça-feira, 19 de junho de 2012

Dependência doença da mente e Codependência doença do coração?

Depois do post http://dependenciaecodependencia.blogspot.com.br/2012/06/medoamordecepcaoe-vida-segue.html
e um comentário do nosso querido Wal Adicto, pensei na diferença que ele encontrou em nós codependentes e os dependentes.
Os dependentes encaram uma luta da vontade que eles carregam no coração de serem felizes e livres das drogas com a mente deles que diz que pra eles serem felizes eles precisam das drogas
Os codependentes encaram a luta da vontade do seu coração em lutar pelo seu ente querido, com a sua mente que sabem que nada eles podem fazer se os nossos adictos não quiserem.
Gente que coisa de maluco...mais é isso.
Ai acabo vendo em outros blogs, pessoas defendendo o “estar ao lado do seu amado” uma escolha do amor e pessoas defendendo o “deixar seu amado livre” em nome do amor próprio, tudo em nome do amor...
Por vezes vejo as pessoas dizendo isso não é amor é codependência, ou não é codependência é amor eu não posso desistir do meu amor, por que o amor tudo suporta.
Em comum todos temos a droga que destrói e corroi tudo ao redor.
Nessa luta não existem coitadinhos ou coitadinhas....existem guerreiros lutando diariamente pra encontrarem o seu equilíbrio, existem pais, mães, filhos, irmãos, esposas, esposos, que choram a vida roubada pela droga, por escolhas erradas seja de quem for.
A forma de achar a saída é encontrar o equilíbrio de nossas emoções, cada um sabe como buscar e encontrar isso, somos únicos e o que serve pra um não serve pro outro.
Então pensemos tudo na vida que é demais faz mal.
Devemos amar o próximo como a nós mesmos...isso se refere a igualdade..o que não desejo pro outro não desejo pra mim.
Reflitam
Será que estamos amando na medida certa?

A paz resulta do equilíbrio e não da inércia."



Achei a msg lindaaaaaa...

Bom dia a todos

**************************************************************************************************

O mundo espiritual nos brinda com precioso ensinamento. Estamos todos em busca da paz. Mas onde encontrá-la? A lição de Madre Joana Angélica afirma que não a encontraremos na inércia.
Muitas vezes procuramos em vão pela paz nos campos da ociosidade. Para muitos, ter paz é não ter obrigações a cumprir, é não ter parentes a suportar, é não ter que trabalhar ou estudar, é não se defrontar com qualquer espécie de desafio.
A lição espiritual é clara ao nos afirmar que a paz não vem do comodismo, da inércia, da inatividade. Quem permanecer nesse estado por muito tempo encontrará não a paz, mas sim intensa perturbação interior.
A paz nasce do equilíbrio e equilíbrio pressupõe a idéia de movimento ordenado de nossas forças. Nem ociosidade, nem açodamento. Nem tão depressa, nem tão devagar.
Vamos assim refletir sobre a maneira como estamos nos comportanto na vida. Estou me movimentando em busca das minhas aspirações ou estou na inércia?
Temos nossos sonhos, porém muitos estão de braços cruzados. Se estiver de fato lutando, devo me questionar se me movimento com equilíbrio. Estou fazendo o que é preciso ser feito?
"Não passei no exame", mas será que estudei o suficiente?
"Ninguém me ama", mas será que estou sendo uma pessoa amável?
"Ninguém me compreende dentro de casa", mas será que eu aceito as pessoas de minha família como elas são?
Dizem os amigos espirituais que a paz somente é possível quando temos a conciência do dever bem cumprido. Será que podemos colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz?
Muitos, porém, não vivem em paz porque estão em movimento exagerado, apressado, estressante. Não vivem a recomendação de Jesus: Não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações.Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.
Quanta paz nós sentiríamos se nos ocupássemos, de corpo e alma, com as tarefas de cada dia. Estaríamos tão compenetrados com as experiências de cada minuto que não teríamos tempo para as inúteis preocupações com o amanhã. Evitaríamos muitos distúrbios de ansiedade, pânico e fobias com essa orientação de Jesus, desse mesmo Jesus de quem não ouvimos as lições, mas à frente de quem estaremos ajoelhados amanhã, pedindo que nos dê um pouco de paz no coração.




Médium: José Carlos De Lucca. Da obra: "Minutos com Chico Xavier".

Nada como uma boa noite de sono...rs

Bom dia a todos...nossa ontem cai na cama eram 20:00hs...dormi bastante...apesar de acordar as 4:30hs todo dia...rs...foi uma noite de sono revigorante...

Hoje estou bem melhor, sabe aprendi a aceitar que tenho meus defeitos, e que a codependencia faz parte da minha vida...e a minha revolta ontem me fez aprender bastante..me fez aprender que:

Ainda a codependencia mora em mim e sempre ira morar
Que eu posso e consigo controla-la, basta me concentrar em Deus e fazer a minha oraçãozinha
Que eu sou um ser humano, normal que sofre, que ri, que chora, que se revolta sem ter vergonha disso
A não me culpar por ter tido sentimentos que eu não deveria ter

Pois é chorei, descabelei, revoltei, me concentrei no PS e me acalmei e voltei a minha serenidade...rs..

Hoje estou em paz comigo e feliz, pq o forrozim da festa junina de sexta foi ÓTEMO....rs

Quanto ao marido, deixa ele la, pensando na vida e nas atitudes dele...e colhendo os frutos dessa plantação que ele tem feito em sua propria vida...só pedi que Deus o iluminasse hoje de manhã e o fizesse enxergar quanto mau ele causa a ele e a todos que o amam. (fiz minha parte)..rs

Fé minha gente...quem disse que a vida seria fácil...não é mais pode ser maravilhosa...tem recompensa melhor em saber que EU POSSO ESCOLHER....rs...como me sentir e pra onde ir?...rs

Que Deus acompanhe cada uma de vcs...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Medo..Amor...Decepção..e a vida segue...



Ola pessoas...depois de um final de semana tranquilo..com festinha junina..hoje foi o dia da visita..ao marido....pois bem..o que dizer...não foi legal..não mesmo...ele pediu pra sair...eu como uma boa co em recuperação disse quer sair?..já sabe pra onde vai? que pra casa vc não volta...
Ai foi digno de um prêmio do Oscar..


Frases ditas por ele


Autopiedade:....vc não da valor pra mim, não se importa se estou bem ou não, nunca se importou, só me manda embora..


Manipulação:....eu ja estou bem, eu não acredito nos 12  passos, ja sei como me manter longe das drogas, até os 23 anos vivi sem elas, vou voltar a fazer o que eu gostava jogar bola, empinar pipa e ir pra igreja...agora me diz..faz diferença um mês e meio a mais ou a menos aqui dentro?


Usando a minha Culpa:... eu estou aqui por sua causa, se eu fosse solteiro não teria me internardo, me internei por vc...


Bom essas foram algumas de suas frases mais usadas...eu fiquei trissste demais...e em vão..como sempre comecei a REAGIR..as frases dele sempre iguais


Eu respondia:..vc não enxerga, vc não colabora, kd sua humildade, nem uma desculpa até agora vc disse...até que me calei..e assim fiquei....o dono da clinica veio conversar com a gente tentando explicar que o que eu sentia...e me exaltava era MEDO...medo de perde-lo novamente...ai ficava desesperada e falava e gritava e chorava como quem não quisesse aceitar a realidade..e é verdade eu não queria acreditar no que eu estava vendo...no que eu estava ouvindo.é tão dificil quando se AMA...alguém..olhar pra ela e ver como ela é capaz de nos machucar..mesmo sendo por causa da doença...gente desculpa...mais se tem uma coisa que eu não consigo aceitar...é que ele me machuque mais..seja pelo motivo que for..acho que se ele me ama como diz..indenpendente de doença ou não..o minimo...é respeitar..me respeitar....


Pois é que decepção..tanto amor..tantos anos lutando..do jeito errado..do jeito certo..mais sempre para que prevalecesse o amor...independente se foi em uma fase de codependencia na ativa..e bem no auge dela..por traz sempre esteve o amor...tanto amor que esqueci de como me amar..esqueci de quem eu era..do que eu gostava dos meus sonhos...como amar alguém...se nem ao menos consigo me amar...


Dói demais escolher entre dois amores..amores...fortes demais..o meu por ele e o meu por mim mesma...mais a REALIDADE..me obriga a fazer escolhas..a todo tempo...escolha...que caminhos seguir?..que porta abrir....? e como e pra onde ir?...só sei uma coisa...HOJE...eu sei...que se eu não for capaz de amar..ninguém mais será capaz de fazer isso por mim..Então.."João"..desculpa mais EU ME AMOOOOOOO...COM TODAS A LETRAS MAIUSCULAS E GARRAFAIS DO MUNDO...EU ME AMOOOO...ACIMA DE VC.....


OK...busque o seu caminho...se o seu caminho for diferente do meu o que posso lhe dizer?


Good Luck.....!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Lindaaa..pra distrair...letra cupido amigo (art popular)

Cuidado cupido, eu corro perigo
Tenho muito medo de me apaixonar
Já sofri o bastante, você como antes, vem, sempre apronta sem medo de errar
Sou eu que perco o sono
Sou eu que luto com o amor
Você não dá tregua pro meu coração
Você só quer que eu ame, não quer ouvir que eu reclame
Me deixa sozinha e na contramão
Por favor cupido, responde essa minha oração !

Eu sei como sofre, das noites que chora
Pedindo á Deus sempre um amor fiel
Estou à procura do amor, sua cura
Se eu encontrar conhecerás o céu
A sua cara metade
Alguém que cure essa dor e que te preencha por dentro o vazio
Um abraço, um beijo sincero, um ombro, um colo, eu espero
Que encontre alguém que te faça feliz

Vou confiar no poder do amor
Vou apostar, vou sair vencedor
Encontre alguém meu cupido amigo, que seja a metade do que aqui restou

Não perca nunca a esperança no amor
Eu juro, vou achar quem te traga calor
Te dar vontade de amar outra vez
Sem medo de errar como antes se fez

E não é que deu certo!!!

Bom dia Galera!!

Ontem foi dia de Amor Exigente, me identifico muito com o grupo, e me faz muito bem ir la, o tema do mês é sobre o comportamento.

Vou falar do nosso comportamento "os codependentes"

Uma coisa que aprendi e que enraizou dentro de mim é que:
EU NÃO SOU RESPONSÁVEL PELA ATITUDE DE OUTRA PESSOA, MAIS SOU RESPONSÁVEL PELO QUE PERMITO QUE ELA ME FAÇA.

E seguindo esse raciocínio, passei a ser bem mais enérgica digamos assim...e noto que em alguns comentários em outros blogs,  as pessoas acabam tendo um retorno de que eu sou radical demais (pelo menos essa tem sindo minha impressão) .
E como o segredo de se crescer e amadurecer é aprendendo, nada melhor de que se questionar, e partilhar, pra saber se o caminho que estou trilhando é o mais apropriado pra minha recuperação.
Então ontem  liguei pro dono da Clinica onde meu marido está internado, pq segunda é dia de visita, ele me atendeu com um sonoro "PARABÉNS"...eu nossa pq??..e ri...ele seus puxões de orelha e broncas por carta e telefone estão surtindo efeito, nosso amigo deu uma parada pra pensar...
Fiquei muito feliz, por eu estar me recuperando e conseguindo ajudar meu marido a encontrar o caminho da recuperação...tudo graças ao PODER SUPERIOR, onde peço sempre que me guie nesse caminho que estou seguindo.
No AE, também coloquei em questão algumas atitudes minhas e o retorno foi muito positivo, fiquei feliz pq me deixa mais segura em saber que estou indo pelo caminho certo.
Eu sei que cada adicto tem uma personalidade, e a doença deles é uma doença de comportamento,  mais uma coisa é muito real a todos, se quisermos ajuda-los de alguma forma, precisamos começar a ensina-los como eles devem tratar as pessoas e consequentemente se tratarem, com amor,carinho e RESPEITO...
Destaquei o RESPEITO, pq sem ele nem amor e nem carinho conseguem sustentar qualquer relação.
O minimo que devemos fazer é ensina-los a nos respeitar, para aprenderem como se respeitarem e infelizmente as vezes isso implica em mudanças e tomadas de atitudes um pouco drásticas, pra isso minha gente precisamos de CORAGEM E DISCERNIMENTO.

.."Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu, para que juntos possamos fazer o que sozinho eu não consigo. Senhor dai-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as que posso e sabedoria para distuinguir a diferença...SPH"..

Bjus e fiquem com Deus

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O que é ser codependente

Os co-dependentes dedicam-se a tentar “salvar o outro”, zelando quase religiosamente pelos seus interesses, tomando para si a responsabilidade das suas acções, pensando por eles, sofrendo as consequências do seu comportamento. Posteriormente, os co-dependentes zangam-se com os outros pela falta de gratidão e reconhecimento, chegando ao ponto de sentir uma raiva incontrolável sobre os outros e sobre si próprios.
Este ciclo deixa a pessoa co-dependente ainda mais frágil porque deu tudo e afinal não mudou nada. Na verdade, a pessoa co-dependente ajuda o outro a perpetuar os seus problemas e a desresponsabilizar-se dos seus actos. Quando estas relações atingem um ponto de  ruptura, a pessoa co-dependente tende a procurar outra pessoa problemática para dar início a um novo ciclo.
A recuperação da co-dependência inicia-se pela tomada de consciência de que a pessoa precisa de centrar-se em si mesma, desprendendo-se da adição ao outro, procurando ajuda para identificar as suas vulnerabilidades e os vazios que tenta preencher através da dedicação aos outros. Quando as pessoas começam a gostar de si mesmas, a cuidar das suas feridas e a sará-las, quando aprendem a expressar os seus sentimentos e necessidades de forma adequada, as pessoas ganham noção dos seus limites e ganham perspectiva sobre si próprias.
Quando as pessoas gostam de si mesmas vão tender a procurar pessoas que as valorizem e respeitem pelo o que elas são. O ciclo da co-dependência pode ser interrompido e desfeito quando a pessoa co-dependente compreende que a resolução do seu problema reside em si próprio. Reside em tomar responsabilidade por si, tomar conta da sua vida e assim ficar disponível para poder verdadeiramente amar.
Sugestão de leituras sobre este tema:
“Vencer a Co-Dependência – Como Deixar de Controlar os Outros e Cuidar de Si”, Melody Beattie, Sinais de Fogo
“Mulheres que Amam Demais”, Robin Norwood, Sinais de Fogo


Fonte: http://ruiferreiranunes.com/2009/01/21/a-co-dependencia-amor-ou-maldicao/

Sobre a Codependencia

Bom dia a todos..ontem indo embora do trabalho pra casa, estava pensando aonde seria o limite em saber o que é amor e o que é codependencia...
E me lembrei de uma parte do livro" codependencia nunca mais" onde a autora diz que nós codependentes temos a mania de ver como qualidades em nossos "adictos" atitudes que são normais aos demais...

Vou citar um exemplo: O marido e a mulher trabalham fora, chegam em casa, a mulher faz a janta o marido lava a louça...
Ai nós codependentes enxergamos..meu ente querido, apronta varias...mais ele lava a louça...por isso devo valoriza-lo.
Quando se trata de um relacionamento "normal" sem a dependencia e sem a codependencia....pensamos...ele não faz mais que a obrigação...

Estou errada?

Gostariamos que parassemos pra refletir o seguinte, nós como pessoas devemos justificar comportamentos injustificaveis e aceitar tal comportamento com a desculpa de que é uma doença?

Entendo eu que:

Uma pessoa que trai o a parceiro, tendo a doença da adicção ou não, esta errada.
Particularmente EU, (digo eu pq cada um cada um, nada contra quem pense o contratio) não aceito traição sendo de um companheiro com adicção ou sem adicção?
Uma pessoa agride o parceiro fisicamente
Eu não aceito agressões, seja de um adicto ou não
Uma pesso  humilha o parceiro publicamente 
Eu não aceito humilhações, seja de um adicto ou não

Vejam essas são algumas situações dentre varias, cada um sabe o que permite que façam consigo.

Então nós codependentes...(eu) comecei a me perguntar pra conseguir delimitar até aonde eu consigo conviver com uma pessoa sendo ela adcito ou não.

Meu marido tem certa atitude que eu não gosto, se ele não fosse adcito eu aceitaria?

Eu acho que deve ser por ai que conseguimos encontrar o nosso amor proprio e parar de ficar achando justificativas pra aceitarmos e tolerarmos coisas as quais jamais permitiramos que acontecesse, em situações diferentes.
É mais fácil achar justificativas pra não tomarmos alguma atitude em relação ao nosso bem do que encontrarmos coragem para mudar.

Se não nos amarmos, jamais conseguiremos dar amor verdadeiro a alguém.

Um grande abraço a todos e fiquem com Deus

Kel

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Reflexão!!

Bom dia a todos!!

Amanhã é dia de AE, to ansiosa...rs...fiquei duas semanas sem ir senti uma falta danada.
..ando acompanhando blogs de pessoas (D.Q.) em recuperação e fico muito feliz, emocionada de verdade...por ver o quanto Deus é capaz de iniciar a transformação na vida de uma pessoa....e torcendo para que os que ainda não enxergaram a luzinha que a encontre nesse labirinto que se enfiaram e que achem o caminho de volta...
Eu como toda boa CO em recuperação...tenho minhas recaídas...e a ultima foi passar a se preocupar mais com o tratamento dele do que comigo mesma, deixando as minhas coisas em segundo plano....
Li uma mensagem e achei bem bonita, segue abaixo pra vcs...

Um enorme abraço

Kel

*******************************************
Obstáculos

Sempre desapontamos alguém e sempre alguém nos desaponta.
Assim como nem todos podem habitar o mesmo sítio, nem todos conseguem partilhar as mesmas idéias.
Nunca explodir, gritar, irar-se ou desanimar e sim trabalhar.
Depois de um problema, aguardar outros.
O erro ensina o caminho do acerto e o fracasso mostra o caminho da segurança.
Toda realização é feita pouco a pouco.
Nos dias de catástrofe, nada de cólera ou de acusação contra alguém, e sim a obrigação clara de repormos o comboio do serviço nos trilhos adequados e seguir adiante.
Quem procura o bem, decerto que há de sofrer as arremeditas do mal.
Plantar o bem, através de tudo e de todos, por todos os meios lícitos ao nosso alcance, compreendendo que, se em matéria de colheita Deus pede tempo ao homem, o homem deve entregar o tempo a Deus.



Médium: Francisco Cândido Xavier. Da obra: "Sinal Verde". Ditado pelo Espírito André Luiz.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Hoje é o Momento!

Bom dia galera!!

Hoje pela manhã me lembrei de colocar em  prática o que aprend no Amor Exigente sobre a preocupação (PRÉ-OCUPAÇÃO)...estava eu perdendo meu sono e me irritando preocupada com a recuperação do meu marido e o final de sua internação...então lembrei que eu não devo me preocupar com o adiante e viver o Só por Hoje, na hora certa e no momento certo as coisas vão se resolver...

Abaixo mando uma msg que identifiquei com o meu estado de espirito..hoje

bjus a todos
*********************************************************************************************

Evitemos estacionar a mente em assuntos que necessitam ser esquecidos. A mente fixada em lembranças amargas equivale a obstáculos que o homem coloca para impedir o trânsito em determinadas ruas e rodovias. Quem se detém no passado não avança na direção do futuro promissor que o aguarda. As energias divinas que o Pai nos proporciona diariamente devem ser direcionadas para as realizações do hoje e não para a lamentação improdutiva diante dos insucessos de ontem. Quem vive colecionando queixas e lamentações está predispondo o corpo a doenças pertinazes. Por isso, é melhor pensar assim:
Se ontem nos equivocamos, hoje é o momento de corrigir e acertar.
Se ontem fomos ofendidos, hoje é o ensejo de perdoar.
Se ontem nos iludimos, hoje é o momento de conhecer a verdade.
Se ontem fracassamos, hoje é o momento de preparar novo tentame rumo à vitória.
Se ontem fomos mesquinhos, hoje é a oportunidade de experimentarmos a generosidade.
Se ontem nosso coração estava fechado pelo rancor, hoje é hora de abri-lo ao amor.
Filhos, não pensem que estou fazendo simples sermão espiritual, estou escrevendo estas linhas na condição de médico que hoje detém maior possibilidade de análise das verdadeiras causas das enfermidades. Muitas doenças são reflexos da mente que não quer se libertar das amarras do passado, fixando-se em culpas, mágoas e desilusões que lhe desiquilibram fortemente o cosmo orgânico. Por isso, meditemos nas palavras do mestre: "A cada dia basta a sua preocupação", significando para nós que somente hoje poderemos viver a nossa vida, somente vivendo o tempo presente haveremos de resgatar a saúde perdida, e que toda a preocupação com o passado somente trará nuvens escuras encobrindo os raios do sol que hoje quer brilhar em nosso caminho.



Médium: José Carlos De Lucca. Da obra: "Recados do meu Coração". Ditado pelo Espírito Bezerra de Menezes.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Poema - Anonimo

Quando eu era criança, o mundo perfeito era um conto de fadas
Na adolescência, com um príncipe encantado eu tanto sonhava.
Cresci, amadureci e entristeci.
Nem conto de fadas e nem príncipe eu vi.
Que magia existe em adulto ser?
Desde pequena era o que mais eu queria viver
A vida adulta, de conto de fadas e acordar com um príncipe ao amanhecer.
Não, nada disso eu vivi
Me sinto confusa, sem rumo, e agora pra onde ir?
O futuro me espera
O tempo passa e nada tolera
Preciso escolher, preciso fazer escolhas pra sobreviver.
Escolhas difíceis por assim dizer
Meu coração apertado,
Bate acelerado, quando penso será que continuo com você?
Seja a escolha qual for
Não evitará minha dor
A dor de perder
Sejam meus sonhos, ou seja, você

O que seriam falsas esperanças??!!

Bom dia a todos, meu marido está internado há pouco mais de 3 meses, e tem mais 2 de internação pela frente, depois da última ligação e da carta que recebi na sexta pude entender de fato o que acontece com ele nesse exato momento.

Na ligação nós discutimos, e na carta o que acabou sendo a repetição das palavras dele na ligação vou citar alguns trechos que no meu ponto de vista mostra que ele ainda anda meio perdido,  achando que está no caminho certo.

Carta dele pra mim:

..Vou falar um pouco sobre a minha recuperação, está sendo de maneira normal como a de todos.
Frequento reuniões todos os dias, procuro abosorver o máximo que posso, temos todo tipo de acompanhamento...Não sei porque motivo vc acha que não estou fazendo as coisas certas...
...Minha esperança está em viver em paz com vocês isso seria 90%  da minha sobrêvivencia neste mundo enganador...

Meu ponto de vista:

Primeiro gostaria de dizer que nunca disse a ele que ele está fazendo a coisa errada, sempre digo que ele estacionou na recuperação dele, pq ele se entregou mais não está vivendo de fato a programação, ele está encarando esse período longe da familia dele como um castigo que ele precisa passar.

Sobre a carta o que eu entendo:

Quando ele diz que a recuperação dele está sendo de maneira normal como a de todos, ele escreve isso por não ter o que escrever, pq de fato não está vivendo a  reruperação, então ele "resume" o assunto, e entra em cotradição com o que ele me disse na ligação...que cada um trilha um caminho pra se recuperar...se a recuperação é diferente pra cada pessoa como então a dele está ocorrendo normal como a de todos?
E quando ele diz que a esperança dele em conseguir sobreviver nesse mundo está em 90% vivemos em paz, de certa forma ele joga a responsabilidade de se recuperar pra sua familia (eu e os filhos) quando nós podemos ajudar maaaaaasss, não podemos ser o fator principal, ele precisa querer isso por ELE.

Agora como eu me sinto com tudo isso...rs...engraçado sinto como se estivesse em uma partida de futebol na metade do segundo tempo e eu preciso que o "atacante" meu marido marque um gol, pra que possamos sobreviver ao fim do jogo...

Eu sei lógico que não é bem assim...mais é assim que tenho me sentido.

As pessoas as vezes interpretam errado as nossas palavras, em um comentario do Blog "Amando um Dependente quimico" eu citei "criar falsas esperanças", quiz dizer com isso falsas esperanças em achar que o DQ que convivemos esteja de fato em recuperação..precisamos ter cuidado ao analisar as atitudes deles pra ter essa certeza, eu jamais perderei as esperanças de que meu marido consiga vencer essa luta..mesmo que no futuro não fiquemos juntos, sempre terei a esperança de ve-lo feliz, sabem pq?
Pq eu acredito em DEUS...e sei que DEUS..faz milagres...

Por enquanto eu vou buscando a minha recuperação, buscando conhecimentos, pra que esse aperto que fica no peito de estar "perdendo o jogo" não domine a minha vida e a minha mente, e me permita ser feliz só por hoje.

Paz a todos vcs, que Deus os de serenidade, força e coragem pra encarar essa luta que se chama VIDA